Mercado MAO
Mais uma vez chego à Manaus e me vejo frente a frente com uma situação inusitada e revoltante. Ao chegar, bem cedinho, ao porto, para embarcar no navio que me levará até a cidade de Oriximiná, onde devo visitar alguns amigos de infância e passar alguns dias na fazenda de um deles, constato, novamente, que continua o desperdício imoral de algumas toneladas de peixes, resultado da diutuna pescaria feita por profissionais artezanais do ramo. São muitos e o resultado delas, demonstra o quanto os rios amazônicos são generosos. Inúmeras e variadas embarcações, chegam bem cedinho à orla da cidade e, incontinente, começam a comercializar as variadíssimas espécies. São, principalmente, tambaqui, pacu, curimatá, jaraqui, mapará, surubim, acari ( ou bodó ), aruaná e outras espécies menos comuns.
O limitado número de compradores, não tem capacidade de consumo suficiente sequer para absorver metade dos peixes oferecidos. É que, uma grande quantidade das espécies de maior valor comercial, é adquirida pelos peixeiros do mercado de peixe, em carretas frigoríficas provenientes de cidades interioranas, tradicionalmente fornecedoras de peixes de melhor qualidade, tanto dos rios como de criatórios. Lá, por volta de meio dia, na iminência da perda total das sobras, os pobres trabalhadores, heróis da cansativa faina no rio, começam a apregoar, a plenos pulmões, a oferta de até 50 unidades por apenas R$ 5,00 ! Mais algumas poucas unidades vendidas e começam a descartar as sobras, imprestáveis, mercê da exposição às intempéries, já que não há nenhum tipo de refrigeração. As sobras - que contam-se em toneladas - são simplesmente descartadas no Rio Negro!
Enquanto isto, no Nordeste brasileiro, há pessoas morrendo de fome !
O que falta para nossos incompetentes e egoísta governantes, colocarem containers com gelo, para serem transportados nos aviões Hércules ( aqueles mesmos usados no transporte dos corpos das vítimas do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense ). Tais equipamentos, fabricados para transportar cargas pesadas, permanecem parados em diversas bases aéreas espalhadas pelo território nacional, ociosos ou apenas eventualmente utilizados. A sugestão é que o Governo compraria os peixes nas mãos dos pescadores a, digamos, 2 reais o quilo e transportaria para o Nordeste do País, vendendo o produto aos necessitados e atingidos duramente pela seca prolongada, a 5 reais o quilo e, se não for legal a criação desta despesa, uzar-se-ia a diferença de 3 reais, para pagar as despesas com o combustível.
É imoral e vergonhoso jogar comida no lixo, enquanto muitos morrem de fome !
Inacreditável a falta de iniciativa dos nossos governantes!!!
Mais uma vez chego à Manaus e me vejo frente a frente com uma situação inusitada e revoltante. Ao chegar, bem cedinho, ao porto, para embarcar no navio que me levará até a cidade de Oriximiná, onde devo visitar alguns amigos de infância e passar alguns dias na fazenda de um deles, constato, novamente, que continua o desperdício imoral de algumas toneladas de peixes, resultado da diutuna pescaria feita por profissionais artezanais do ramo. São muitos e o resultado delas, demonstra o quanto os rios amazônicos são generosos. Inúmeras e variadas embarcações, chegam bem cedinho à orla da cidade e, incontinente, começam a comercializar as variadíssimas espécies. São, principalmente, tambaqui, pacu, curimatá, jaraqui, mapará, surubim, acari ( ou bodó ), aruaná e outras espécies menos comuns.
O limitado número de compradores, não tem capacidade de consumo suficiente sequer para absorver metade dos peixes oferecidos. É que, uma grande quantidade das espécies de maior valor comercial, é adquirida pelos peixeiros do mercado de peixe, em carretas frigoríficas provenientes de cidades interioranas, tradicionalmente fornecedoras de peixes de melhor qualidade, tanto dos rios como de criatórios. Lá, por volta de meio dia, na iminência da perda total das sobras, os pobres trabalhadores, heróis da cansativa faina no rio, começam a apregoar, a plenos pulmões, a oferta de até 50 unidades por apenas R$ 5,00 ! Mais algumas poucas unidades vendidas e começam a descartar as sobras, imprestáveis, mercê da exposição às intempéries, já que não há nenhum tipo de refrigeração. As sobras - que contam-se em toneladas - são simplesmente descartadas no Rio Negro!
Enquanto isto, no Nordeste brasileiro, há pessoas morrendo de fome !
O que falta para nossos incompetentes e egoísta governantes, colocarem containers com gelo, para serem transportados nos aviões Hércules ( aqueles mesmos usados no transporte dos corpos das vítimas do acidente aéreo com a equipe da Chapecoense ). Tais equipamentos, fabricados para transportar cargas pesadas, permanecem parados em diversas bases aéreas espalhadas pelo território nacional, ociosos ou apenas eventualmente utilizados. A sugestão é que o Governo compraria os peixes nas mãos dos pescadores a, digamos, 2 reais o quilo e transportaria para o Nordeste do País, vendendo o produto aos necessitados e atingidos duramente pela seca prolongada, a 5 reais o quilo e, se não for legal a criação desta despesa, uzar-se-ia a diferença de 3 reais, para pagar as despesas com o combustível.
É imoral e vergonhoso jogar comida no lixo, enquanto muitos morrem de fome !
Inacreditável a falta de iniciativa dos nossos governantes!!!




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