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Quando se verifica a morte de um Papa, realizam-se suas exéquias na Basílica de São Pedro, durante um período de 15 a 18 dias. Nessa ocasião, os Cardeais - os mais altos prelados na hierarquia da Igreja Católica Romana - veem de todo o mundo para uma reunião muito especial. Nela são decididos, depois de muita discussão e votos secretos, quem terá o privilégio de ser o sucessor de Pedro, considerado o primeiro Papa pelos Católicos. O Anel do Pescador, símbolo da autoridade do homem que comanda por volta de um bilhão de fiéis que lhe prestarão obediência, é, habitualmente de ouro, tendo incrustada uma pedra preciosa. A tradição do Anel do Pescador tem muitos séculos, embora não se saiba qual foi o primeiro Papa a usá-lo. Para garantir o absoluto
sigilo do conclave, as portas do local da reunião são entaipadas e qualquer comunicação com o exterior processa-se através de placas giratórias ( aquelas mesmas de alguns motéis ), cuidadosamente vigiadas, apenas para recepção de alimentos e outras necessidades prementes, porém sem que os intervenientes se possam ver. Para a contagem do boletim de votos, são eleitos pelos Cardeais 3 escrutinadores que mudam a cada escrutínio. A votação só é concluída quando outorga a um dos candidatos a maioria de dois terços mais um, dos votos. Quando este requisito não é satisfeito, os boletins são misturados com palha molhada e queimados, o que produz uma fumaça negra, que indica um resultado negativo. Finalmente, as vezes depois de muitos dias, um dos Cardeais obtém a maioria necessária. Os boletins são então misturados com palha seca e queimados, produzindo uma fumaça branca.
Ouve-se, então, o clamor da multidão na Praça de São Pedro :
" Fumaça branca! Viva o Papa!!! ".
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana, abraços.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Os banquetes sempre foram um meio de consolidar novo parentesco. Nos casamentos tradicionais malaios, durante a cerimonia, os noivos alimentam-se mutuamente com arroz cru.
Nos casamentos na Nova Guiné, os noivos consomem tudo que conseguirem de um porco, morto para tal fim. Já algumas tribos bosquimanas da Africa do Sul, costumam obrigar os nubentes a
consumir uma espécie de antílope, caçado e abatido previamente pelo noivo, até restarem somente os ossos. Mas, bizarro mesmo, é o costume da tribo Todras, de Nilgiris, um distrito de Madrasta, no estado indiano de Tamil Nadu no sul da Índia,
( produtor de um dos melhores chás do planeta ). Quando um jovem se casa, todos os seus irmãos adquirem também os direitos conjugais sobre a noiva, uma vez que se considera que ela se casa com toda a família. Se a noiva engravidar, é realizada uma cerimonia denominada pursutpime onde é determinada a paternidade. Depois que os pais potenciais, ou seja, os irmãos, discutem, o escolhido presenteia a noiva debaixo de uma árvore determinada, com um arco e uma seta, cerimonia essa presidida por um ancião da tribo.
Dai em diante, todos os filhos que nascerem, serão considerados pertencentes ao pai escolhido no pursutpime, mesmo se nascerem após a sua morte! Essa condição vigora até que haja um
novo casamento da viúva.
Um excelente final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Muitos costumes ainda hoje observados, tiveram origem em antigas tradições:
- O véu nupcial foi introduzido pelos antigos gregos e romanos com o fim de proteger e resguardar a noiva do mau olhado de um possível pretendente ciumento.
- A aliança data do tempo dos antigos egípcios. Nesse tempo ela era colocada no terceiro dedo da mão da noiva, que segundo se pensava, tinha uma veia que conduzia diretamente ao coração.
Feita de ouro, o metal mais resistente, de onde deriva a superstição de que, se quebrada, significa desgraça próxima.
- Reunir as peças que compõem o enxoval provem da Europa Central. Na França o marido recebia um pacote com objetos valiosos e as roupas de baixo deviam ser confeccionadas pela própria noiva.
- Jogar arroz nos noivos tem origem num velho ritual grego de fertilidade e desejo de prosperidade aos noivos. Nas ilhas Sulawesi, Indonésia, acreditam que se não subornarem a alma do noivo com
arroz, ela voará apos a cerimonia e jamais regressará.
- O costume ocidental de distribuir fatias do bolo nupcial aos convidados, procede do hábito romano de repartir o pão, distribuir entre os presentes sobre a cabeça da noiva, como garantia de sucesso material.
- Numa tribo nômade da Índia Central, os Lambodes, o casamento é um acontecimento triste. No dia seguinte à cerimonia, a noiva senta sobre um boi castrado e chora a sua mágoa por deixar o pai,
a mãe e o restante da família.
Continua semana que vem...
Obrigado pela visita e bom fim de semana.
Clovis de Guarajuba
Ong Ande e Limpe.
( postagem publicada em 04.03.2011 )
- Quando duas mulheres das tribos Choroti e Chaco, no Paraguai, querem casar com o mesmo homem, lutam entre si, calçando luvas de pele de anta. Quem vencer casa.
- Se você for um homem habitante das ilhas Trobriand, perto de Papua, prepare-se para ser mordido pela primeira mulher que gostar de você. É desse modo que ela se declara.
- Hábito comum nos países frios como Holanda, Suíça, Escócia e País de Gales, era a permissão para que os casais se deitassem na mesma cama, desde que vestidos e envoltos em lençóis separados.
- Grande parte das noivas na Escócia do século XIX - na verdade 90% delas - casavam-se grávidas, contrariando todas as convenções da época.
- Já nas Ilhas Salomão, no Pacífico, toda jovem prometida a um chefe ou dignatário, era mantida uma jaula, por vezes durante anos, vigiada de perto por seu pai, até o dia do casamento.
- Na ilha alemã de Borkum, situada na foz do rio Ems, quem cortejasse uma jovem e demorasse muito a casar, era submetido à prova do fumo e da água: sua casa era rodeada pelos jovens da
aldeia que obstruíam a chaminé e enchiam-na de fumaça. Pouco depois, entravam pelo sótão e perguntavam se o interessado na moça iria mesmo casar. Se a resposta fosse sim, toda a aldeia
iniciava os festejos; caso a resposta fosse negativa , ele era arrastado através de um lago, por três vezes, amarrado a uma corda.
Continua na próxima postagem.
Comunico a todos os amigos leitores e visitantes, com muito pesar, que o meu querido amigo e conterrâneo Renato Guerreiro, a quem me referi na postagem sob o título " Agradecimento e Súplica ", do dia 22.10.2010, perdeu, no inicio desta semana, a luta tenaz que manteve contra uma implacável doença, durante os últimos anos. Que descanse em paz!...
A todos um excelente final de semana e aproveitem bastante de forma sadia o CARNAVAL!
Abraço.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Professor da Universidade de Aberdeen e conselheiro para assuntos científicos do governo britânico, REGINALD JONES era, na verdade, um grande brincalhão! Certa vez telefonou
diversas vezes no mesmo dia para a casa do eminente professor de filosofia, seu colega, desligando tão logo o telefone era atendido. Lá pelas tantas, ligou novamente e dessa vez se fez passar por um
funcionário da companhia telefônica, informando que a linha estava com um problema devido a uma " fuga para a terra " (? ) e que, para resolver o problema, ele tinha que seguir corretamente
todas as instruções que lhe fossem sugeridas. Quem visse naquela hora o professor, ficaria intrigado com o que ele começou a fazer: introduziu a caneta no telefone, ficou apoiado apenas na ponta de um pé, tocou o auscultador do telefone com uma borracha e, finalmente, introduziu o fone em um balde com água. Tudo isso, claro, atendendo às instruções do " técnico " do outro
lado da linha. Mas suas brincadeiras revelaram-se muito úteis ao seu País. Quando os alemães começaram a bombardear a ilha, descobriu-se que usavam uns feixes de luz para guiar seus
bombardeiros rumo aos alvos. Um cientista comum teria causado interferência nesses feixes, mas Jones não. Ele transmitiu de Londres a réplica de um sinal que fez os aviões alemães saírem da rota e despejarem suas bombas em um campo deserto. Outra utilidade de suas brincadeiras, refere-se a um dispositivo de navegação denominado H25 que ajudou os bombardeiros aliados a descobrir submarinos alemães que estavam dizimando os comboios
aliados. Os alemães compreenderam que a RAF tinha um instrumento novo, mas Jones os despistou, divulgando que teria inventado um raio infravermelho, capaz de localizar submarinos.
Ao saberem disso, os alemães se apressaram em substituir a pintura de toda a frota de submarinos por outra feita com tinta especial, para impedir sua localização pelo " raio "que, afinal, nunca existiu...
Um ótimo final de semana a todos, obrigado pela visita.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe