sexta-feira, 30 de dezembro de 2016

32 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - Estrada do Coco III -

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Somente apos constatar a inutilidade momentânea da mão direita é que destravei o cinto,
usando a mão esquerda. Ao tentar abrir a porta do meu lado  descobri,
atônito, que ela não se abriria jamais, pois havia " sanfonado " de tal modo que somente
serrada seria removida. Imediatamente, com a urgência que me permitiam as restrições de
mobilidade causadas pelas fraturas na perna direita, a altura do joelho e em algumas  costelas, consegui esgueirar-me pela porta do passageiro. Verifiquei horrorizado ao sair, que o motorista do
outro carro clamava desesperado por socorro, pois estava sendo queimado vivo!... Nada
podia fazer em seu favor, não apenas pelas dificuldades de locomoção mas, e principalmente,
pela brutal temperatura causada pelo fogo que a cada minuto se agravava mais. Aliás,
embora estivesse sozinho no local, pois não havia sequer tráfego naquele momento e o
lugar era completamente deserto de moradores, nada seria possível fazer pelo desditoso
motorista, pois aproximar-se do veículo era totalmente impossível. Alguns minutos depois
passou pelo local um carro cujos ocupantes sequer pararam. A principio fiquei chocado com
a aparente falta de solidariedade; passados alguns poucos minutos, porém, entendi a atitude
prática e objetiva daquele motorista: naturalmente, vendo ao passar, que nada poderia fazer,
apressou-se em procurar socorro mais eficiente e especializada com uma equipe dos "Anjos
do Asfalto", cuja base se localizava na entrada para a foz do rio Jacuípe. Em pouco mais de
15 minutos após a passagem daquele carro, eis que chega a equipe de profissionais
acompanhada pelo veículo do meu querido e dileto amigo Agnaldo, proprietário da
Panificadora Monte Gordo. Fora ele o motorista do veículo que não parou para simplesmente
ver a desgraça alheia. Disse-me depois que reconheceu-me ao passar - embora estivesse desfigurado
pela presença de sangue em minha face - e tratou de procurar o socorro adequado. Que felicidade
 poder contar com um amigo desse quilate nessas horas!...

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana e um feliz 2017 a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

31 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - Estrada do Coco - II -

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Embora planejando voltar o mais breve possível para Guarajuba - a pescaria me esperava -,
não sei por qual motivo, naquele dia, resolvi que não iria passar dos 80 km/h., na viagem até
Salvador. Isto, paradoxalmente, acabou contribuindo de maneira decisiva para a ocorrência
do acidente... É que, ao passar pela ponte sobre o rio Jacuípe - cerca de 500m após - ainda
mantendo a velocidade que decidira imprimir, fui surpreendido pela visão aterrorizante de
um carro vermelho vindo, desgovernado e em altíssima velocidade, na minha direção!
Embora, por mero ato reflexo, tenha freado e desviado para o acostamento, o veículo
veio na minha direção, batendo com seu lado esquerdo ( o lado do carona ), na parte dianteira
do meu carro ( uma Ipanema Chevrolet prata, novamente ), encaixando de tal modo no
meu veículo, que se transformou em um "C "! Imediatamente começou um violento
incêndio que, muito em breve (a mim parecia), iria se transferir para o meu carro.
Imediatamente tentei sair daquele principio de inferno, mas não conseguia nem desafivelar
o cinto de segurança! Depois de várias tentativas com a mão direita, resolvi olhar para
saber a razão do não destravamento do cinto. Só então verifiquei que minha mão estava
totalmente quebrada em diversos lugares!... É que, na ocorrência de um choque traumático
como aquele, não sentimos dor alguma e as lesões são totalmente ignoradas, sobrepondo-se
a qualquer dor, o instinto de conservação  que nos impele a correr para nos afastar ao máximo
 da cena do acidente, principalmente para fugir do fogo...

Continua na próxima postagem...

Um excelente final de semana e um feliz Natal a todos os meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

30 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - Estrada do Coco - I -

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Em que pese a grande afinidade e admiração que tenho pela cidade de Juazeiro, admiração
que se estente até sua irmã pernambucana Petrolina, ambas ligadas umbilicalmente pela
majestosa ponte Presidente Dutra que transpõe as águas tranquilas do "Velho Chico", os
dois acidentes de veículo mais graves que sofri, estão ligados a atividades por mim
desenvolvidas naquela região. Já descritas anteriormente, as circunstâncias em que se deu
o acidente na estrada da Cetrel, aconteceu num dos meus retornos daquela cidade onde
houvera cumprido plantão durante 5 dias. Ao contrário do primeiro acidente, desta vez o
ocorrido se materializou durante os preparativos que fazia visando uma nova viagem para
aquela localidade. Na antevespera da minha ida, deveria ir à Salvador para obter as
informações relativas ao trabalho que seria desenvolvido no próximo plantão, bem como
proceder a aquisição das passagens de ida e volta em ônibus leito, passagens estas fornecidas
pelo empregador. Minha intenção, ao sair de casa em Guarajuba, por volta das 6.30 hs
daquela manhã, era não somente evitar os congestionamentos de trânsito, costumeiros e
cotidianos, nas avenidas ParalelaOtávio Mangabeira, como também poder voltar o mais
cedo possível, pois havia marcado uma pescaria na minha lancha, para aquele mesmo dia,
com meus amigos e pescadores Juracy e "Fartura", com os quais ainda hoje pesco em alto
mar. É que, a pescaria, é a terceira melhor coisa da vida  - pra mim, evidentemente!- ...


Continua na próxima postagem.......

Um ótimo final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

29 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - final -

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Quando o Joel chegou ao local - cerca de 20 minutos depois - já me encontrou totalmente
refeito do choque. Providências foram tomadas, principalmente quanto à remoção da sucata  em que se transformara a Ipanema, vendida, logo depois, a um proprietário de ferro-velho. que veio
imediatamente e levou o veículo do local do acidente. Havia também a necessidade de liberar
o amigo Joel - a quem, ainda hoje, volto a agradecer públicamente, pela presteza do
atendimento - que tinha muita necessidade de continuar seus afazeres à frente de seu
estabelecimento comercial. Destaco ainda que o Joel, ao chegar ao local, não
me viu imediatamente. Em vez disso, o que ele vizualizou foi o vermelho intenso, representado
pelas melancias totalmente destroçadas, fazendo-o crer que aquele vermelho, esparramado
sobre uma area consideravel da pista ao redor do carro, seria sangue proveniente do seu
amigo, certamente morto àquela altura dos acontecimentos, vítima de uma enorme e incontrolável
hemorragia! Começou a se lamentar, falando alto, ate que me viu sair do carro, o que provocou
nele uma euforia e um alivio mal disfarçados e, em mim, um sorriso de alegria e de
agradecimento pela preocupação demonstrada. O episódio seria cômico se não fosse trágico...
Levaram-me para o Hospital Geral de Camacari ( por ser o mais próximo
do local ), de onde depois de radiografias da cervical, nos dirigimos ao COT Canela para uma
mais minuciosa e completa bateria de exames. Mais uma vez, nada de grave foi constatado.
Superei, assim, mais um acidente gravíssimo, conforme se depreende pelas fotos que ilustram
todas as etapas desta narrativa.



Um excelente final de semana a todos e até a próxima.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

28 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - III -

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Além de todos os problemas axistentes na Estrada da Cetrel naquela ocasião - não sei qual
a situação atual, pois não passo por ela há muito tempo - havia inúmeros e grandes buracos
ao longo de toda a sua extensão, o que obrigava os motoristas a dirigir com a máxima atenção
e cuidado mesmo assim, exigindo aqui e ali, uma freada brusca, para não danificar muito a
suspensão do veículo. Na primeira curva fechada, existente logo após o Atêrro Sanitário,
vindo à velocidade reduzida - por volta de 40 km/h - deparei com uma poça de água que,
certamente, ocultava um buraco quem sabe de que dimensões. Instintivamente acionei o pedal
de freio, na intençao de diminuir, ainda mais, a velocidade. Esta minha ação deve ter assustado
o condutor de um caminhão de lixo que vinha imediatamente atrás de mim e que, certamente,
por ser bem mais pesado, não conseguiu diminuir a velocidade a tempo, atingindo a traseira
do meu carro, violentamente. O impacto provocou diversos problemas tanto no carro quanto
em mim mesmo. Com a batida na traseira, minha cabeça fez um brusco e intenso movimento
de vai e vem, ocasionando um tauma na coluna cervical, felizmente absorvido pelo meu
corpo, não deixando sequela alguma após, mais ou menos, uma semana de dor. Saltei do
carro, imediatamente, dirigindo-me ao motorista do caminhão, reclamando, com veemência,
da falta de guarda da distância que ele teria de manter do meu carro, conforme normas de trânsito.
Em seguida, liguei para minha mulher que se encontrava em casa, aqui em Guarajuba,
pedindo a ela que, em vez de ir ela mesma ao meu encontro, entrasse
em contato com nosso vizinho e amigo Joel, dono do Restaurante Prapapá, que se
deslocou, imediatamente até o local onde me encontrava...

Continua na próxima postagem...

Um bom final de semana  a todos e obrigado pelas visitas.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 25 de novembro de 2016

27 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - II -

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Passei algum tempo viajando para a cidade de Juazeiro, designado que fôra para prestar
serviços naquela localiade. Todas as vezes que retornava, trazia no carro - uma Ipanema
prata - muitas frutas, compradas diretamente dos comerciantes locais, grandes produtores
de frutas na região. Dentre as frutas ( mangas, uvas, abacaxis, melões, etc. ), destacavam-se
as melancias, cuja quantidade era sempre maior, devido à preferência da família por esta
fruta. Como nesta fase estávamos, definitivamente, morando em Guarajuba, acostumei
a concluir a viagem de volta, pegando, à altura do viaduto que dá acesso à Candeias, a Via
de Tráfedo, que me levava ao Complexo Petroquíimico de Camaçari - COPEC -,
evitando assim, principalmente, a complicação do trânsito intenso na Rodovia
CIA/AEROPORTO. Embora a distância - medida por mim - seja praticamente a mesma,
l,ivrar-me do tráfego me proporcionava uma grande economia de tempo.
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Vindo pelo Canal de Tráfego, só ha duas opções de acesso à Estrada do Coco:
a Estrada da Cascalheira e a Estrada da Cetrel., sendo que esta última, é a mais
vantajosa, embora potencialmente perigosa, devido às inúmeras curvas - algumas muito
fechadas - à absoluta falta de acostamento e, principalmente, à falta de duplicação da pista.
Todos os meus problemas começaram logo no início da Estrada da Cetrel, imediatamente
depois de passar em frente ao atêrro sanitário da Prefeitura de Camaçari, localizado à
margem direita de quem vem do COPEC para a Estrada do Coco...
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Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

26 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO. - I -

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Sempre fiz questão absoluta de seguir as instruções dos fabricantes de veículos,
principalmente no que toca aos momentos das revisões. Acredito que os fabricantes e
seus engenheiros, são as pessoas mais indicadas para instruir aos usuários, quanto ao período
mais indicado para a manutenção. Foi graças a isto que me envolvi no primeiro dos tres
graves acidentes de carro que sofri, ao longo dos mais de 50 anos que tenho de habilitação ( a propósito, acabo de renovar a CNH com validade até o ano de 2019, com um detalhe: graças à troca de lente do olho esquerdo - por causa da catarata - sem a exigência de óculos ).
A propósito, foi o único acidente que me ocorreu sem a interferência desastrada e
irresponsável de terceiros. Saí de casa para levar a "Caravan" à loja da Signal, localizada
no Vale de Nazaré, onde fazia costumeiramente as revisões, antes de cada viagem que
empreendia com a família. Naquele dia, por volta das 7 h, vinha eu descendo do Largo
de Nazaré para o Vale, quando, ao fazer uma curva à direita - vide foto - fui surpreendido pela
derrapagem irremediável, das rodas trazeiras do veículo. ( Soube-se depois, que havia
muito óleo no local, talvez derramado pelos ônibus que, pelas manhãs, saem das garagens
com os tanques cheios ). Nada podia fazer para controlar o carro, tornando-me mero
passageiro impotente. Em consequência dessa derrapagem, a Caravan subiu o meio fio da
via, indo chocar-se, violentamente, com uma das palmeiras gigantescas existentes naquele
local. O apavorante e barulhento choque, se deu na lateral esquerda do carro,
imediatamente atraz do banco do motorista, onde me encontrava. Ainda bem que sempre
usei o sinto de segurança, o que me preservou de movimentos que poderiam gerar lesões
graves. Em seguida ao choque, o veículo deslisou de ré, indo parar na calçada da Avenida
Vale de Nazaré, felizmente, sem invadir a pista, o que, certamente, provocaria o
envolvimento de outros veículos, cuja quantidade é muito grande naquela via à essa hora.
Assim como nos outros acidentes posteriores - que descreverei em seguida- a Caravan
foi vendida como sucata.

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana pra todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

25 - ACIDENTE DE MOTO - final -

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Embora não dependesse dos negócios para nos manter, decididamente as coisas em Belém
não estavam dando certo. No negócio da pesca, acabei descobrindo que, sendo o dono do
barco, deveria sair eu mesmo junto com a tripulação, porque neste negócio, mais do que em
qualquer um outro, funciona completamente aquela acertiva de que " só o olho do dono
engorda o gado "...
É que começaram os " furtos " de rede, muitas vezes de centenas de metros
( as redes de pesca na região, para serem economicamente viáveis, têm que ser medidas em
kilômetros - a minha media cerca de 3000 m ), os peixes capturados eram muito poucos
( soube, depois,  que eram vendidos clandestinamente em grande quantidade ), dando apenas para
cobrir as despesas; o diesel vasava inexplicavelmente dos tanques, etc. etc. etc. Muitos
desses " incidentes ", eram provocados pela falta de interesse da tripulação, só descoberta
com a continuação da convivência com tais profissionais. Aos poucos ia descobrindo uma
série de malandragens que acabaram por explicar 90% dos " incidentes " citados...
Transferi minha família de volta à Salvador, ficando em Belém o tempo suficiente para
me desfazer de tudo que lá adquirira. Restava-me apenas agradecer ao meu irmão Cléber,
todo o apoio que me ofereceu quando do acidente de moto. Depois de fazê-lo, retornei à
Salvador e hoje lamento profundamente o fato desse meu irmão ter falecido, ele próprio,
vítima de um violento acidente automobilístico, quando se dirigia à sua fazenda localizada
nas proximidades de Capanema.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

24 - ACIDENTE DE MOTO - parte III -

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Lúcido, embora poli-traumatizado e cheio de escoriações provocadas pelo deslizar
sobre o aslfalto áspero, tomei um taxi e fui até o Pronto Socorro Municipal, localizado
na mesma Travessa 14 de Março que era meu destino, apenas com a diferença de estar
em um local bem distante da casa da minha mãe. Prontamente atendido pelos excelentes
médicos e residentes de plantão, fui submetido a diversas radiografias que demonstraram
a fratura de 3 costelas do lado esquerdo do tórax, sendo que uma delas, com o movimento
que fiz para me levantar, perfurou o pulmão esquerdo, a poucos centímetros do coração!
Só então tive consciência de todo o risco de morrer que corri, ao movimentar-me para
me levantar... Nenhum dano, porém, foi verificado quanto ao marcapasso, que continuava
funcionando normalmente, fato constatado pelo ECG a que tambem fui submetido.
Transferido para um hospital, depois de devidamente imobilizado, foi verificada a presença
de ar na caixa toráxica, proveniente do pulmão perfurado. Este fenômeno, conhecido
como "pneumotórax", juntamente com a imobilização a que fora submetido, por conta
das costelas fraturadas, me mantiveram internado até que o organismo eliminasse o ar e
as fraturas se consolidassem. Ainda desta vez, tive alta sem apresentar sequelas...

Continua na próxima postagem........


Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 28 de outubro de 2016

23 - ACIDENTE DE MOTO - parte II -

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Como morávamos no centro de Belém (Av. Serzedelo Corrêa, entre a Praça da República
e a Braz de Aguiar), comprei apenas uma moto, que serviria para minha locomoção entre
nossa casa e o Ver-o-Peso, onde aportava, mais ou menos com a frequência de dez em dez
dias, o barco de pesca, ocasião em que meu " balanceiro ", José Maria - apelidado de Olho
de Gato -  procedia a comercialização dos pescados. É preciso dizer que antes da aquisição
da moto, me submeti ao curso de direção para este veículo, sendo devidamente aprovado
nos testes do DETRAN, para outorga da Carteira de Habilitação específica. Tudo aconteceu
quando de um dos deslocamentos que fazia, quase diariamente, para visitar minha mãe.
Ela morava na Travessa 14 de Março (onde, alias, ainda hoje mora uma das minhas irmãs),
há pouco mais de 100m da minha residência. Ao dobrar a esquina da Serzedelo Corrêa
com a Gentil Bitencourt, ambas as vias de mão única, fui surpreendido por um ciclista que
vinha na contramão, e atravessava, de maneira imprudente, a Gentil. Na iminência do
choque, ele, simplesmente, pulou da bicicleta e largou-a, caída na minha trajetória. Tentei
pular com a moto por sobre a bicicleta, conseguindo passar apenas a roda dianteira, por
sobre ela, enquanto a traseira se embaraçava, resultando na projeção do meu corpo a uns
poucos metros à frente. Na queda, fraturei 3 costelas e, sob choque, levantei-me de imediato,
correndo o risco de, com este gesto intempestivo, causar a mim mesmo, sérias lesões
internas. Tal fato foi constatado mais tarde, quando do resultado dos exames a que fui
submetido...

Continua na próxima postagem......

Bom fim de semana a todos e obrigado pelas visitas.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

22 - ACIDENTE DE MOTO - parte I -

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..Tudo isto me levou a considerar a real possibilidade de vir a morrer a qualquer
momento, principalmente ao me lembrar das palavras do médico, quando da reunião
com a família. Na esperança de  desaparecerem ou melhorarem os sintomas muito
desagradáveis com a mudança de ares, tomei a decisão de me transferir, juntamente
com toda a família, para Belém, onde, além da mulher e filhos, teria o apoio de todos
os parentes que lá se encontravam. Minha saudosa mãe, meus irmãos e irmãs, meus
tios e primos, enfim, de toda a numerosa e unida clã dos Aragão e dos Vinagre, além
de amigos de infância com os quais jamais deixei de me comunicar. Tudo isso saiu
conforme imaginei. Só não mudaram os problemas com o marcapasso: o mal estar
continuou. Minha insegurança quanto ao acerto da transferência, ficou retratada no
fato de não me desfazer de todos os bens que tínhamos aqui na Bahia e de não ter
iniciado, em Belém, nenhum negócio definitivo, limitando-me apenas a adquirir um
barco de pesca de 15 ton. (cuja foto ilustra a presente postagem, batizado com o nome
de minha então mulher, Walkyria, em homenagem e agradecimento por ela, apesar de
possuir aqui em Salvador e em Nazaré das Farinhas, sua mãe, irmãos, tios, primos, enfim,
toda sua família, ter me acompanhado sem nenhum gesto de protesto ou relutância).
Esta aquisição foi feita apenas com o objetivo de me manter minimamente ocupado,
administrando uma atividade que sempre me proporcionou prazer: a pescaria! Alias, é
bom que se diga que tal atividade é, para mim, a terceira melhor coisa da vida... Prometo
que na próxima postagem (como sempre às sextas-feiras), começarei a narrar o "acidente
de moto"... Este preâmbulo, entretanto, é importante para o entendimento do contexto 
daquilo que viria a acontecer...

Continua na próxima postagem.

A todos, desejo um final de semana muito feliz!
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

21 - ACIDENTE DE MOTO - introdução -

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                                                                                                                        Foto Internet


Mesmo com o problema cardíaco resolvido - ou pelo menos equacionado - claro que fiquei
muito abalado psicologicamente, pela absoluta falta pretérita de sintomas. Jogava futebol,
vôlei, pescava em alto mar, inclusive mergulhando durante longos períodos, principalmente
em Guarajuba, tendo como companheiro, não raras vezes, o querido e saudoso amigo -
médico dedicado e competente - Dr. Antonio Silvani, sem jamais ter o mais leve problema
de saúde. Além  de ter que encarar essa nova condição de vida, que me impunha restrições nas
minhas atividades, fora convocada por um dos médicos, uma reunião com minha família,
onde foram enfatizados todos os riscos que me cercariam dali em diante. Concomitantemente,
passei a sentir fortes sintomas de rejeição, não ao aparelho mas aos efeitos que ele causava
quando em funcionamento. É preciso esclarecer aos queridos leitores, que o marcapasso,
somente entra em operação, se houver uma falha nos batimentos naturais, ficando inibido
( sem funcionar ), sempre que o rítimo natural estiver acima do estabelecido. Ao ser implantado,
ele é programado para não deixar os batimentos do coração cairem abaixo de determinada
frequência ( no meu caso, abaixo de 70 batidas por minuto ). Ora, tal frequência coincidia,
quase sempre, com o funcionamento natural do coração, o que acarretava batidas naturais,
simultâneas com os impulsos enviados pelo marcapasso. Esta coincidência ocasionava um
mal estar terrível; um desconforto indescritível, a ponto de ter vontade de arrancar o aparelho
do peito!...

Continua na próxima postagem......

Um ótimo finl de semana a todos os meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

20 - O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - final

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.. O pior de tudo: quanto mais profundo o sono, mais preguiçoso meu coração se torna!
Assim, não fosse descoberta esta anomalia, poderia morrer de parada cardíaca a qualquer
momento durante o sono pois, repito, jamais senti algo de anormal durante toda a minha
vida. Ainda assim, por não conhecer direito o Dr. Nilzo Ribeiro ( de quem me tornei
amigo até hoje ), resolvi ir à São Paulo para uma consulta com o mais famoso dos
cardiologistas da época, Dr. Décio Korman ( Secretário de Saúde do Governo Paulo Maluf ).
Fiquei deveras impressionado com a tecnologia usada, já naquela época, durante a consulta,
que consistiu no seguinte: após a conversa inicial, fui convidado a deitar em uma maca e,
após tirar a camisa, uma enfermeira colocou alguns eletrodos no meu torax, enquanto um
monitor de video existente na mesa do médico, mostrava todos os detalhes do funcionamento
do meu coração. Ao voltar a conversar com o Dr. Décio para a conclusão da consulta (por
sinal caríssima!), ele me perguntou quem era o meu médico na Bahia. Diante da minha
resposta - é o Dr. Nilzo Ribeiro - ouvi, surpreso, o seguinte comentário: " E o que o Sr. veio
fazer aqui?! O Dr. Nilzo é um dos melhores especialista das Américas, no assunto!!! ".
Bem mais tranquilo, retornei à Salvador e, depois de perguntar ao Dr. Nilzo, o que ele
faria no meu lugar e ouvindo sua resposta, me submeti ao implante. Graças à tecnologia
desenvolvida pelo gênio humano, estou há, exatos, 36 anos, vivo e bem saudável!
Certamente não teria sobrevivido se: 1 - O Armando Ulm não fosse hipocondríaco; 2 - A
ciência e a tecnologia tivessem demorado apenas alguns poucos anos para inventar esse
aparelho que, desde então, salva vidas e mais vidas pelo mundo em fora!!! Hoje ostento,
no lado direito superior do tórax, o marcapasso de número 6, implantado, com toda a
maestria, pelo meu caríssimo e competentíssimo amigo, o eminente cardiologista, Dr.
Álvaro Rabelo. Já, ha cerca de 15 anos, tenho como supervisor e monitorador da minha
saúde cardíaca, outro caríssimo amigo, o Dr. Marcos Guimarães. No dia 17.09 passado, completei exatos 36 anos, sobrevivendo - quem sabe - graças ao gênio
humano... Este sim, capaz de fazer MILAGRES!!!...

Um excelente final de semana aos amigos e visitantes.
Grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

19 -O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - II



...Atônito, quiz saber, imediatamente, do que se tratava. Disse-me ele: "Voce está
apresentando bloqueio AV de segundo grau! ". Seguiu-se uma longa e detalhada
explicação sobre o assunto. Não podia acreditar! Nunca havia sentido nada de anormal!
Como era possível?!!! Conclusão: eu, que fui fazer os exames por simples provocação
ao meu amigo Armando, acabei sendo gozado por ele que, ao final, afirmou triunfante:
" Compreendes agora o porquê dos meus exames semestrais ?! ".
Fui aconselhado pelo
amigo Dr. João a procurar o Hospital Santa Izabel, já naquele tempo, referência em
matéria de cardiologia. Para minha sorte, conheci o Dr. Nilzo Ribeiro, comandante de
uma equipe de médicos excepcionais, dentre os quais figuravam Antonio Nery e
Eduardo Tadeu. O Dr. Nilzo, após submeter-me a um " Holter " e executar, ele mesmo,
um cateterismo, indicou-me o implante de um marcapasso cardíaco, única maneira de
corrigir o problema. Naquele tempo o " Holter " tinha que ser remetido para São Paulo
pois aqui não havia equipamento para traduzí-lo graficamente. O cateterismo não
demonstrara nenhum problema obstrutivo, tendo, porém, sido diagnosticada uma
hipertrofia cardíaca importante o que me obrigaria a, dali em diante, levar uma vida
muito mais " regrada "... Ao chegar o resultado gráfico do " Holter ", foram constatados
batimentos cardíacos com a frequência incrível - para quem não é atleta profissional -
de até 38 batidas por minuto!!! ...

Continua na próxima postagem.......

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

18- O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - I


Todo o preâmbulo da semana passada, vem a propósito do terceiro fato que me poderia
ter matado: tenho um dileto e querido amigo, irmão e compadre, chamado Armando
Ulm (dos primeiros amigos baianos que conquistei ). Companheiro fiel e sócio em
algumas das lanchas que tive, também amante do futebol que jogava com maestria,
acabou contribuindo, decisivamente, para salvar a minha vida. Cuidadoso ao extremo
com sua saúde  ( para não chamá-lo de hipocondríaco), sempre fez e faz uma bateria de
exames clínicos, rigorosamente de seis em seis meses! Mais com o fito de gozá-lo do
que por  ter sentido algo de anormal, apos uma partida de futebol, das inúmeras que
jogamos juntos, lá, por volta do ano de 1980, resolvi acompanhá-lo em um desses
" check-ups ". Amigo comum e dono da Clínica Check-up, o Dr. João Souza era sempre
o escolhido para supervisionar tal procedimento. Chegamos à clínica no Campo Grande
e, ao ser submetido ao PRIMEIRO eletrocardiograma da minha vida, fui instado pela
enfermeira, a continuar deitado, pois ela precisava falar com o Dr. João  Saiu da sala
me deixando com uma certa ansiedade, por não me dizer o porque da proibição de
leventar-me. Mesmo intrigado, obedeci. Alguns minutos depois, eis que chega na sala -
acompanhado pela enfermeira - o Dr João, em pessoa! Mandou repetir o exame e, ao final,
pediu para acompanhá-lo ao seu consultório. Com o semblante demonstrando apreensão
e/ou preocupação, disse-me que havia constatado no ECG, uma alteração importante no
funcionamento do meu coração!...

Continua na próxima postagem.......

Um final de semana de paz aos meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

17 - O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - Introdução -



Sempre gostei dos esportes em geral. Me sai muito bem em todos os que pratiquei,
principalmente no futebol e no espiribol (este último, pouquíssimo conhecido, consiste
em enrolar a corda com a qual se pendura uma bola de couro - do tipo daquelas que são
usadas, principalmente, pelos boxeadores em seus treinamentos - no topo de um mastro
de cerca de 3,5 m de altura, dividindo-se os campos em dois ou em quatro, a depender
do número de jogadores, por linhas traçadas no chão). Há necessidade de um preparo
físico excepcional dos praticantes desse esporte. As regras são rígidas e o juiz deve
conhecê-las muito bem, para poder arbitrar a disputa. (Se algum dos meus caros leitores
se interessar pelas regras, mande-me seu e-mail que as enviarei com muito gosto).


No espiribol, eu era imbatível no Colégio do Carmo e no futebol, cheguei a treinar
nos juvenis e aspirantes do meu querido Papão - o Paysandu - não prosseguindo na
carreira por proibição expressa e definitiva de meus pais (principalmente do meu querido
e saudoso pai), pois, naquele tempo, jogador de futebol era " vagabundo ", assim como
todo artista - principalmente do sexo feminino - era considerada prostituta ou em vias de
se-lo (como mudam os conceitos!..). Referindo-me, ainda, aos meus dotes como futebolista,
vale  acrescentar que fui eleito PELOS COLEGAS, o melhor jogador de futebol do Carmo,
considerando todos os alunos, internos e externos. Por tal eleição, me foi outorgada
solenimente, uma medalha comemorativa, que, de tão bonita que era, levei-a, nas férias
de fim de ano, para Oriximiná e, em um gesto de orgulho juvenil, coloquei-a no peito
quando fui - como era de costume - jogar a " pelada " de todas as tardes, no campinho
seletivo (não era quelquer um que entrava !!!), da casa do Helvécio Guerreiro. A gozação -
como era de se esperar - foi geral!!!... Aficionados, principalmente o Helvecinho o
Lúcio e, eventualmente, o Edilberto, anfitriões, as disputas, levadas a sério, se tornavam
emocionantes!... Meu querido amigo Sérgio ( hoje morando tambem em Salvador, onde é
 professor aposentado da Universidade Federal ), não era muito chegado ao esporte, limitando-se,
 na maioria das vezes, a assistir os embates...

Continua na próxima postagem.......

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 15 de julho de 2016

7 - TRES ENFERMIDADES GRAVES, AO MESMO TEMPO!!! - final -




Férias de julho do ano de 1956. Antes de irmos para Mosqueiro, passaríamos o primeiro fim
de semana do mes, num sítio que o meu tio Humberto, segundo marido da tia Odaléa, havia
comprado, nas proximidades da cidade interiorana de Santa Izabel. Lá, após o tradicional
futebol de sábado à tarde, jogado e muito disputado por mim e meus primos (Carlos Eduardo,
Carlos Alberto e Carlos Antonio), alem de alguns nativos das redondezas,  resolvemos
" desbravar " um igarapé que corria mansamente, dentro de um trecho da mata nativa, bem alí ao
lado do campo. Que banho!... Água gelada, uma delícia! A vontade era de ficar naquela
maravílha de água, para sempre...  Ao retornarmos à Belém, no domingo à tarde, porem,
comecei a sentir uns estranhos calafrios. Ao chegarmos em casa, meu estado evoluira para pior,
pois, acompanhada do calafrio cada vez mais intenso, estava sendo vítima de uma febre altíssima,
por volta dos 39/40 graus! O médico da família foi chamado e o diagnóstico apontava para uma
malária. Feitos os devidos exames, constatou-se que eu fora acometido, não por uma malária
qualquer, mas pela terrível " terçã maligna ", uma forma muito grave e não poucas vezes leta, da
doença! Tudo indica que fui contaminado por um mosquito, lá naquele banho maravilhoso de
igarapé. Para completar a minha desventura, haviamos comido algum alimento, lá no sítio - a
Selma, minha prima e eu - que nos deixou com infecção intestinal. Logo em seguida fui
contaminado pelo agente infeccioso responsável pela catapora, de tal sorte que acumulei e
superei, as tres doenças ao mesmo tempo, fazendo-me acreditar de vez, naquele adágio popular
segundo o qual " vaso ruim não quebra "! Após me recuperar completamente, uns dez dias depois,
fomos, finalmente, gozar as delícias da " Bucólica "...



A todos os meus amigos e visitantes desejo um feliz fim de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 8 de julho de 2016

6 - TRES ENFERMIDADES GRAVES, AO MESMO TEMPO!!! - 1a parte -



O ano de 1954 foi o meu primeiro como aluno interno do Colégio Salesiano Nossa Senhora
do Carmo, tradicional e antigo colégio de Belém, dirigido pelos padres Salesianos de D.
Bosco, cujo internato era ambicionado por todos os jovens do estado em idade de fazer o exame
de admissão ao curso ginasial. Poucos, porem, conseguiam realizar tal sonho, mercê dos altos
custos deste internato. Por decisão da minha mãe, tive que fazer a quinta série do curso primário,
pois ela achava que não tinha condições de me submeter com sucesso ao exame de admissão ao
curso ginasial. Este exame consistia em uma espécie de " vestibular ", em que, para ser aprovado,
o aluno tinha que ter um preparo bem razoável ao final do curso primário, o que, segundo ela, me
faltava, mercê das atribulações causadas pela  " paralisia infantil " que me acometera.
Por estarmos radicados em Oriximiná, embora a maior parte da família de minha mãe morasse
em Belém - como ocorre até os dias de hoje - o internato foi uma opção dos meus pais. Já,
anteriormente, meu irmão mais velho, José Figueiredo de Souza - hoje membro da Academia
Paraense de Letras -  houvera terminado o curso ginasial no mesmo internato e, apenas por
uma questão de competitividade, preferiu terminar o curso científico no Colégio Estadual
Paes de Carvalho que, àquela época, era frequentado pelas maiores cabeças coroadas
dos discentes paraenses. É que, ao contrario daquilo que hoje ocorre, este colégio público era
considerado a " nata " do ensino no Pará. Meu irmão, depois de cursar com sucesso os dois
primeiros anos do curso científico no Paes de Carvalho, voltou ao Carmo, desta vez em
regime de externato, fazendo o terceiro e último ano do científico e sendo, inclusive, o orador
da turma. O " internato do Carmo " era famoso pelo seu rigor quanto às saídas dos alunos.
Apenas nas férias de julho e de fim de ano, é que podiam os alunos ali internados, sair. Durante
o ano letivo, somente uma saída - assim mesmo, para aqueles cujos pais ou responsáveis fossem
buscar - era possível: no fim de semana em que se comemora a maior festa dos paraenses, o
CÍRIO DE NAZARÉ. Somente as férias de fim de ano eram gozadas por mim em Oriximiná
- grande parte delas na fazenda do Cachoeiri.  As férias de julho, mais curtas, eram
gozadas, prazerosamente, em companhia da minha tia queridíssima, Odaléa ( irmã da minha
 mãe ), geralmente na ilha do Mosqueiro, para onde a família se deslocava, assim como grande
parte da sociedade paraense, nessa época. Ah! quantas recordações...


Ainda não havia a ponte e as viagens eram
feitas no majestoso  " Presidente Vargas ", 
luxuoso navio comprado à Holanda, cujo
bar e cabines de alto luxo, já àquela época,
eram equipados com ar refrigerado,
poltronas confortáveis e outros itens
chiquérrimos, que o tornava o mais
charmoso navio da época nestas
paragens. Pena que a viagem só durasse
míseros 50 minutos!... Embora com uma
quantidade enorme de diversões na cidade,
uma das preferidas dos veranistas de
Mosqueiro, consistia em ir para o trapiche, ao final da tarde, quando chegava o navio e, fazendo duas
alas, ovacionar as pessoas que chegavam, numa espécie de "boas vindas", anotando tambem as mais
elegantes e as mais extravagantes, para, nas rodas das animadas conversas no Praia Bar, ( point chic
da época), tecerem comentários ora elogiosos ora críticos...

Continua na próxima postagem........

Um ótimo final de semana para todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

5 - A PRIMEIRA GRANDE ENFERMIDADE.


De acôrdo com informações de minha mãe
e de pessoas que até hoje ainda vivem, como
D. Zenaide, já anteriormente citada e D.
Iza, outra vizinha ( hoje com 96 anos de
idade e lúcida! ) que, segundo ela própria,
gostava muito de me carregar no colo, não
fui o que se poderia chamar de " uma criança
doente ". No entanto - e a partir de então
lembro com mais nitidez dos fatos - por volta
de 9 ou 10 anos de idade, fui acometido de
algo que me deixou privado dos movimentos
dos membros inferiores. Lembro-me
nitidamente que, para fazer as provas de fim
de ano no Grupo Escolar Padre José
Nicolino, onde então estudava, tinha que
ser carregado nos ombros, por meu irmão,
 o querido e saudoso Dezizé ou
por um indio muito estimado  na cidade,
chamado Cachinaua ( ou Cachinamá, no
entender da maioria dos habitantes da cidade ). Segundo afirmação convicta
de minha mãe, fui vítima da poliomielite que,
naquele tempo, ainda não poderia ser evitada,
pois a vacina contra essa doença
malígna, somente seria descoberta muitos
anos depois, em 1961, pelo eminente
cientista norte americano Albert Sabin ( 26.08.1906 - 03.03.1993 ).
Minha mãe contou-me e aos meus irmãos, que fiquei curado da terrível enfermidade, graças
a uma promessa que ela fez a Santo Antonio, padroeiro da cidade de Oriximiná, promessa
esta que consistiria em, vestido de frade franciscano, fazer-me acompanhar a procissão que
anualmente o homenageia, caso o Santo " fizesse "  com que eu voltasse a andar...
Lembro-me, perfeitamente, do constrangimento que me acometeu durante esse " pagamento
de promessa ", como bem demonstra minha expressão facial verificada na fotografia que ilustra
a presente narrativa, mandada executar pelo único fotógrafo, cujo nome era Valeriano, que
visitava a cidade apenas anualmente, na época dos festejos em louvor a Santo Antonio.
Milagre ou não, o certo é que voltei a andar e não fiquei com sequela alguma!

Um ótimo final de semana a todos os amios e visitantes.
Obrigado pelas visitas.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 24 de junho de 2016

4 - " A COBRA CORAL " E " ESCAVANDO UM BURACO NO QUINTAL... "


                                                                Imagem da Internet

De acordo com revelações feitas por minha mãe, sofri alguns pequenos acidentes nos
primeiros anos de vida, sendo que dois deles, foram potencialmente muito perigosos,
podendo deixar-me com, no mínimo, sequelas seríssimas. O primeiro aconteceu quando,
ainda criança de colo, me encontrava tranquilamente sendo amamentado pela mamãe
que, concomitantemente conversava, despreocupada, com sua comadre e vizinha,
D. Zenaide ( minha querida amiga, já  falecida ).
 Enquanto esta cena lúdica podia ser observada, uma pequena cobra coral verdadeira, que houvera se abrigado talvez em uma fralda estendida no varal, começava a se movimentar, tentando certamente livrar-se da incômoda proximidade com seres humanos. Inexplicavelmente a mamãe, sentindo  algo estranho, levantou-se e, ao entregar-me à D.Zenaide, para verificar do que se tratava, provocou a queda da serpente, cujo veneno certamente me mataria se inoculado! A mamãe, ao levantar-se apressada da cadeira de balanço em que estava, deixou-a naquele vai e
vem característico e a cobra, ao tentar fugir, resolveu passar por debaixo da
cadeira, sendo prontamente esmagada pelo móvel, no qual a mamãe rapidamente
voltara a sentar-se!


Noutra ocasião, já com uns 5 anos
de idade ( e, a partir dai, já me
recordo de tudo ), inventei uma
brincadeira que consistia em escavar
o chão na tentativa de fincar um
pedaço de madeira que seria
um dos lados de uma futura trave
de futebol. Sendo eu o mais velho,
" determinei " ao meu irmão Cléber
que pegasse uma enxadeta  -
ou enxadeco, naquela região -
existente ali no quintal e começasse
a escavar. Na minha opinião esta
tarefa seria  mais cansativa e eu
imaginei que sendo o mais velho,
tinha o " direito " de escolher que trabalho fazer...
Enquanto ele escavasse, eu iria retirando a terra do buraco, munido de uma latinha de leite
condensado, encontrada nas redondezas. E  lá vamos nós: ele cavava e eu tirava a terra; ele cavava e
eu tirava a terra...até que, numa dessas " tiradas  de terra ", ele, achando que já era sua vez de cavar,
golpeou a minha cabeça com a lâmina da pequena enxada. Por verdadeiro milagre meu cérebro não
foi afetado mas, até hoje, trago comigo a marca do incidente, em forma de  uma profunda cicatriz,
tanto no couro cabeludo quanto no osso parietal...

Um ótimo final de semana a todos, obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 3 de junho de 2016

1 - ALGUNS FENÔMENOS AMAZÔNICOS.




Há algumas explicações que devem ser dadas, principalmente àqueles que não têm a
felicidade de conhecer a região amazônica:
Quando nasci, em 18.10.1941, meus pais, então recem casados ( sou o primogênito do 2o
casamento do meu pai ), possuiam, além do rendoso negócio com castanha do Pará, uma fazenda
à margem direita do rio Cachoeiri. Este riozinho é uma das duas únicas ligações entre a calha
principal do Rio Amazonas e o seu afluente, pela margem esquerda, o Rio Trombetas.
Agora convoco-os a fazer um exercício de raciocínio: imaginem o que significa, em volume de
água, a invasão do maior rio do mundo, a um riozinho que, àquela época, tinha pouco mais de
100 metros de largura! A correnteza é brutal! As margens e o leito do Cachoeiri são
arrancados pelas águas violentas do Amazonas, tornando-o, a cada dia, mais profundo e mais
largo. A previsão é de que, dentro de poucos anos, o Cachoeiri estará ligado a um lago que
existe na parte posterior da fazenda. É preciso dizer, a esta altura, que o Rio Amazonas é
geológicamente novo pois, não tendo ainda definido seus limites marginais, continua a escavar seu próprio leito e a erodir suas pseudo margens, transformando-os em sedimentos que são carregados
para formar novas ilhas e bancos de areia, alhures. Por conta deste fenômeno é que,
independente das qualificações ou dos cursos, títulos e/ou experiência que detenham os
comandantes de navios vindos de todo o mundo, ao chegarem na foz do Amazonas, nas
proximidades da cidade de SalinópolisSalinas para os íntimos ), o comando desses
" monstros ", capazes de carregar  até 80 000 toneladas de carga, é assumido por um
profissional denominado ( erroneamente, a meu ver ) de "Prático". Esta providência é tomada
justamente porque o leito do rio é diuturnamente modificado: ora desaparecem ilhas e bancos
de areia já consolidados; ora surgem, onde antes nada havia, novas ilhas, cuja deteção só
pode ser percebida por quem conhece as " manhas "do rio, evitando, mercê desse conhecimento,
o encalhe muitas vezes irremediável das embarcações. Conheço razoavelmente essa função
de comando, porque tive dois tios - tio Tito e tio Paulo Aragão - e dois primos -
Alberto e Leonel Aragão - que exerciam as funções de comandantes e práticos da
Marinha Mercante na Região Amazônica, conduzindo seus navios, não raras vezes, até
Iquitos, no Peru. Tive, tambem, a oportunidade de viajar em um graneleiro carregado com
60 mil toneladas de bauxita oriunda das minas do Trombetas com destino à  Barcarena
e posso garantir que há sim a necessidade dos "Práticos" no comando desses transatlânticos,
embora sejam equipados com toda a parafernália eletrônica moderna.

Continua.......................

Excelente final de semana a todos e um abraço do amigo,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ANAVILHANAS-PARAÍSO AMAZÔNICO.

ESTAÇÃO DA CHEIA
NA ESTAÇÃO DA SECA SURGEM AS PRAIAS
Sempre que não tiver novidades sobre nossa ONG ANDE E LIMPE,
procurarei falar, nos meus comentários neste espaço, a respeito de
pontos - no nosso território - que merecem ser visitados, quer por seus
encantos naturais, quer pela preservação que ainda ostentam.
Neste primeiro comentário quero me referir ao ARQUIPÉLAGO DAS
ANAVILHANAS. Trata-se de uma reserva natural transformada pelo
Decreto do Governo Federal 86061, de 02/07/1981, em ESTACÃO
ECOLÓGICA, com extenção de aproximadamente 350.000 ha.
Localizada a 70 km de Manaus, essa maravilha (pouco visitada por
brasileiros), é constituida por cerca de 400 ilhas. Na estação das cheias
amazônicas, as ilhas ficam quase que totalmente inundadas, formando
um emaranhado de "furos" e "paranás" capazes de desnortear quem não
conhece a fundo seus segredos. Na estação das secas, aí sim, descobrem-se
as praias de areia branca onde tartarugas, tracajás, pitiús e outros
quelônios, desovam aos milhares, protegidos por fiscais do IBAMA e
pelos habitantes privilegiados desse paraíso. Você que, por seu esforço
e trabalho, angariou recursos que permitem viajar de férias, não o faça
para o exterior antes de conhecer as maravilhas do seu País! Saiba que
cada vez mais europeus e americanos e orientais, veem nos visitar, ávidos por
conhecer as belezas únicas em todo o mundo, localizadas na AMAZÔNIA!
As ANAVILHANAS são o maior ornamento natural do Rio Negro.
Um abraço a todos e até a próxima.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

PS:Fotos de José de Paula Machado p/ a Coca-Cola

sexta-feira, 13 de maio de 2016

CUIDADO! NÃO JULGUE NINGUÉM ÀS PRESSAS.


Muitas vezes teimamos em criticar outras pessoas sem levar em conta as
circunstancias , possibilidades e a maneira de ver e interpretar determinados
"fatos". Teimamos em não verificar nossos próprios defeitos e limitações.
Somos incapazes de olhar pra dentro de nos mesmos, antes de criticar.
A estória que se segue, ilustra bem o que quero dizer:
************************
"Recém casados, o casal foi morar em um bairro residencial muito tranquilo.
Já na primeira manhã, enquanto tomavam café, a mulher olhou atraves da janela e,
reparando que uma vizinha pendurava alguns lençois num varal, comentou
com o marido:
- Veja, querido. Os lençois que aquela senhora está estendendo no varal estão sujos!
Quando tiver intimidade com ela, vou aconselha-la a mudar de sabão!
O marido ouviu mas não disse nada. Alguns dias depois, a mesma cena. Durante o café
da manhã, a vizinha pendurava lençois no varal e a mulher novamente comentou:
- Que coisa! A vizinha continua a estender lençois sujos no varal.
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ele quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, semana após semana, a mulher repetia a mesma ladainha para o marido,
enquanto a vizinha estendia os lençois. Um mes depois, a mulher teve uma surpresa
quando viu a vizinha estendendo no varal, lençois branquinhos, imaculados e sem nenhum sinal
de sujeira. Correu ao encontro do marido e, empolgada, disse:
- Veja, querido, a vizinha aprendeu, finalmente, a lavar as roupas. Será que a outra
vizinha a ensinou?! Porque eu não ensinei...
E o marido, com toda a calma, respondeu:
- Não, filha. É que hoje eu levantei mais cedo e limpei os vidros da nossa janela!...

A todos os meus amigos e visitantes, um excelente final de semana!
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

sexta-feira, 6 de maio de 2016

NUNCA PARAMOS DE APRENDER!...

- Aos 8 anos aprendi que não posso dizer certas palavras que meu pai diz;- Aos 11 anos descobri que a professora sempre me chama quando não sei a resposta;
- Aos 13 anos descobri que quando meu quarto está do jeito que eu gosto, mamãe
manda arruma-lo;
- Aos 15 anos descobri que não devo descarregar minhas frustrações no meu irmão
mais novo porque meu pai tem frustrações maiores e a mão bem pesada;
- Aos 20 anos aprendi que quando chego atrasado no trabalho o patrão chega mais cedo;
- Aos 25 anos aprendi que nunca devo elogiar a comida da mamãe quando estiver
comendo alguma coisa feita pela minha mulher;
- Aos 29 anos aprendi que quando temos, finalmente, uma noite sem as crianças,
passamos a maior parte do tempo falando sobre elas;
- Aos 34 anos aprendi que quando mais preciso de férias é justamente quando
volto delas;
- Aos 42 anos aprendi que se estamos levando uma vida sem fracassos é porque não
nos arriscamos o suficiente;
- Aos 44 anos aprendi que as gravatas de seda caras são as únicas que atraem molho
de espaguete;
- Aos 48 anos aprendi que para saber quem realmente manda na casa é só observar
quem toma conta do controle remoto da TV;
- Aos 55 anos aprendi que o homem tem 4 idades:
- Quando acredita em Papai Noel;
- Quando não acredita em Papai Noel;
- Quando é o Papai Noel e
- Quando se parece com Papai Noel.
- Aos 60 anos aprendi que não posso mudar o passado, mas posso "deixar pra la";
- Aos 63 anos aprendi que todas as pessoas que dizem "dinheiro não é tudo"
geralmente tem muito dinheiro;
- Aos 65 anos aprendi que viver sozinho é muito bom se você for um queijo ou
um bom vinho;
- E, finalmente hoje, aos 75 anos aprendi que tenho muito que aprender!!!

Abraços, bom final de semana, até a próxima.

Clóvis de GuarajubaONG Ande e Limpe

sexta-feira, 29 de abril de 2016

- VOCÊ ACREDITA NO "SOBRENATURAL "?




Um eminente neurologista da Filadélfia, Dr. S.WEIR MITCHELL, certo dia
chegou em casa exausto depois de um dia duro de trabalho no consultório e
adormeceu em sua cadeira de balanço. Acordado pelo toque da campainha, abriu
a porta e viu uma adolescente magra, com um xale surrado sobre os ombros,
tremendo de frio, que lhe pediu encarecidamente que fosse ver sua mãe que, segundo
disse, se encontrava gravemente doente. Como sempre fazia, o médico acompanhou-a
pelas ruas cobertas de neve até uma casa velha. Quando chegou ao quarto da enferma,
o médico reconheceu a doente. Ela fora sua criada tempos atras. Pneumonia foi o
diagnóstico. Como de costume mandou buscar os remédios necessários. Acomodou a
mulher o mais confortavelmente possível e, antes de sair, felicitou-a por ter uma filha
tão dedicada que, apesar de tiritar de frio, apenas protegida por um velho xale, o foi
chamar para socorre-la.

Ao ouvir as palavras do médico a mulher alhou espantada e disse:

- Não pode ser! Minha filha morreu ha um mes! O xale e os sapatos dela estão ali
naquele armário.

O médico examinou o armário, onde encontrou o mesmo xale que vira momentos
antes sobre os ombros da jovem que tocara sua campainha. Estava dobrado e
completamente seco. Não podia ter sido utilizado naquela noite invernosa.
A estranha jovem que tão misteriosamente o conduzira até junto da paciente nunca
mais apareceu...

Abraços e um excelente final de semana para todos.Clóvis de GuarajubaONG Ande&Limpe

sexta-feira, 22 de abril de 2016

- CANDIDATO A VENDEDOR...



O cara se candidatou a vendedor numa dessas grandes lojas que vendem de tudo.
Ao fim do dia do teste prático, o gerente de RH pergunta:
- Como foi o seu dia? Quantas vendas você fez?
- Fiz uma venda só - respondeu o vendedor.
- Uma só??? Mas todos os outros candidatos fizeram entre 20 e 30 vendas!... E
de quanto foi essa venda?...
- Foi de R$ 285.640,00 - respondeu o vendedor.
O gerente engoliu em seco. Uma venda desse valor era, realmente, algo inusitado.
- E como você conseguiu isso? Perguntou o gerente.
- Bem, disse o candidato, vendi ao homem um anzol pequeno, um médio e um grande.
Depois vendi linhas de tres tipos para os anzois. Depois vendi todas as tralhas de
pesca. Perguntei, em seguida, onde ele pretendia pescar. Como ele respondeu que iria
para o litoral, eu lhe disse que precisaria de um barco e vendi-lhe um de 22 pés com duas
rabetas. Como verifiquei que seu carro não tinha condições de rebocar a carreta com a
lancha, vendi-lhe uma Hillux e...
Boquiaberto, o gerente o interrompe:
- Você fez toda essa venda para um sujeito que veio comprar um anzol?
- Bem, disse o candidato, na realidade ele veio comprar um absorvente higiênico
pra sua mulher. Eu vendi, mas aproveitei e disse: Já que seu fim de semana está
perdido mesmo, por que o senhor não vai pescar???...

A todos um ótimo final de semana e até a próxima.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 15 de abril de 2016

- S.O.S. DE CORPO PRESENTE. ( Sobrenatural?? )


Ao olhar para a porta de uma cabina em frente a sua, o comandante de um
navio que cruzava o Atlântico em 1828, rumo à Terra Nova, viu um homem,
por entre a obscuridade do entardecer e, como não o conhecia, pensou tratar-se
de um clandestino, já que, nessa viagem, não levava nenhum passageiro.
Precipitou-se para a cabina mas, pra seu espanto, a figura desapareceu misteriosamente.
Tudo que restava era uma mensagem rabiscada na parede da cabina.

" RUME PARA NOROESTE, IMEDIATAMENTE!"

O comandante ficou tão impressionado com o fato que alterou o curso para seguir as
instruções da mensagem. Após algumas horas no novo curso, o seu navio
encontrou um outro barco na iminência de afundar. O único tripulante a bordo era
o homem que o comandante vira na cabine do seu próprio navio. Resgatou o
tripulante que, em conversa posterior, disse que acabara de acordar de um sono
profundo e repentino, durante o qual sonhara que ia ser salvo!!!



Até a próxima, grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 8 de abril de 2016

- PROVÁVEL ORIGEM DA " LENDA DO BOTO ",


                                         - UMA TESE - 

Após alguns dias em Manaus, embarquei no dia primeiro deste mês no navio
SANTAREM ", com intenção de ir até a cidade do mesmo nome, onde chegaria no
dia tres. Na noite do dia dois, porém, ao chegar na cidade de JURUTIno Pará ),
resolvi desembarcar do navio e tomar um barco menor rumo a cidade de ORIXIMINÁ
também no Pará ), sede do município do mesmo nome, onde se localiza uma
das maiores jazidas de bauxita do planeta. Segundo informações, a mina deverá se
exaurir, ao ritmo atual de produção, somente em 150 anos! Como pretendo
visitar essa mina, prometo, depois dessa visita, completar as informações alusivas
a tal empreendimento. Hoje, porém, apresento-lhes uma tese acerca da origem
provável da conhecida lenda do boto amazônico, sedutor e engravidador de donzelas.
Conversas com ribeirinhos nascidos e criados na região, me informaram que
navios da Marinha do Brasil navegavam regularmente pelos rios da Amazônia,
fazendo levantamentos e coletando dados para tornar a navegação mais segura
nessa região cheia de perigos. A par dessa faina prestavam, sempre que necessário,
serviços de assistência social e de saúde aos habitantes dessas plagas.
Quando os navios chegavam em uma cidade, normalmente, por motivo de segurança,
não atracavam no porto. Ficavam fundeados ao largo e, quando o comandante
resolvia dar folga aos marinheiros, mandava levá-los ao porto utilizando botes.
Havia uma recomendação importantíssima feita reiteradamente:
TODOS DEVERIAM ESTAR NO LOCAL PREVIAMENTE ESTABELECIDO
E NA HORA EXATA, PARA SEREM RECOLHIDOS.
Quem não se apresentasse de acordo com essa regra, deveria ser deixado em terra.
Ocorre que muitos se distraiam com as namoradas eventuais e acabavam perdendo
os botes. Muitos deles iam muito além do namoro inocente...
Ao chegarem na praia e não encontrarem os botes, caiam na água para voltar
nadando, com suas ROUPAS E QUEPES BRANCOS, com medo de serem punidos
se não estivessem presentes no dia seguinte à chamada Ordem do Dia e
Hasteamento da Bandeira. Muitas das namoradas engravidavam e, por
conveniência, culpavam o pobre do boto que " chegava todo de branco, inclusive o
chapeu que usava para ocultar o orificio sobre a cabeça, e as seduzia ".
Claro que muitos nativos " esperto s" e pais inconfessáveis, acabavam por
propagar entusiasticamente tal estoria por ser totalmente de sua conveniência...

Excelente final de semana, grande abraço, até a próxima

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 1 de abril de 2016

- NOVOS SIGNIFICADOS PARA VELHAS PALAVRAS...


AÇUCAREIRO - Vendedor de açúcar com preço acima do normal.

BACANAL - Reunião de bacanas.

CÁLICE - Ordem para manter a boca fechada.

CANGURU - Líder espiritual de cães.

DEPRESSÃO - Espécie de panela.

DETERGENTE - Ato de deter algum suspeito.

ESFERA -Animal que deixou de ser feroz.

EVENTO - Constatação de que não é um furacão.

OBSCURO - Absorvente OB de cor preta.

PSICOPATA - Veterinário especialista em doenças mentais de patas.

QUARTZO - Apozentso de um apartamentzo.

RAZÃO - Lago muito extenso, porém pouco profundo.

RODAPÉ - Alguém que não tem mais carro.

SIMPATIA - Anuência à irmã da mãe.

SOSSEGA - Mulher que se declara desprovida de visão.

TÍPICA - Aquilo que o mosquito te faz.

VATAPÁ - Ordem dada por prefeito de cidade esburacada.,,

Um ótimo final de semana para todos
Grande abraço.

Clóvis de GuarajubaONG Ande & Limpe