sexta-feira, 23 de setembro de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA - final.



Os cisnes cantam antes de morrer.

Deve-se a poetas e filósofos esta crença largamente difundida, atribuida a um animal
habitualmente desprovido de voz. Os antigos gregos consideravam os cisnes animais de
Apolo, o deus da música. Segundo Sócrates, no Fedon, de Platão, os cisnes cantam
"não por tristeza ou aflição, mas porque são inspirados por Apolo". Shakespeare refere-se
ao "canto do cisne" nas suas peças e poemas; a imagem é tambem usada por Lord Byron
em Don Juan e por outros autores. Na realidade o cisne apenas emite um assobio nada
musical quando irritado ou quando lhes aneaçam as crias, usualmente para preparar-se
para o ataque.


O porco-espinho pode disparar os seus espinhos.
Os espinhos do ouriço-cacheiro e do porco-espinho, são uma excelente arma de
dissuasão para os eventuais predadores. Quando ouriçados, emprestam uma aparência
bem desagradável e ameaçadora mas não podem ser "atirados", pois não possuem nenhum
músculo que lhes propicie qualquer impulso. Os espinhos são facilmente retirados quando
tocados por qualquer predador, pois possuem farpas como a dos anzóis.

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA - V.



As avestruzes enterram a cabeça na areia.

A crença é que, para se ocultarem de seus predadores, elas enterram a cabeça na areia. Na África
do Sul, onde foram criadas  mais ou menos 200 000 avestruzes para  comercialização de suas
penas, o cidadão de nome Allan Pocock, verificou que, durante os 80 anos em que se mantiveram
registros sobre estes animais, jamais foi referido um único caso de uma avestruz enterrar a cabeça
na areia ou, sequer aparentemente, tentar faze-lo. Só em duas ocasiões elas aproximam a cabeça
do solo: para escutar sons distantes ou para descansar os músculos do pescoço. Elas introduzem
as cabeças em moitas, a fim de prescrutarem o seu interior - mas nunca as enterram na areia.
Se o fizessem, certamente morreriam asfixiadas.


O queijo é o alimento preferido dos ratos.

Experiências efetuadas revelam que o queijo não é a melhor isca para a captura de um rato.
Um americano chamado Edward Batzner, dedicado ao extermínio destes roedores, afirma que
doces com sabor limão, são bem mais eficazes do que o queijo. Igualmente incorretas, são as
suposições sobre as preferências alimentares de outros animais: os cães prefeririam carnes e os
gatos peixes. A preferência de um animal por um determinado alimento, deve-se ao seu
recebimento habitual. Assim, alguns gatos preferem o leite à água e alguns cães comem apenas
carne crua, de preferência a restos cozidos.

Um ótimo final de semana.
Abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA IV.



Os trovões azedam o leite...
O que azeda o leite durante as trovoadas é a formação de bacterias que transformam em
ácido lático o açúcar do leite. É que estas bactérias, desenvolvem-se melhor em tempo
úmido que, frequentemente, acompanha as tempestades de verão. Por esta razão é menos
provável que o leite azede durante as tempestades que se verificam no inverno. O trovão
é apenas uma vibração do ar que de modo algum pode afetar o leite.

Os ratos abandonam o navio prestes a afundar...
O que ocorre, provavelmente, é que os ratos, por habitualmente viverem nos porões dos
navios, são os primeiros a detectar a inundação quando o mesmo esta "fazendo água".
Ao correrem abandonando os porões para se salvar os marinheiros  suspeitam das condições
de navegabilidade do navio. É tambem possível que os ratos tenham maior sensibilidade do
que os homens para detetar sismos e sons de menor intensidade. Houve tempo em que se
chegou a pensar que os ratos poderiam ser úteis na deteção de acidentes iminentes em minas
de carvão.

Bom final de semana, grande abraço para todos.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA III.


O "vôo" dos peixes...
- Há mais ou menos, cem espécies dos chamados "voadores". Nenhum deles, realmente voa.
Eles possuem  grandes barbatanas paitorais, semelhantes a asas e, na verdade, podem apenas
deslizar pouco acima da superfície do oceano, percorrendo distâncias de até 200m a cerca de
16k/h. Acidentalmente, podem até cair no conves de barcos pequenos, quando, ao fugirem de
ataques de predadores - geralmente golfinhos - empreendem esta escapada usando as grandes
barbatanos para planar.



Os polvos são muito perigosos...
- A ideia de que os polvos podem matar os mergulhadores apertando-os com seus tetáculos,
é fruto da ficção. Ocasionalmente, alguns nadadores podem ser apanhados pelas ventosas
dos tentáculos dos polvos mas jamais foram seriamente molestados. Há polvos na costa do
Alaska, em grandes profundidades, que podem medir até 9,5m de uma extremidade à outra
de seus tentáculos mas, a grande maioria das espécies é muito menor. Nas regiões costeiras
do Sri Lanka há uma espécie que mede apenas 5cm em sua fase adulta. Na maioria das vezes
que, com sua boca em forma de bico, capaz de injetar veneno, o polvo tem mordido nadadores,
o resultado tem sido apenas um leve e temporário inchaço.

Um ótimo final de semana para todos os amigos e visitantes.
Obrigado pelas visitas.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA. II



- As cobras hipnotizam suas presas e podem ser encantadas pela música.

Nenhum zoólogo aceita ou corrobora essa afirmativa, embora alguns animais possam
permanecer paralizados quando se confrontam com uma serpente. É totalmente fantasiosa
a acertiva de que esses répteis possuem poderes hipnóticos. A origem dessa crença pode
ser atribuida a alguns rituais de acasalamento em que as cobras oscilam o corpo ritmicamente.
Por outro lado, o "encantamento" das serpentes é sim uma forma de hipnotismo a que a
cobra está sujeita. É que elas têm uma audição muito limitada, apenas detetando sons de
baixa frequência, pelo que não é provável que reajam à música da flauta do "encantador".
As cobras-capelo, usadas pelos hindus, reagem ao rítmo das batidas dos pés, ao toque das
varinhas usadas por eles na cesta ou a oscilação do corpo ou da flauta. Na Birmania, os
encantadores de serpente oscilam ritimicamente para fascinarem as cobras, que se agitam em
movimentos idênticos, na busca de um ponto indefeso que lhes permita um ataque com sucesso.
Em outras partes do mundo, os encantadores "falam" com suas cobras, que captam as vibrações
atraves do solo. Mas, acima de tudo, elas oscilam por necessidade física, para manterem a
parte superior do corpo acima do solo. Assim, quando param de oscilar, deslizam forçosamente
para dentro do cesto.

Bom final de semana, abraço para meus amigos e visitantes.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

MITOS SOBRE A NATUREZA. I



Bater na água afugenta os tubarões.
Em ambas as superficies laterais do seu corpo, desde a cabeça até a cauda, os tubarões possuem
um sistema sensorial, que lhes permite detetar vibrações na água mesmo se produzidas a grandes
distâncias. Para eles, qualquer vibração irregular pode significar a presença de uma vítima em
potencial que esteja ferida ou em qualquer outro tipo de dificuldade. O naturalista Jacques-Yves
Couteau, frances especialista em questões submarinas, afirmava que bater na água pode, ao
contrário do que se pensa, atrair os tubarões. aconselhando os mergulhadores e/ou banhistas a,
na presença deles, mover-se com calma e vagarosamente, evitando ao máximo a mudança brusca
de movimentos. Tambem, a uma distância de 400 ou 500m, os tubarões podem detetar, pelo
cheiro, a presença de sangue na água. É que, grande parte do cérebro do esqualo, está adatada
a esse objetivo. Devido a dois órgãos localizados nas laterais do focinho, extremamente sensíveis,
os tubarões podem seguir um rastro e corrigir o seu curso, segundo a intensidade do cheiro,
agindo como um radiogoniômetro e atingindo infalivelmente o alvo.

Bom final de semana a todos, grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe