sexta-feira, 13 de setembro de 2013

LENDAS - II - AS SEREIAS.= 1 =




A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam 
deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais 
marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a 
exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado 
o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais 
frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e 
gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem, 
o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961
Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um 
prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por 
volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago. 
Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada 
Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver 
durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia.
Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e 
lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa 
nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la. 
Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres 
lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num 
charco de lama perto de Edam, na Frísia Ocidental. De acordo com um relato 
de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos 
que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após 
sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela 
sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa 
de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem ) 
pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma, 
ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta 
exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas, 
porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só 
se encontram nesta ilha.

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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