sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

- SERIA O AUTOR O ASSASSINO ???... I -


Imagem Internet

Em julho de 1841, o corpo de uma atraente e jovem morena, foi encontrado.
Chamava-se Mary Rogers e contava na ocasião apenas 21 anos de idade.
Tinha as mãos atadas atras das costas e fora violada e estrangulada com um
pedaço de renda, provavelmente retirado pelo assassino de seu próprio vestido.
Embora tal crime permaneça até hoje um completo mistério, investigadores
modernos concluíram que tal homicídio poderia ter sido perpetrado pelo famoso
autor americano Edgar Allan Poe. Ele não só ficara impune como teve a
audácia de narrar tal assassínio em sua obra, com todos os detalhes! Assediada
por atores famosos que atuavam na Broadway, a vítima, que trabalhava em
uma tabacaria de propriedade de um certo  John Anderson localizada no
mesmo bairro novaiorquino, já havia desaparecido em outra ocasião, em outubro
de 1838. Tal desaparecimento repercutiu intensamente, inclusive nas primeiras
páginas dos jornais. Semanas depois ela reapareceu alegando que resolvera
descansar na casa de alguns amigos no Brooklyn. Seu assassinato produziu
sensação naquele longo e quente verão de 1841. O primeiro suspeito foi seu
patrão, Anderson, que costumava acompanhá-la até sua casa, com regularidade,
até o dia em que ela resolveu deixar o emprego em sua tabacaria. Inúmeros
admiradores da jovem, inclusive dois homens que moravam na pensão de
propriedade da mãe da vítima, localizada em Hoboken - Nova Jersey, chamados
Alfred Crommelin e David Payne, foram investigados à exaustão. As polícias
de Nova York e Nova Jersey, trabalharam árdua e longamente sem conseguir,
entretanto, nada de positivo, vendo-se, ao final das investigações, obrigadas a
arquivar o processo. Dezoito meses após o final das diligências sobre o
assassinato de Mary, o caso voltou, com toda a força, a ser discutido, pelo fato
de ter sido literariamente imortalizado numa famosa história policial, sob a
forma de folhetim, publicado na revista Snowden`s Ladies Companion.


Título do conto :
O Mistério de Marie Roget 

Autor: Edgar Allan Poe.

O novelista retratava, fielmente,
todos os fatos relativos à morte
de Mary, embora transferindo a
ação para a cidade de Paris
e mudando os nomes e endereços
das pessoas a ela ligadas. Como
no caso de Mary Rogers, a novela
não chegava a nenhuma conclusão
e apresentava um frustante e
incongruente  desenlace...


Imagem Internet






Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

- A HÓSPEDE SUMIU!!!


Versão atual de Hotel de luxo - Foto internet.

PARIS, maio de 1889
Provenientes de Marselha, onde desembarcaram vindas da Índia, mãe e 
filha, inglesas, chegaram a um dos mais elegantes hotéis da cidade, onde 
haviam reservado 2 apartamentos individuais. Assinaram o livro de 
registros e foram conduzidas aos seus aposentos. A mãe ficou instalada no 
luxuoso quarto 342, com pesadas cortinas de veludo de cor ameixa, papel de 
parede cheio de rosas, móveis de pau-cetim e um enorme relógio de bronze 
dourado. Quase imediatamente, porém, a senhora ficou gravemente enferma. 
O médico do hotel foi chamado e, depois de examinar a paciente e fazer algumas 
perguntas a sua filha, chamou o gerente do hotel a um canto do aposento, com o 
qual trocou algumas palavras. Embora sem muita fluência na língua francesa, a 
jovem filha compreendeu perfeitamente o pedido que lhe fez o médico: em vista 
do estado de sua mãe, ele não poderia se afastar de sua cabeceira e ela deveria
ir, usando a sua carruagem que se encontrava na frente do hotel, ao seu 
consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por 
ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe. 
A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta, 
embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade. 
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto 
pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a 
recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão 
fisionômica alguma, respondeu: - A quem se refere, mademoiselle? Apanhada 
de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de 
explicar o porquê de sua demora. - Mas, mademoiselle, não sei absolutamente 
nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!! - Mas registramo-nos 
aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!! O gerente apresentou 
o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas, 
imediatamente acima de sua assinatura, onde deveria constar o nome de sua  
mãe, havia o registro de outra pessoa. - Ambas assinamos este livro! Minha 
mãe ficou no apartamento número 342, onde se encontra no momento. Por favor, 
leve-me até ela, imediatamente! O gerente garantiu que tal quarto estava ocupado 
por uma família francesa mas, ainda assim, teria muito prazer em acompanhá-la. 
O quarto continha apenas os objetos pessoais dos seus ocupantes e não havia 
cortina de cor ameixa, móveis de pau-cetim e nem relógio de bonze dourado. De 
volta à recepção  a moça encontrou o médico do hotel ao qual perguntou por sua 
mãe, obtendo como resposta a negação de que a tenha conhecido e examinado. 
A jovem se dirigiu ao consulado britânico, onde narrou o sucedido ao embaixador 
que não acreditou em nada, assim como a polícia e os jornais a quem recorreu. 
Finalmente voltou à Inglaterra onde foi internada em um asilo. Uma explicação 
para tal ocorrência é que a mãe houvera contraído a peste na Índia. O médico, 
reconhecendo os sintomas, teria conspirado com o gerente do hotel para 
esconderem o ocorrido pois, sua divulgação, arruinaria a Grande Exposição 
que ocorreria proximamente na cidade. Contudo o mistério continua: 
1 - Como poderia o quarto 342 ser redecorado tão radicalmente em apenas 
      4 horas? 
2 - E o corpo da mãe, onde foi parar?...

Um ótimo final de semana a todos os leitores e amigos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - final -



Um dos mistérios mais intrigantes que perduram até hoje, é a resposta à
seguinte pergunta: como algumas esculturas talhadas numa cratera localizada
a mais de 20 km do lugar em que se encontram hoje, foram transportadas,
numa época em que não havia tecnologia para tal mister? Muitas hipóteses
tentaram explicar este deslocamento sem, entretanto, conseguirem     tal
objetivo. Aventou-se a possibilidade que teriam sido roladas sobre troncos,
utilizando a tração proporcionada pela força conjunta de centenas de homens.
Tal hipótese não resistiu ao argumento resultante de uma experiência realizada,
que resultou na constatação da impossibilidade do solo da ilha suportar árvores
com proporções necessárias para a prossecução de tal objetivo. Por outro lado,
levantou-se a possibilidade de uso, para tal deslocamento, de cordas elaboradas
com a utilização de cipós-trepadeiras existentes na ilha. Foi logo descartada
essa tese com a constatação experimental de que tal utensílio não suportaria a
tração necessária ao deslocamento de 20 ou 30 ton., peso das esculturas.
Se o simples deslocamento e transporte das esculturas já é, por si só, um
mistério, o que dizer e como resolver o enigma de sua elevação até os
pedestais onde se encontravam ao tempo de sua descoberta?!!!
Vestígios de antigas aldeias sugerem que a Ilha de Páscoa contou um dia
com uma população de 2000 a 5000 indivíduos, divididos em duas classes:
os homens de orelhas longas, representados nas estátuas, seriam a classe
dominante - usavam pesos para alongar as orelhas - enquanto os indivíduos
de orelhas normais constituam a classe inferior, sendo proibidos de alongar as
orelhas. Os Íncas também usavam pesos semelhantes, antes da conquista
do Peru pelos europeus. Apesar desta semelhança, os habitantes atuais da
Ilha de Páscoa apresentam mais afinidades com os polinésios do que com as
populações da América do Sul. Todos estes mistérios teriam sido facilmente
desvendados não fora um traficante de escravos peruano que, no final do
século XIX, destruiu a Ilha, capturando inclusive o último rei e o
sacerdote-feiticeiro daquela civilização. Ignora-se o que aconteceu com estes
escravos. Provavelmente alguns fugiram e regressaram à Ilha, levando
consigo doenças ali inexistentes até então, que acabaram por destruir e dizimar
as populações locais. Em consequência deste fato, desapareceu a possibilidade
de se descobrir como um povo que vivia na idade da pedra, conseguiu criar
um verdadeiro exército de monólitos.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - I -

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Quando o almirante holandês Jakob Roggeveen, no ano de 1722, descobriu 
aquela ilha que não constava em nenhum mapa da época, no meio do Pacífico 
Sul, jamais imaginou que até hoje, decorridos quase 3 séculos, o mistério sobre 
a autoria das esculturas gigantescas lá existentes, continuaria a desafiar os 
arqueólogos e historiadores. Temeroso, a princípio, ao visualizar os gigantes, 
suspirou aliviado quando, ao se aproximar, descobriu que os gigantes eram 
esculturas entre as quais pessoas de estatura normal, se deslocavam num vai 
e vem constante. Ao desembarcar, no dia seguinte, acompanhado de um 
pequeno grupo de tripulantes de suas naus, constatou que as esculturas 
gigantes representavam o busto de homens de orelhas compridas e rostos 
pontiagudos, rubicundos. Como tal descoberta se deu no dia da Páscoa 
daquele ano, Roggeveen a denominou de Ilha da Páscoa, como era de 
costume então. Somente 50 anos depois, desembarcaram na ilha outros 
europeus e, apenas 100 anos após, começaram as explorações na ilha. 
Quando as explorações foram iniciadas, as estátuas já não mais se encontravam 
de pé. Durante as guerras tribais tinham sido derrubadas e jaziam no chão, onde 
ainda hoje se encontram. Os estudos determinaram que as estátuas haviam sido 
talhadas em rocha vulcânica, retirada da cratera adormecida do vulcão Rano 
Raraku. Foi constatada, também, a presença de mais de 700 estátuas, algumas 
esculpidas nas paredes do vulcão, outras prontas para serem transportadas e 
inúmeras apresentando apenas vestígios do trabalho com cinzel e machado. 
Estes utensílios haviam sido deixados em posições tais, que sugeriam a 
disposição dos artífices, de retornar, em algum momento, para continuar o 
trabalho. Ao longo do caminho que descia da cratera, erguiam-se dezenas de 
estátuas completas, alinhadas a perder de vista, de 50 em 50m. Algumas 
atingiam o peso de 30t e tinham por volta de 4m de altura. Havia uma estátua 
gigantesca, incompleta, medindo mais de 20 m de altura e com peso de 
aproximadamente 50t!

Continua na próxima postagem.....

Um otimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe