O mito das sereias foi explorado economicamente com eficiência por um
famoso e experiente taxidermista londrino que, por volta do ano de 1830,
confeccionou um ser hediondo, meio mulher, meio peixe, que passou a exibir
afirmando com convicção ter sido recolhido pelas redes de alguns pescadores
no Mar do Norte. A exibição deste monstrengo fez com que o seu autor
conseguisse seu objetivo que era, na verdade, vende-lo. Depois de poucos
dias de exibição, foi vendido a dois irmãos italianos por inacreditáveis dez mil
libras. Um naturalista, pouco depois, publicou um artigo afirmando que se tratava
de, sem sombra de dúvida, um macaco costurado à uma pele de peixe!
Esta combinação macaco-peixe, aliás, deu início a um florescente e bem
sucedido comércio de sereias por meio do qual muitos pescadores japoneses
conseguiram aumentar consideravelmente seus rendimentos. Até em circos
e feiras, muitos exemplares chegaram à Europa para serem exibidos com
muita aceitação. Talvez a lenda das sereias tenha sua origem em tempos
imemoriais, ligada a deuses de povos primitivos que os cultuavam na forma
de peixes estilizados.
Há algumas criaturas
marinhas que se parecem
com dragões em vez
de sereias. Conta uma
antiga lenda que num
certo domingo, o jovem
herdeiro do Castelo
de Lambton, na
Inglaterra, foi à
pesca e encontrou
um animal semelhante
a uma enguia.
Depois de capturá-lo trouxe-o para casa e o colocou em um poço no qual o animal
cresceu até atingir um tamanho descomunal e quando o jovem partiu numa cruzada,
o monstro veio à superfície e começou a devorar homens e animais. todas as noites,
quando se enroscava para dormir, envolvia com tal enrosco, 3 vezes Lampton
Hill, atualmente denominado Worm Hill. Ao regressar da cruzada, o jovem Lambton
conseguiu matar o dragão, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o
primeiro ser que encontrasse após a vitória. Pra sua total infelicidade, porém, a
primeira pessoa que ele viu ao chegar foi seu próprio pai. O jovem recusou-se a
matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa,
maldição que, segundo se conta, persiste até os dias de hoje...
Excelente final de semana a todos. Aos meus conterrâneos Paraenses, tenham
todos um FELIZ CÍRIO.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe



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