
A convicção de que bater na madeira é uma garantia de sorte, reflete a crença do homem primitivo de que todos os objetos naturais ( a árvore, por exemplo ), eram habitados por um determinado deus. Do mesmo modo, atribuíam-se ao ferro e ao fogo efeitos benéficos que fazem, ainda hoje, determinadas pessoas conservarem consigo fragmento de carvão ou uma ferradura em miniatura como um fetiche de sorte. Deixar cair sal era prenúncio de azar porque, durante séculos, o sal era o único processo que permitia a conservação da carne durante o verão. Para os povos antigos, era essencial que o lar fosse abençoado por espíritos benfazejos. O lugar fulcral da casa era a lareira onde, de acordo com os Romanos, habitavam os bons espíritos, e na Europa Ocidental, era o lar dos gnomos e das fadas que traziam felicidade à casa e, segundo algumas crenças, até ajudavam nas tarefas domésticas! Não era prudente ofender as fadas. Nas suas tentativas para tornarem os espíritos propícios, as donas de casa das ilhas ocidentais da Escócia, deixavam parte do lume aceso na lareira para manter as fadas aquecidas durante a noite. Segundo uma tradição que ainda hoje sobrevive em alguns pontos obscuros da Inglaterra, quando uma família se muda para uma nova casa
leva brasas da antiga lareira para queimar na nova. As festas dadas para aquecer a casa ( housewarming parties ) têm sua origem nesse velho hábito.
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- continua na próxima semana -
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Um ótimo final de semana, abraço.
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande&Limpe