Os banquetes sempre foram um meio de consolidar novo parentesco. Nos casamentos tradicionais malaios, durante a cerimonia, os noivos alimentam-se mutuamente com arroz cru. Nos casamentos na Nova Guiné, os noivos consomem tudo que conseguirem de um porco, morto para tal fim. Já algumas tribos bosquimanas da Africa do Sul, costumam obrigar os nubentes a consumir uma espécie de antílope, caçado e abatido previamente pelo noivo, até restarem somente os ossos. Mas, bizarro mesmo, é o costume da tribo Todras, de Nilgiris, um distrito de Madrasta, no estado indiano de Tamil Nadu no sul da Índia, ( produtor de um dos melhores chás do planeta ). Quando um jovem se casa, todos os seus irmãos adquirem também os direitos conjugais sobre a noiva, uma vez que se considera que ela se casa com toda a família. Se a noiva engravidar, é realizada uma cerimonia denominada pursutpime onde é determinada a paternidade. Depois que os pais potenciais, ou seja, os irmãos, discutem, o escolhido presenteia a noiva debaixo de uma árvore determinada, com um arco e uma seta, cerimonia essa presidida por um ancião da tribo. Dai em diante, todos os filhos que nascerem, serão considerados pertencentes ao pai escolhido no pursutpime, mesmo se nascerem após a sua morte! Essa condição vigora até que haja um novo casamento da viúva. Um excelente final de semana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Muitos costumes ainda hoje observados, tiveram origem em antigas tradições: - O véu nupcial foi introduzido pelos antigos gregos e romanos com o fim de proteger e resguardar a noiva do mau olhado de um possível pretendente ciumento. - A aliança data do tempo dos antigos egípcios. Nesse tempo ela era colocada no terceiro dedo da mão da noiva, que segundo se pensava, tinha uma veia que conduzia diretamente ao coração. Feita de ouro, o metal mais resistente, de onde deriva a superstição de que, se quebrada, significa desgraça próxima. - Reunir as peças que compõem o enxoval provem da Europa Central. Na França o marido recebia um pacote com objetos valiosos e as roupas de baixo deviam ser confeccionadas pela própria noiva. - Jogar arroz nos noivos tem origem num velho ritual grego de fertilidade e desejo de prosperidade aos noivos. Nas ilhas Sulawesi, Indonésia, acreditam que se não subornarem a alma do noivo com arroz, ela voará apos a cerimonia e jamais regressará. - O costume ocidental de distribuir fatias do bolo nupcial aos convidados, procede do hábito romano de repartir o pão, distribuir entre os presentes sobre a cabeça da noiva, como garantia de sucesso material. - Numa tribo nômade da Índia Central, os Lambodes, o casamento é um acontecimento triste. No dia seguinte à cerimonia, a noiva senta sobre um boi castrado e chora a sua mágoa por deixar o pai, a mãe e o restante da família.
Continua semana que vem...
Obrigado pela visita e bom fim de semana. Clovis de Guarajuba
Ong Ande e Limpe.
( postagem publicada em 04.03.2011 ) - Quando duas mulheres das tribos Choroti e Chaco, no Paraguai, querem casar com o mesmo homem, lutam entre si, calçando luvas de pele de anta. Quem vencer casa. - Se você for um homem habitante das ilhas Trobriand, perto de Papua, prepare-se para ser mordido pela primeira mulher que gostar de você. É desse modo que ela se declara. - Hábito comum nos países frios como Holanda, Suíça, Escócia e País de Gales, era a permissão para que os casais se deitassem na mesma cama, desde que vestidos e envoltos em lençóis separados. - Grande parte das noivas na Escócia do século XIX - na verdade 90% delas - casavam-se grávidas, contrariando todas as convenções da época. - Já nas Ilhas Salomão, no Pacífico, toda jovem prometida a um chefe ou dignatário, era mantida uma jaula, por vezes durante anos, vigiada de perto por seu pai, até o dia do casamento. - Na ilha alemã de Borkum, situada na foz do rio Ems, quem cortejasse uma jovem e demorasse muito a casar, era submetido à prova do fumo e da água: sua casa era rodeada pelos jovens da aldeia que obstruíam a chaminé e enchiam-na de fumaça. Pouco depois, entravam pelo sótão e perguntavam se o interessado na moça iria mesmo casar. Se a resposta fosse sim, toda a aldeia iniciava os festejos; caso a resposta fosse negativa , ele era arrastado através de um lago, por três vezes, amarrado a uma corda. Continua na próxima postagem. Comunico a todos os amigos leitores e visitantes, com muito pesar, que o meu querido amigo e conterrâneo Renato Guerreiro, a quem me referi na postagem sob o título " Agradecimento e Súplica ", do dia 22.10.2010, perdeu, no inicio desta semana, a luta tenaz que manteve contra uma implacável doença, durante os últimos anos. Que descanse em paz!... A todos um excelente final de semana e aproveitem bastante de forma sadia o CARNAVAL! Abraço. Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Ao sul das ilhas Canárias, na base dos penhascos do cabo Bojador, o Atlântico fervilhava de espuma numa fúria avassaladora. Os enormes cardumes de sardinhas emprestavam à água a aparência de metal em fusão. Os mares precipitam-se em barrancos abissais ocultos e explodem como gêiseres em altíssimas colunas brancas. Era essa a ideia que se tinha do mar, após as colunas de Hércules, como era denominado o estreito de Gibraltar. Nesse local onde, segundo os marinheiros da Antiguidade, se abriam as portas do Inferno, tinha inicio o Mar da Escuridão povoado de monstros e dos espíritos dos marinheiros mortos... o fim do Mundo! Por causa dessas crenças aterrorizantes, os descobridores avançavam lenta e medrosamente, mar a dentro, ao ritmo de uma milha por ano. Só em 1434, um português com " aquilo" roxo, chamado Gil Eanes, que desprezava as superstições, decidiu descobrir o que de fato havia ao sul do Bojador. Zarpou em viagem para o " fim do mundo ", cujos limites ultrapassou. Surpresos devem ter ficado os tripulantes temerosos, pois em apenas 24 h ( tempo muito curto para a navegação da época ), passaram a barreira sinistra do Bojador, penetrando em águas calmas, sem que um monstro sequer lhes aparecesse. Terrores dissipados, navegaram para Leste, tendo como recompensa a descoberta de uma costa de areias brancas, inexplorada e desconhecida; era a África. Para conhecer as 900 milhas ao Sul das ilhas Canárias, os europeus levaram 1000 anos. Graças ao destemor de Gil Eanes que empreendeu uma épica viagem para além do aterrorizante " Mar da Escuridão ", foi inaugurada a época dos descobrimentos e, em menos de 70 anos, foi traçado nos mapas da época, o restante das 10.000 milhas do litoral acidental africano. E os livros didáticos nunca falam dele... Um ótimo final de semana a todos os meus amigos e visitantes, Abraço,
Sejam bem-vindos a este espaço. Espero contar com a adesão e aquiescência dos amigos e eventuais visitantes para esta que, com certeza, é uma causa no mínimo justa. Obrigado e aproveitem para deixar suas opiniões e ou críticas nos comentários.
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CLÓVIS ARAGÃO DE SOUZA
Clóvis de Guarajuba
QUEM SOU EU...
Alguém que sonha com um mundo limpo e habitável
por TODOS os seres vivos.
IDADE:
79 anos
NACIONALIDADE:
Brasileira
NATURALIDADE:
Paraense de nascimento, Baiano por escolha mas
ambos de coração.
ESTADO CIVIL:
Viúvo
RESIDENCIA:
Guarajuba-Camaçari-BA
PROFISSÃO:
Aposentado
ESPORTES QUE PRATICA:
Caminhada, ciclismo, pesca
INTERESSES:
Ecologia, Amazônia, Pesca e Esportes em geral
FILMES:
Em algum lugar do passado, Os outros, Por um fio,
Corpos ardentes, A história de David Gale, Diário de Uma Paixão, A Espera de Um Milagre, Milagre no Paraíso, 11,14
MÚSICAS:
Somewhere in time, Muito amor, Traduzir-se e
Fanatismo (Fagner), Não vou sair (Nilson Chaves) e
diversos clássicos
LIVROS:
Sombra 81 (Lucien Nahum), O cardume (Frank
Schatzing), O velho e o Mar (Ernest Hemingway),
Caixa Preta (Ivan Santana), Treblinka (Jean François
Steiner), Miolo de Pão ( Agildo Monteiro )
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