sexta-feira, 25 de outubro de 2013



As postagens deste 
BLOG foram suspensas
por tempo indeterminado por decisão do 
seu editor.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

- LENDAS - III - FÊNIX, A AVE IMORTAL -



O mais belo de todos os animais fabulosos, a Fênix simbolizava a continuidade 
da vida após a morte e a esperança. Tinha as cores dourada e vermelha em suas 
penas, representando o nascer do sol, seu corpo totalmente revestido de tais 
ornamentos, enchia de admiração os privilegiados que tinham o dom de contemplá-la.
Possuía uma voz encantadoramente melodiosa que, entretanto, se tornava muito 
triste sempre que a morte se aproximava. Sua beleza e sua tristeza, nestas ocasiões, 
se tornavam de tal modo impressionantes, que muitos homens e animais ao 
assistirem estes eventos morriam, também. Não podia haver no mundo duas Fênix
sendo imprescindível que uma morresse para assim, a outra nascer. O poeta grego 
do século VIII a.C., afirmava que esta ave tinha uma longa vida correspondente a 
9 ou 10 vezes a duração da vida de um corvo, ave que vive muito. Outros cálculos
falavam em até 97200 anos de vidaQuando a ave pressentia a morte se 
aproximando, construía uma pira com ramos da árvore de canela, em cujas 
chamas se atirava para morrer queimada. À medida que as chamas arrastavam 
para o infinito o espírito da Fênix, uma outra, tão esplendorosa como ela, renascia 
das cinzas. Ao erguer-se, a nova ave colocava piedosamente os restos de sua 
progenitora em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de  
Heliópolis, onde o colocava no altar do deus sol. Segundo se acreditava, estas 
cinzas  tinham o poder de ressuscitar um morto.O devasso imperador romano 
Heliogábalo que viveu entre os anos de 202 a 222 d.C., decidiu comer carne 
de fênix a fim de tornar-se imortal. No lugar da fênix lhe enviaram uma 
ave-do-paraíso que comeu, sendo pouco depois assassinado. 
Os estudiosos da atualidade crêem  que esta lenda surgiu na antiguidade, no 
Oriente, e foi adotada pelos sacerdotes adoradores do deus Sol de Heliópolis 
simbolizando, alegoricamente, o nascimento e morte diários do astro-rei.
Tal como outros grandes mitos gregos, desperta no mais íntimo do ser humano, 
crenças inexplicáveis e nas tradições cristãs, por exemplo, tornou-se um símbolo 
popular do nascimento, morte e ressurreição de Cristo. Contudo, seu nome 
pode resultar de um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C
Na descrição que ele faz da ave pode ter grafado o nome fênix erroneamente já 
que escreveu phoenix, sendo que a ave era costumeiramente representada 
pousada em uma palmeira cuja designação em grego é phoinix.  Teria ele 
confundido os nomes? Desvendar tal mistério, quem há de???...

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba

ONG Ande n& Limpe
  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

- LENDAS -II - AS SEREIAS - Final -



O mito das sereias foi explorado economicamente com eficiência por um 
famoso e experiente taxidermista londrino que, por volta do ano de 1830
confeccionou um ser hediondo, meio mulher, meio peixe, que passou a exibir 
afirmando com convicção ter sido recolhido pelas redes de alguns pescadores 
no Mar do Norte. A exibição deste monstrengo fez com que o seu autor 
conseguisse seu objetivo que era, na verdade, vende-lo. Depois de poucos 
dias de exibição, foi vendido a dois irmãos italianos por inacreditáveis dez mil 
libras. Um naturalista, pouco depois, publicou  um artigo afirmando que se tratava 
de, sem sombra de dúvida, um macaco costurado à uma pele de peixe! 
Esta combinação macaco-peixe, aliás, deu início a um florescente e bem 
sucedido comércio de sereias por meio do qual muitos pescadores japoneses 
conseguiram aumentar consideravelmente seus rendimentos. Até em circos 
e feiras, muitos exemplares chegaram à Europa para serem exibidos com 
muita aceitação. Talvez a lenda das sereias tenha sua origem em tempos 
imemoriais, ligada a deuses de povos primitivos  que os cultuavam na forma 
de peixes estilizados.


Há algumas criaturas 
marinhas que se parecem 
com dragões em vez 
de sereias. Conta uma 
antiga lenda que num 
certo domingo, o jovem 
herdeiro do Castelo 
de Lambtonna 
Inglaterrafoi à 
pesca e encontrou 
um animal semelhante 
a uma enguia. 



Depois de capturá-lo trouxe-o para casa e o colocou em um poço no qual o animal 
cresceu até atingir um tamanho descomunal e quando o jovem partiu numa cruzada, 
o monstro veio à superfície e começou a devorar homens e animais. todas as noites, 
quando se enroscava para dormir, envolvia com tal enrosco, 3 vezes  Lampton 
Hill, atualmente denominado Worm HillAo regressar da cruzada, o jovem Lambton 
conseguiu matar o dragão, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o 
primeiro ser que encontrasse após a vitória. Pra sua total infelicidade, porém, a 
primeira pessoa que ele viu ao chegar foi seu próprio pai. O jovem recusou-se a 
matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa, 
maldição que, segundo se conta, persiste até os dias de hoje...

Excelente final de semana a todos. Aos meus conterrâneos Paraenses, tenham
todos um FELIZ CÍRIO.  

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LENDAS II - AS SEREIAS -3 -



Muitas vezes os marinheiros que regressavam de terras e mares distantes 
contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em 
Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha 
dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma 
mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro 
semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione
Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de 
um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a
 tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer 
alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".



Conta-se que na costa oriental do 
continente africano, foi encontrada 
uma sereia multicolorida que tinha 
os cabelos da cor de algas 
marinhas, pele cor de azeitona e 
membrana da mesma cor entre os 
dedos. Apresentava em torno da 
cintura uma franja de cabelo cor de 
laranja com extremidades azuis. 
Suas barbatanas eram verdes e o 
seu rosto cinzento,continha 
pequenas rugas características 
da longa permanência sob a água. 
Ao longo de sua cauda apresentava 
uma delicada fileira de pelos 
cor-de-rosa.






Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida, 
afirmando-se  de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado 
Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico 
das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época 
eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que 
transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas 
extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode 
imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo.
No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o 
criativo monarca nestas condições.

Continua na próxima postagem...

Desejo a todos um excelente final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

LENDAS II - AS SEREIAS = 2 =


Nas lendas mais antigas das civilizações de culturas mais primitivas do mundo, as 
sereias também aparecem. Os Filisteus e Babilônios adoravam deuses com 
cauda de peixe. Estes deuses também aparecem em moedas cunhadas pelos 
Fenícios e Corintios. Dizia-se que Alexandre, o Grande, quando visitou o fundo 
do mar num globo de vidro, teve várias aventuras com sereias. Um oficial do 
exército de César Augusto, segundo narrativa do autor romano Plínio, viu 
diversas sereias " arremessadas às praias e mortas ", lá na distante Gália.
Nas tradições folclóricas, as histórias envolvendo sereias são frequentemente 
patéticas. Normalmente solitárias, elas podem, ocasionalmente, assumir a 
forma humana, geralmente para participar de festividade que aconteça em 
alguma aldeia da redondeza. Se, entretanto, um homem tirar-lhe a capa ou a 
cinta mágicas, impedindo-as de regressarem imediatamente ao mar, ocasiona 
quase  sempre sua morte. Os casamentos com seres humanos raramente são 
felizes, embora alguns povos das regiões litorâneas da Escócia e da Cornuália
tenham afirmado categoricamente que entre os seus antepassados se contavam 
sereias. Importantes famílias francesas, durante a Idade Média, falsificaram as 
suas árvores genealógicas para poder afirmar que descendiam da sereia 
Melusina, mulher de Monsier Raimundo, um parente do conde de Poitiers.
Esta história de amor, por sinal, teve um final mágico. Uma das condições do 
casamento estabelecia que Raimundo deveria deixar Melusina só, todos 
os sábados. Durante anos e anos viveram felizes, Um sábado, porém, induzido 
pela sua própria família, Raimundo observou a mulher pelo buraco da 
fechadura da casa de banho. Ela estava sentada no chão parcialmente 
transformada com a cauda de peixe própria das sereias. Melusina gritou 
desesperada, e pulou pela janela. Raimundo nunca mais voltou a vê-la, embora 
ela voltasse durante a noite para amamentar os filhos. As amas viam uma 
figura de mulher, cintilante, com uma cauda azul e branca, inclinada sobre os berços...

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

- UM PASSEIO COM EMOÇÃO...




Peço licença a você que me acompanha semanalmente para interromper a 
narrativa que faço sobre as lendas (no presente, das sereias),para narrar as 
peripércias acontecidas em um simples e singelo passeio que fiz, na segunda
feira passada (dia 16/19/2013), acompanhando, prazerosamente, minha irmã 
Cleisy e uma querida amiga chamada Dina (eximia violonista e cantora), que 
ora nos visitam. Saindo do meu "paraíso" de Guarajuba, fomos para o nosso 
"paraíso" de Arembepe. Como minha mulher teria que trabalhar  na segunda-
feira, voltou para Salvador no domingo à tarde, levando com ela as duas ilustres 
visitantes. Fiquei de ir à Salvador na segunda-feira para um passeio turístico 
com as duas. Como faço, sempre que tenho de ir à Capital, saí de Guarajuba 
às 5 da manhã, para evitar o eterno "engarrafamento" na Paralela e na orla. 
Ora, se elas ficassem para ir comigo, teriam de acordar bem mais cedo, 
sem necessidade. Ao sair de casa às cinco, como disse, a Estrada do Côco 
estava mais ou menos livre, aparecendo, apenas ocasionalmente, um ou outro 
veículo. Logo depois de passar pela ponte sobre o Rio Jacuípe, tinha na minha 
frente apenas um automóvel que avistei a cerca de 500 m., bem nas proximidades 
do local onde eu sofri um grave acidente há alguns anos (acidente que narrei ao 
longo dos artigos publicados a partir do dia 11/11/11, neste mesmo espaço). 
Não sei o que aconteceu a seguir: quando voltei a olhar para o tal automóvel, 
vi, atônito, que ele tinha batido em uma motocicleta! O ocupante da moto ainda 
rolava pelo asfalto quando passei pelos dois veículos acidentados, já que o 
motorista do carro havia parado também. Ao contrário do que a maioria faria 
numa ocasião destas, não parei para ver o que aconteceu. Pelo contrário, 
acelerei bem mais, com o intuito de avisar à Polícia Rodoviária Estadual, em 
Arembepe, eles sim, aptos a prestar o socorro indicado, já que não sou médico 
nem dono de funerária... Os policiais partiram, imediatamente, para o local por 
mim indicado e ainda não tive oportunidade de conversar com eles para 
saber o final do episódio. Fa-lo-ei, com certeza, em uma das minhas futuras 
passagens pelo posto.Pra quem acha que o dia seria bem comum e monótono 
daí pra frente, advirto que tenha calma! Por não ter local para estacionar, de 
maneira segura, na área compreendida entre o Mercado Modelo e a Baixa 
dos Sapateirosaonde planejava levar as ilustres convidadas, decidi por ir 
de ônibus até a Praça da , local bem perto dos lugares a serem visitados. 
Descemos o Elevador Lacerda e fomos ao Mercado Modelo; fotos e compras 
(ah! o sempre desejado berimbau!!!), lembrancinhas, etc. Depois de ver o 
casario colonial ao lado da Igreja da Conceição da Praia, subimos para a 
"Cidade Alta", fotografando, em profusão, os lindos cenários da praça e do 
Forte de São MarceloMisericórdia, Praça da Sé, Terreiro de Jesus
Igreja de São Francisco, Largo do Pelourinho, Casa de Jorge Amado
Baixa dos Sapateiros...mais fotos, mais compras e a fome chegando e 
finalmente, um táxi até o local onde subimos no ônibus de volta à Pituba
Ônibus novo, ar refrigerado, poltronas confortáveis, poucos passageiros já que 
a tarifa é mais cara, tudo beleza!!! Beleza??? Nada disso!!! Sair comigo é 
"com emoção"! Ao chegar à Rua Carlos Gomes, o motorista do ônibus, que 
acumula as funções de cobrador, ao dar o troco para uma passageira que 
ainda se encontrava em pé, teve um momento de distração e bateu 
violentamente em um táxi que havia parado, talvez para pegar algum passageiro. 
Tumulto, mulheres gritando, entre elas a senhora que receberia o troco, que por 
estar de pé, foi a mais lesionada e gritava saúde! levem-me para um hospital" !!!... 
Minha irmã, que estava sentada na poltrona do corredor do primeiro banco, 
sem nenhuma proteção frontal, foi arremessada violentamente para a frente, não 
se contundindo seriamente pelo fato de ter caído por sobre a senhora que estivera 
em pé, pouco antes. Mesmo assim, ficou choramingando com dor no joelho direito. 
Nada de grave e "tudo está bem quando acaba bem". Novamente em casa, 
novos passeios (desta vez com minha mulher), esperando a chegada do sábado 
quando comemoraremos mais um aniversário da minha mulher, desta vez 
mais "sex "...agenária...rsrsrsrsr

Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

LENDAS - II - AS SEREIAS.= 1 =




A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam 
deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais 
marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a 
exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado 
o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais 
frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e 
gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem, 
o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961
Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um 
prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por 
volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago. 
Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada 
Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver 
durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia.
Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e 
lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa 
nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la. 
Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres 
lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num 
charco de lama perto de Edam, na Frísia Ocidental. De acordo com um relato 
de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos 
que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após 
sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela 
sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa 
de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem ) 
pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma, 
ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta 
exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas, 
porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só 
se encontram nesta ilha.

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LENDAS: I - LOBISOMEM.





Nas lendas de quase todos os países do mundo podemos encontrar  o mito dos 
seres meio humanos e meio animais. Alguns povos primitivos da África creem na 
existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o 
homem-tigre é temido pelos supersticiosos e os escandinavos acreditavam na 
existência de homens que, para caçar, assumiam a forma de ursos. Porém, a mais 
famosa e difundida lenda do tipo (atualmente tema de um personagem de novela 
da Globo), é, sem sombra de dúvida, o LOBISOMEM. Sua origem remonta, 
provavelmente, aos mitos de deuses noruegueses que, segundo se dizia, 
assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.No século XVI, durante 
a época das perseguições às bruxas, admitia-se que elas poderiam se transformar 
em lobos. Na sua forma humana, não é possível distinguir a figura de um lobisomem 
da de um vampiro. Os dois entes partilham diversas características, tais como 
sobre-olhos unidos, orelhas pequenas e muitas vezes pontiagudas, mãos peludas 
e unhas em forma de garras. A única diferença entre um lobisomem e um vampiro, 
somente poderá ser notada por alguém que tenha coragem bastante para apertar 
sua mão e verificar um pequeno mas significativo detalhe: seu dedo anelar das 
mãos é maior que o dedo médio ou pelo menos do mesmo tamanho. 






Realizada a transformação, o homem 
se torna um lobo gigantesco, que se 
desloca, quer como bípede quer como 
quadrupede, que conserva traços 
humanos, embora incrivelmente peludo 
e de aspecto repulsivo. Com tais 
características, rasga a garganta das 
vítimas incautas, come sua carne e 
bebe seu sangue.






Na Itália do século XVI, acreditava-se que os lobisomens tivessem pelos na 
parte interna do corpo, situação que não mudava quando readquiria a forma 
humana. Tal crença levou as autoridades, no ano de 1541, a condenar um suspeito, 
que teve seu ventre aberto para se verificar se seu interior possuía os tais pelos. 
Claro que o pobre coitado morreu sem que tenham descoberto nenhum vestígio 
dos pelos...São muitos os processos através dos quais um homem pode 
se transformar em lobisomem. Um religioso medieval chamado Gervase of 
Tilbury, considerava infalível para a transformação, rolar sobre a areia nu, em 
noite de lua cheia. Conta-se que São Patrício amaldiçoou um clã inteiro, na 
Irlanda, o que determinou a transformação de membros desse clã, de 7 em 7 
anos, em lobisomem. Em alguns lugares da Europa, acredita-se que a 
transformação se dá quando um homem bebe água em um córrego, onde um 
lobo tivesse bebido. Por outro lado, há variados métodos para acabar com a 
maldição.  No Canadá se aconselha um exorcismo em que se invoque o nome de 
Cristo ou se chame o lobisomem, 3 vezes, pelo seu nome de batismo. Na 
França, o método consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante sua fase de 
lobo. Porém, o método mais divulgado para livrar um ser humano da maldição, 
era o de alvejá-lo, direto no coração, com uma bala de prata, de preferência benta, 
obtida, por exemplo, do metal nobre originário de um crucifixo de uma igreja. 
E assim, a humanidade continua pelo tempo em fora, a criar subterfúgios que 
tornem suas vidas mais divertidas e mais palatável...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - final -



... À medida que o trator e o foguete se deslocam vagarosamente em direção à 
plataforma de lançamento, um sistema complexo de elevação e nivelamento mantem 
a carga perfeitamente equilibrada. Quando, finalmente, o foguete é descarregado, 
seus depósitos são preenchidos com 45,6 milhões de litros de hidrogênio, hélio e 
oxigênio líquidos. Estes depósitos têm um isolamento tão perfeito que um cubo de 
gelo neles colocado levaria no mínimo  8 anos para derreter-se. Uma vez carregado 
com o propulsante o foguete passa a pesar 2700 toneladas, em virtude do que 
afunda 40 cm na plataforma revestida com tijolos. Um Saturno V dispunha de
motores principais, que asseguravam o lançamento, e de mais 22 motores 
auxiliares responsáveis pelas manobras de direcionamento. Cada um dos cinco 
motores do primeiro estágio, com o peso de dez toneladas e consumindo três 
toneladas de combustível propulsante por segundo, imprimia uma força equivalente 
à de trinta locomotivas Diesel combinadas. Em conjunto estes motores desenvolviam 
160 milhões de cavalo-vapor. Com isto eram capazes de elevar o conjunto à até 
60 km de altura e, gradativamente, aumentavam sua velocidade até ultrapassar 
os 9600 km/h. Verificava-se, depois, a ignição dos motores responsáveis pelo 
impulso do segundo estágio, que o erguiam até a altitude de mais de 160 km
aumentavam a sua velocidade para vertiginosos 24000 km/h.


As bombas injetoras dos 
propulsantes necessitavam de 
turbinas que desenvolvessem 
300000 cv. Já o terceiro e último 
estágio possuía um único motor, 
que podia ser posto em funcionamento 
mais de uma vez. Este motor, que 
imprimia ao foguete uma velocidade 
de incríveis 40000 km/h, podia 
perfeitamente colocar em órbita uma 
estação espacial do tipo Skylab
Foi utilizada, entretanto, para enviar 
uma nave tripulada à lua. Finalmente 
o módulo cônico de comando, 
embora desprovido de sistema de 
propulsão próprio, possuía pequenos 
jatos de comando que lhe permitiam 
colocar-se na posição correta,  
milimetricamente, para o regresso 
seguro à atmosfera terrestre. 




O foguete Saturno V realizou treze viagens espaciais quase perfeitas e foi 
responsável por levar os primeiros seres humanos ao nosso satélite. Embora 
estes superfoguetes tenham representado uma técnica magnífica, está 
completamente ultrapassada por tecnologias, descobertas e inventos bem mais 
eficientes e eficazes.
E o Engenho Humano prossegue criando verdadeiros milagres!!!

Um ótimo final de smana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - II -



- A estrutura do Saturno V:
O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares 
distintos dos Estados Unidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas, 
para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram 
montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período 
mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro 
andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem 
propulsor  (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ), 
foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas, 
ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de 
43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e 
pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente 
a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo 
de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura 
do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a 
nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado 
verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a 
torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa 
eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes 
gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas
tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10 
homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando 
nada menos que 9 horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento, 
à uma velocidade de 3 km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12 
motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos 
hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90 
minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão 
consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa 
1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída 
com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por 
um destes tratores quando carregado...

Continua na próxima postagem...........

Abraços e um ótimo final de semana a todos.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - I -



O tema é incrivelmente vasto. Ao longo da história, as descobertas, os inventos 
a criatividade humana operaram os verdadeiros e cientificamente provados 
"milagres". Entre  todos os inumeráveis progressos tecnológicos criados pelo 
homem, destacarei, ao longo deste artigo, detalhes técnicos de um evento no 
campo da astronáutica tão grandioso que, pelo seu impactante resultado, não 
nos deu a oportunidade de perceber, na ocasião do evento, os detalhes que 
permitiram o "final feliz" de tal empreendimento.Também me fez escrever sobre 
o tema, uma reportagem exibida pela Globo, em um de seus jornais diários, 
abordando uma verdadeira "operação de guerra" montada para transportar 
uma peça de tamanho incomum, componente de uma unidade de produção 
de fertilizantes a ser inaugurada pela Petrobrás, lá no Mato Grosso do Sul.

A incrível complexidade do Saturno V:


Imagine um navio de guerra 
do tipo contra-torpedeiro 
posicionado verticalmente, 
com a popa voltada para baixo, 
sob a qual se colocasse um 
explosivo que o conseguisse 
elevar a uma altura de mais 
de 48 kmmas de forma tão 
suave e delicada que 
absolutamente nada em seu 
interior, por mais frágil que 
fosse, seria danificado e 
quebrasse... Exatamente 
assim foi o lançamento do 
foguete Saturno V. Este 
artefato espantoso, então o 
maior foguete operacional do 
mundo, foi concebido, calculado 
e construído para colocar 
homem na Lua



Ele tinha nada menos que 2.000.000 de peças em funcionamento, cada uma 
das quais, quando se processava o lançamento, era telecomandada 
eletronicamente partir de um centro de comando que se encontrava a cinco 
quilômetros de distância da plataforma de lançamento e onde 400 homens 
e mulheres observavam todos os detalhes em videos de televisão e painéis de 
instrumento. Eram, porém, 3 pequenos computadores instalados a bordo, que 
determinavam o lançamento do artefato. Acionado por dois deles,, um relógio 
iniciava a contagem decrescente, finda a qual se iniciava a ignição dos motores 
e o foguete se elevava....

Continua na próxima postagem...

Ótimo final de semana a todos.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

- SERES VIVOS MILENÁRIOS - final -


                                                                Colin Renfrew

O arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Southampton, na Inglaterra
declarou que alguns dos grandes megálitos - monumentos pré-históricos - 
encontrados no noroeste da França e na Espanha, são bem mais antigos do que 
as pirâmides do EgitoUtilizando o novo sistema de datas, ventilou-se também a 
hipótese de que processos importantes e progressivos na construção e na 
engenharia, bem como o uso de metais, terem sido originários da Europa e não 
do Oriente, como até então se supunha. Sugere-se que os povos primitivos da 
Europa não eram menos criativos do que as civilizações avançadas de outros 
continentes o que, segundo Renfrew, implica em reescrever, numa perspectiva 
diferente, todos os textos relativos à pré-história. Os pinheiros citados revelaram-se 
ainda úteis em outros campos, pois contribuem também para o estudo de aspectos 
ainda mais complexos e fundamentais da ciência e do conhecimento humano.
Um geofísico checoslovaco utilizou amostras da madeira destes pinheiros para 
estudar suspeitas variações no magnetismo terrestre. Na Universidade da 
Califórnia, um cientista tem utilizado a árvore para auxiliar na verificação dos 
efeitos ocasionados pelos experimentos com bombas nucleares.
Os pinheiros são utilizados também na determinação dos índices de poluição 
atmosférica causada pelas indústrias e pelo tráfego de veículos na costa pacífica 
americana. Assim, uma árvore cujo tempo de vida excede o período do 
desenvolvimento da civilização moderna permite ao homem um conhecimento mais 
profundo e preciso do seu passado, do seu presente e, indiretamente, do seu futuro.
Ao final, volto a lembrar aos mais resistentes, recalcitrantes, rudes  e que têm 
dificuldade de entender as coisas mais simples, que o nome certo e cientificamente 
provado por sua origem é CASTANHA DO PARÁ!!!

Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe