sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

A DOENÇA QUE ALTEROU O CURSO DA HISTÓRIA. - I



                                                                Doentes terminais



Como quase sempre acontece, foi a ganância dos homens que ocasionou a última grande
epidemia de peste bubônica ocorrida no leste da Sibéria no inicio da década de 1910.
A doença matou, em apenas sete meses, mais de 60.000 pessoas!
Tudo começou com o aumento do preço - quase 400% - da pele das marmotas.
Estes animais roedores, cuja pele substituía com vantagens a pele de um outro animal,
chamado marta zibelina, sempre foram caçados pelos Mongóis que conheciam a fundo
 seus hábitos e a estranha doença que por vezes os atacava. Nenhum mongol caçaria
um animal doente e, embora a carne e a gordura do animal, fossem de um sabor muito
 agradável, havia a proibição local de se consumir um tecido gorduroso de sob o baço
- na verdade uma glândula linfática auxiliar - que, segundo a lenda, continha a alma
de um caçador morto. Os mongóis sabiam que esta glândula era afetada diretamente
 quando o animal adoecia, infetando quem a comesse e levando os circunstantes a
 abandonar o doente à sua própria sorte, para não serem contaminados; doente este que,
quase invariavelmente, viria a óbito, em circunstâncias  terrivelmente doloridas e cruéis.


continua...

Abraço a todos e um ótimo final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - final -





                     LÚCIO FLÁVIO PINTO





Aqui, vamos concluir a publicação da resposta do Jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO, às ofensas pessoais escritas na carta aberta a ele dirigida e distribuída em profusão - conforme palavras do próprio Hélio Gueiros - aos leitores do destinatário.
( Vale chamar atenção para o incomum tratamento na segunda pessoa, corriqueira no linguajar dos paraenses, e com o emprego impecável do tempo verbal ) :


" O que publiquei na " Província " foram informações transmitidas pelo governador, como está bem claro no texto. Não me tornei moleque de recado, nem me associei ao Jáder. Simplesmente fui ouvir o que ele tem a dizer sobre pontos que farão parte da minha avaliação, no Bandeira 3. Mas achei, como qualquer jornalista profissional faria, que certas informações deveriam ser transmitidas logo ao leitor. Não fiz qualquer análise. Repassei o que era simplesmente informação. Nada ofensivo a ti. Poderias escrever uma carta fazendo os reparos que quisesses. A suplementação orçamentária, por exemplo: está dito que parte deve-se à corrosão inflacionária, não prevista no momento da elaboração orçamentária.. Mas o Jáder te atribui parte do esgotamento pela política de terra arrasada. É ele quem diz. Como sempre fiz, estou neste primeiro momento, registrando o que um governador recém-empossado diz - e fiz isso várias vezes contigo, enquanto me autorizava o prazo de carência a que todo administrador público tem direito, até se revelar sua incompetência, inapetência, irresponsabilidade ou má fé, características que acabaram te definindo no governo -. No final do artigo, quando registrei a promessa do Jáder de fazer um "grande governo", fiz minha observação pessoal: por enquanto, é apenas, promessa, Vou avaliá-la e cobrá-la no primeiro número do B3, quando tiver todas as informações necessárias paras essa análise. Minha carência ao Jáder neste segundo mandato será muito menor do que a do primeiro e a ti próprio, por motivos que eu já expus mais do que suficientemente, inclusive pra ti, no tempo em que te dizia o que pensava e publicava exatamente isso em meu jornal pessoal, enquanto tu dizias uma coisa em "off", e outra, bem diferente, de públuco, enquanto te foi conveniente estar ao lado do Jáder. Eu nada escondia do que pensava e continuo a pensar. Como uma víbora, tu fazias jogo duplo, como sempre fizeste, de que é exemplo mais do que definitivo o episódio com o Rômulo, esquecido, por estratégia, enquanto a aliança com os Maioranas te interessar.
Não, Hélio Gueiros. Mesmo tendo sido governador do Estado, por obra do acaso - o mesmo acaso que fez o Médici, o mais incompetente dos generais disponíveis na época, presidente da República - o Jáder, como o Geisel em relação ao Figueiredo, escolheu uma pessoa abúlica julgando que poderia mandar nela, tu não me metes medo com teus arreganhos, nem me impressionas com teus esbirros. Só me dás pena e tristeza. Pena, por ver revelado, sem qualquer disfarce, o que realmente és. Tristeza por saber que tiveste nas mãos, durante quatro anos, o que nenhum governador antes de ti teve para fazer um bom governo e nele espalhaste o mesmo produto fétido e nojento que forma a tua carta anônima.
Deixo-te meu desprezo e fico com minha dignidade. ".


Até a próxima sexta e bom final de semana.

Obrigado pela visita.


Clóvis de Guarajuba.

 -

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

- LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - III -





                O Jornalista LÚCIO FLÁVIO
 
Segundo informações do Jornalista LÚCIO FLÁVIO, a resposta que endereçou ao Sr. Hélio Gueiros e que passo a publicar abaixo, lhe foi devolvida sem que o destinatário sequer houvesse aberto o envelope! Ora, ao contrário dos palavrões e termos sórdidos constantes da carta recebida, o Jornalista, com muita sapiência e classe, apenas indicou em sua resposta o porquê das suas opiniões e da opinião do Jáder que fora por ele entrevistado, como aliás o fazia, sempre que o comando do Governo trocava de titular.
Eis a resposta:


" Hélio Gueiros,
Jamais poderia imaginar que um cidadão, depois de chefiar a administração pública estadual, pudesse escrever e assinar a carta que me mandaste e que hoje, dia 22, recebi. Pensei, a princípio, que fosse uma carta anônima, uma molecagem saída do mais sórdido lamaçal. Mas fico sabendo que és o responsável por esta porcaria. Escreveste, assinaste, confirmaste verbalmente e andas espalhando por aí cópias, como um marginal da rua que tem da honra a noção de um rufião. Se não fosse obra de sexagenário, eu diria tratar-se de moleque criado por bestas, que, insensível na sua demência animal, ainda se compraz em fazer circular toda essa imundície como se ela te garantisse o título de cabra macho, quem sabe com aquilo roxo e, acima do pescoço, aquilo esverdeado pela mesma matéria que preenche ( pra não ser vácua ) a cabeça do camarão.
Se pensas que me intimidas ou me humilhas, estás quadradamente enganado. Apenas desnudas tua miserabilidade, teu aleijão moral, tua sandice alcoólica. Infeliz do homem que produz coisas como essas que me mandaste. Não te das o mínimo respeito e a ninguém respeitas, mas não vou descer ao teu chiqueiro, não vou me reduzir à lama que é tua matéria prima. Enganei-me eu e se enganaram todos os que te imaginaram transformado pela possibilidade de governar os paraenses. Esquecemos que foste deformado pelos anos de frequência na cozinha e no chiqueiro do baratismo, um circo de horrores humanos, frequentado por gente disposta a tudo pelo usufruto do poder, disposta a inventar e reinventar  meios, conforme sua conveniência. Tu és um produto da sombra, criado e alimentado como cão de guarda, ao pé do chefe, mas um cão raivoso, capaz de morder os pés que não mais lhe convierem. Tua posição sempre foi essa, rasteira, melíflua. Quando chegaste ao alto, não foi pelos teus méritos pessoais, mas pela conveniência do chefe, pelos acasos da história. Assim te tornaste Senador. Assim foste o candidato do PMDB ao governo. Por isso és rancoroso, por isso trais. Com essa compulsão, julgas poder anular o passado e ter o direito de reivindicar o que não é teu. Usas as pessoas e as conveniências e, quando podes, as trais, como fizeste com o Rômulo e o Jáder. Eu te disse isto numa carta que te mandei antes de tomares posse. Repito agora. O tempo me deu razão. O teu caso é clínico e tu sabes disso. Sabes tanto que tentas esquecer no álcool, mergulho tão profundo e definitivo que é o que sobra de ti: um miserável alcoólatra, entregue aos instintos mais bestiais e torpes.
Esse amontoado de indignidade que perpetraste não merece resposta. É obra de insano. Mas foste governador deste infeliz Estado. Para os paraenses, sim, terei que responder, já que transformaste essa sujeira numa carta aberta. Na verdade, nunca pretendeste responder ao meu simples artigo na
" Provincia ". O que queres é me intimidar, atingir o jornal que vou editar. Usaste o artigo da
" Provincia " como pretexto. Nada há, nele, nada que pudesse justificar tua ira. Fiz com o Jáder o que fiz com todos os Governadores, sem exceção, inclusive tu; fui la ouvir o que ele tem a dizer sobre o início de sua administração, antes de escrever a primeira avaliação dela para o Bandeira 3. Talvez no futuro nós já não venhamos a ter qualquer tipo de conversa, como tem ocorrido, quase  invariavelmente, com os anteriores. Eu te dei crédito e aceitei tuas informações durante certo tempo. Deves te lembrar que, à primeira informação de irregularidade na Ebal, fui te ouvir antes de escrever sobre o favorecimento da Sudam ao estaleiro. Registrei tua versão, mas publiquei as informações, que estavam corretas e apontavam num rumo certo. Aos poucos fui vendo que não eras confiável, que mentias, que querias te relacionar com a imprensa através de balões de ensaio, e me afastei. Não me interessa ser confidente de ninguém. O que quero é apurar informação segura para o público. Não entendes isso. És de um tempo em que se podia fazer muito mais negociação jornalística, manipular informações, usar o jornalismo partidariamente, conforme interesse pessoal. Daí porque o teu jornalismo é de fontes anônimas, tu colocando em personagens fictícios o que não tens coragem ou não queres assumir, o que não faz parte do mundo vivo e sim das tuas alucinações, dellirius tremens, para usar a expressão técnica. "...


Conclusão na próxima sexta. Obrigado pela visita.


Clóvis de Guarajuba.

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

- LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - II -



                                                               Hélio  Gueiros
                                                                Imagem Net 

E prossegue a fieira de termos chulos e demonstradores de um profundo sentimento de incontrolável ódio contra as posições ideológicas que, por dever de ofício, todo jornalista correto e de caráter, deveria externar com toda a honestidade...
E é exatamente este procedimento louvável que desperta os mais primitivos sentimentos naqueles indivíduos alvos de comentários abordando assuntos que, a seu juízo, jamais deveriam ser desenterrados e  muito menos expostos ao público.

"...Não pode, seu sacana. Tem de ter autorização do Legislativo. E isso foi publicado no Diário Oficial. Tem de ter autorização do M. do Planejamento e isso foi publicado no Diário Oficial. Tem de ter autorização do Senado e isso foi publicado no Diário Oficial. Então, como é que dois filhos de uma puta, tu e o Jader, ficam dando a impressão de que ninguem sabia do empréstimo. Honrei os compromissos dele, repassando aos empreiteiros da PA-150 o valor do empréstimo; por que o líder do PMDB, que prometeu uma CPI para investigar os empréstimos, não concretiza a convocação
A tua observação sobre política de terra arrasada, seu mineteiro de macho, é outra sacanagem. Por aí afora, os Governadores estão tendo problema para pagar três, quatro meses do funcionalismo em atrazo ( SIC ). Aqui o teu ventríloco diz que está tendo problemas para pagar Março, ( SIC ) tão somente Março ( SIC ), E está tendo problema porque a irresponsável bancada dele, concedeu aumento de 400% ao Legislativo, forçando o Judiciário, Ministério Público, tribunais de conta ( SIC ) a fazerem o mesmo. E a irresponsável bancada dele majorou em igual proporção a Polícia Militar e decretou taxa de interiorização para todo pessoal civil e militar. Nada disso foi feito por mim. Despesa nova autorizada por mim só um modesto aumento para quem não pertence nem ao Legislativo, nem ao Tribunal de Contas e assemelhados. Só e mais nada. Terra arrasada fez o PMDB, orientado pelo Jader, que achava que não ganharia eleição, como de fato não ganhou licitamente, mas está hoje trepado no poder, trepando contigo, por causa da fraude.
Era o que tinha a te dizer, seu crápula. Não adiante fingir que não recebeste nem leste esta porque estou tirando xerox em abundância para distribuição aos teus leitores. E antes que eu me esqueça de repetir: por que tu não vais chupar o rabo e a buceta da puta que te pariu. "

Na próxima sexta começarei a publicar a resposta do Jornalista LÚCIO  FLÁVIO.



Obrigado pela visita e bom fim de semana .


Clóvis de Guarajuba.