... E começou a mobilização. Transferência de equipamento, desmatamento da área para a montagem das instalações do canteiro de obras, constantes, como de praxe, de um barracão para oficina, tendo anexo o almoxarifado; o soerguimento do escritório da obra; a construção de uma cerca delimitando as instalações, etc. Por volta de um mês depois, iniciaram-se os serviços, comandados pelo diretor técnico, meu querido, competente e saudoso amigo e sócio Cesar Cabral, que viria a ser assassinado misteriosamente lá mesmo, na cidade de Ariquemes, dez anos depois do término da obra.
Como assinalei em postagem anterior, na época da morte do César, já não mais fazia parte da sociedade, da qual me desliguei no ano de 1981, por motivos também já relatados anteriormente - saúde, implante do marcapasso e expectativa de morte iminente -.
Durante a execução dos serviços - que caminhavam em absoluta sintonia com o cronograma constante da nossa proposta - surgiu a oportunidade de adquirir lotes de terreno às margens da RO - 01, vendidos em licitação pública nacional pelo INCRA, na chamada Gleba Burareiro. Resolvi adquirir lotes de terreno neste local - onde, de resto, já estávamos instalados - com o objetivo de implantar roças de cacau. Além das instalações no local da obra, alugamos uma casa em Porto Velho, onde ficávamos residindo, meu sócio e eu, sempre que precisávamos permanecer naquela capital. Logo sentimos a necessidade de comprar um automóvel para nos servir, durante nossa permanência em Porto Velho. Tais permanências, que poderiam ter até um mês de duração, eram feitas em sistema de revezamento, entre mim e o César. Nossa presença era vital, não apenas para acompanhar o bom andamento dos serviços na RO-01, mas também para acompanhar o desenvolvimento da roça de cacau, que ocorria célere, já que o cacau é de origem amazônica. A negociação e venda das amêndoas, exigiam, como é lógico, a presença minha ou do César.
Bom final de semana a todos, voltem sempre.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe






















