sexta-feira, 4 de setembro de 2026

- A HÓSPEDE SUMIU!!!


Versão atual de Hotel de luxo - Foto internet.

PARIS, maio de 1889
Provenientes de Marselha, onde desembarcaram vindas da Índia, mãe e filha, inglesas, chegaram a um dos mais elegantes hotéis da cidade, onde haviam reservado 2 apartamentos individuais. Assinaram o livro de registros e foram conduzidas aos seus aposentos. A mãe ficou instalada no luxuoso quarto 342, com pesadas cortinas de veludo de cor ameixa, papel de parede cheio de rosas, móveis de pau-cetim e um enorme relógio de bronze dourado. Quase imediatamente, porém, a senhora ficou gravemente enferma. O médico do hotel foi chamado e, depois de examinar a paciente e fazer algumas perguntas a sua filha, chamou o gerente do hotel a um canto do aposento, com o qual trocou algumas palavras. Embora sem muita fluência na língua francesa, a jovem filha compreendeu perfeitamente o pedido que lhe fez o médico: em vista do estado de sua mãe, ele não poderia se afastar de sua cabeceira e ela deveria ir, usando a sua carruagem que se encontrava na frente do hotel, ao seu consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe. A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta, embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade. 
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão fisionômica alguma, respondeu: 
- A quem se refere, mademoiselle?! 
 Apanhada de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de explicar o porquê de sua demora. 
- Mas, mademoiselle, não sei absolutamente nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!!
 - Mas registramo-nos aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!!
 O gerente apresentou o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas, imediatamente acima de sua assinatura, onde deveria constar o nome de sua mãe, havia o registro de outra pessoa. 
- Ambas assinamos este livro! Minha mãe ficou no apartamento número 342, onde se encontra no momento. Por favor, leve-me até ela, imediatamente! 
O gerente garantiu que tal quarto estava ocupado por uma família francesa mas, ainda assim, teria muito prazer em acompanhá-la. 
O quarto continha apenas os objetos pessoais dos seus ocupantes e não havia cortina de cor ameixa, móveis de pau-cetim e nem relógio de bronze dourado. De volta à recepção  a moça encontrou o médico do hotel ao qual perguntou por sua mãe, obtendo como resposta a negação de que a tenha conhecido e examinado. 
A jovem se dirigiu ao consulado britânico, onde narrou o sucedido ao embaixador que não acreditou em nada, assim como a polícia e os jornais a quem recorreu. 
Finalmente voltou à Inglaterra onde foi internada em um asilo. Uma explicação para tal ocorrência é que a mãe houvera contraído a peste na Índia. O médico, reconhecendo os sintomas, teria conspirado com o gerente do hotel para esconderem o ocorrido pois, sua divulgação, arruinaria a Grande Exposição que ocorreria proximamente na cidade. Contudo o mistério continua: 
1 - Como poderia o quarto 342 ser redecorado tão radicalmente em apenas       4 horas? 
2 - E o corpo da mãe, onde foi parar?...



Um ótimo final de semana a todos os leitores e amigos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 28 de agosto de 2026

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - final -




Um dos mistérios mais intrigantes que perduram até hoje, é a resposta à seguinte pergunta: como algumas esculturas talhadas numa cratera localizada a mais de 20 km do lugar em que se encontram hoje, foram transportadas, numa época em que não havia tecnologia para tal mister? Muitas hipóteses tentaram explicar este deslocamento sem, entretanto, conseguirem tal objetivo. Aventou-se a possibilidade que teriam sido roladas sobre troncos, utilizando a tração proporcionada pela força conjunta de centenas de homens. Tal hipótese não resistiu ao argumento resultante de uma experiência realizada, que resultou na constatação da impossibilidade do solo da ilha suportar árvores com proporções necessárias para a prossecução de tal objetivo. Por outro lado, levantou-se a possibilidade de uso, para tal deslocamento, de cordas elaboradas com a utilização de cipós-trepadeiras existentes na ilha. Foi logo descartada essa tese com a constatação experimental de que tal utensílio não suportaria a tração necessária ao deslocamento de 20 ou 30 ton., peso das esculturas. Se o simples deslocamento e transporte das esculturas já é, por si só, um mistério, o que dizer e como resolver o enigma de sua elevação até os pedestais onde se encontravam ao tempo de sua descoberta?!!!
Vestígios de antigas aldeias sugerem que a Ilha de Páscoa contou um dia com uma população de 2000 a 5000 indivíduos, divididos em duas classes: os homens de orelhas longas, representados nas estátuas, seriam a classe dominante - usavam pesos para alongar as orelhas - enquanto os indivíduos de orelhas normais constituam a classe inferior, sendo proibidos de alongar as orelhas. Os Incas também usavam pesos semelhantes, antes da conquista do Peru pelos europeus. Apesar desta semelhança, os habitantes atuais da Ilha de Páscoa apresentam mais afinidades com os polinésios do que com as populações da América do Sul. Todos estes mistérios teriam sido facilmente desvendados não fora um traficante de escravos peruano que, no final do século XIX, destruiu a Ilha, capturando inclusive o último rei e o sacerdote-feiticeiro daquela civilização. Ignora-se o que aconteceu com estes escravos. Provavelmente alguns fugiram e regressaram à Ilha, levando consigo doenças ali inexistentes até então, que acabaram por destruir e dizimar as populações locais. Em consequência deste fato, desapareceu a possibilidade de se descobrir como um povo que vivia na idade da pedra, conseguiu criar um verdadeiro exército de monólitos.



Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 21 de agosto de 2026

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - I -

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Quando o almirante holandês Jakob Roggeveen, no ano de 1722, descobriu 
aquela ilha que não constava em nenhum mapa da época, no meio do Pacífico 
Sul, jamais imaginou que até hoje, decorridos quase 3 séculos, o mistério sobre 
a autoria das esculturas gigantescas lá existentes, continuaria a desafiar os 
arqueólogos e historiadores. Temeroso, a princípio, ao visualizar os gigantes, 
suspirou aliviado quando ao se aproximar, descobriu que os gigantes eram 
esculturas entre as quais pessoas de estatura normal se deslocavam num vai 
e vem constante. Ao desembarcar no dia seguinte, acompanhado de um 
pequeno grupo de tripulantes de suas naus, constatou que as esculturas 
gigantes representavam o busto de homens de orelhas compridas e rostos 
pontiagudos, rubicundos. Como tal descoberta se deu no dia da Páscoa 
daquele ano, Roggeveen a denominou de Ilha da Páscoa, como era de 
costume então. Somente 50 anos depois, desembarcaram na ilha outros 
europeus e, apenas 100 anos após, começaram as explorações na ilha. 
Quando as explorações foram iniciadas, as estátuas já não mais se encontravam 
de pé. Durante as guerras tribais tinham sido derrubadas e jaziam no chão, onde 
ainda hoje se encontram. Os estudos determinaram que as estátuas haviam sido 
talhadas em rocha vulcânica, retirada da cratera adormecida do vulcão Rano 
Raraku. Foi constatada, também, a presença de mais de 700 estátuas, algumas 
esculpidas nas paredes do vulcão, outras prontas para serem transportadas e 
inúmeras apresentando apenas vestígios do trabalho com cinzel e machado. 
Estes utensílios haviam sido deixados em posições tais, que sugeriam a 
disposição dos artífices de retornar em algum momento, para continuar o 
trabalho. Ao longo do caminho que descia da cratera, erguiam-se dezenas de 
estátuas completas, alinhadas a perder de vista, de 50 em 50m. Algumas 
atingiam o peso de 30t e tinham por volta de 4m de altura. Havia uma estátua 
gigantesca, incompleta, medindo mais de 20 m de altura e com peso de 
aproximadamente 50t!

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de agosto de 2026

AS QUATRO VELAS.

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                     ( publicado neste espaço em 26.02.2010 )


Quatro velas queimavam lentamente. No ambiente calmo e silencioso, podia-se ouvir o diálogo que mantinham.
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A primeira disse:
- SOU A PAZ!
Apesar de minha luz, as pessoas não conseguem manter-me. Acho que vou me apagar. E, diminuindo a intensidade de seu brilho, apagou-se totalmente.
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A segunda disse:
- ME CHAMO FÉ!
Infelizmente sou considerada supérflua. As pessoas não querem saber de mim. Não há nenhum motivo para me manter acesa. E um vento brando a apagou.
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Rápida e triste, a terceira vela se manifestou:
- EU SOU O AMOR!
Não tenho mais forças para permanecer acesa. As pessoas me deixam de lado e não percebem o peso desse fato. Se esquecem até daqueles que os cercam. E, sem esperar, se apagou.
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Nesse momento entrou no recinto das velas uma criança e, ao ver as três velas apagadas, disse:
- O que é isto!? Vocês deveriam permanecer acesas até o fim! E dizendo isso, começou a chorar.
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Então. a quarta vela falou:
- Nada temas, menino. Enquanto eu tiver fogo, podemos acender as outras velas.
EU SOU A ESPERANÇA!
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O menino então, pegou a vela que permanecera acesa e acendeu todas as outras.
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Que a vela da esperança, nunca se apague em nós!!!
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Forte abraço a todos, bom final de semana.
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

EMAGREÇA BEIJANDO.

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Quando beijamos não é só nossa boca que entre em ação. Todo nosso organismo é movimentado nessa hora. Além dos sentidos 
- paladar, audição, visão, olfato e tato - entrarem na jogada, nosso coração dispara. Se, normalmente, ele bate de 60 a 80 vezes por minuto, na hora do beijo acelera ao alucinante ritmo de 150 batidas!
Nada menos de que 29 músculos faciais fazem trabalho extra por causa de um simples beijinho. Um daqueles beijos dignos de figurar em uma telona de cinema e que deixe a plateia morrendo de inveja dos protagonistas, exerce uma pressão de 12 quilos sobre nossos lábios!
Até um simples beijinho dado em um bebê pode ser pesado em gramas. Segundo alguns respeitáveis estudiosos, um beijo quente que dure dez segundos, é capaz de queimar até doze calorias. Se essas contas são verdadeiras ( e tudo indica que o são ), proponho um exercício e tanto para quem quer manter a linha ou perder peso: Para compensar as calorias das ingestões abaixo, veja quantos beijos você terá que dar.
- Uma lata de refrigerante = 11,5 beijos;
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- Uma barra de 100 g de chocolate = 45 beijos;
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- Uma bola de sorvete = 6 beijos;

- Uma goma de mascar = 2,5 beijos;

- Uma porção de pudim = 10 beijos;

- Uma pastilha tipo dropes = 1,5 beijo;

- Uma fatia de bolo sem recheio = 16 beijos;

- Uma lata de cerveja = 14 beijos.

Assim sendo, pelo sim pelo não, faça imediatamente sua adesão à campanha 
EMAGREÇA BEIJANDO " e seja mais felíz!!!
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Um grande final de semana para todos, abraço.
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 31 de julho de 2026

PALAVRAS NUNCA DITAS.






Depois de exaustiva pesquisa na obra de Sir Arthur Conan Doyle, não consegui encontrar a frase comumente atribuída ao detetive Sherlock Holmes,Elementar, meu caro Watson ".
O detetive até usa uma expressão semelhante  na história " The Crooked Man " ( o Homem Desonesto ), publicada pela primeira vez em 1893 no Strand Magazine e mais tarde incluída nas  " Memórias de Sherlock Holmes " editadas em 1894. Nesta história, o Dr. Watsonassistente de Holmes, casou e não mora mais na casa do detetive, na  Baker Street número 221-B, em Londres. Ao visitar Watson, para pedir que o ajude na solução de um mistério, Holmes faz algumas deduções a respeito de seu velho amigo. Observa, por exemplo, que Watson continua a usar o mesmo tipo de tabaco no valho cachimbo, a partir da cinza que vê na lapela de seu casaco além de constatar que ele  anda muito ocupado. Ao ser indagado pelo amigo como descobriu tais fatos, Holmes responde saber que ele vai de charrete quando tem pressa e se desloca a pé sempre que dispõe de tempo; ora, a poeira acumulada nas botas de Watson, que seria a prova de que ele saíra de casa, seria em maior quantidade se tivesse caminhado; por consequência - conclui Sherlock HolmesWatson deve ter saído de cabriolé, sinal de que anda muito ocupado. Nesta ocasião,  observa Watson: " Excelente! ".  Ao que replica Holmes: " Elementar. "
É daí que deve ter nascido a expressão comumente atribuída ao personagem.

Um ótimo final de semana a todos, grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 24 de julho de 2026

CRENÇAS INFUNDADAS SOBRE OS ALIMENTOS. Final





- Depois de abertas, os alimentos enlatados tornam-se venenosos.

Se não se encontrarem em perfeitas condições de esterilização, qualquer que seja o tipo de recipiente que contenha os alimentos, pode contaminá-los por germes e causar grandes prejuízos
à saúde. Os alimentos contidos em latas abertas não são mais susceptíveis à contaminação do que os frescos. Nada existe nas latas que possa causar envenenamento dos alimentos. Pode haver, no máximo, a oxidação da lata. Nas latas amassadas, porém, pode haver contaminação através de microscópicos orifícios acaso formados com a deformação.

- As traças comem nossas roupas.
Há seis espécies de traças responsáveis pelos estragos nas roupas, colchões, almofadas, etc. Não são elas porém, que comem, mas sim suas larvas nascidas de uma quantidade assustadora de ovos que as adultas produzem. É impossível calcular a quantidade média de tecido que uma larva consome, pois depende do tempo em que o animal se mantem sob essa forma, o que varia de acordo com fatores do tipo temperatura e disponibilidade de alimentos.

Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço de

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 17 de julho de 2026

CRENÇAS INFUNDADAS SOBRE OS ALIMENTOS. IV





É fácil distinguir cogumelos venenosos dos comestíveis.
Não há nenhum processo que distinga as duas espécies. Não existe nenhum detalhe específico de uma que não se encontre também na outra. É falsa, por exemplo, a ideia de que somente são
comestíveis os cogumelos brancos ou que apresentarem um anel na base do caule. O fungo Amanita virosa possui ambas as características, mas não é comestível. Nenhum cogumelo que
tenha adquirido a cor azulada é, necessariamente, venenoso. A espécie comestivel Boletus edulisquando amassada, pode ficar castanho-escuro, azul-clara ou escura, vermelha, púrpura, verde,
violeta ou até mesmo negra e continuar a ser comestível. A alteração de cor, significa tão somente a existência de um processo de fermentação. O cheiro, tão pouco, é uma forma de distinguir entre as duas espécies. Alguns cogumelos mortalmente venenosos, tais como o Amanita phalloidesexalam um odor muito agradável. Outros com péssimo cheiro, podem ser consumidos sem nenhum problema, com toda a segurança. A melhor forma de identificar cogumelos comestíveis é utilizar um livro de botânica ilustrado. A regra principal, porem, é: em caso de dúvida, não coma!

Continua na próxima postagem......... 

Um  excelente final de semana a todos, voltem sempre e obrigado pela visita.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 10 de julho de 2026

CRENÇAS INFUNDADAS SOBRE OS ALIMENTOS III

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- Comer peixe faz bem para o cérebro.
Nenhum alimento em particular contribui para o bom funcionamento do cérebro ou de qualquer outro órgão. Dos materiais absorvidos pelo sistema circulatório durante a digestão, os diversos tecidos aproveitam apenas as substâncias de que necessitam. Uma alimentação equilibrada satisfará todas as necessidades das células, embora a falta de alguns alimentos possa, eventualmente, provocar deficiências de  várias ordens. A crença de que o peixe, em especial, é aconselhável para assegurar o bom funcionamento do cérebro, foi divulgada no século XIX pelo filósofo e físico alemão Friedrich Buchner ( 1824 - 1899 ), que quando soube que o cérebro continha fósforo, apressou-se a declarar que " sem fósforo não há pensamento ".
No mesmo embalo, o físico francês Jean Dumas ( 1800 - 1884 ), confirmou que o peixe é rico em fósforo. O naturalista suíço Jean Louis Agassiz  ( 1807 - 1873 ), relacionou ambas as ideias  e concluiu que o peixe fazia muito bem ao cérebro! A realidade porem é outra: como há abundância de fósforo nos rochedos e nos diversos minerais da Terra, na sua maioria os alimentos contêm quantidades variáveis desse elemento.

- Não se devem comer ostras senão nos meses com R.
É por pura coincidência que os nomes dos 4 primeiros e dos 4 últimos meses do ano ( quando, segundo se afirma,  se devem comer ostras ), contêm a letra R. A crença originária da Europa, considerava arriscado comer ostras, geralmente cruas, nos meses de verão, numa época em que não havia frigoríficos. A composição química das ostras, varia de estação a estação, especialmente durante o período de desova, nos meses de maio e junho, mas nunca chegam a ser venenosas. Depois da desova, as ostras contêm menos glicogênio, mais água e apresentam-se mais claras, mantendo entretanto o mesmo sabor.

Continua na próxima postagem....  

Bom final de semana, abraço a todos.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 3 de julho de 2026

CRENÇAS INFUNDADAS SOBRE OS ALIMENTOS. II





- Pão escuro é melhor do que o branco.
Se levarmos em consideração apenas o valor nutritivo, não existe nenhuma diferença entre os dois. Simplesmente, enquanto o pão branco é feito de farinha da qual foram retirados o farelo e a película externa dos grãos do cereal, o escuro ( chamado integral ), é feito do trigo íntegro. Ambos possuem todos os nutrientes necessários aos adultos e às crianças, tais como: vitaminas, sais minerais e os hidratos de carbono. Há, no entanto, quem considere benéfico para os intestinos, as substâncias encontradas no pão integral e que o pão branco não contém. Embora os padrões variem de país para país, a farinha branca deve ser  enriquecida com elementos nutritivos. Nos países escandinavos a quantidade do nutriente riboflavina é adicionado em quantidade correspondente ao dobro das adicionadas nos EE.UU., por exemplo.

- Beber água do mar enlouquece.
Embora a água do mar possa conter produtos químicos prejudiciais à saúde, nenhum deles pode causar especificamente a loucura. Sem diluí-la porém, em uma quantidade de água potável, pode causar o envenenamento dos rins e, ao fim de algum tempo, a morte,
devido à excessiva concentração de sal. Em casos de extrema necessidade, deve-se usá-la em pequenas quantidades, como complemento da água potável, sem nenhum problema maior.


Continua na próxima postagem......

Bom final de semana a todos.
Abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 26 de junho de 2026

CRENÇAS INFUNDADAS SOBRE OS ALIMENTOS. I





- Os ovos escuros são mais nutritivos.
Na Inglaterra os ovos escuros são considerados de melhor qualidade. Já nos EE.UU. a crença é diametralmente oposta. Claro que os criadores de ambos os países, esforçam-se para produzi-los de acordo com a preferência do fregues. Ambas as crenças, porém,
carecem de fundamento. Os ovos não são produzidos para fornecerem alimento ao homem mas ao pinto que se desenvolverá em seu interior; a cor da casca, que representa um estágio
avançado do desenvolvimento do ovo, depende única e exclusivamente da raça da galinha; na ocasião em que a casca se forma, o valor nutritivo do ovo já foi definitivamente estabelecido.

- Comer sementes causa apendicite.
Na estatística do conteúdo dos apêndices removidos, poucos casos da presença de semente foram constatados. Muitos objetos de presença improvável, já foram verificados, como por exemplo, dentes de ouro, cerdas de escovas de dente, extremidade de termômetro, entre outros.


Continua na próxima postagem............

Bom final de semana a todos.
Grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 19 de junho de 2026

UMA AVENTURA MAIOR AINDA !



Como todo Amazônida que se preza, VALDENI, desde muito cedo acostumou-se a se esbaldar nas brincadeiras com meninos de sua idade, nas águas do rio Aripuanã, que banha o povoado de Vila do Carmo, uma pequena comunidade no município de Apuí, Estado do Amazonas, onde nasceu.
Apenas despontou a adolescência, porém, ele descobriu, aos poucos, que sua paixão pelo esporte não seria concretizada pelas disputas na água, pois começou a sentir uma irresistível atração pelas bicicletas. Na simplicidade da situação financeira de sua família interiorana, acostumou-se a pensar que possuir uma delas era um sonho inalcançável. Sua paixão, entretanto era de vez em quando, acalentada por momentos fugazes, mas de puro êxtase, que experimentava sempre que conseguia emprestado uma " magrela ", de propriedade de algum amiguinho que tinha o privilégio de possuir uma, naquele improvável lugar interiorano. Como todo sonhador que se preza, porém, VALDENI jamais deixou-se abater; ao contrário, sempre que podia, fazia pequenos trabalhos aqui e ali e, sempre que estes trabalhos lhe rendiam alguns trocados, ia guardando, com o objetivo firme e decidido de um dia poder comprar, nem que fosse uma de segunda mão...E tantos foram os anos, e tantos foram os esforços, e tantos foram os trabalhos que, à medida que crescia, estes trabalhos passaram a ser mais importantes - e por isso mesmo, melhor remunerados - que um belo dia pode, com muito orgulho, comprar a tão sonhada bicicleta.
Lá, um dia, já  maior de idade, teve a ideia de fazer algumas 
" viagens " pedalando para lugares cada vez mais distantes. Nessas viagens se sentia tão confortável, que lhe parecia cada vez mais possível conquistar o mundo pedalando! E foi o que ele fez!!!
Um belo dia, em que conseguiu uma bicicleta mais moderna e de qualidade, para espanto dos parentes e amigos, saiu pedalando com o objetivo de percorrer todas as Capitais brasileiras, no menor espaço de tempo possível. Nenhum patrocínio conseguiu; mesmo assim, começando pela capital de Roraima, a bela Boa Vista, onde chegou, levado junto com seu xodó, pela generosidade de um caminhoneiro, rumou em direção à capital de seu próprio Amazonas, a cidade de Manaus, sem sequer parar, já que seu objetivo era cumprir o percurso no menor tempo possível. E sucederam-se Rio Branco, Porto Velho, Cuiabá...até finalizar na capital paraense, a belíssima Belém do Pará.
 Conferido o total de dias da jornada, constatou-se que ela foi cumprida em exatos 232 dias e que foram percorridos nada menos que 20.626 km!
Esta constatação significou que VALDENI PINHEIRO ALVES
( este seu nome completo ), é, até o momento, o único brasileiro a fazer tal jornada neste tempo!
   Na volta pra casa foi recebido pelos conterrâneos com uma merecida festa de boas vindas, nos limites das disponibilidades locais. Mas,  passadas as festividades, a inquietação e a busca por novas conquistas, fizeram com que esse homem interiorano, ainda desta vez, sem patrocínio, começasse a pensar em novas façanhas. Assim, resolveu refazer o percurso, começando porém, desta vez, pela sede do seu município. Partiu, então de Apuí, desta vez pela BR-230, a Transamazônica, rumo à capital paraense, Belém, seguindo-se São Luiz, Palmas, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Recife, Maceió, Aracaju e, ao entrar em território baiano pela Linha Verde, eis que o encontro parado no acostamento, já na Estrada do Coco. Não pensei duas vezes, ao vê-lo parado no acostamento com a bicicleta toda embandeirada, e parei com a intenção de ajudá-lo. Já tinha, porém, usando seus próprios recursos, resolvido o problema.
Adiantou-me, durante a nossa rápida conversa, que cumpriria o seguinte itinerário, a partir de Salvador: Vitória, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo, Curitiba, Florianópolis, Porto Alegre, Campo Grande, Cuiabá, Rio Branco, Porto Velho, Manaus, Boa Vista e, finalmente, Macapá, onde completaria o CIRCUITO DAS CAPITAIS, como ele mesmo designou sua epopeia.
Restou-me a felicidade e a honra de tê-lo conhecido e ter, a seu pedido, posado ao lado deste grande guerreiro. Estarei aqui torcendo para que tudo dê certo...
Resta-me desejar que consiga seu nobre mas bem perigoso objetivo...
Boa jornada, meu nobre, valente e novo amigo!!!

   
O encontro com o super atleta, em plena Estrada do Coco, levou-me a torcer pelo seu sucesso pleno.

sexta-feira, 12 de junho de 2026

- EM BUSCA DE AVENTURA - final -


                                              Meu " trofeu " exibido com vergonhoso orgulho...
                                                     - nesse tempo a caça não era proibida -

Ah! Porto Velho... Quantas recordações! Logo começamos a fazer amigos e amigas. A vida social era uma festa só. Cidade cosmopolita, atraindo à época muitos e variados profissionais,  principalmente ligados à área do agronegócio, apresentava muitas oportunidades aos empreendedores que quisessem trabalhar. Para tal, contavam-se com incentivos governamentais em forma de empréstimos baratos e a longo prazo, além da possibilidade de captação de recursos por
intermédio da SUDAM, dedutíveis do imposto de renda das Pessoas Jurídicas interessadas em investir na região. O desmatamento era visto como benefício imprescindível e urgente para o desenvolvimento. Substituir a floresta nativa e intocada por pasto ou produtos agrícolas, principalmente o cacau, representava um sinal de patriotismo pioneirismo, e abnegação. Quanto mais célere a derrubada acontecia, mais admirado e elogiado era o empresário e empreendedor. A meta do Governo girava em torno do lema
 " integrar para não entregar ".  Ariquemes passou a se destacar na produção de cacau, assim como já era referência nacional o município de Cacoal, na produção de café.
Mas, nem só de trabalho duro era feita a vida. Nem só a malária
- endêmica na região -, se pegava por lá... Aos domingos nos reuníamos em nossa casa ou nas casas ou chácaras dos amigos, para um churrasco ou simplesmente para conversar e trocar experiências. Numa dessas reuniões, na chácara de um amigo que era o gerente regional da Varig, ocorreu um episódio marcante que vale a pena ser narrado. Estávamos numa animada roda de papo descontraído, quando chegou, meio espavorido, um dos empregados da chácara. Anunciava, espantado, a descoberta, às margens do igarapé que serpenteava pelo terreno, de uma " descomunal " - foi este o termo que ele usou - cobra, possivelmente " sucuriju " 
( sucuri), enrolada e digerindo um animal que por motivos óbvios, não deu pra identificar. Fomos até o local e constatamos, na margem oposta, um " rolo " enorme de cobra. Como naquele tempo não era proibida a caça, peguei o carro e fui até nossa casa buscar uma espingarda de caça submarina que mantinha lá, esperando por uma pescaria que me prometera um outro amigo, nas águas transparentes de um certo rio da região ( creio que Rio Machadinho ), onde havia muitos e  " enormes tucunarés ". A propósito, esta pescaria jamais aconteceu. Enquanto me deslocava para pegar a arma, o dono da chácara mandou avisar à equipe do Amaral Neto, que se encontrava na cidade produzindo um daqueles programas muito vistos então, chamados  " Amaral Neto - o repórter ". Quando retornei, todos já se encontravam a minha espera, ansiosos por me verem caçar " o bicho ". Embarquei  numa canoa, levando o caseiro como remador e rumamos em direção à outra margem, seguidos por outra canoa que conduzia a equipe do Amaral Neto, que iria documentar a caçada. Mandei o rapaz se aproximar o mais possível e, a cerca de um metro de distância, curvei-me na borda da canoa, mergulhei a espingarda apontada na direção do imenso " rolo " e acionei o gatilho, varando com o arpão os anéis do estático e indefeso animal, que foi traspassado pelo terrível aço. Ah! quanto tal lembrança me faz sofrer hoje em dia! Como eu era imbecil naquele tempo! Hoje, não sou capaz de matar animal algum, por mais nocivo que possa parecer... A beleza daquela sucuri pode ser apreciada na ilustração que enriquece esta postagem...
Missão cumprida, resolvi realizar um sonho de há muito: descer de navio de Porto Velho até Manaus e conhecer as cidades ao longo do percurso. Esta viagem se deu sem nenhum incidente, pra minha completa frustração...kkkkk  


Um ótimo final de semana a todos.
Abraço e até sexta.


Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 5 de junho de 2026

EM BUSCA DE AVENTURA - IV -




Durante a espera, andei conversando com alguns policiais. Me advertiram que eu havia passado por perigos mortais, viajando sozinho, em um veículo novo e cobiçado. Claro que procurei saber, em detalhes do que eles estavam falando! Pra meu espanto, contaram-me que, naquela região, havia quadrilhas que simplesmente emparelhavam com os carros escolhidos - principalmente os novos e com valor razoável como era o meu - mandavam os condutores parar, os tiravam dos veículos, tudo sob o poder das armas - geralmente escopetas calibre 12 e até metralhadoras - , atiravam na cabeça das infelizes vítimas, jogavam seus corpos insepultos às margens da rodovia e levavam o carro, através de uma das incontáveis estradas vicinais, de terra batida, que passam pelas fazendas da região
 - nenhuma dessas estradas aparece em mapas oficiais - até a Bolívia, cerca de 50 a 70 km de distância daquele local, onde um bandido brasileiro, pagava qualquer bagatela ( cerca de 14 ou 15 mil reais, na moeda de hoje ), pelos carros roubados e levados até ele!
 Temendo qualquer problema na continuidade da viagem, é que tive a lembrança e  grande ideia: recorrer, por  intermédio de um telefonema, ao meu saudoso e querido amigo, Cel. João Araújo, na oportunidade Comandante da Polícia Militar da Bahia, que, para minha sorte, estivera recentemente numa reunião  em Cuiabá, com os comandantes das Polícias Militares de todo o Brasil. Contei-lhe toda a história. Preocupado, ele deve ter falado incontinente com o Comandante da PM do Mato Grosso e resolveu o problema.
 Embora liberado imediatamente,  por uma ordem direta e pessoal do comandante, desde Cuiabá, evidente que resolvi pernoitar na cidade. Na manhã seguinte, pra minha surpresa e satisfação,  fui escoltado por um carro da Polícia Militar, até um trecho onde não mais correria risco de ser assaltado. Assim, cheguei à Vilhena, onde pernoitei sem mais atribulações. Dia seguinte, cedinho como sempre, a última etapa da viagem...

Nota: Há alguns amigos leitores, sugerindo que me alongue mais na narrativa e publicação dos episódios. Explico: a grande maioria dos leitores, não dispõe de muito tempo para a leitura; artigos longos são normalmente deixados pra depois e acabam sendo, mesmo involuntariamente, esquecidos. Assim, procuro ser suscinto, mantendo, porém, a objetividade e clareza na exposição dos acontecimentos. Obrigado.

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,


Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 29 de maio de 2026

EM BUSCA DE AVENTURA III




Como a maioria das vezes, às 5 h da manhã já estava na estrada rumo à capital do Mato Grosso, onde cheguei por volta de 13 h. Almocei em um restaurante flutuante que fica no meio do rio ( não guardei o nome ) e prossegui viajando em uma estrada muito irregular e totalmente deserta, onde apenas de raro em raro, se cruzava com algum veículo. Lá por volta de 5 horas da tarde, ao passar pelo posto de fiscalização da Policia Rodoviária Estadual, nas proximidades da cidade de Cáceres, no Norte do Mato Grosso, fui parado por Policiais Militares que me pediram para apresentar os documentos pessoais assim como os do veículo. Ora, tudo isto já me pareceu estranho, pois durante toda a minha vida, jamais havia sido parado numa "blitz" ou num bloqueio policial. Esta condição me levara até a ser instado pelo meu amigo PEDRO BARROS - já falecido -  ( claro que a título de brincadeira ), durante uma outra viagem que  empreendemos de Belém à Salvador, a fundar uma quadrilha, depois de passarmos sem problemas por duas barreiras policiais, uma no Maranhão  ( Bacabal ) e outra no Piauí ( saída de Teresina ), quadrilha esta da qual eu seria um excelente chefe, já que nunca me paravam para averiguação... kkkk
Prontamente, apresentei todos os documentos solicitados, inclusive o Contrato Social da firma, provando ser um dos sócios-diretores, já que o veículo estava em nome da empresa. O policial foi até o Posto e deve ter falado com algum superior, pelo rádio. Surpresa maior ainda: havia ordem expressa para me levarem e ao carro, até o quartel " para fazer consultas ". Certamente iriam verificar se o veículo era roubado, posto que novo. Muito contrariado e demonstrando claramente minha insatisfação, acompanhei a guarnição até o quartel, dirigindo eu mesmo, o automóvel. Ao chegar, colocaram-me em uma espécie de sala de espera, enquanto faziam as consultas. Naquele tempo as comunicações eram feitas por telex, o que demandava tempo, inclusive para o destinatário concluir a pesquisa. 
Pacientemente aguardava o desenrolar dos acontecimentos, vendo a tarde se esvair e não me sobrar tempo para chegar ao lugar que escolhera para pernoitar.
Foi quando me ocorreu uma ideia brilhante...


continua na próxima postagem....

Um ótimo final de semana a todos e até a próxima sexta.
Grande abraço.



Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe