sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

LÚCIO FLÁVIO PINTO - a carta - final -





                     LÚCIO FLÁVIO PINTO





Aqui, vamos concluir a publicação da resposta do Jornalista LÚCIO FLÁVIO PINTO, às ofensas pessoais escritas na carta aberta a ele dirigida e distribuída em profusão - conforme palavras do próprio Hélio Gueiros - aos leitores do destinatário.
( Vale chamar atenção para o incomum tratamento na segunda pessoa, corriqueira no linguajar dos paraenses, e com o emprego impecável do tempo verbal ) :


" O que publiquei na " Província " foram informações transmitidas pelo governador, como está bem claro no texto. Não me tornei moleque de recado, nem me associei ao Jáder. Simplesmente fui ouvir o que ele tem a dizer sobre pontos que farão parte da minha avaliação, no Bandeira 3. Mas achei, como qualquer jornalista profissional faria, que certas informações deveriam ser transmitidas logo ao leitor. Não fiz qualquer análise. Repassei o que era simplesmente informação. Nada ofensivo a ti. Poderias escrever uma carta fazendo os reparos que quisesses. A suplementação orçamentária, por exemplo: está dito que parte deve-se à corrosão inflacionária, não prevista no momento da elaboração orçamentária.. Mas o Jáder te atribui parte do esgotamento pela política de terra arrasada. É ele quem diz. Como sempre fiz, estou neste primeiro momento, registrando o que um governador recém-empossado diz - e fiz isso várias vezes contigo, enquanto me autorizava o prazo de carência a que todo administrador público tem direito, até se revelar sua incompetência, inapetência, irresponsabilidade ou má fé, características que acabaram te definindo no governo -. No final do artigo, quando registrei a promessa do Jáder de fazer um "grande governo", fiz minha observação pessoal: por enquanto, é apenas, promessa, Vou avaliá-la e cobrá-la no primeiro número do B3, quando tiver todas as informações necessárias paras essa análise. Minha carência ao Jáder neste segundo mandato será muito menor do que a do primeiro e a ti próprio, por motivos que eu já expus mais do que suficientemente, inclusive pra ti, no tempo em que te dizia o que pensava e publicava exatamente isso em meu jornal pessoal, enquanto tu dizias uma coisa em "off", e outra, bem diferente, de públuco, enquanto te foi conveniente estar ao lado do Jáder. Eu nada escondia do que pensava e continuo a pensar. Como uma víbora, tu fazias jogo duplo, como sempre fizeste, de que é exemplo mais do que definitivo o episódio com o Rômulo, esquecido, por estratégia, enquanto a aliança com os Maioranas te interessar.
Não, Hélio Gueiros. Mesmo tendo sido governador do Estado, por obra do acaso - o mesmo acaso que fez o Médici, o mais incompetente dos generais disponíveis na época, presidente da República - o Jáder, como o Geisel em relação ao Figueiredo, escolheu uma pessoa abúlica julgando que poderia mandar nela, tu não me metes medo com teus arreganhos, nem me impressionas com teus esbirros. Só me dás pena e tristeza. Pena, por ver revelado, sem qualquer disfarce, o que realmente és. Tristeza por saber que tiveste nas mãos, durante quatro anos, o que nenhum governador antes de ti teve para fazer um bom governo e nele espalhaste o mesmo produto fétido e nojento que forma a tua carta anônima.
Deixo-te meu desprezo e fico com minha dignidade. ".


Até a próxima sexta e bom final de semana.

Obrigado pela visita.


Clóvis de Guarajuba.

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