sexta-feira, 31 de julho de 2015

- Ainda mistério - MAMUTES - I -

                                                         Mamute de 20.000 anos
                                                               - foto Internet -


Durante muitos anos a descoberta de um mamute ajoelhado na margem do rio Beresovka,
na Sibéria, encheu de perplexidade o mundo científico. O gigante, em perfeito congelamento
 e excelente estado de conservação, ainda guardava na boca ranúnculos botão-de-ouro
 ( Ranunculus repens ). No início despercebido, este achado iria fornecer uma pista sobre um
terrível acontecimento da história geológica do planeta.
Apresentando afinidades com os elefantes, os mamutes eram animais muito peludos, que viveram
 neste Mundo por meio milhão de anos e foram extintos há cerca de 20 mil anos. No norte da Sibéria
 e do Canadá e  no Alasca, territórios permanentemente congelados, muitos destes antigos animais
 podem ser ainda encontrados em estado de congelamento perpétuo.
Apesar dos milhares de anos decorridos, a sua carne ainda está em condições de ser consumida,
segundo aqueles que a comeram. Corpos de outros animais também foram encontrados nas mesmas circunstâncias e no mesmo estado de congelamento, caídos desordenadamente entre carne retalhada e montes de ossos. De acordo com os cientistas, há uma explicação fácil para a ocorrência da tal
hecatombe: Manadas de mamutes compostas por milhares de animais, vagavam ininterruptamente
pelas  planícies árticas, alimentando-se de vegetais que ainda hoje cobrem estes lugares, durante o
 verão. Não raro, alguns destes animais ficavam presos no gelo ou precipitavam-se em alguma fenda
 oculta, ficando congelados e mantendo-se em perfeito estado de conservação ao longo dos tempos.
A explicação que parecia óbvia, era, porém, totalmente equivocada.
O local onde os esqueletos foram encontrados foi a primeira objeção: não se ajustava à teoria exposta. Vastas áreas do Ártico são cobertas de gelo, mas a maior parte da tundra é composta de areia, lama dos rios e argila, ligados entre si pela água gelada. Os mamutes, porém, não foram descobertos no gelo e sim nas camadas de lodo. Além disso, durante o período em que os corpos foram congelados, não havia glaciares na Sibéria, a não ser no alto das montanhas, local impossível para os mamutes pastarem.
Surgiu, então, uma nova teoria segundo a qual os animais teriam sido arrastados pelas correntes dos
 rios até sua foz, onde teriam atolado e, devido ao seu enorme peso, se enterraram na lama. Mas, e os animais encontrados na tundra onde não havia rios; como explicar? Além disso, eles não podiam ter se afogado pois muitos foram encontrados ainda de pé, congelados na posição em que haviam morrido.
Foram consultados especialistas no comércio de carne congelada. Suas explicações, porém, em vez de esclarecimentos, tornou ainda mais intrigante o mistério...

                                                             - continua -

sexta-feira, 24 de julho de 2015

- Mistérios a desvendar - Os DINOSSAUROS - final -

                                                             Fóssil contorcido



No ano de 1972 foram descobertos 8 ovos de dinossauros por uma equipe da Universidade de Bona, nos Pirineus Franceses, perto de Corvières. Tais ovos revelaram o enfraquecimento das cascas, sintoma ocasionado por distúrbios hormonais provocados por alterações no meio ambiente e que hoje ameaçam a sobrevivência de inúmeros tipos de aves e répteis. Quando este fenômeno acontece, as cascas tornam-se muito frágeis se quebrando prematuramente ou não fornecendo o cálcio necessário e suficiente para alimentar os embriões que eventualmente os ovos contenham. O excesso populacional é uma das circunstâncias que podem levar a esta situação.
Contudo, os dinossauros já estavam irremediavelmente condenados ao desaparecimento, uma vez que sua excessiva aglomeração em alguns lugares indicava que o seu meio ambiente estava gravemente ameaçado.
Morte pelo frio? O fim dos dinossauros coincidiu com o término do período cretáceo, de temperatura mais amena. A crosta terrestre, durante este tempo, viu formarem-se grandes cordilheiras, fenômeno que teria influído não só no clima, arrefecendo-o, mas também na vida vegetal.
O frio rigoroso obrigou que uma enorme quantidade desses colossais animais se juntassem em tal concentração, que os locais mais quentes onde se deu a aglomeração, não tinha como sustentar a todos. Além disso, já uma enorme quantidade deles havia perecido, vítimas do próprio frio. Mas o maior exterminador dos dinossauros, foi o aparecimento entre a vegetação, de inúmeras espécies vegetais que, embora de aspeto inocente, eram mortalmente venenosas.
Foi o Professor Tony Swain, dos Kew Botanical Gardens, que apresentou, em 1974, a teoria descrita acima, baseando-se no fato de os répteis possuírem papilas gustativas pouco apuradas. Durante a exposição de seus argumentos, o Dr. Swam chamou atenção para a constatação de que os dinossauros necessitavam ingerir quantidades espantosas de plantas, em sua maioria fetos. Calcula-se que o hadrossauro, por exemplo, diariamente consumia entre 200 e 400 kg de vegetais. Há cerca de 120 milhões de anos surgiram as primeiras plantas perniciosas, em cujo interior se formavam compostos químicos com quantidades progressivamente maiores de alcaloides. Testes efetuados atualmente com répteis indicam que, provavelmente, os dinossauros seriam incapazes de distinguir o sabor dos alcaloides e, considerando a enorme quantidade de alimentos que ingeriam, ter-se-iam envenenado. O Dr. Swan apontou um fator comum nos fósseis de dinossauros: todos são frequentemente encontrados em posições retorcidas, semelhante aos animais mortos sob os efeitos de envenenamento com estricnina. Deve-se, talvez, ao envenenamento por alcaloide, o enfraquecimento da casca do ovo, tal como aconteceu século passado com o DDT. Claro que, com a extinção dos dinossauros herbívoros, seus predadores carnívoros pereceram de inanição.
Novas espécies passaram a dominar o mundo animal, os mamíferos primitivos, alguns dos quais se tornariam
 mais tarde os mais antigos antepassados do homem que durante algum tempo passaram a herdar a Terra!


                                                                       F I M

sexta-feira, 17 de julho de 2015

- Mistérios a desvendar - OS DINOSSAUROS - II -


                                                                       Herbívoro

                                                                          Carnívoro


Vamos então enunciar as outras teorias, apenas aprioristicamente mais aceitáveis:
- Os dinossauros teriam sucumbido por doenças e parasitas: não é aceitável que tão
 grande número de espécies e subespécies pudesse ser afetadas por uma epidemia,
ao mesmo tempo e em lugares tão diversos;
- Radiação cósmica: a explosão de uma estrela supernova ocorrida em algum lugar
da nossa galáxia, teria provocado a sua extinção, pelo aumento brutal da radiação
ocasionada. Há, porém, uma pergunta a ser respondida: Por que os mamíferos primitivos
 em grande número, existentes na época, não foram afetados por tal radiação?
- Inanição: depois de devorarem todos os dinossauros herbívoros, os carnívoros morreram
 de fome. A explicação pode ser apresentada também, com o seguinte enunciado: a medida
que os herbívoros morriam pelas mais variadas razões, os dinossauros carnívoros também
desapareciam por absoluta falta de presas para se alimentarem;
- Constituição física inadaptável: ganha alguma credibilidade a hipótese segundo a qual as
dimensões destes já imensos animais, aumentaram demasiadamente em relação ao seu meio
 ambiente. Realmente foram encontrados alguns fósseis que apresentavam a glândula pineal
 - que controla o crescimento - excessivamente grande. Uma mutação genética poderia ter
 provocado uma alteração no funcionamento desta glândula, interferindo no seu metabolismo
 e causando a destruição das espécies. Contra tal teoria existe porém o fato de também terem
 sucumbido na mesma época, espécies menores como, por exemplo, o Hipsilophodon, de
apenas, mais ou menos, 2,5 metros de comprimento.
- Raquitismo cerebral: esta teoria é baseada unicamente numa característica exclusiva do
chamado " réptil blindado ", denominado de Stegosaurus, que apresentava uma grande placa
óssea em torno da cabeça. Eles tinham 9 m de comprimento mas seu cérebro não era maior
 do que uma avelã.
- Destruição sistemática de ovos: é claro que muitos animais devoravam os ovos dos
 dinossauros. Daí, porém, a admitir que tal fato chegasse ao ponto de provocar sua extinção,
 seria a mesma coisa que aceitar a extinção iminente dos jacarés e quelônios de hoje, cujos
 ovos são devorados em profusão.
- Senilidade: a ideia de que os dinossauros sofreram uma espécie de envelhecimento racial
 é difícil de conciliar com o fato de serem tão abundantes e ativos.
Há alguns anos foram apresentadas algumas novas teorias com fundamento científico,
 interligadas por alguns pontos e, embora o mistério possa nunca ser inteiramente decifrado,
os dados obtidos começam a ajustar-se, como se fosse num imenso puzzle ( quebra cabeça )
biológico. Mas isto é assunto para a próxima
postagem...

                                                              - continua -

sexta-feira, 10 de julho de 2015

- Mistérios a desvendar - OS DINOSSAUROS - I -


                                                                - Imagem da Internet -


O reino animal era dominado pelos dinossauros, situação que perdurou por 140 milhões de anos.
 Reinavam nos pântanos, rios, selvas e planícies do planeta. Depois, há 65 milhões de anos -
de acordo com os mais modernos cálculos - estes répteis gigantescos, inexplicável e
subitamente desapareceram  da superfície terrestre. Trata-se, este desaparecimento,
 de um mistério ainda não desvendado pela ciência, tornando-o ainda mais intrigante
 se levarmos em consideração que não
 existia apenas uma, mas centenas de espécies e subespécies destes colossos. Alguns
 eram muito
 lentos mas outros eram predadores que se moviam rapidamente.
Até há pouco tempo, os paleontologistas pensavam que estes répteis tinham um limitado
 coeficiente
 de inteligencia. Estudos recentes, porém, indicam que, neste quesito, não eram diferentes
dos atuais
 animais da espécie.
Ossadas fossilizadas de dinossauros têm sido descobertas em todos os continentes.
 Entretanto, até recentemente, os cientistas não encontravam nenhum motivo que justificasse
 a extinção global destes animais. Por esta razão e para tentar uma explicação coerente,
 surgiram inúmeras teorias, algumas beirando o absurdo:
- Ataques de extraterrestres deslocando-se em discos voadores;
- Falta de espaço para eles na arca de Noé;
- Perseguição implacável levada a cabo pelos homens das cavernas. ( os dinossauros
 desapareceram milhões de anos antes do aparecimento do homem sobre a Terra! );
- Surgimento das fossas do Pacífico, ocasionado pela separação de grandes quantidades
 de matéria terrestre, acompanhado por fenômenos cataclísmicos. ( se tal fato aconteceu
 - o que a maioria dos astrônomos nega - teria ocorrido  milhões de anos antes do surgimento
 de qualquer espécie de vida avançada sobre a Terra;
- Suicídio maciço, semelhante ao dos lêmures, de todas as espécies e em todos os lugares,
simultaneamente;
- Os dinossauros  teriam sido atacados por uma espécie de " cansaço da vida ", morrendo de
 pura inanição. Tal teoria recebeu até um nome: Paleoweltschmerz.
 Na próxima semana - sempre às sextas-feiras - continuaremos apresentando as outras teorias
 que me parecem mais aceitáveis...


                                                                   - continua -