sexta-feira, 8 de abril de 2016

- PROVÁVEL ORIGEM DA " LENDA DO BOTO ",


                                         - UMA TESE - 

Após alguns dias em Manaus, embarquei no dia primeiro deste mês no navio
SANTAREM ", com intenção de ir até a cidade do mesmo nome, onde chegaria no
dia tres. Na noite do dia dois, porém, ao chegar na cidade de JURUTIno Pará ),
resolvi desembarcar do navio e tomar um barco menor rumo a cidade de ORIXIMINÁ
também no Pará ), sede do município do mesmo nome, onde se localiza uma
das maiores jazidas de bauxita do planeta. Segundo informações, a mina deverá se
exaurir, ao ritmo atual de produção, somente em 150 anos! Como pretendo
visitar essa mina, prometo, depois dessa visita, completar as informações alusivas
a tal empreendimento. Hoje, porém, apresento-lhes uma tese acerca da origem
provável da conhecida lenda do boto amazônico, sedutor e engravidador de donzelas.
Conversas com ribeirinhos nascidos e criados na região, me informaram que
navios da Marinha do Brasil navegavam regularmente pelos rios da Amazônia,
fazendo levantamentos e coletando dados para tornar a navegação mais segura
nessa região cheia de perigos. A par dessa faina prestavam, sempre que necessário,
serviços de assistência social e de saúde aos habitantes dessas plagas.
Quando os navios chegavam em uma cidade, normalmente, por motivo de segurança,
não atracavam no porto. Ficavam fundeados ao largo e, quando o comandante
resolvia dar folga aos marinheiros, mandava levá-los ao porto utilizando botes.
Havia uma recomendação importantíssima feita reiteradamente:
TODOS DEVERIAM ESTAR NO LOCAL PREVIAMENTE ESTABELECIDO
E NA HORA EXATA, PARA SEREM RECOLHIDOS.
Quem não se apresentasse de acordo com essa regra, deveria ser deixado em terra.
Ocorre que muitos se distraiam com as namoradas eventuais e acabavam perdendo
os botes. Muitos deles iam muito além do namoro inocente...
Ao chegarem na praia e não encontrarem os botes, caiam na água para voltar
nadando, com suas ROUPAS E QUEPES BRANCOS, com medo de serem punidos
se não estivessem presentes no dia seguinte à chamada Ordem do Dia e
Hasteamento da Bandeira. Muitas das namoradas engravidavam e, por
conveniência, culpavam o pobre do boto que " chegava todo de branco, inclusive o
chapeu que usava para ocultar o orificio sobre a cabeça, e as seduzia ".
Claro que muitos nativos " esperto s" e pais inconfessáveis, acabavam por
propagar entusiasticamente tal estoria por ser totalmente de sua conveniência...

Excelente final de semana, grande abraço, até a próxima

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

Um comentário:

ULTRA Sandrinha disse...

More, adorei o texto e espero tb que tenha gostado do post. Saudades de vc, volta logo mas antes curte tudo q tem direito com esta sua família linda e maravilhosa. Vc merece! Bjos, um montão.