Castanha do Pará
Estão rolando nas redes sociais reações de paraenses a declarações imbecis,
publicadas principalmente pela TV Globo, segundo as quais o secular e consagrado
nome " Castanha do Pará ", deveria ser mudado para " Castanha do Brasil ".
Não sei em que esta emissora se baseou para proclamar tal idiotice. Em base
científica é que não foi. Se, antes de divulgar tamanha estupidez, tivessem a
preocupação de pesquisar, verificariam que o nome " Castanha do Pará " não tem
origem apenas no fato de Belém ser a metrópole mais marcante e importante da
Amazônia, econômica, social e intelectualmente. Além de ser o centro imemorial
de comercialização da amêndoa famosa e riquíssima em nutrientes, está
cientificamente provado que essa espécie vegetal é oriunda UNICAMENTE
do nordeste do Pará. Ao se darem ao trabalho de pesquisar nas páginas da
National Geographic na Internet, descobririam o resultado de pesquisas científicas
sobre a castanheira ali publicado, cujas principais constatações passo a transcrever,
" ad litteram ":
" ... No entanto, resistem no presente amazônico outras evidências, às vezes tão
antigas quanto os próprios sítios, que também podem nos revelar dados sobre o
passado. Um exemplo: as matas de castanhais abundantes. Quem já andou em
um castanhal sabe que esta é uma jornada quase mística: as árvores são
imensas e ultrapassam a altura média da copa da floresta; pilhas da casca da
fruta da castanha (os ouriços) espalham-se pelo chão e animais como as cutias
podem ser vistos correndo de um lado para outro. Uma castanheira demora
décadas para crescer e começar a frutificar. Muitos castanhais têm centenas de
anos de idade. Sabemos hoje que A DISPERSÃO DESSAS ÁRVORES
OCORREU A PARTIR DE UM CENTRO ORIGINAL NO LESTE DO PARÁ.
Sabemos ainda que existem na natureza apenas dois animais que conseguem
quebrar a casca do ouriço e dispersar sua castanha: a cutia e o Homo Sapiens.
Assim, é certo que a dispersão dos castanhais se deu por meio da atividade
humana. Ao mesmo tempo, a baixíssima variabilidade genética entre
castanhais localizados em pontos distintos da Amazônia como se os espécimes
tivessem sido clonados, sugere que o processo da dispersão foi recente e
começou 2 mil anos atrás, em sincronia com o processo de florescimento
cultural, indicado nos sítios. Ou seja, castanhais não são apenas produtos da
natureza mas também resultado concreto da presença humana ancestral na
Amazônia ". Tudo isto nos leva a concluir que os castanhais existentes em outros
locais da Amazônia (Acre, Amazonas, etc.), foram plantados pelos povos
pre-colombianos que se deslocavam ativamente pela região. Portanto, fiquem os
paraenses tranquilos: imbecis não podem mudar os fatos!!!
Cervejas com sabores na Estação das Docas em Belém
Outra " barrigada " foi dada pela repetidora da Globo
aqui em Salvador: publicaram uma chamada para
determinado programa ( não me lembro qual ,) que
anunciava o convite para o telespectador conhecer e
provar a " novidade " que era uma " cerveja com
sabor de banana " rsrsrsrsr... Ora, há mais de dez
anos na Estação das Docas, em Belém, já são
fabricadas - na frente dos fregueses, para quem
quiser ver - cervejas com sabor de bacuri, cupuaçu
e outras frutas regionais.

Como bem disse o poeta Rodrigues Pinagé:
"Privilégio da gleba agressiva e frondosa que se espelha no lago adormido e
sem ondas..."
Vale aqui o adágio: " Os cães ladram e a caravana segue "....
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe





4 comentários:
Pois é More, eu que sou uma quase PARAENSE mesmo que por osmose, tenho pleno conhecimento dessa causa. Já experimentei as deliciosas cervejas com sabores das frutas regionais da amazônia, especificamente do PARÁ, no bem bom do cais das Docas curtindo o visual da linda GUAJARÁ.
Povo desavisado e sem noção...
Ignorância mesmo viu?
Olá, Clóvis, Ficas sabendo que a Globo expressa o desejo da comunidade científica amazonense que não admite a designação Castanha-do-Pará. Aliás, não imaginas o quanto os paraenses incomodam os amazonenses, em particular os de Manaus, muito embora não tenhamos esse mesmo sentimento para com nossos irmãos amazônidas.
Gostaria de reproduzir esse texto no site "Espoca Bode" e para tanto peço tua autorização.
Abraços,
João Guerreiro
Olá, Clóvis, Ficas sabendo que a Globo expressa o desejo da comunidade científica amazonense que não admite a designação Castanha-do-Pará. Aliás, não imaginas o quanto os paraenses incomodam os amazonenses, em particular os de Manaus, muito embora não tenhamos esse mesmo sentimento para com nossos irmãos amazônidas.
Gostaria de reproduzir esse texto no site "Espoca Bode" e para tanto peço tua autorização.
Abraços,
João Guerreiro
João, novamente vem à baila essa lenga-lenga, desta vez por um acreano. Acho oportuno que transcrevas o que quizeres no nosso : Espoca Bode .Grande abraço.
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