contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em
Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha
dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma
mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro
semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione.
Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de
um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a
tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer
alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".
Conta-se que na costa oriental do
continente africano, foi encontrada
uma sereia multicolorida que tinha
os cabelos da cor de algas
marinhas, pele cor de azeitona e
membrana da mesma cor entre os
dedos. Apresentava em torno da
cintura uma franja de cabelo cor de
laranja com extremidades azuis.
Suas barbatanas eram verdes e o
seu rosto cinzento,continha
pequenas rugas características
da longa permanência sob a água.
Ao longo de sua cauda apresentava
uma delicada fileira de pelos
cor-de-rosa.
Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida,
afirmando-se de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado
Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico
das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época
eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que
transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas
extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode
imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo.
No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o
criativo monarca nestas condições.
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe



Nenhum comentário:
Postar um comentário