sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

VIVER É UM PRIVILÉGIO!



Há momentos na vida que se afiguram, definitivamente, irremediáveis.
Parecem nos levar a um lugar sem saída. Fazem-nos imaginar que a
única escapatória possível, seria a consumação de um ato tresloucado e
trágico que, de resto, poria fim a todos os sentimentos contraditórios, em
tais ocasiões tidos como um sofrimento insuportável. Inúmeras, porém,
são as histórias que provam que sempre haverá uma saída. Antes de contar
uma delas, permitam-me fazer algumas reflexões que enfatizam o quanto
somos privilegiados em estar aqui vivos. Pensem no seguinte: já passaram
por este mundo, desde o inicio da existência da humanidade, bilhões e bilhões
de seres humanos. Pois bem, dentre esses bilhões de individuos, os únicos
capazes de gerar cada um de nós, seriam exatamente nosso pai e nossa mãe!
Dito assim, parece que estou fazendo uma declaração "óbvia ululante" (para
citar o grande Nelson Rodrigues). Duvido, porém, que o amigo ja tenha parado
para pensar quão intrincadas e encantadoras foram as coincidências que
aconteceram e fizeram com que nascessemos. Cada momento das nossas vidas
deve ser visto como uma dádiva da natureza. Assim é que, levando em
consideração apenas o casal que nos gerou, temos que atentar para as seguintes
questões:
-Foi necessário que os dois nascessem em época contemporânea;
-Que se encontrassem e se descobrissem neste mundo entre bilhões de pessoas;
-Que se amassem e resolvessem ter filhos;
-Que, entre as centenas de óvulos da mãe, amadurecesse naquele período,
AQUELE óvulo;
- Que, entre os milhões de espermatozóides produzidos pelo pai, aquele ÚNICO
fosse o fecundador DESSE óvulo.
Poderia enumerar, ainda, incontáveis condições para você existir agora. Pois bem,
como podemos conceber que alguem venha a cometer suicidio!? Pense bem a esse
respeito e veja, a seguir, como se deve proceder ante uma situação catastrófica:
"Primeira guerra mundial. Um soldado australiano se encontrava em um
hospital londrino, ferido que fora em uma batalha sangrenta. Um belo dia, recebeu
da noiva que deixara na Austrália e por quem nutria um amor imenso, uma carta
que, secamente, dizia:- George, favor devolver a foto que te dei em nossa
despedida. É que me apaixonei por um militar americano que conheci recentemente
e por isso estou rompendo o nosso noivado. Sinto muito mas te peço que
me esqueças!
-Golpe terrível para quem, alem de apaixonado, se encontrava muito ferido e
em terra estranha longe de parentes e amigos. Mas, ao invés de se desesperar,
pediu uma foto de cada uma das cinco enfermeiras que trabalhavam no hospital
- das quais se tornara conhecido - colocou-as em um envelope junto com a foto
da, agora, ex-noiva e, em um bilhetinho que anexou, dizia: - Como ja não me lembro
direito qual dessas fotos é a tua, peço que a retires e devolvas as outras que me
são muito caras. Eu não sinto muito e, como ves, ja havia te esquecido.
Obrigado,
George".-

Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

Um comentário:

ULTRA Sandrinha disse...

Vamos postar More! Gosto de ler seus textos, muito mais de enfeitar seu BLOG...rs Adorei este post. É isso aí. Dar a volta por cima, sempre q preciso for.......Beijo.