sexta-feira, 25 de setembro de 2026

- LUTO... CLENALDO FRANCISCO ARAGÃO DE SOUZA - 11.10.1945 a 22.06.2017 -

                     
                              Meu irmão e eu, naquele papo que " decide o destino do mundo "...

                                            ( Texto publicado originalmente em 23.06.2017 )

 Arrasado emocionalmente, vejo-me obrigado a interromper a narrativa da história de vida da minha mãe, para falar sobre seu terceiro filho, o meu amado irmão CLENALDO FRANCISCO ARAGÃO DE SOUZA , que acaba de perder a luta travada bravamente contra o câncer, mal terrível que vem desafiando a ciência médica mais avançada e ceifando a vida de muitas pessoas, que, como ele, primaram pela correção e comprometimento com as coisas certas, em sua profícua e feliz passagem por esta vida.
Não quero, porém, falar sobre sua morte e sim dizer da minha admiração, assim como da admiração de todos os que tiveram o privilégio de conhecê-lo. Trata-se de ser humano incrível, capaz de semear o bem querer e a harmonia, em todos os lugares por que passou. Homem trabalhador e constante, passou uma boa parte de sua fecunda vida, prestando seus serviços profissionais e competentes, nas minas de bauxita em sua terra natal, Oriximiná, onde começou exatamente na instalação da empresa,
ficando nela até se aposentar. Foram décadas de dedicação que lhe proporcionaram percorrer o caminho que percorrem todos os profissionais competentes, começando como simples ajudante e alcançando a chefia de diversos departamentos.
E foi na cidade-modelo de Porto Trombetas, sede da subsidiária da Vale do Rio Doce, denominada Mineração Rio do Norte, no Município de Oriximiná, Estado do Pará, que formou sua família e criou seus 5 filhos. Ao seguirem o exemplo do pai, tornaram-se todos, mulheres e homens, seres humanos úteis, produtivos e queridos por todas as pessoas do seu convívio.
Tive o enorme prazer de visitá-lo e aos seus, por diversas vezes lá em Trombetas, sendo sempre recebido com a fidalguia e atenção que suplantavam os limites da gentileza. Lembro-me do orgulho que sentia quando, mesmo cheio de afazeres inerentes ao cargo, me levava em seu veículo de trabalho, para mostrar a grandiosidade das minas e a enormidade e complexidade dos equipamentos empregados na exploração do minério, tecnologia de primeiro mundo, encravada no coração da selva amazônica !



                                        O nosso CLEY cantando em um dos seus aniversários.



 Lembro de seu orgulho e entusiasmo, ao me mostrar a estação de tratamento do esgoto da cidade, que devolve ao Rio Trombetas águas mais limpas do que as recolhidas para uso.
Obrigado meu amado irmão e amigo. Segue tranquilo rumo ao cosmos, na certeza que cumpriste magistralmente o papel que a vida te confiou.
Jamais, enquanto viver, deixarei de reverenciar tua imagem que, na minha retina, guarda aquele CLENALDO ativo e cheio de vida que acompanhei, como irmão mais velho, por um breve período, já que demos rumos diferenciados às nossas existências!
Te amo !!!

Aos meus amigos leitores digo:
Até a próxima sexta-feira

Clovis de Guarajuba
ONG Ande&Limpe

sexta-feira, 18 de setembro de 2026

SERIA O AUTOR O ASSASSINO? - final -



A novela termina com o famoso detetive Dupin, de inteligência brilhante, referindo-se a um " assassino solitário ", parecendo, a certa altura, que irá declinar seu nome, quando a narrativa termina, inesperadamente, de maneira a se pensar que o editor estabeleceu censura ao verdadeiro  final da intriga, por motivos desconhecidos. À luz dos conhecimentos atuais sobre o assunto, é muito estranho que Allan Poe não tivesse figurado entre os suspeitos. Todas as pessoas que leram o conto são unânimes na afirmação de que o autor conhecia intimamente a vítima, no tempo em que ela vendia charutos na tabacaria de Anderson. Poe, que habitualmente se vestia
de negro e usava sobre os ombros uma capa do Exército, do tempo em que frequentou a Academia Militar de West Point, era um poeta de caráter cruel e tortuoso. Foi julgado pelo Conselho de Guerra e expulso de West Point por seu comportamento turbulento e por ser um ébrio contumaz.
Numerosos biógrafos descreveram suas muitas aventuras e intrigas, suas aberrações sexuais e seu comportamento revestido de caráter erótico. As personagens de seus livros são, em geral, egocêntricas e perturbadas, consideram-se indivíduos superiores e arrogam-se o direito de se entregarem a suas paixões e perversões, sejam elas incesto, sadismo ou assassinato.
A morte por assassinato de mulheres atraentes, exercia um estranho fascínio sobre o escritor. Seus amigos ouviam dele, segundo seus relatos, que essas mortes provocavam nele um " êxtase poético ". Pensa-se que no dia 3 de outubro de 1838, o escritor entrou na tabacaria mantendo uma longa conversa com a jovem Mary. A data corresponde aproximadamente à do primeiro desaparecimento da moça. Teriam Poe e Mary vivido juntos durante os dias
em que ela desapareceu? Além disso, 3 dias antes do corpo ser encontrado e retirado do Hudson, a jovem foi vista passeando com um " homem alto, moreno, de mais ou menos 26 anos ", em um bosque nas proximidades do rio. Tal descrição bate com o físico do escritor. Seria de fato ele? Viciado em bebida e outras drogas, o escritor morreu aos 40 anos, em 1849, dizendo a frase :
"Deus ajude a minha pobre alma!". Assim, Allan Poe morreu sem ter sido uma única vez interrogado sobre um assassinato que tão apaixonadamente e com extenso conhecimento, descreveu em sua obra. Por estranho que possa  parecer, o processo policial permanece arquivado e malograram-se as tentativas de reabri-lo, malgrado detetives sérios e renomados, terem tentado fazê-lo.
Será possível que as autoridades de então soubessem da verdade mas
resolveram escondê-la para evitar a repercussão negativa que certamente causaria no mundo literário ou simplesmente não lhes interessou que fosse revelado que haviam participado de tão infame e cruel evento???...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
  

sexta-feira, 11 de setembro de 2026

- SERIA O AUTOR O ASSASSINO ???... I -


Imagem Internet

Em julho de 1841, o corpo de uma atraente e jovem morena, foi encontrado. Chamava-se Mary Rogers e contava na ocasião apenas 21 anos de idade. Tinha as mãos atadas atrás das costas e fora violada e estrangulada com um pedaço de renda, provavelmente retirado pelo assassino de seu próprio vestido. Embora tal crime permaneça até hoje um completo mistério, investigadores modernos concluíram que tal homicídio poderia ter sido perpetrado pelo famoso autor americano Edgar Allan Poe. Ele não só ficara impune como teve a audácia de narrar tal assassínio em sua obra, com todos os detalhes! Assediada por atores famosos que atuavam na Broadway, a vítima, que trabalhava em uma tabacaria de propriedade de um certo  John Anderson, localizada no mesmo bairro novaiorquino, já havia desaparecido em outra ocasião, em outubro de 1838. Tal desaparecimento repercutiu intensamente, inclusive nas primeiras páginas dos jornais. Semanas depois ela reapareceu alegando que resolvera descansar na casa de alguns amigos no Brooklyn.
 Seu assassinato produziu sensação naquele longo e quente verão de 1841. O primeiro suspeito foi seu patrão, Anderson, que costumava acompanhá-la até sua casa, com regularidade, até o dia em que ela resolveu deixar o emprego em sua tabacaria. Inúmeros admiradores da jovem, inclusive dois homens que moravam na pensão de
propriedade da mãe da vítima, localizada em Hoboken - Nova Jersey, chamados 
Alfred Crommelin e David Payne, foram investigados à exaustão. As polícias de Nova York e Nova Jersey, trabalharam árdua e longamente sem conseguir, entretanto, nada de positivo, vendo-se, ao final das investigações, obrigadas a arquivar o processo. Dezoito meses após o final das diligências sobre o assassinato de Mary, o caso voltou, com toda a força, a ser discutido, pelo fato de ter sido literariamente imortalizado numa famosa história policial, sob a forma de folhetim, publicado na revista Snowden`s Ladies Companion.


Título do conto :
O Mistério de Marie Roget 

Autor: Edgar Allan Poe.

O novelista retratava, fielmente,
todos os fatos relativos à morte
de Mary, embora transferindo a
ação para a cidade de Paris
e mudando os nomes e endereços
das pessoas a ela ligadas. Como
no caso de Mary Rogers, a novela
não chegava a nenhuma conclusão
e apresentava um frustrante e
incongruente  desenlace...


Imagem Internet



Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de setembro de 2026

- A HÓSPEDE SUMIU!!!


Versão atual de Hotel de luxo - Foto internet.

PARIS, maio de 1889. 
Provenientes de Marselha, onde desembarcaram vindas da Índia, mãe e filha, inglesas, chegaram a um dos mais elegantes hotéis da cidade, onde haviam reservado 2 apartamentos individuais. Assinaram o livro de registros e foram conduzidas aos seus aposentos. A mãe ficou instalada no luxuoso quarto 342, com pesadas cortinas de veludo de cor ameixa, papel de parede cheio de rosas, móveis de pau-cetim e um enorme relógio de bronze dourado. Quase imediatamente, porém, a senhora ficou gravemente enferma. O médico do hotel foi chamado e, depois de examinar a paciente e fazer algumas perguntas a sua filha, chamou o gerente do hotel a um canto do aposento, com o qual trocou algumas palavras. Embora sem muita fluência na língua francesa, a jovem filha compreendeu perfeitamente o pedido que lhe fez o médico: em vista do estado de sua mãe, ele não poderia se afastar de sua cabeceira e ela deveria ir, usando a sua carruagem que se encontrava na frente do hotel, ao seu consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe. A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta, embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade. 
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão fisionômica alguma, respondeu: 
- A quem se refere, mademoiselle?! 
 Apanhada de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de explicar o porquê de sua demora. 
- Mas, mademoiselle, não sei absolutamente nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!!
 - Mas registramo-nos aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!!
 O gerente apresentou o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas, imediatamente acima de sua assinatura, onde deveria constar o nome de sua mãe, havia o registro de outra pessoa. 
- Ambas assinamos este livro! Minha mãe ficou no apartamento número 342, onde se encontra no momento. Por favor, leve-me até ela, imediatamente! 
O gerente garantiu que tal quarto estava ocupado por uma família francesa mas, ainda assim, teria muito prazer em acompanhá-la. 
O quarto continha apenas os objetos pessoais dos seus ocupantes e não havia cortina de cor ameixa, móveis de pau-cetim e nem relógio de bronze dourado. De volta à recepção  a moça encontrou o médico do hotel ao qual perguntou por sua mãe, obtendo como resposta a negação de que a tenha conhecido e examinado. 
A jovem se dirigiu ao consulado britânico, onde narrou o sucedido ao embaixador que não acreditou em nada, assim como a polícia e os jornais a quem recorreu. 
Finalmente voltou à Inglaterra onde foi internada em um asilo. Uma explicação para tal ocorrência é que a mãe houvera contraído a peste na Índia. O médico, reconhecendo os sintomas, teria conspirado com o gerente do hotel para esconderem o ocorrido pois, sua divulgação, arruinaria a Grande Exposição que ocorreria proximamente na cidade. Contudo o mistério continua: 
1 - Como poderia o quarto 342 ser redecorado tão radicalmente em apenas       4 horas? 
2 - E o corpo da mãe, onde foi parar?...



Um ótimo final de semana a todos os leitores e amigos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe