sexta-feira, 18 de outubro de 2013

- LENDAS - III - FÊNIX, A AVE IMORTAL -



O mais belo de todos os animais fabulosos, a Fênix simbolizava a continuidade 
da vida após a morte e a esperança. Tinha as cores dourada e vermelha em suas 
penas, representando o nascer do sol, seu corpo totalmente revestido de tais 
ornamentos, enchia de admiração os privilegiados que tinham o dom de contemplá-la.
Possuía uma voz encantadoramente melodiosa que, entretanto, se tornava muito 
triste sempre que a morte se aproximava. Sua beleza e sua tristeza, nestas ocasiões, 
se tornavam de tal modo impressionantes, que muitos homens e animais ao 
assistirem estes eventos morriam, também. Não podia haver no mundo duas Fênix
sendo imprescindível que uma morresse para assim, a outra nascer. O poeta grego 
do século VIII a.C., afirmava que esta ave tinha uma longa vida correspondente a 
9 ou 10 vezes a duração da vida de um corvo, ave que vive muito. Outros cálculos
falavam em até 97200 anos de vidaQuando a ave pressentia a morte se 
aproximando, construía uma pira com ramos da árvore de canela, em cujas 
chamas se atirava para morrer queimada. À medida que as chamas arrastavam 
para o infinito o espírito da Fênix, uma outra, tão esplendorosa como ela, renascia 
das cinzas. Ao erguer-se, a nova ave colocava piedosamente os restos de sua 
progenitora em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de  
Heliópolis, onde o colocava no altar do deus sol. Segundo se acreditava, estas 
cinzas  tinham o poder de ressuscitar um morto.O devasso imperador romano 
Heliogábalo que viveu entre os anos de 202 a 222 d.C., decidiu comer carne 
de fênix a fim de tornar-se imortal. No lugar da fênix lhe enviaram uma 
ave-do-paraíso que comeu, sendo pouco depois assassinado. 
Os estudiosos da atualidade crêem  que esta lenda surgiu na antiguidade, no 
Oriente, e foi adotada pelos sacerdotes adoradores do deus Sol de Heliópolis 
simbolizando, alegoricamente, o nascimento e morte diários do astro-rei.
Tal como outros grandes mitos gregos, desperta no mais íntimo do ser humano, 
crenças inexplicáveis e nas tradições cristãs, por exemplo, tornou-se um símbolo 
popular do nascimento, morte e ressurreição de Cristo. Contudo, seu nome 
pode resultar de um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C
Na descrição que ele faz da ave pode ter grafado o nome fênix erroneamente já 
que escreveu phoenix, sendo que a ave era costumeiramente representada 
pousada em uma palmeira cuja designação em grego é phoinix.  Teria ele 
confundido os nomes? Desvendar tal mistério, quem há de???...

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba

ONG Ande n& Limpe
  

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