sexta-feira, 13 de abril de 2018

- O RESGATE DO NAVIO COM BOIS NO PORTO DE VILA DO CONDE.





O navio prestes a naufragar
                                                                    imagem Internet





Por mera curiosidade, procurei saber, na última viagem que fiz à Belém, como foi concretizado o resgate daquele navio que iria transportar para o exterior, 5 mil bois, e que naufragou durante o embarque das últimas 30 ou 40 cabeças. Para minha surpresa - e garanto que para surpresa de todos os meus leitores - acabei descobrindo que o navio continua no mesmo lugar do naufrágio !
Apesar do Ministério Público e dos órgãos ambientais terem ameaçado com uma multa de dois milhões de reais\dia a ser cobrada da Companhia Docas do Pará, ainda não se decidiu como implementar a retirada do navio que ainda contem cerca de quatro mil carcaças. Emergencialmente foi apenas providenciada a retirada de algumas toneladas de óleo lubrificante e combustível, para evitar um derramamento maior desses elementos poluidores. A empresa que executou a retirada desse óleo, que seria canadense e se chama Mamute, apresentou também um plano para a retirada do navio com tudo que ele ainda contém. O plano, em resumo, consistiria em içar o navio, fechá-lo totalmente com placas de aço, levá-lo rebocado a até 300 milhas marítimas da costa e afundá-lo numa fossa marinha. Para a execução de tal serviço, a empresa apresentou um orçamento no montante de setenta milhões de reais, sendo que o navio vale apenas dez milhões. Claro que essa diferença de valores  estaria plenamente justificada pelos benefícios trazidos ao pier e ao meio ambiente. Ocorre porém que foi apresentado por uma equipe paraense de peritos no assunto, contratada por uma empresa de resgates ambientadas, um orçamento num valor entre vinte e trinta por cento daquele cobrado pela empresa canadense. Ao contrário do plano da Mamute, o resgate proposto pela equipe paraense, pretendia isolar o local do naufrágio com barreiras de contenção absorventes e, usado um equipamento especial, retirar o restante dos óleos ainda existentes nas inúmeras  tubulações que ligam os tanques aos motores. Ao contrário do plano da multinacional, a proposta consistiria em, após o isolamento total da área, contratar uma empresa especialista para cortar o navio no local onde ele está, içar os pedaços com um guindaste, depositá-los em uma balsa e então proceder à limpeza de todos os detritos contidos em cada um desses pedaços, das carcaças aos sedimentos, que certamente foram depositados ao longo desses anos pelos movimentos das marés. Os pedaços do navio seriam então vendidos, proporcionando um ganho considerável, já que se trata de aço de alta qualidade.O plano paraense contemplaria também a limpeza dos lugares adjacentes ao naufrágio como praias, manguezais, igarapés, igapós e toda e qualquer área atingida pelos materiais poluentes. O que impediu o implemento de um dos dois planos de resgate, não me foi informado, o fato é que tudo continua no mesmo lugar em que aconteceu o acidente!
Se alguém conhece outros fatos envolvendo este resgate, peço que me informe, pelo que agradeço penhorado.



Grande abraço e até a próxima sexta-feira.


Ong ANDE E LIMPE
Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 6 de abril de 2018

- A QUESTÂO DA FÁBRICA DA HIDRO E A POLUIçÃO EM BARCARENA.




                                                                      Imagem Internet

                                                    Mulher mostrando igarapé poluido.
                                                                   Imagem Internet


Mais para economizar no item " pessoal " do que para desburocratizar a gestão ambiental, na minha modesta opinião, o Governo do Estado do Pará baixou um Decreto no ano de 2008, sob número 1120.
Tal Decreto delegou ao empreendedor da atividade potencialmente poluidora, algumas tarefas inerentes ao Órgão Fiscalizador. As fiscalizações que eram feitas anualmente - na minha opinião, deveriam ser semestrais - passaram, no caso das mineradoras e afins, a ser exercidas apenas ao final da licença de 4 anos. Delegaram à empresa interessada, a apresentação anual de um relatório se auto- monitorando. Ora, estamos num País em que a impunidade é evidente e as multas aplicadas pelos Órgãos Fiscalizadores não são pagas, em sua maioria.
 Claro que o relatório pode esconder pequenos desvios de conduta, como acidentes ambientais de pequena monta, acidentes de trabalho, questões trabalhistas, entre outros episódios que, somados ao longo dos anos, poderão acarretar os grandes acidentes, tais quais o de Mariana.
A empresa pode, inclusive, contratar um técnico que jamais vistoriou as instalações, copiando inclusive da Net, como fez o filho do ex-presidente condenado!...
Anualmente, é só apresentar o tal relatório, pagar a licença anual e continuar com os olhos voltados apenas para a produção.
Tal delegação, de um dever eminentimente do Estado, trouxe uma grande perda de qualidade à gestão ambiental. A fiscalização só é acionada de 4 em 4 anos ou quando há algum acidente maior, visível inclusive pelos habitantes das redondezas, como foi o caso de Barcarena.
O Governo do Pará, talvez de boa fé, tenha pensado em equiparar a gestão da empresa nas suas sedes em outros países, às administrações dessas mesmas empresas, aqui no Brasil.
Estamos muito longe do primeiro mundo...
Para alcançarmos este patamar, precisamos de muita educação!!!
Que o Pará encontre, o quanto antes, uma maneira de, sem muita burocracia, aprimorar as fiscalizações, para que não tenhamos mais acidentes altamente danosos ao meio ambiente e, principalmente, aos humanos estabelecidos no entorno dos empreendimentos industriais.
Pelo menos esta é a minha opinião.



Grande abraço e obrigado pela visita.
Até a próxima sexta.

ONG ANDEELIMPE.
Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 30 de março de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. - FINAL -


                                                    simpatias como recurso...




Calcula-se que se verificaram 45 surtos da peste no período de 1500 até 1720. Em junho de
1665, aconteceu o mais conhecido de todos. Um dos métodos usados nesse período para
conter a propagação da doença, consistia em queimar gatos, cães, ratos e ratazanas. Tal
providência, porém, foi tomada demasiadamente tardia, pois, por volta de 1666, já haviam
morrido mais de 68 000 londrinos e a Europa receava outra pandemia. Aconteceu, então,
em 2 de setembro desse mesmo ano, um pavoroso incêndio em Pudding Lane, no centro
da zona mais populosa de Londres. Quatro quintos da cidade foram devastados durante os
quatro dias que o incêndio alastrou, sendo eliminadas assim, as condições anti higiênicas que
permitiam a propagação da peste.
Foi em Marselha, sul da França, que aconteceu o último grande surto da doença na Europa, 
em 1720.
Os médicos, de acordo com desenhos e  gravuras da época, usavam roupas espessas, botas
e luvas de couro e máscaras providas de um bico onde se punham ervas aromáticas, pois se
pensava então, que os odores contagiavam as pessoas e transportavam a doença.
 Ignora-se como e porque aconteceu o declínio da incidência da peste, de maneira tão acentuada,
 no século XVIII.
 Havia, contudo, um provérbio popular que talvez lance luz sobre esta dúvida. Dizia-se que onde surgisse a peste, as pessoas deveriam " afastar-se rapidamente e só voltar muito mais tarde ".


Um ótimo final de semana a todos os meus amigos e visitantes.
 Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de março de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. - V


                                                   Religiosos disseminaram a doença



No começo do século XIII  missionários de uma seita chamada " Nestoriana " - que, entre outros
preceitos estranhos, dizia que Cristo tinha dois rostos (?) - começaram a percorrer os novos caminhos
entre a Europa e a Ásia. Acabaram por descobrir, ao longo desses caminhos, sepulturas de
missionários datadas de 1338 e 1339, alguns dos quais pereceram de peste contraída na Mongólia.
Crê-se que a contaminação desses viajantes, conjugada com a existência da ratazana vulgar na
Europa - notadamente a partir do século XVII - foi a principal causa da  "morte negra" que
assolou o continente europeu nos 60 anos seguintes e continuou a aterrorizar o mundo durante
quase 4 séculos. A expressão " peste negra ", criada no século XIV, tem sua origem na utilização
da palavra " negra ", do latim medieval, com o significado de " terrível ". No ano de 1348, em
Florença, morreram cerca de 1 000 000 de pessoas. O papa Clemente VI, que então residia
em Avinhão, propos uma peregrinação à Roma. Nessa viagem, de mais ou menos 800 km,
partiram mais de 1 000 000 de peregrinos, dos quais só retornaram 100 000!
No auge da epidemia o rio Ródano foi usado como cemitério para as vítimas pois, pelo grande número, se tornava impossível sepultar.
Lá pelo final do século XIV, a peste já vitimara cerca de 25 000 000 de pessoas - a quarta
parte da população mundial conhecida à época!

continua...

Um grande abraço e ótimo final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de março de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. - IV


                                                     Lesões causadas pela peste



A peste mais devastadora que o mundo conheceu, começou a disseminar-se a partir do Egito,
no ano LIV de nossa era. Acompanhando as grandes rotas comerciais de então, atravessou a
Asia Menor atingindo Constantinopla, a Itália e a Grécia, chegando até ao Reno. Em 52
anos a doença dizimou a população, calculando-se que tenham morrido 100.000.000 de
pessoas, o que significava uma importante parte da população do mundo então conhecido.
Com o declinio do Império Romano e a consequente interrupção das rotas comerciais, a peste
foi praticamente esquecida durante 8 séculos. Embora a doença, aparentemente tenha sido
esquecida, ha uma descrição de enfermidade na obra  " Crônica Anglo- Saxônica ", escrita pelo
venerável Beda, que acredita-se seja o retrato de um bulbão. Dessa maneira, a peste pode ter
feito muitas vítimas durante o ano de 664, na Inglaterra e na Irlanda. Além da descrição de
manchas pelo corpo, identificadas como o principal sintoma aparente da doença, o autor se
refere a uma " grande pestilência ", caracterizando com essa expressão, o fácil e rápido contágio.

continua...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de março de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. III


                                                         Tratando dos doentes
                                       muitos desses tratadores contraiam a doença



Há duas espécies principais da peste: a bubônica e a pneumônica. Quando o indivíduo é picado
por uma mosca que transporte a bactéria da doença, colhida num roedor infetado, aparecem
 uns inchaços ou bubões, no local da picada, nas axilas ou nas virilhas os quais justificam o nome
peste bubônica ". Já a peste pneumônica é contraída pela respiração quando em contato com
um roedor infetado, se inspira a bactéria. Após essa fase, a transmissão se dá de pessoa para
pessoa atraves da respiração. Durante uma epidemia ou pandemia - como as grandes epidemias
são denominadas - pode ser infetada uma percentagem de 90% da população local, se não
forem tomadas medidas drásticas de higiene e controle. Dos que contraiam a peste bubônica, até há
poucas décadas, 60 a 80% morriam. Já na peste pneumônica era superior a 99% e as vezes
não havia sobrevivente na região. Desde as mais remotas eras, o homem parece ter sido atacado
por epidemias de peste. Há registros arqueológicos que indicam a presença de uma epidemia da
peste, na Babilônia, no ano de 3000 a.C. que, de tão violenta e letal, foi denominada com o
nome de um demônio: Mamtar. Pode-se dizer que a peste, que vitimou centenas de milhões
de individuos, alterou o curso da história...

continua...

Abraços aos meus amigos e um ótimo final de semana a todos.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 2 de março de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. II


                               Recolhendo os mortos.



Graças ao extraordinário aumento no preço da pele das marmotas, milhares de chineses
seguiram para a Manchúria do Norte, com o pensamento de ganhar muito dinheiro de
maneira rápida e não muito trabalhosa. O trabalho era ainda mais facil quando encontravam
um animal doente e por isso mesmo, sem forças para fugir. Consumiam, por falta de
conhecimento, até aquela " gordura de sob o baço dos animais ", que, embora deliciosa, era
justamente onde a doença atacava as vitimas, contaminando a maioria dos seus consumidores.
Alem disso, por não saberem que as pessoas doentes haviam contraido a peste, tratavam-nas
sem nenhuma precaução no sentido de evitar a transmissão da bactéria. A peste migrou,
junto com os caçadores, das áreas de caça para a cidade de Manchuli, ponto final da estrada
de ferro oriental da china. Estava criado o ambiente ideal para a propagação da doença pelos
2.700 km da linha férrea, matando dezena de milhares de pessoas.
 Causada por uma bactéria que mal excede 1 milésimo de milímetro, a peste não é, habitualmente,
 uma doença humana, mas de roedores e é transmitida pelas moscas, de um para outro animal.
 Há duas  espécies principais da doença...
mas isto é assunto para a próxima postagem...


continua...

Um ótimo final de semana a todos.

Abraço e obrigado pela visita.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. - I



                                                                Doentes terminais



Como quase sempre acontece, foi a ganância dos homens que ocasionou a última grande
epidemia de peste bubônica ocorrida no leste da Sibéria no inicio da década de 1910.
A doença matou, em apenas sete meses, mais de 60.000 pessoas!
Tudo começou com o aumento do preço - quase 400% - da pele das marmotas.
Estes animais roedores, cuja pele substituía com vantagens a pele de um outro animal,
chamado marta zibelina, sempre foram caçados pelos Mongóis que conheciam a fundo
 seus hábitos e a estranha doença que por vezes os atacava. Nenhum mongol caçaria
um animal doente e, embora a carne e a gordura do animal, fossem de um sabor muito
 agradável, havia a proibição local de se consumir um tecido gorduroso de sob o baço
- na verdade uma glândula linfática auxiliar - que, segundo a lenda, continha a alma
de um caçador morto. Os mongóis sabiam que esta glândula era afetada diretamente
 quando o animal adoecia, infetando quem a comesse e levando os circunstantes a
 abandonar o doente à sua própria sorte, para não serem contaminados; doente este que,
quase invariavelmente, viria a óbito, em circunstâncias  terrivelmente doloridas e cruéis.


continua...

Abraço a todos e um ótimo final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - final -





                     LÚCIO FLÁVIO PINTO





Aqui, vamos concluir a publicação da resposta do Jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO, às ofensas pessoais escritas na carta aberta a ele dirigida e distribuída em profusão - conforme palavras do próprio Hélio Gueiros - aos leitores do destinatário.
( Vale chamar atenção para o incomum tratamento na segunda pessoa, corriqueira no linguajar dos paraenses, e com o emprego impecável do tempo verbal ) :


" O que publiquei na " Província " foram informações transmitidas pelo governador, como está bem claro no texto. Não me tornei moleque de recado, nem me associei ao Jáder. Simplesmente fui ouvir o que ele tem a dizer sobre pontos que farão parte da minha avaliação, no Bandeira 3. Mas achei, como qualquer jornalista profissional faria, que certas informações deveriam ser transmitidas logo ao leitor. Não fiz qualquer análise. Repassei o que era simplesmente informação. Nada ofensivo a ti. Poderias escrever uma carta fazendo os reparos que quisesses. A suplementação orçamentária, por exemplo: está dito que parte deve-se à corrosão inflacionária, não prevista no momento da elaboração orçamentária.. Mas o Jáder te atribui parte do esgotamento pela política de terra arrasada. É ele quem diz. Como sempre fiz, estou neste primeiro momento, registrando o que um governador recém-empossado diz - e fiz isso várias vezes contigo, enquanto me autorizava o prazo de carência a que todo administrador público tem direito, até se revelar sua incompetência, inapetência, irresponsabilidade ou má fé, características que acabaram te definindo no governo -. No final do artigo, quando registrei a promessa do Jáder de fazer um "grande governo", fiz minha observação pessoal: por enquanto, é apenas, promessa, Vou avaliá-la e cobrá-la no primeiro número do B3, quando tiver todas as informações necessárias paras essa análise. Minha carência ao Jáder neste segundo mandato será muito menor do que a do primeiro e a ti próprio, por motivos que eu já expus mais do que suficientemente, inclusive pra ti, no tempo em que te dizia o que pensava e publicava exatamente isso em meu jornal pessoal, enquanto tu dizias uma coisa em "off", e outra, bem diferente, de públuco, enquanto te foi conveniente estar ao lado do Jáder. Eu nada escondia do que pensava e continuo a pensar. Como uma víbora, tu fazias jogo duplo, como sempre fizeste, de que é exemplo mais do que definitivo o episódio com o Rômulo, esquecido, por estratégia, enquanto a aliança com os Maioranas te interessar.
Não, Hélio Gueiros. Mesmo tendo sido governador do Estado, por obra do acaso - o mesmo acaso que fez o Médici, o mais incompetente dos generais disponíveis na época, presidente da República - o Jáder, como o Geisel em relação ao Figueiredo, escolheu uma pessoa abúlica julgando que poderia mandar nela, tu não me metes medo com teus arreganhos, nem me impressionas com teus esbirros. Só me dás pena e tristeza. Pena, por ver revelado, sem qualquer disfarce, o que realmente és. Tristeza por saber que tiveste nas mãos, durante quatro anos, o que nenhum governador antes de ti teve para fazer um bom governo e nele espalhaste o mesmo produto fétido e nojento que forma a tua carta anônima.
Deixo-te meu desprezo e fico com minha dignidade. ".


Até a próxima sexta e bom final de semana.

Obrigado pela visita.


Clóvis de Guarajuba.

 -

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

- LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - III -





                O Jornalista LÚCIO FLÁVIO
 
Segundo informações do Jornalista LÚCIO FLÁVIO, a resposta que endereçou ao Sr. Hélio Gueiros e que passo a publicar abaixo, lhe foi devolvida sem que o destinatário sequer houvesse aberto o envelope! Ora, ao contrário dos palavrões e termos sórdidos constantes da carta recebida, o Jornalista, com muita sapiência e classe, apenas indicou em sua resposta o porquê das suas opiniões e da opinião do Jáder que fora por ele entrevistado, como aliás o fazia, sempre que o comando do Governo trocava de titular.
Eis a resposta:


" Hélio Gueiros,
Jamais poderia imaginar que um cidadão, depois de chefiar a administração pública estadual, pudesse escrever e assinar a carta que me mandaste e que hoje, dia 22, recebi. Pensei, a princípio, que fosse uma carta anônima, uma molecagem saída do mais sórdido lamaçal. Mas fico sabendo que és o responsável por esta porcaria. Escreveste, assinaste, confirmaste verbalmente e andas espalhando por aí cópias, como um marginal da rua que tem da honra a noção de um rufião. Se não fosse obra de sexagenário, eu diria tratar-se de moleque criado por bestas, que, insensível na sua demência animal, ainda se compraz em fazer circular toda essa imundície como se ela te garantisse o título de cabra macho, quem sabe com aquilo roxo e, acima do pescoço, aquilo esverdeado pela mesma matéria que preenche ( pra não ser vácua ) a cabeça do camarão.
Se pensas que me intimidas ou me humilhas, estás quadradamente enganado. Apenas desnudas tua miserabilidade, teu aleijão moral, tua sandice alcoólica. Infeliz do homem que produz coisas como essas que me mandaste. Não te das o mínimo respeito e a ninguém respeitas, mas não vou descer ao teu chiqueiro, não vou me reduzir à lama que é tua matéria prima. Enganei-me eu e se enganaram todos os que te imaginaram transformado pela possibilidade de governar os paraenses. Esquecemos que foste deformado pelos anos de frequência na cozinha e no chiqueiro do baratismo, um circo de horrores humanos, frequentado por gente disposta a tudo pelo usufruto do poder, disposta a inventar e reinventar  meios, conforme sua conveniência. Tu és um produto da sombra, criado e alimentado como cão de guarda, ao pé do chefe, mas um cão raivoso, capaz de morder os pés que não mais lhe convierem. Tua posição sempre foi essa, rasteira, melíflua. Quando chegaste ao alto, não foi pelos teus méritos pessoais, mas pela conveniência do chefe, pelos acasos da história. Assim te tornaste Senador. Assim foste o candidato do PMDB ao governo. Por isso és rancoroso, por isso trais. Com essa compulsão, julgas poder anular o passado e ter o direito de reivindicar o que não é teu. Usas as pessoas e as conveniências e, quando podes, as trais, como fizeste com o Rômulo e o Jáder. Eu te disse isto numa carta que te mandei antes de tomares posse. Repito agora. O tempo me deu razão. O teu caso é clínico e tu sabes disso. Sabes tanto que tentas esquecer no álcool, mergulho tão profundo e definitivo que é o que sobra de ti: um miserável alcoólatra, entregue aos instintos mais bestiais e torpes.
Esse amontoado de indignidade que perpetraste não merece resposta. É obra de insano. Mas foste governador deste infeliz Estado. Para os paraenses, sim, terei que responder, já que transformaste essa sujeira numa carta aberta. Na verdade, nunca pretendeste responder ao meu simples artigo na
" Provincia ". O que queres é me intimidar, atingir o jornal que vou editar. Usaste o artigo da
" Provincia " como pretexto. Nada há, nele, nada que pudesse justificar tua ira. Fiz com o Jáder o que fiz com todos os Governadores, sem exceção, inclusive tu; fui la ouvir o que ele tem a dizer sobre o início de sua administração, antes de escrever a primeira avaliação dela para o Bandeira 3. Talvez no futuro nós já não venhamos a ter qualquer tipo de conversa, como tem ocorrido, quase  invariavelmente, com os anteriores. Eu te dei crédito e aceitei tuas informações durante certo tempo. Deves te lembrar que, à primeira informação de irregularidade na Ebal, fui te ouvir antes de escrever sobre o favorecimento da Sudam ao estaleiro. Registrei tua versão, mas publiquei as informações, que estavam corretas e apontavam num rumo certo. Aos poucos fui vendo que não eras confiável, que mentias, que querias te relacionar com a imprensa através de balões de ensaio, e me afastei. Não me interessa ser confidente de ninguém. O que quero é apurar informação segura para o público. Não entendes isso. És de um tempo em que se podia fazer muito mais negociação jornalística, manipular informações, usar o jornalismo partidariamente, conforme interesse pessoal. Daí porque o teu jornalismo é de fontes anônimas, tu colocando em personagens fictícios o que não tens coragem ou não queres assumir, o que não faz parte do mundo vivo e sim das tuas alucinações, dellirius tremens, para usar a expressão técnica. "...


Conclusão na próxima sexta. Obrigado pela visita.


Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

- LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - II -



                                                               Hélio  Gueiros
                                                                Imagem Net 

E prossegue a fieira de termos chulos e demonstradores de um profundo sentimento de incontrolável ódio contra as posições ideológicas que, por dever de ofício, todo jornalista correto e de caráter, deveria externar com toda a honestidade...
E é exatamente este procedimento louvável que desperta os mais primitivos sentimentos naqueles indivíduos alvos de comentários abordando assuntos que, a seu juízo, jamais deveriam ser desenterrados e  muito menos expostos ao público.

"...Não pode, seu sacana. Tem de ter autorização do Legislativo. E isso foi publicado no Diário Oficial. Tem de ter autorização do M. do Planejamento e isso foi publicado no Diário Oficial. Tem de ter autorização do Senado e isso foi publicado no Diário Oficial. Então, como é que dois filhos de uma puta, tu e o Jader, ficam dando a impressão de que ninguem sabia do empréstimo. Honrei os compromissos dele, repassando aos empreiteiros da PA-150 o valor do empréstimo; por que o líder do PMDB, que prometeu uma CPI para investigar os empréstimos, não concretiza a convocação
A tua observação sobre política de terra arrasada, seu mineteiro de macho, é outra sacanagem. Por aí afora, os Governadores estão tendo problema para pagar três, quatro meses do funcionalismo em atrazo ( SIC ). Aqui o teu ventríloco diz que está tendo problemas para pagar Março, ( SIC ) tão somente Março ( SIC ), E está tendo problema porque a irresponsável bancada dele, concedeu aumento de 400% ao Legislativo, forçando o Judiciário, Ministério Público, tribunais de conta ( SIC ) a fazerem o mesmo. E a irresponsável bancada dele majorou em igual proporção a Polícia Militar e decretou taxa de interiorização para todo pessoal civil e militar. Nada disso foi feito por mim. Despesa nova autorizada por mim só um modesto aumento para quem não pertence nem ao Legislativo, nem ao Tribunal de Contas e assemelhados. Só e mais nada. Terra arrasada fez o PMDB, orientado pelo Jader, que achava que não ganharia eleição, como de fato não ganhou licitamente, mas está hoje trepado no poder, trepando contigo, por causa da fraude.
Era o que tinha a te dizer, seu crápula. Não adiante fingir que não recebeste nem leste esta porque estou tirando xerox em abundância para distribuição aos teus leitores. E antes que eu me esqueça de repetir: por que tu não vais chupar o rabo e a buceta da puta que te pariu. "

Na próxima sexta começarei a publicar a resposta do Jornalista LÚCIO  FLÁVIO.



Obrigado pela visita e bom fim de semana .


Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

LUCIO FLÁVIO PINTO - a carta - I -





                    O Sr. HÉLIO GUEIROS.
                               - foto Net -

Aqui vai a primeira parte da carta hedionda escrita pelo Hélio Gueiros:

" Lúcio Flávio,
Por que tu não vais chupar o cú da puta que te pariu ?
Sabia que tu eras filho de puta.  Sabia que quem te emprestou o sobrenome era um bandido. Sabia que és um corno manso. Sabia que és frequentador habitual dos hospícios. Mas não sabia - confesso - que agora estás cooptado pela pica do Jader, fazendo concorrência à corte dos eunucos que lhe cercam. (SIC)
Somente um corno muito safado como tu, amancebado agora com um ladrão, pode ter a coragem de parir pelo rabo, o teu escrito de nojo. Viraste porta-voz de quem achavas que era o maior larápio de todos os tempos deste Estado. Mas, naturalmente, porque te converteste a ele e estás sendo consolado pelo pau dele debaixo das escadas, queres te redimir do passado, seu grande filho da putíssima.
Se o orçamento de 91 está defasado, seu sacana, a culpa não é minha. É da inflação. Fizemos uma proposta orçamentária baseada em inflação zero por que ( SIC ) se acreditava que o Plano Collor ia liquidar com a inflação. Não acabou e, por isso, está havendo a defasagem no começo logo do segundo trimestre. Até teu, ( SIC ) seu grande filho de uma égua, estás gastando neste mês de abril, muitas vezes mais do que gastavas há um ano. Mas o que importa, seu veado cínico, não é a rubrica orçamentária mas sim a arrecadação. Eu só gastei o que arrecadei, Não gastei o que não arrecadei. O que vale é isto e não o detalhe do desajuste orçamentário, A tua crítica sobre suplementação de verba é canalhice porque o fundamental não é a rubrica e sim o dinheiro. E isso eu tive. Arrecadei e gastei o que arrecadeia ( SIC ). Se o teu macho quiser gastar, roubando e dividindo contigo, que vá arrecadar. Quanto ao empréstimo, seu chupador de cacete, está tudo explicado na minha mensagem ao Legislativo dêste ( SIC ) ano. O empréstimo é do tempo do Jader para pagar as contas do Jader referentes à PA-150. Foi o que fiz porque em 87 não sabia, como tu, que o Jader era um gatunaço e por isso honrei os compromissos dele. Mas um merda como tu, dá a entender que se pode contrair empréstimo às escondidas, clandestinamente, à maneira  como tú das o cú. "...

Continua na próxima sexta.

Abraço aos meus amigos visitantes.

Clóvis de Guarajuba.





sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

- LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - introdução.



                     LÚCIO FLÁVIO PINTO

                                             
    Uma das publicações do Jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO.
                                                                        -      título -




Há muito tenho acompanhado a carreira do Jornalista LÚCIO FLÁVIO, embora jamais o tenha sequer visto. Suas produções, porém, sempre repercutiram favoravelmente em minha maneira de
ver a vida. Admiro o ser humano  que abre mão de toda e qualquer benesse ou vantagem que possa interferir, mesmo que de longe, no cerne de sua personalidade, aviltando seus princípios morais, desenvolvidos ao longo de uma existência que, se não perfeita - afinal trata-se de um homem, com toda a carga de erros inerentes à própria natureza - sempre procurou estar do lado da melhor versão dos acontecimentos que se apresentaram ao seu testemunho. Tanto isto é verdade, que ele nunca conseguiu - embora com um talento inato e evidente - ser acolhido pelos grandes periódicos nacionais. A recusa em se dobrar aos conchavos sórdidos, obrigou-o a recorrer à produções próprias modestas mas eloquentes em seu conteúdo, sempre em busca da verdade. Tal postura me fez temer, em diversas ocasiões, pela sua própria integridade física! Certamente atraiu para si, mercê de sua postura, o ódio de muitos malandros e marginais, principalmente no campo da Política. O inimigo mais contundente e lamentavelmente rasteiro, foi o Senhor Hélio Mota Gueiros que, apesar de ser Advogado, Jornalista, Deputado Estadual, Deputado Federal, Senador da República, Prefeito de Belém, Governador do Estado do Pará e membro da Academia Paraense de Letras, foi capaz de produzir uma das mais sórdidas e rasteiras cartas, por ele mesmo tornada pública, atacando de modo torpe e indigno, o grande e bravo Jornalista LÚCIO FLÁVIO.
A partir da próxima sexta-feira, você que me dá a honra da companhia neste espaço, tomará conhecimento dos inacreditáveis termos em que a carta foi escrita e dos argumentos invocados para tentar justificar tamanha ignomínia...
Após a publicação da carta, você tomará conhecimento da resposta proferida pelo LÚCIO FLÁVIO,
já que, com a intercessão  da minha querida prima FÁTIMA ARAGÃO, fui autorizado pelo Jornalista a publicar, neste Blog, ambas as missivas.

Até sexta.

Excelente fim de semana e meu abraço fraterno.

Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

- A PROPÓSITO DO " FIM DOS DINOSSAUROS - conclusão -



E prosseguem as teorias:

5 - Raquitismo cerebral. Esta teoria está exclusivamente baseada numa
característica de um certo animal denominado  Stegosaurus, que apresentava
uma grande placa óssea em torno da cabeça, pesava cerca de 1.800 kg e as
dimensões de seu cérebro não excediam as de uma avelã;

6 - Destruição sistemática dos ovos: muito provavelmente outros animais
devoravam os ovos dos dinossauros, longe porém, de levá-los à extinção. Isto
acontece hoje com muitas espécies e nem por isso os quelônios e os jacarés
deixaram de existir.

7 - Senilidade. A ideia de que os dinossauros sofreram uma espécie de
" envelhecimento racial ", não se coaduna com o fato de serem tão abundantes
e ativos.

Na década de 1970, começaram a aparecer teorias com maiores bases
científicas, em sua maioria interligadas e, embora longe de ser completamente
desvendado o mistério, os dados obtidos começam a ser montados de maneira
mais lógica, como se fora um imenso quebra-cabeça biológico. Em 1972, uma
equipe alemã, da Universidade de Bonn, descobriu numa parede rochosa dos
Pirineus Franceses, 8 ovos de dinossauro, dois dos quais intatos. Estes
ovos revelaram sintomas de uma anomalia conhecida como enfraquecimento
da casca do ovo, responsável atualmente pela ameaça do desaparecimento de
grande número de aves e répteis. Quando esta anomalia acontece, as cascas
de ovos quebram-se prematuramente ou não fornecem o cálcio necessário para  
alimentar os embriões que os ovos contêm. O excesso populacional é apontado
como uma das causas desse problema. O desaparecimento dos dinossauros
coincidiu com o final do período cretáceo, de temperatura mais amena. Nessa
época formaram-se grandes cordilheiras, fenômeno que teria influído não só no
clima, arrefecendo-o, mas também na vegetação. Os rigores do frio mataram
seguramente muitos dinossauros, determinando também, a aglomeração desses
animais em lugares com clima mais propício. Contribuiu decisivamente para
o desaparecimento desses animais pré-históricos, o aparecimento de uma
vegetação de aspecto inocente. Esta teoria, apresentada pelo professor ingles
Tony Swain, baseia-se no fato de os répteis, em sua maioria, terem as papilas
gustativas pouco apuradas. O professor Swain chamou a atenção para o fato
desses animais necessitarem ingerir quantidades prodigiosas de vegetais ( entre
200 e 400 kg, diariamente ), o que levou ao esgotamento das fontes de alimento 
na área em que estavam confinados. Paralelamente, surgiram as primeiras
plantas em cujo metabolismo apareciam compostos cada vez mais carregados
de alcaloides. Incapazes de distinguir o sabor das substâncias nocivas e devido
à grande quantidade de vegetais digeridos, acabaram por morrer  envenenados.
Indícios de envenenamento foram notados na posição contorcida de muitos
fósseis descobertos. Com a extinção desses monstros, novas espécies de
animais dominaram a Terra, entre eles os mamíferos que acabaram evoluindo
até se tornarem os mais antigos antepassados do homem que, por um longo
período, herdaram e dominaram nosso planeta.

A todos os meus amigos e visitantes, agradeço e desejo um ótimo fim de semana. 
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

- A PROPÓSITO DO " FIM DOS DINOSSAUROS " - I -





Como e por que os animais pré-históricos desapareceram?...
Acreditem: há teorias para todos os gostos.

As mais curiosas são:
1 - Caçadores deslocando-se em discos voadores: seres de outros mundos fizeram da
Terra um imenso campo de caça. Mataram os animais até sua completa extinção! ( E
os ossos encontrados, como explicar???);
2 - Falta de espaço na arca de Noé! ( Enorme confusão com o tempo de cada evento );
3 - Perseguição levada a cabo pelos trogloditas. ( Outra enorme confusão com o tempo );

As pouco menos absurdas são:
1 - Em consequência de enormes fenômenos cataclísmicos, formaram-se as fossas dos
oceanos, tragando todos os dinossauros. ( Ora, se isso realmente aconteceu, foi muito
antes do aparecimento de qualquer forma de vida avançada, sobre a Terra;
2 - Suicídio em massa, semelhante ao de algumas baleias na época atual. ( Improvável que
TODOS cometessem suicídio );
3 - teriam sido vítimas de uma espécie de " cansaço da vida ", morrendo de pura inanição.


As mais plausíveis:
1 - Doenças e parasitas. ( Novamente improvável que tantas espécies, em lugares tão
díspares, pudessem ser afetadas por uma epidemia );
2 - Radiação cósmica. O aumento de radiação causado pela explosão de uma supernova
em algum lugar da Via Láctea, teria provocado mutações que levaram os dinossauros ao
extermínio. ( Ora, se tal ocorreu, por que este fenômeno não afetou os mamíferos já
existentes naquele tempo, que continuaram com sua evolução até os dias de hoje? );
3 - Inanição. depois de devorar todos os herbívoros, os dinossauros carnívoros teriam
morrido de fome. Por outro lado, a medida que os herbívoros morriam por outra razão,
os carnívoros também sucumbiam por absoluta falta de presas para se alimentarem;
4 - Constituição física inadequada. Esta teoria ganha alguma credibilidade, se levarmos
em conta que fósseis de algumas espécies apresentavam a glândula pineal ( que controla
o crescimento ) excessivamente grande. Uma mutação genética pode ter afetado
esta glândula, acelerando sua atividade, interferindo no seu metabolismo e causando
a destruição dos dinossauros. ( Ora, uma espécie que também foi extinta -  a espécie
Hipsilophodon - media apenas por volta de 2,5 m de comprimento, não justificando sua
extinção, como defende esta Teoria... )

Continua na próxima postagem....

Desejo a todos os meus amigos e visitantes, um ótimo final de semana.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

- INDÍCIOS DE INCAS NA AMAZÔNIA PARAENSE - final -






Além das peças retratadas nos dois artigos anteriores, havia objetos e utensílios 
da época pré-histórica, mais precisamente do período Neolítico ou da pedra polida, 
ocorrido entre os anos de 12000 a.C. até 4000 a.C. São evidências de tal afirmativa 
as fotos que ilustram o presente artigo, representando, por sua aparência, uma 
espécie de tacape e um instrumento cortante parecido com um machado de 
tamanho reduzido, ambos elaborados em pedra polida. Levando em consideração 
as informações, sem muita precisão, reveladas ao meu companheiro de viagem pelo 
caboclo de quem ele adquiriu as peças, que davam conta das profundidades em que 
os objetos foram coletados, isto é, entre mais ou menos 80 cm e 8 m, podemos 
chegar a conclusão que:
a - As peças representativas de artesanato Inca, encontradas entre 80 cm e 1 m, 
devem ter por volta de 400 anos;
b - Os objetos da era da pedra polida, encontradas a mais ou menos 8 m de 
profundidade, seguindo o mesmo raciocínio, as colocaria em cerca de 6100 anos 
atrás, coincidindo com o fim do período Neolítico, demarcado pelo invento da 
escrita no ano 4000 a.C..
Ora, se tais parâmetros de tempo estiverem mais ou menos corretos, chegaríamos, 
no que diz respeito aos Incas, justamente ao período em que os espanhóis - 
Francisco Pizarro e seus comandados - chegaram à região por eles habitada, isto 
é, o ano de 1531. Como não tenho condições de proceder à datação com carbono 
14 das peças, uma vez que não as possuo,  só me restaria proceder ao estudo da 
quantidade de material em suspensão existente nas águas do Amazonas
anualmente depositado em suas margens por ocasião das enchentes. Claro que 
tal estudo demandaria tempo e apuro técnico, além de grana, para que seus 
resultados tivessem condições absolutas de credibilidade científica. Na falta 
desses elementos, reservei-me o direito de atribuir um depósito de mais ou menos 
20 cm de material, carreado pelas águas do Amazonas, a cada século. Não 
acredito que tal medida esteja totalmente fora da realidade se levarmos em conta 
a enorme quantidade de sedimentos em suspensão deslocada pelo grande rio.
Duas grandes conclusões poderão ser tiradas de tudo aqui revelado sob o aspecto 
histórico:
1 - O povo Inca se fixou por algum tempo na região compreendida entre a divisa 
dos estados Pará/Amazonas e a cidade de Óbidos, no Pará;
2 - Desde a pré-história - período Neolítico ou da pedra polida - o homo-sapiens 
habitava a região da Amazônia Paraense.




Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes. Voltem sempre e deixem
seus comentários.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

- INDÍCIOS DE INCAS NA AMAZÔNIA PARAENSE - I -






Antes de apresentar minha tese que explicaria a presença de membros do império 
Inca  nas terras localizadas entre a divisa dos estados Pará/Amazonas e a cidade 
de Óbidos no Baixo Amazonas paraense, é necessário fazer uma viagem ao 
passado. Começaria por uma rápida visita à história dos Astecas ao tempo da 
chegada dos europeus ao Novo Mundo. Fernando Cortez chegou por volta dos 
anos de 1517 ou 1518, encontrando o império Azteca em pleno florescimento, sob 
o comando de Montezuma II e, depois de  conquistar a confiança do ingênuo gentil, 
acabou por assassiná-lo, assim como à maioria de seu povo, no ano de 1520
Logo assumiu seu lugar aquele que seria o último imperador dos Aztecas 
chamado Cuauhtémoc. Cortez impôs um novo morticínio, desta vez liquidando 
com os Aztecas. Claro que alguns remanescentes, vendo as atrocidades perpetradas 
pelo espanhol e tendo consciência que nada poderia ser feito para neutralizar as armas 
por ele usadas, devem ter fugido, uma parte rumo ao sul, onde a partir da parte 
meridional da Colômbia, acabaram por contactar os Incas para os quais narraram 
as terríveis consequências advindas com a presença dos europeus. Penso que 
esta fuga deve ter durado uns cinco anos, tempo suficiente para alguns 
remanescentes chegarem até o limite norte do império Inca. A brutal descrição 
dos episódios, feita pelos recém-chegados, deve ter alarmado o povo Inca que 
passou a temer a chegada de tais assassinos aos limites do seu império. Foi 
sob o impacto dos acontecimentos lá no império Azteca, que os Incas viram 
chegar aos seus domínios, no ano de 1531, um outro espanhol, Francisco Pizarro
Tal qual seu conterrâneo Cortez houvera feito com os Aztecas, também começou 
por angariar a simpatia dos nativos, com o único objetivo de descobrir, sem
necessidade de conflito, os tesouros que imaginava escondidos pelos Incas.



A simples chegada de 
homens barbudos, 
portando armas 
desconhecidas, mas 
já descritas pelos 
Aztecasinclusive 
quanto a sua letalidade, 
deve ter feito alguns 
componentes do império 
Inca fugir, temerosos 
das consequências 
sinistras que adviriam, 
se permanecessem 
convivendo com os invasores. 
Assim, resolveram fugir 
imediatamente, aproveitando 
para isto o fácil roteiro de 
fuga oferecido pela 
correnteza das águas 
dos rios da região. Vale 
lembrar que o rio Amazonas 
é navegável, inclusive por 
navios de grande porte, até a cidade 
de Iquitos, no Peru

A maioria das famílias fugidas deve ter levado consigo artefatos, objetos 
domésticos, símbolos religiosos e até ídolos, retratados em peças de cerâmica, 
madeira ou até em ouro. As ilustrações que apresento neste artigo e no artigo da 
semana passada, nos dão conta de imagens antropomorfas e de animais 
estilizados, principalmente condores, pássaro só encontrado nos Andes. Longe 
de pretender ser o dono da verdade, submeto estas minhas anotações e ideias 
aos doutos no assunto, apenas esperando ter colaborado para a explicação da 
presença dos Incas na Amazônia Paraense.



Continua na próxima postagem...

Um excelente final de semana a todos, obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe



sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

- INDÍCIOS DE INCAS NA AMAZÔNIA PARAENSE - introdução -



Na última viagem que fiz à Amazônia, no mês de março passado, conheci 
um companheiro de viagem a bordo do navio que me levou de volta à Belém, 
procedente de Oriximiná, onde fui visitar alguns amigos. Ao final do primeiro 
dia já havia uma certa empatia no nosso relacionamento fruto das longas 
conversas sobre assuntos diversos, por nós mantidas durante a viagem, até então. 
Possuidor de razoável conhecimento geral, tinha uma fácil conversa sobre os mais 
variados assuntos, até que, em determinado momento, revelou-me que comprara 
de um certo caboclo da região, algumas "caretas de índio", termo usado pelos 
ribeirinhos para designar fragmentos de artesanato, principalmente cerâmicos, 
muito comuns na região, elaborado por silvícolas outrora  radicados no denominado
Baixo Amazonas ". Claro que mostrei-me vivamente interessado. Em resposta à 
pergunta que lhe fiz - se poderia ver tais fragmentos - ele prontamente buscou em 
uma sacola que se encontrava debaixo da rede onde dormia, um pacote 
cuidadosamente protegido por pedaços de isopor. Fiquei realmente deslumbrado 
ao ver tais objetos. Tratava-se de partes de vasos e outros objetos artesanais que 
me trouxeram ao pensamento, instantaneamente, a arte INCA há muito vista e 
estudada nos livros de história. Mas ,como seria possível?! Os INCAS estavam 
radicados lá na Cordilheira dos Andes, a cerca de 3000 km do local onde o meu 
amigo comprara as peças. Seu vasto império se espalhava desde o sul da 
Colômbia até  a parte central do Chile, porém, sempre às proximidades da 
cordilheira. Para não despertar a curiosidade do companheiro de viagem, detentor 
das relíquias, mantive-me mais ou menos calmo, sem demonstrar nenhuma 
ansiedade, até que consegui a permissão para fotografar algumas daquelas 
peças... No dia seguinte, logo após o café da manhã, procurei novamente me 
aproximar do dono das peças. Meu objetivo era saber a exata localização do 
sítio arqueológico. Nada consegui, pois me foi dada a explicação que tudo aquilo 
era sigiloso e o tal caboclo que vendera o achado, se negara terminantemente a 
revelar o lugar de origem: alguém o havia advertido que, se uma entidade ligada 
ao assunto - tipo o Museu Emílio Goeldi, de Belém - soubesse da exata localização 
do sítio e esse lugar fosse próximo a sua casa, ele seria deslocado imediatamente 
para outro local. Disse apenas que não foi preciso nenhuma escavação porque 
o rio, ao provocar o fenômeno denominado de " terras caídas ", acabara por 
revelar aquelas peças e ele só teve o trabalho de coletá-las. É possível que o rio 
já tivesse levado boa parte dos objetos pois ele, apenas por acaso, passara de 
canoa pelo local e vira alguns objetos na margem, a uma profundidade que variava 
de cerca de 80 cm a 8 m. abaixo da superfície do solo. Durante o resto da viagem, 
comecei a elaborar mentalmente uma teoria que poderia explicar a possível presença 
de membros do Império Inca em local tão distante dos Andes. Tal teoria será assunto
 para a próxima postagem.

Continua na próxima sexta-feira....

Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 8 de dezembro de 2017

- MIOLO DE PÃO - final -





" Depois de navegar quanto bem quis, tendo os pés como *palhetas, Miolo de Pão procurou
o barraco do bêbado, mas não o localizou entre tantos barracos da invasão do Riacho Doce.
Miolo de Pão se acordou de madrugadinha pelo barulho que sacudia a cidade. Era como se
a cidade toda estivesse caminhando de pés descalços. Vozes se multiplicavam a todo instante.
Brinquedos de miriti passavam suspensos em enormes cruzetas. Pessoas vestidas de camisolões
brancos passavam apressadas para o centro urbano. O que estava acontecendo?
O pato procurou explicações nas águas do Tucunduba. Quando lá chegou, já estavam cheias
de pessoas, umas tomando banho com baldes, outras nadando no meio das águas.
Miolo de Pão compreendeu que já estava bastante atrasado em sua programação.
Antes tentou entrar no primeiro barraco que encontrou. Colocou o bico dentro da casa
procurando sentir os cheiros que vinham da cozinha. Como os moradores eram tão pobres que
não tinham dinheiro para comprar pão, de lá não chegava nenhum cheiro de miolo.
E o pato foi gingando à procura de outras portas.
Na terceira, de lá pra cá, de cuja cozinha não vinha cheiro de nenhuma espécie, alguém
chamou o animal, carinhosamente, talvez pensando no almoço do dia. Miolo de Pão tratou de
andar ligeiro e levantou voo à procura das águas do Tucunduva.
Enquanto se ouvia, ao longe, o espocar dos fogos de artifício, saiu um pequeno batalhão de
menores, dos duzentos mil que habitam Belém em absoluta miséria, à procura de completar
a "meia comida e meia escola".
Rita avistou da porta da sua casa o João Felício, que ia passando de pés descalços para
acompanhar o Círio.
- Bom dia, seu João!
- Bom dia, Dona Rita.
- Não vai acompanhar o Círio? - João quis saber.
- Vou. Vamos eu e o Dagoberto.
- O senhor ainda trabalha no barco "Rodrigues Alves"? - perguntou Rita.
- Ainda, dona Rita.
- Ele continua fazendo viagem pra Cametá?
- Continua.
- Aconteceu alguma coisa? - perguntou João Felício.
- O Dagoberto, ontem à noite, trouxe um pato grande...mas eu já tinha comprado um para
o Círio. Vai acabar se perdendo no Tucunduba. Fiquei pensando: será que o senhor não
levava pra vender no barco?
- Levo, sim. Em Cametá, tem um bom criador de patos, talvez ele compre pra revender.
Pergunta Rita:
- Como é o nome dele?
- Edgar. Vou vender pra ele.
- Eu lhe dou uma comissãozinha. E se virando para dentro de casa:
- Vai pegar o animal, Dagoberto!
Dagoberto desceu da casa, com as mãos cheias de miolo de pão, para atrair o pato ".


palhetas - tem o significado de " hélices ", sentido muito comum no linguajar da região.

Um ótimo final de semana a todos. Obrigado pelas visita.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe