sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - final -



Um dos mistérios mais intrigantes que perduram até hoje, é a resposta à
seguinte pergunta: como algumas esculturas talhadas numa cratera localizada
a mais de 20 km do lugar em que se encontram hoje, foram transportadas,
numa época em que não havia tecnologia para tal mister? Muitas hipóteses
tentaram explicar este deslocamento sem, entretanto, conseguirem     tal
objetivo. Aventou-se a possibilidade que teriam sido roladas sobre troncos,
utilizando a tração proporcionada pela força conjunta de centenas de homens.
Tal hipótese não resistiu ao argumento resultante de uma experiência realizada,
que resultou na constatação da impossibilidade do solo da ilha suportar árvores
com proporções necessárias para a prossecução de tal objetivo. Por outro lado,
levantou-se a possibilidade de uso, para tal deslocamento, de cordas elaboradas
com a utilização de cipós-trepadeiras existentes na ilha. Foi logo descartada
essa tese com a constatação experimental de que tal utensílio não suportaria a
tração necessária ao deslocamento de 20 ou 30 ton., peso das esculturas.
Se o simples deslocamento e transporte das esculturas já é, por si só, um
mistério, o que dizer e como resolver o enigma de sua elevação até os
pedestais onde se encontravam ao tempo de sua descoberta?!!!
Vestígios de antigas aldeias sugerem que a Ilha de Páscoa contou um dia
com uma população de 2000 a 5000 indivíduos, divididos em duas classes:
os homens de orelhas longas, representados nas estátuas, seriam a classe
dominante - usavam pesos para alongar as orelhas - enquanto os indivíduos
de orelhas normais constituam a classe inferior, sendo proibidos de alongar as
orelhas. Os Íncas também usavam pesos semelhantes, antes da conquista
do Peru pelos europeus. Apesar desta semelhança, os habitantes atuais da
Ilha de Páscoa apresentam mais afinidades com os polinésios do que com as
populações da América do Sul. Todos estes mistérios teriam sido facilmente
desvendados não fora um traficante de escravos peruano que, no final do
século XIX, destruiu a Ilha, capturando inclusive o último rei e o
sacerdote-feiticeiro daquela civilização. Ignora-se o que aconteceu com estes
escravos. Provavelmente alguns fugiram e regressaram à Ilha, levando
consigo doenças ali inexistentes até então, que acabaram por destruir e dizimar
as populações locais. Em consequência deste fato, desapareceu a possibilidade
de se descobrir como um povo que vivia na idade da pedra, conseguiu criar
um verdadeiro exército de monólitos.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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