sexta-feira, 25 de outubro de 2013



As postagens deste 
BLOG foram suspensas
por tempo indeterminado por decisão do 
seu editor.

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

- LENDAS - III - FÊNIX, A AVE IMORTAL -



O mais belo de todos os animais fabulosos, a Fênix simbolizava a continuidade 
da vida após a morte e a esperança. Tinha as cores dourada e vermelha em suas 
penas, representando o nascer do sol, seu corpo totalmente revestido de tais 
ornamentos, enchia de admiração os privilegiados que tinham o dom de contemplá-la.
Possuía uma voz encantadoramente melodiosa que, entretanto, se tornava muito 
triste sempre que a morte se aproximava. Sua beleza e sua tristeza, nestas ocasiões, 
se tornavam de tal modo impressionantes, que muitos homens e animais ao 
assistirem estes eventos morriam, também. Não podia haver no mundo duas Fênix
sendo imprescindível que uma morresse para assim, a outra nascer. O poeta grego 
do século VIII a.C., afirmava que esta ave tinha uma longa vida correspondente a 
9 ou 10 vezes a duração da vida de um corvo, ave que vive muito. Outros cálculos
falavam em até 97200 anos de vidaQuando a ave pressentia a morte se 
aproximando, construía uma pira com ramos da árvore de canela, em cujas 
chamas se atirava para morrer queimada. À medida que as chamas arrastavam 
para o infinito o espírito da Fênix, uma outra, tão esplendorosa como ela, renascia 
das cinzas. Ao erguer-se, a nova ave colocava piedosamente os restos de sua 
progenitora em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de  
Heliópolis, onde o colocava no altar do deus sol. Segundo se acreditava, estas 
cinzas  tinham o poder de ressuscitar um morto.O devasso imperador romano 
Heliogábalo que viveu entre os anos de 202 a 222 d.C., decidiu comer carne 
de fênix a fim de tornar-se imortal. No lugar da fênix lhe enviaram uma 
ave-do-paraíso que comeu, sendo pouco depois assassinado. 
Os estudiosos da atualidade crêem  que esta lenda surgiu na antiguidade, no 
Oriente, e foi adotada pelos sacerdotes adoradores do deus Sol de Heliópolis 
simbolizando, alegoricamente, o nascimento e morte diários do astro-rei.
Tal como outros grandes mitos gregos, desperta no mais íntimo do ser humano, 
crenças inexplicáveis e nas tradições cristãs, por exemplo, tornou-se um símbolo 
popular do nascimento, morte e ressurreição de Cristo. Contudo, seu nome 
pode resultar de um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C
Na descrição que ele faz da ave pode ter grafado o nome fênix erroneamente já 
que escreveu phoenix, sendo que a ave era costumeiramente representada 
pousada em uma palmeira cuja designação em grego é phoinix.  Teria ele 
confundido os nomes? Desvendar tal mistério, quem há de???...

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba

ONG Ande n& Limpe
  

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

- LENDAS -II - AS SEREIAS - Final -



O mito das sereias foi explorado economicamente com eficiência por um 
famoso e experiente taxidermista londrino que, por volta do ano de 1830
confeccionou um ser hediondo, meio mulher, meio peixe, que passou a exibir 
afirmando com convicção ter sido recolhido pelas redes de alguns pescadores 
no Mar do Norte. A exibição deste monstrengo fez com que o seu autor 
conseguisse seu objetivo que era, na verdade, vende-lo. Depois de poucos 
dias de exibição, foi vendido a dois irmãos italianos por inacreditáveis dez mil 
libras. Um naturalista, pouco depois, publicou  um artigo afirmando que se tratava 
de, sem sombra de dúvida, um macaco costurado à uma pele de peixe! 
Esta combinação macaco-peixe, aliás, deu início a um florescente e bem 
sucedido comércio de sereias por meio do qual muitos pescadores japoneses 
conseguiram aumentar consideravelmente seus rendimentos. Até em circos 
e feiras, muitos exemplares chegaram à Europa para serem exibidos com 
muita aceitação. Talvez a lenda das sereias tenha sua origem em tempos 
imemoriais, ligada a deuses de povos primitivos  que os cultuavam na forma 
de peixes estilizados.


Há algumas criaturas 
marinhas que se parecem 
com dragões em vez 
de sereias. Conta uma 
antiga lenda que num 
certo domingo, o jovem 
herdeiro do Castelo 
de Lambtonna 
Inglaterrafoi à 
pesca e encontrou 
um animal semelhante 
a uma enguia. 



Depois de capturá-lo trouxe-o para casa e o colocou em um poço no qual o animal 
cresceu até atingir um tamanho descomunal e quando o jovem partiu numa cruzada, 
o monstro veio à superfície e começou a devorar homens e animais. todas as noites, 
quando se enroscava para dormir, envolvia com tal enrosco, 3 vezes  Lampton 
Hill, atualmente denominado Worm HillAo regressar da cruzada, o jovem Lambton 
conseguiu matar o dragão, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o 
primeiro ser que encontrasse após a vitória. Pra sua total infelicidade, porém, a 
primeira pessoa que ele viu ao chegar foi seu próprio pai. O jovem recusou-se a 
matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa, 
maldição que, segundo se conta, persiste até os dias de hoje...

Excelente final de semana a todos. Aos meus conterrâneos Paraenses, tenham
todos um FELIZ CÍRIO.  

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

LENDAS II - AS SEREIAS -3 -



Muitas vezes os marinheiros que regressavam de terras e mares distantes 
contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em 
Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha 
dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma 
mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro 
semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione
Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de 
um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a
 tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer 
alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".



Conta-se que na costa oriental do 
continente africano, foi encontrada 
uma sereia multicolorida que tinha 
os cabelos da cor de algas 
marinhas, pele cor de azeitona e 
membrana da mesma cor entre os 
dedos. Apresentava em torno da 
cintura uma franja de cabelo cor de 
laranja com extremidades azuis. 
Suas barbatanas eram verdes e o 
seu rosto cinzento,continha 
pequenas rugas características 
da longa permanência sob a água. 
Ao longo de sua cauda apresentava 
uma delicada fileira de pelos 
cor-de-rosa.






Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida, 
afirmando-se  de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado 
Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico 
das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época 
eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que 
transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas 
extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode 
imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo.
No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o 
criativo monarca nestas condições.

Continua na próxima postagem...

Desejo a todos um excelente final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe