sexta-feira, 6 de novembro de 2015

- TV GLOBO: IGNORÂNCIA OU MÁ FÉ ???


Castanha do Pará

Estão rolando nas redes sociais reações de paraenses a declarações imbecis, 
publicadas principalmente pela TV Globo, segundo as quais o secular e consagrado 
nome " Castanha do Pará ", deveria ser mudado para        " Castanha do Brasil ". 
Não sei em que esta emissora se baseou para proclamar tal idiotice. Em base 
científica é que não foi. Se, antes de divulgar tamanha estupidez, tivessem a 
preocupação de pesquisar, verificariam que o nome " Castanha do Pará " não tem 
origem apenas no fato de Belém ser a metrópole mais marcante e importante da 
Amazônia, econômica, social e intelectualmente. Além de ser o centro imemorial 
de comercialização da amêndoa famosa e riquíssima em nutrientes, está 
cientificamente provado que essa espécie vegetal é oriunda UNICAMENTE 
do nordeste do Pará. Ao se darem ao trabalho de pesquisar nas páginas da 
National  Geographic na Internet, descobririam o resultado de pesquisas científicas 
sobre a castanheira ali publicado, cujas principais constatações passo a transcrever,
 " ad litteram ":
" ... No entanto, resistem no presente amazônico outras evidências, às vezes tão 
antigas quanto os próprios sítios, que também podem nos revelar dados sobre o 
passado. Um exemplo: as matas de castanhais abundantes. Quem já andou em 
um castanhal sabe que esta é uma jornada quase mística: as árvores são 
imensas e ultrapassam a altura média da copa da floresta; pilhas da casca da 
fruta da castanha (os ouriços) espalham-se pelo chão e animais como as cutias 
podem ser vistos correndo de um lado para outro. Uma castanheira demora 
décadas para crescer e começar a frutificar. Muitos castanhais têm centenas de 
anos de idade. Sabemos hoje que A DISPERSÃO DESSAS ÁRVORES 
OCORREU A PARTIR DE UM CENTRO ORIGINAL NO LESTE DO PARÁ. 
Sabemos ainda que existem na natureza apenas dois animais que conseguem 
quebrar a casca do ouriço e dispersar sua castanha: a cutia e o Homo Sapiens. 
Assim, é certo que a dispersão dos castanhais se deu por meio da atividade 
humana. Ao mesmo tempo, a baixíssima variabilidade genética entre 
castanhais localizados em pontos distintos da Amazônia como se os espécimes 
tivessem sido clonados, sugere que o processo da dispersão foi recente e 
começou 2 mil anos atrás, em sincronia com o processo de florescimento 
cultural, indicado nos sítios. Ou seja, castanhais não são apenas produtos da 
natureza mas também resultado concreto da presença humana ancestral na 
Amazônia ". Tudo isto nos leva a concluir que os castanhais existentes em outros 
locais da Amazônia (Acre, Amazonas, etc.), foram plantados pelos povos 
pre-colombianos que se deslocavam ativamente pela região. Portanto, fiquem os 
paraenses tranquilos: imbecis não podem mudar os fatos!!!

Cervejas com sabores na Estação das Docas em Belém





Outra " barrigada " foi dada pela repetidora da Globo 
aqui em Salvador: publicaram uma chamada para 
determinado programa ( não me lembro qual ,) que 
anunciava o convite para o telespectador conhecer e 
provar a " novidade " que era  uma " cerveja com 
sabor de banana " rsrsrsrsr... Ora, há mais de dez 
anos na Estação das Docas, em Belém, já são 
fabricadas - na frente dos fregueses, para quem 
quiser ver - cervejas com sabor de bacuri, cupuaçu 
e outras frutas regionais.







Como bem disse o poeta Rodrigues Pinagé:
"Privilégio da gleba agressiva e frondosa que se espelha no lago adormido e 
sem ondas..."

Vale aqui o adágio: " Os cães ladram e a caravana segue "....

Um ótimo final de semana a todos.

Abraço,


Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

4 comentários:

Ultra Sandrinha disse...

Pois é More, eu que sou uma quase PARAENSE mesmo que por osmose, tenho pleno conhecimento dessa causa. Já experimentei as deliciosas cervejas com sabores das frutas regionais da amazônia, especificamente do PARÁ, no bem bom do cais das Docas curtindo o visual da linda GUAJARÁ.
Povo desavisado e sem noção...
Ignorância mesmo viu?

João Guerreiro disse...

Olá, Clóvis, Ficas sabendo que a Globo expressa o desejo da comunidade científica amazonense que não admite a designação Castanha-do-Pará. Aliás, não imaginas o quanto os paraenses incomodam os amazonenses, em particular os de Manaus, muito embora não tenhamos esse mesmo sentimento para com nossos irmãos amazônidas.
Gostaria de reproduzir esse texto no site "Espoca Bode" e para tanto peço tua autorização.
Abraços,
João Guerreiro

João Guerreiro disse...

Olá, Clóvis, Ficas sabendo que a Globo expressa o desejo da comunidade científica amazonense que não admite a designação Castanha-do-Pará. Aliás, não imaginas o quanto os paraenses incomodam os amazonenses, em particular os de Manaus, muito embora não tenhamos esse mesmo sentimento para com nossos irmãos amazônidas.
Gostaria de reproduzir esse texto no site "Espoca Bode" e para tanto peço tua autorização.
Abraços,
João Guerreiro

Clóvis de Guarajuba disse...

João, novamente vem à baila essa lenga-lenga, desta vez por um acreano. Acho oportuno que transcrevas o que quizeres no nosso : Espoca Bode .Grande abraço.