
Sou um leitor compulsivo daqueles
que, em viagem e não tendo levado
nenhum livro na bagagem, ficam com
as diversões prejudicadas até conseguirem
algo para ler. Há ocasiões em que até uma
revista ou jornal bem antigos resolvem
a questão. Na diversidade de assuntos
abordados nos livros em geral,
destacam-se de um lado aqueles que
tratam de temas infantis - embora agradem
também a adolescentes e adultos -, a
exemplo dos imortalizados pelo gênio
de Walt Disney. Do outro lado
há os temas eminentemente adultos a
exemplo da trilogia de grande sucesso
atualmente - Cinquenta Tons de Cinza,
Cinquenta Tons Mais Escuros e
Cinquenta Tons de Liberdade, de
E.L.James -.Pairando no " limbo "
compreendido entre estes dois temas,
existe uma série de obras encantadoras,
entre as quais destacam-se, a meu juízo,
O Velho e o Mar, de Ernest Hemingway,
O pequeno Príncipe, de Antoine de
Saint Exupery e algumas outras, às
quais acrescento, sem nenhuma
sombra de dúvida, a obra de autoria
de Agildo Monteiro, Miolo de Pão.
Como faço todo ano, estava em Belém
para a festa do Círio de Nazaré, no
ano passado. Aos domingos, na Praça
da República, há uma feira de
artesanato muito concorrida, onde
se vende de tudo. Como é natural, há
algumas bancas que oferecem aos
transeuntes livros usados, numa espécie
de sebo a céu aberto.
Enquanto minhas acompanhantes circulavam a procura
de algo interessante, fiquei - como faço sempre -, pesquisando títulos e lendo
as " orelhas ", o que me proporciona momentos de puro prazer. Foi assim que
descobri uma verdadeira joia. Fiquei tão entusiasmado com a singeleza do
texto e com o tema abordado, que resolvi publicar sua íntegra neste meu blog,
contando para isto com a autorização entusiástica do seu autor, que conseguiu
nesta obra, com rara felicidade, retratar a alma do povo paraense no
ambiente festivo e emocionante da maior festa do paraense: o Círio de Nossa
Senhora de Nazaré. Trata-se de Agildo Monteiro Cavalcante, advogado,
sócio fundador da Associação Paraense de Escritores, membro do Sindicato
dos Escritores - Rio de Janeiro - e da União Brasileira de Escritores - São
Paulo, além de membro da Academia Paraense de Letras onde ocupa a
cadeira 18. É autor de inúmeras obras tais como, A Promessa, A Verde Rã,
Um Animal Muito Estranho, A Bordo, Os Ratos D'água; nas antologias de
Contos Paraenses, está presente com A Fuga ( aborda a violência no sul do
Pará ) e Natanael Martim de Maristela ( sobre a poluição consequente do uso
indevido do mercúrio nos garimpos ). Consta do programa oficial para o
vestibular e para o segundo grau, do estado do Amazonas, citado como
" prosador contemporâneo ". A Enciclopédia da Literatura Brasileira
( publicação do Ministério da Educação - Rio de Janeiro, sob a direção dos
críticos Afrânio Coutinho e J. Galante de Sousa ), além de catalogar as obras
do escritor, diz que o mesmo continua " a sua pesquisa estética e social na
vida ribeirinha numa linguagem ao nível das expressões regionais ".
Resta-me agradecer penhorado a oportunidade e a honra de poder publicá-lo
neste BLOG.
Muito Obrigado, Agildo.
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos,
Até a próxima sexta. Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe














