sexta-feira, 28 de outubro de 2016

23 - ACIDENTE DE MOTO - parte II -

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Como morávamos no centro de Belém (Av. Serzedelo Corrêa, entre a Praça da República
e a Braz de Aguiar), comprei apenas uma moto, que serviria para minha locomoção entre
nossa casa e o Ver-o-Peso, onde aportava, mais ou menos com a frequência de dez em dez
dias, o barco de pesca, ocasião em que meu " balanceiro ", José Maria - apelidado de Olho
de Gato -  procedia a comercialização dos pescados. É preciso dizer que antes da aquisição
da moto, me submeti ao curso de direção para este veículo, sendo devidamente aprovado
nos testes do DETRAN, para outorga da Carteira de Habilitação específica. Tudo aconteceu
quando de um dos deslocamentos que fazia, quase diariamente, para visitar minha mãe.
Ela morava na Travessa 14 de Março (onde, alias, ainda hoje mora uma das minhas irmãs),
há pouco mais de 100m da minha residência. Ao dobrar a esquina da Serzedelo Corrêa
com a Gentil Bitencourt, ambas as vias de mão única, fui surpreendido por um ciclista que
vinha na contramão, e atravessava, de maneira imprudente, a Gentil. Na iminência do
choque, ele, simplesmente, pulou da bicicleta e largou-a, caída na minha trajetória. Tentei
pular com a moto por sobre a bicicleta, conseguindo passar apenas a roda dianteira, por
sobre ela, enquanto a traseira se embaraçava, resultando na projeção do meu corpo a uns
poucos metros à frente. Na queda, fraturei 3 costelas e, sob choque, levantei-me de imediato,
correndo o risco de, com este gesto intempestivo, causar a mim mesmo, sérias lesões
internas. Tal fato foi constatado mais tarde, quando do resultado dos exames a que fui
submetido...

Continua na próxima postagem......

Bom fim de semana a todos e obrigado pelas visitas.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 21 de outubro de 2016

22 - ACIDENTE DE MOTO - parte I -

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..Tudo isto me levou a considerar a real possibilidade de vir a morrer a qualquer
momento, principalmente ao me lembrar das palavras do médico, quando da reunião
com a família. Na esperança de  desaparecerem ou melhorarem os sintomas muito
desagradáveis com a mudança de ares, tomei a decisão de me transferir, juntamente
com toda a família, para Belém, onde, além da mulher e filhos, teria o apoio de todos
os parentes que lá se encontravam. Minha saudosa mãe, meus irmãos e irmãs, meus
tios e primos, enfim, de toda a numerosa e unida clã dos Aragão e dos Vinagre, além
de amigos de infância com os quais jamais deixei de me comunicar. Tudo isso saiu
conforme imaginei. Só não mudaram os problemas com o marcapasso: o mal estar
continuou. Minha insegurança quanto ao acerto da transferência, ficou retratada no
fato de não me desfazer de todos os bens que tínhamos aqui na Bahia e de não ter
iniciado, em Belém, nenhum negócio definitivo, limitando-me apenas a adquirir um
barco de pesca de 15 ton. (cuja foto ilustra a presente postagem, batizado com o nome
de minha então mulher, Walkyria, em homenagem e agradecimento por ela, apesar de
possuir aqui em Salvador e em Nazaré das Farinhas, sua mãe, irmãos, tios, primos, enfim,
toda sua família, ter me acompanhado sem nenhum gesto de protesto ou relutância).
Esta aquisição foi feita apenas com o objetivo de me manter minimamente ocupado,
administrando uma atividade que sempre me proporcionou prazer: a pescaria! Alias, é
bom que se diga que tal atividade é, para mim, a terceira melhor coisa da vida... Prometo
que na próxima postagem (como sempre às sextas-feiras), começarei a narrar o "acidente
de moto"... Este preâmbulo, entretanto, é importante para o entendimento do contexto 
daquilo que viria a acontecer...

Continua na próxima postagem.

A todos, desejo um final de semana muito feliz!
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

21 - ACIDENTE DE MOTO - introdução -

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                                                                                                                        Foto Internet


Mesmo com o problema cardíaco resolvido - ou pelo menos equacionado - claro que fiquei
muito abalado psicologicamente, pela absoluta falta pretérita de sintomas. Jogava futebol,
vôlei, pescava em alto mar, inclusive mergulhando durante longos períodos, principalmente
em Guarajuba, tendo como companheiro, não raras vezes, o querido e saudoso amigo -
médico dedicado e competente - Dr. Antonio Silvani, sem jamais ter o mais leve problema
de saúde. Além  de ter que encarar essa nova condição de vida, que me impunha restrições nas
minhas atividades, fora convocada por um dos médicos, uma reunião com minha família,
onde foram enfatizados todos os riscos que me cercariam dali em diante. Concomitantemente,
passei a sentir fortes sintomas de rejeição, não ao aparelho mas aos efeitos que ele causava
quando em funcionamento. É preciso esclarecer aos queridos leitores, que o marcapasso,
somente entra em operação, se houver uma falha nos batimentos naturais, ficando inibido
( sem funcionar ), sempre que o rítimo natural estiver acima do estabelecido. Ao ser implantado,
ele é programado para não deixar os batimentos do coração cairem abaixo de determinada
frequência ( no meu caso, abaixo de 70 batidas por minuto ). Ora, tal frequência coincidia,
quase sempre, com o funcionamento natural do coração, o que acarretava batidas naturais,
simultâneas com os impulsos enviados pelo marcapasso. Esta coincidência ocasionava um
mal estar terrível; um desconforto indescritível, a ponto de ter vontade de arrancar o aparelho
do peito!...

Continua na próxima postagem......

Um ótimo finl de semana a todos os meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de outubro de 2016

20 - O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - final

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.. O pior de tudo: quanto mais profundo o sono, mais preguiçoso meu coração se torna!
Assim, não fosse descoberta esta anomalia, poderia morrer de parada cardíaca a qualquer
momento durante o sono pois, repito, jamais senti algo de anormal durante toda a minha
vida. Ainda assim, por não conhecer direito o Dr. Nilzo Ribeiro ( de quem me tornei
amigo até hoje ), resolvi ir à São Paulo para uma consulta com o mais famoso dos
cardiologistas da época, Dr. Décio Korman ( Secretário de Saúde do Governo Paulo Maluf ).
Fiquei deveras impressionado com a tecnologia usada, já naquela época, durante a consulta,
que consistiu no seguinte: após a conversa inicial, fui convidado a deitar em uma maca e,
após tirar a camisa, uma enfermeira colocou alguns eletrodos no meu torax, enquanto um
monitor de video existente na mesa do médico, mostrava todos os detalhes do funcionamento
do meu coração. Ao voltar a conversar com o Dr. Décio para a conclusão da consulta (por
sinal caríssima!), ele me perguntou quem era o meu médico na Bahia. Diante da minha
resposta - é o Dr. Nilzo Ribeiro - ouvi, surpreso, o seguinte comentário: " E o que o Sr. veio
fazer aqui?! O Dr. Nilzo é um dos melhores especialista das Américas, no assunto!!! ".
Bem mais tranquilo, retornei à Salvador e, depois de perguntar ao Dr. Nilzo, o que ele
faria no meu lugar e ouvindo sua resposta, me submeti ao implante. Graças à tecnologia
desenvolvida pelo gênio humano, estou há, exatos, 36 anos, vivo e bem saudável!
Certamente não teria sobrevivido se: 1 - O Armando Ulm não fosse hipocondríaco; 2 - A
ciência e a tecnologia tivessem demorado apenas alguns poucos anos para inventar esse
aparelho que, desde então, salva vidas e mais vidas pelo mundo em fora!!! Hoje ostento,
no lado direito superior do tórax, o marcapasso de número 6, implantado, com toda a
maestria, pelo meu caríssimo e competentíssimo amigo, o eminente cardiologista, Dr.
Álvaro Rabelo. Já, ha cerca de 15 anos, tenho como supervisor e monitorador da minha
saúde cardíaca, outro caríssimo amigo, o Dr. Marcos Guimarães. No dia 17.09 passado, completei exatos 36 anos, sobrevivendo - quem sabe - graças ao gênio
humano... Este sim, capaz de fazer MILAGRES!!!...

Um excelente final de semana aos amigos e visitantes.
Grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

19 -O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - II



...Atônito, quiz saber, imediatamente, do que se tratava. Disse-me ele: "Voce está
apresentando bloqueio AV de segundo grau! ". Seguiu-se uma longa e detalhada
explicação sobre o assunto. Não podia acreditar! Nunca havia sentido nada de anormal!
Como era possível?!!! Conclusão: eu, que fui fazer os exames por simples provocação
ao meu amigo Armando, acabei sendo gozado por ele que, ao final, afirmou triunfante:
" Compreendes agora o porquê dos meus exames semestrais ?! ".
Fui aconselhado pelo
amigo Dr. João a procurar o Hospital Santa Izabel, já naquele tempo, referência em
matéria de cardiologia. Para minha sorte, conheci o Dr. Nilzo Ribeiro, comandante de
uma equipe de médicos excepcionais, dentre os quais figuravam Antonio Nery e
Eduardo Tadeu. O Dr. Nilzo, após submeter-me a um " Holter " e executar, ele mesmo,
um cateterismo, indicou-me o implante de um marcapasso cardíaco, única maneira de
corrigir o problema. Naquele tempo o " Holter " tinha que ser remetido para São Paulo
pois aqui não havia equipamento para traduzí-lo graficamente. O cateterismo não
demonstrara nenhum problema obstrutivo, tendo, porém, sido diagnosticada uma
hipertrofia cardíaca importante o que me obrigaria a, dali em diante, levar uma vida
muito mais " regrada "... Ao chegar o resultado gráfico do " Holter ", foram constatados
batimentos cardíacos com a frequência incrível - para quem não é atleta profissional -
de até 38 batidas por minuto!!! ...

Continua na próxima postagem.......

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

18- O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - I


Todo o preâmbulo da semana passada, vem a propósito do terceiro fato que me poderia
ter matado: tenho um dileto e querido amigo, irmão e compadre, chamado Armando
Ulm (dos primeiros amigos baianos que conquistei ). Companheiro fiel e sócio em
algumas das lanchas que tive, também amante do futebol que jogava com maestria,
acabou contribuindo, decisivamente, para salvar a minha vida. Cuidadoso ao extremo
com sua saúde  ( para não chamá-lo de hipocondríaco), sempre fez e faz uma bateria de
exames clínicos, rigorosamente de seis em seis meses! Mais com o fito de gozá-lo do
que por  ter sentido algo de anormal, apos uma partida de futebol, das inúmeras que
jogamos juntos, lá, por volta do ano de 1980, resolvi acompanhá-lo em um desses
" check-ups ". Amigo comum e dono da Clínica Check-up, o Dr. João Souza era sempre
o escolhido para supervisionar tal procedimento. Chegamos à clínica no Campo Grande
e, ao ser submetido ao PRIMEIRO eletrocardiograma da minha vida, fui instado pela
enfermeira, a continuar deitado, pois ela precisava falar com o Dr. João  Saiu da sala
me deixando com uma certa ansiedade, por não me dizer o porque da proibição de
leventar-me. Mesmo intrigado, obedeci. Alguns minutos depois, eis que chega na sala -
acompanhado pela enfermeira - o Dr João, em pessoa! Mandou repetir o exame e, ao final,
pediu para acompanhá-lo ao seu consultório. Com o semblante demonstrando apreensão
e/ou preocupação, disse-me que havia constatado no ECG, uma alteração importante no
funcionamento do meu coração!...

Continua na próxima postagem.......

Um final de semana de paz aos meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de setembro de 2016

17 - O CORAÇÃO E O MARCAPASSO - Introdução -



Sempre gostei dos esportes em geral. Me sai muito bem em todos os que pratiquei,
principalmente no futebol e no espiribol (este último, pouquíssimo conhecido, consiste
em enrolar a corda com a qual se pendura uma bola de couro - do tipo daquelas que são
usadas, principalmente, pelos boxeadores em seus treinamentos - no topo de um mastro
de cerca de 3,5 m de altura, dividindo-se os campos em dois ou em quatro, a depender
do número de jogadores, por linhas traçadas no chão). Há necessidade de um preparo
físico excepcional dos praticantes desse esporte. As regras são rígidas e o juiz deve
conhecê-las muito bem, para poder arbitrar a disputa. (Se algum dos meus caros leitores
se interessar pelas regras, mande-me seu e-mail que as enviarei com muito gosto).


No espiribol, eu era imbatível no Colégio do Carmo e no futebol, cheguei a treinar
nos juvenis e aspirantes do meu querido Papão - o Paysandu - não prosseguindo na
carreira por proibição expressa e definitiva de meus pais (principalmente do meu querido
e saudoso pai), pois, naquele tempo, jogador de futebol era " vagabundo ", assim como
todo artista - principalmente do sexo feminino - era considerada prostituta ou em vias de
se-lo (como mudam os conceitos!..). Referindo-me, ainda, aos meus dotes como futebolista,
vale  acrescentar que fui eleito PELOS COLEGAS, o melhor jogador de futebol do Carmo,
considerando todos os alunos, internos e externos. Por tal eleição, me foi outorgada
solenimente, uma medalha comemorativa, que, de tão bonita que era, levei-a, nas férias
de fim de ano, para Oriximiná e, em um gesto de orgulho juvenil, coloquei-a no peito
quando fui - como era de costume - jogar a " pelada " de todas as tardes, no campinho
seletivo (não era quelquer um que entrava !!!), da casa do Helvécio Guerreiro. A gozação -
como era de se esperar - foi geral!!!... Aficionados, principalmente o Helvecinho o
Lúcio e, eventualmente, o Edilberto, anfitriões, as disputas, levadas a sério, se tornavam
emocionantes!... Meu querido amigo Sérgio ( hoje morando tambem em Salvador, onde é
 professor aposentado da Universidade Federal ), não era muito chegado ao esporte, limitando-se,
 na maioria das vezes, a assistir os embates...

Continua na próxima postagem.......

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

16 - DESASTRE AEREO - final -




Ao final da obra de Serra do Ramalho -cumprida rigorosamente dentro dos prazos
contratuais, graças ao magnífico desempenho de toda a equipe envolvida - por não haver
mais necessidade, vendi o Cessna no qual o J.C.P., que fora piloto do Piper, passou a
trabalhar. O M. fora demitido por justa causa, por motivos óbvios... Tempos depois,
quando a venda do Cessna foi consumada, o J.C.P. também foi demitido, por falta do equipamento
necessário para o desenvolvimento do seu trabalho. Grande pessoa e competentíssimo
piloto, senti muitíssimo ao saber que, voando em outro aparelho, ao executar um  rasante
sobre sua casa, para avisar à família que estava chegando à Januária ( este é um costume
dos pilotos quando em cidades pequenas e sem tráfego aéreo regular ), chocou-se com a
rede elétrica e veio a falecer no acidente. Estes dois episódios, ocorridos com pessoas que
conviveram comigo, só fizeram reforçar a minha crença de que " avião não cai: é derrubado ".
Tudo, afinal, voltou ao normal na minha vida, até que um belo dia do ano de 1980, o
destino colocou-me novamente frente a frente com outra situação de extrema gravidade
que, se tivesse acontecido há apenas alguns poucos anos, teria me levado, inexoravelmente,
à morte. Mas isto é assunto para a próxima postagem que, como voces ja sabem, ocorrerá
na próxima sexta-feira...

Um bom final de semana para todos.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de setembro de 2016

15 - DESASTRE AEREO - VIII -




Como era de se esperar, o piloto M.F. teve sua licença de voo cassada. Ora, se deixar
faltar combustível em um carro que está trafegando numa rua ou rodovia já é uma
enorme falha - inclusive passível de punição, de acordo com o CNT - imaginem os
leitores esta ocorrência num avião!!!... É obrigação de todo piloto, principalmente os
de aeronaves de pequeno porte, fazer o que se chama no jargão aeronáutico de
"TESTE DE SÃO TOMÉ ". Consiste este teste em verificar, não somente a qualidade
do conbustivel, isto é, se realmente é o indicado para o equipamento,  mas, e
principalmente, se a quantidade é suficiente para completar o voo até o destino planejado
e mais uma reserva para levar o avião até um aeroporto alternativo, no caso de não
haver possibilidade de pouso no aeroporto de destino. O mais absurdo é que o Piper
tinha autonomia para voar durante 6 horas!...
 Segundo informações que me deram, não
podendo mais pilotar aviões, legalmente, o M.F. teria ido voar clandestinamente na Amazônia
paraense (Itaituba), levando peças de máquinas, combustível, víveres e passageiros,
para os garimpos. Transcorrido algum tempo nesta que, se confirmada, seria uma atividade ilegal,
pois perdera a licença  de piloto, ao tentar levantar voo de uma pista precária do garimpo, com
carga superior à suportável pelo avião, não teria conseguido altura suficiente para transpor as
árvores da cabeceira da pista, indo chocar-se violentamente contra elas. Conforme informações,
teria morrido juntamente com todos os eventuais e desditosos passageiros!

Continua na próxima postagem.......

Abraço a todos os meus amigos e visitantes e tenham todos um ótimo final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Abde & Limpe

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

14 - DESASTRE AEREO - continuação - VII



Há de se destacar que, ao retornar ao local do desastre, verifiquei que tivemos muita sorte em
bater com a asa esquerda na cerca da fazenda  É que esta batida não apenas provocou o "cavalo
de pau", mas, e principalmente, anulou a velocidade de inércia do avião, evitando com isto o
choque com as laterais de um pontilhão existente naquele local da rodovia, o que certamente
provocaria a sua explosão. Depois de conversar com os policiais que, por não haver vitimas,
limitaram-se a isolar a área em torno da aeronave, preservando tudo intacto para aguardar os
peritos da Aeronáutica, comuniquei a eles e aos pilotos que iria para Salvador no mesmo taxi
que me trouxera de Amargosa. Os peritos da Aeronáutica já haviam sido alertados pelas
autoridades locais. A torre de controle do aeroporto de Salvador, por sua vez, havia comunicado
ao DAC ( Departamento de Aviação Civil ), que o CZN não havia cumprido o plano de vôo
reportado quando da decolagem do aeroporto de Bom Jesus da Lapa e nem respondia aos
insistentes chamados dos controladores que haviam perdido contato. Minha família já havia,
também,sido comunicada do desaparecimento da aeronave. Não havia celular à época e
agonia de meus familiares durou até minha passagem por Feira de Santana, onde,finalmente
parei para ligar para minha mulher que chorou copiosamnete -creio que de alivio- ao telefone.
Tudo o que aconteceu daí pra frente, à excessão da venda do CZN -praticamente como
sucata- para uma firma de Belo Horizonte, me foi informado pelo processo aberto pra apurar
as causas do acidente. Pasmem os senhores leitores: "PANE SECA" foi a conclusão das
investigações!!! Há muitas explicações para dar a voces que lêem este relato resumido. Elas
serão dadas no livro que estou escrevendo e que será publicado, penso eu, no ano de 2013.

Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana a todos. Grande
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 26 de agosto de 2016

13 - DESASTRE AEREO - continuação - VI



Ao me afastar, correndo, da aeronave com medo de uma explosão, não havia sequer notado os
hematomas e nem sentido as dores provenientes dos quadris e da parte baixa do abdomem,
consequência da pressão brutal exercida pelo cinto de segurança que cumprira com eficiência
sua finalidade... Já suficientemente distante, parei, voltei-me pa verificar se os outros dois já
haviam saído e, só então, voltei para ver se havia alguem ferido. Apenas o M. sofrera um
pequeno corte na mão direita, proveniente dos cacos de uma garrafa de água mineral, que sempre me acompanha e que se quebrara por ocasião do choque. Constadado o estado de normalidade dos dois, parei o primeiro veículo a passar pelo local (cerca de 15/20 minutos depois), e fui para o hospital de Amargosa, cidade para onde se dirigia o motorista. A dor sentida na região do baixo ventre, me levou a ter sérias suspeitas de que poderia ter sido vitima de graves danos internos, pricipalmente relacionados à bexiga.
Prontamente atendido pelo médico de plantão, fui orientado a me dirigir ao banheiro para
urinar, verificando se na urina havia algum vestígio de sangue. Pra meu alivio, nada notei de anormal
e o médico, após exame geral, constatou apenas hematomas de grande intensidade nas partes
laterais dos quadris, me dizendo que nada havia de mais relevante e me tranquilizando quanto ao
meu estado geral: - O próprio organismo se encarregaria de dissolver os hematomas, com o
tempo, concluiu. Retornei, então, já de taxi, para o local do " pouso ", já encontrando, na minha
chegada, uma viatura da Polícia Civil com dois policiais que foram alertados por alguem que vira
o avião em vôo silencioso e rasante, deduzindo haver algo de anormal.

Continua na próxima postagem.....

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

12 - DESASTRE AEREO - continuação - V


Asa esquerda quebrada em consequência do choque com a cerca

Assim, tomamos a decisão de pousar na rodovia. Tudo teria saido mais ou menos bem,
não fosse o fato - só descoberto ao nos aproximarmos do solo - de que as laterais da
estrada, naquele local, em vez de acostamento, tinham uma barreira de cada lado, bem
mais altas do que as asas do Piper!!! A essa altura, nada mais poderia ser feito, alem da
tentativa do pouso. Para completar os agravantes, na ânsia de nos sairmos bem, os
pilotos haviam esquecido de baixar o trem de pouso. Tal procedimento
somente foi executado, manualmente, depois que luzes vermelhas piscantes e "bips"
insistentes provenientes do painel, os alertou para esta falha. No último momento, o
procedimento de baixar o trem de pouso foi finalizado. De imediato a aeronave tocou o
solo e o conjunto da roda dianteira do trem de pouso se partiu com o choque.

O avião pairou no ar sobre a
lateral alta da rodovia, bateu
com a ponta da asa esquerda
em uns morões da cerca da
fazenda, rodopiou no ar e
caiu estreptosamente no leito
da BA 046, com a frente virada
para o lado de onde viera (deu o
famoso "cavalo de pau ").
Imediatamente, o instinto de
conservação - que, ao contrário
do que propagam por aí, tipo
"minha vida toda passou em um
átimo pela minha mente", puro
papo furado - que comanda,
absoluto, todas as ações de alguem
que se encontre em tal situação,
fez com que eu, literalmente,
passasse por cima do co-piloto
que, aturdido, continuava sentado,
abrisse a porta e, saindo em
desabalada carreira, me afastasse o máximo possível do avião!...


Continua na próxima postagem.........

Excelente final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

11 - DESASTRE AEREO. - continuação - IV -

                           


...De repente, houve uma falha dos motores, imediatamente corrigida pelo co-piloto,  pelo
simples manejo de uma alavanca. Depois vim saber tratar-se da alavanca seletora do tanque
de combustivel. É que pode ser selecionado o tanque de onde o comandante quer que venha o
combustível para os motores; deste modo, é possível ajudar a manter o equilibrio da aeronave,
manipulando a distribuição do peso. Perguntei se não seria melhor retornarmos à Bom Jesus
da Lapa. Prontamente os dois me disseram para ficar tranquilo, pois se tratava simplesmente
de uma questão de " seleção do tanque "... Voltei, então, a estudar os documentos relativos à
" medição " até que, ao sobrevoarmos a rodovia BR-116, os motores simplesmente pararam!!!
Apavorados pelo " silêncio ensurdecedor " dos motores, o MF.. e o suposto comandante de
bi-motores, sem saber direito o que fazer, precisaram ser alertados pela minha voz firme o
concisa, literalmente berrada aos seus ouvidos, pois me encontrava no banco imediatamente
atrás dos dois, para que se concentrassem apenas no comando. Deveriam substituir a força
propulsora dos motores, agora inexistente, pela da gravidade, evitando desse modo que o
avião " estolasse ". Era urgente a busca por um local para pousar! Lá do alto, este lugar nos
pareceu óbvio: a estrada estadual ( BA - 046 ), que liga a BR-116, nas proximidades de
Milagres, à cidade de Amargosa. Tratava-se de uma rodovia com pouquíssimo movimento,
tanto que não se avistava, até aonde a vista alcançava, nenhum veículo circulando.
O pouso de " barriga " no pasto de uma fazenda existente à margem da rodovia, foi uma opção
prontamente descartada: havia o risco de atropelar diversos animais ou, ainda pior, a  possibilidade 
da existência de um tronco de árvore derrubada, que seria fatal. Sem trem de pouso, o avião
seguiria uma rota retilínea, sem qualquer possibilidade de manobra, sendo inevitável o choque
e, talvez, a explosão do aparelho...

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 5 de agosto de 2016

10 - DESASTRE AEREO. - continuação - III -


  
O piloto do Piper, J.C.P., estava de férias e fora visitar a família na cidade de Januária,
em Minas Gerais, onde morava. Ele era habilitado a comandar  o bi-motor, sendo nosso
funcionário. A explicação que me foi dada pelo M.F., para justificar a troca de aeronave, foi
o fato de o Piper ser um pouco mais veloz do que o Cessna, dando-nos uma margem maior
de segurança quanto à hora de chegada à Salvador ( realmente eu me atrasara um pouco...).
É que nenhum dos dois aparelhos era homologado IFR ( Instrument Flight Rules - regras
para vôo por instrumento ), somente podendo voar com a luz do dia, isto é, executando o vôo
visual. A seguir meu pilioto me apresentou um outro individuo (não me recordo do nome,
afinal estava com a atenção voltada para os afazeres importantes que me aguardavam em
Salvador), dizendo que o mesmo era seu amigo e conhecido, piloto de bi-motor e que,
se eu permitisse, ele voaria ao seu lado, no banco direito, como co-piloto. Minha urgência
em chegar à Salvador e a confiança na responsabilidade profissional do MF., levaram-me a embarcar, sem maiores questionamentos, (afinal era um piloto de aeronave com todos os documentos
 perfeitamente em ordem). A viagem transcorria na maior tranquilidade. Aproveitei para verificar
 os dados da medição e só pensava em chegar, mandar emitir a fatura e viajar para Recife,
bem cedinho no dia seguinte, para receber o valor correspondente. Era em Recife que os
recebimentos eram feitos, na sede da CHESF que, para essa obra, mantinha um convênio
com o INCRA. Mais ou menos a uns 40 minutos fora, foi quando começaram os eventos...

Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Voltem sempre.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 29 de julho de 2016

9 - DESASTRE AEREO. - continuação - II -



O aeroporto da cidade de Bom Jesus da Lapa, às margens do rio São Francisco, era muito
utilizado pelo meu avião - um monomotor Cessna modelo 210-D ( pé duroc), prefixo PT-CDT.
É que a empresa da qual eu era dono, juntamente com meu inesquecivel e grande amigo César
Cabral, estava executando as obras de infraestrutura para a implantação das agrovilas para onde
seriam transferidos os ribeirinhos atingidos pela inundação provocada pelo enchimento do lago da
futura usina hidrelétrica de Sobradinho. Nossa empresa tambem tinha uma outra aeronave: um bimotor
Piper Twin Comanche PA-90, prefixo PT-CZN. Longe de serem um luxo, os aviões eram uma
necessidade vital para a empresa e muito utilizados, tanto para nosso deslocamento de Salvador
para a Lapa e vice-versa, quanto e principalmente, para levar peças de tratores e outros
suprimentos necessários à manutenção do ritmo dos trabalhos, regido por um contrato que
estipulava prazos rigorosos a serem cumpridos, sob pena de pesadas multas. Nossas presenças
eram muito importantes tanto no canteiro de obras, supervisionando e cobrando o cumprimento
dos cronogramas dos serviços, como no acompanhamento das " medições ", base para a emissão
e o recebimento das faturas.


Meu piloto, M.F., tinha ordens para me aguardar, geralmente ao
final da tarde, com a aeronave preparada para decolar. Naquela tarde, chegando ao aeroporto
e trazendo em minha pasta os dados da " medição " realizada, constatei que a aeronave na qual
voltaríamos para Salvador, era o Piper e não o Cessna, do qual o M.F. era o piloto!...

Continua na próxima postagem.........

Um ótimo final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 22 de julho de 2016

8 - DESASTRE AEREO. - segundo acidente - I -



Adoro voar! Meu primeiro vôo se deu a bordo de um " Catalina " da Panair ( o famoso "Pata Choca" ),
lá pelo final da década de 1950, numa das viagens que fiz, Belém/Oriximiná, para gozar as férias
de fim de ano. Esta viagem, que geralmente era feita de navio ( ah! que saudade do "Barão de
Cametá " e do  "Aquidaban"! ), desta vez me foi proporcionada pela companhia do meu pai, que fora
à Belém resolver alguns negócios. Ele decidiu que deveria me levar junto, na volta pra casa .
Lembro-me perfeitamente das cadeiras de " palhinha " que equipavam o avião, pois me veio
imediatamente à memória, as cadeiras de balanço lá de casa, feitas tambem com esse mesmo
material, uma das quais esmagou, sob o peso da mamãe, a cobra coral, episodio relatado em
postagem anterior.  Costumo dizer aos meus amigos, que " avião não cai; é derrubado!!! "
Nunca tive medo de voar. Ao contrário: sinto imenso prazer ao fazê-lo! Considero este meio de
transporte, de longe, o mais seguro. As estatísticas  mostram que nos EE.UU., por exemplo, onde
o profissionalismo é levado a sério, há por volta de 1 acidente para cada 3.000.000 de vôos! No
Brasil este índice sobe dramaticamente para mais ou menos 5 acidentes por cada 3.000.000 de vôos.
Ainda assim, é muito pouco. Não fossem as falhas humanas ( incluindo aí a manutenção negligenciada
ou postergada, os controladores e pilotos irresponsáveis, etc. ), teriamos um indice quase nulo de
acidentes. Nenhum avião é construido para desabar das alturas. Mesmo se houver a falha de todas
as forças propulsoras, ainda assim - a depender do fator humano - o equipamento pode,
tranquilamente, manter-se no ar, planando, a espera de ser conduzido a algum lugar mais ou
menos propício para o pouso. Isto aconteceu comigo lá pela segunda metade da década de 1970!...

Continua na próxima postagem.......

Um ótimo final de semana a todos os meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 15 de julho de 2016

7 - TRES ENFERMIDADES GRAVES, AO MESMO TEMPO!!! - final -




Férias de julho do ano de 1956. Antes de irmos para Mosqueiro, passaríamos o primeiro fim
de semana do mes, num sítio que o meu tio Humberto, segundo marido da tia Odaléa, havia
comprado, nas proximidades da cidade interiorana de Santa Izabel. Lá, após o tradicional
futebol de sábado à tarde, jogado e muito disputado por mim e meus primos (Carlos Eduardo,
Carlos Alberto e Carlos Antonio), alem de alguns nativos das redondezas,  resolvemos
" desbravar " um igarapé que corria mansamente, dentro de um trecho da mata nativa, bem alí ao
lado do campo. Que banho!... Água gelada, uma delícia! A vontade era de ficar naquela
maravílha de água, para sempre...  Ao retornarmos à Belém, no domingo à tarde, porem,
comecei a sentir uns estranhos calafrios. Ao chegarmos em casa, meu estado evoluira para pior,
pois, acompanhada do calafrio cada vez mais intenso, estava sendo vítima de uma febre altíssima,
por volta dos 39/40 graus! O médico da família foi chamado e o diagnóstico apontava para uma
malária. Feitos os devidos exames, constatou-se que eu fora acometido, não por uma malária
qualquer, mas pela terrível " terçã maligna ", uma forma muito grave e não poucas vezes leta, da
doença! Tudo indica que fui contaminado por um mosquito, lá naquele banho maravilhoso de
igarapé. Para completar a minha desventura, haviamos comido algum alimento, lá no sítio - a
Selma, minha prima e eu - que nos deixou com infecção intestinal. Logo em seguida fui
contaminado pelo agente infeccioso responsável pela catapora, de tal sorte que acumulei e
superei, as tres doenças ao mesmo tempo, fazendo-me acreditar de vez, naquele adágio popular
segundo o qual " vaso ruim não quebra "! Após me recuperar completamente, uns dez dias depois,
fomos, finalmente, gozar as delícias da " Bucólica "...



A todos os meus amigos e visitantes desejo um feliz fim de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 8 de julho de 2016

6 - TRES ENFERMIDADES GRAVES, AO MESMO TEMPO!!! - 1a parte -



O ano de 1954 foi o meu primeiro como aluno interno do Colégio Salesiano Nossa Senhora
do Carmo, tradicional e antigo colégio de Belém, dirigido pelos padres Salesianos de D.
Bosco, cujo internato era ambicionado por todos os jovens do estado em idade de fazer o exame
de admissão ao curso ginasial. Poucos, porem, conseguiam realizar tal sonho, mercê dos altos
custos deste internato. Por decisão da minha mãe, tive que fazer a quinta série do curso primário,
pois ela achava que não tinha condições de me submeter com sucesso ao exame de admissão ao
curso ginasial. Este exame consistia em uma espécie de " vestibular ", em que, para ser aprovado,
o aluno tinha que ter um preparo bem razoável ao final do curso primário, o que, segundo ela, me
faltava, mercê das atribulações causadas pela  " paralisia infantil " que me acometera.
Por estarmos radicados em Oriximiná, embora a maior parte da família de minha mãe morasse
em Belém - como ocorre até os dias de hoje - o internato foi uma opção dos meus pais. Já,
anteriormente, meu irmão mais velho, José Figueiredo de Souza - hoje membro da Academia
Paraense de Letras -  houvera terminado o curso ginasial no mesmo internato e, apenas por
uma questão de competitividade, preferiu terminar o curso científico no Colégio Estadual
Paes de Carvalho que, àquela época, era frequentado pelas maiores cabeças coroadas
dos discentes paraenses. É que, ao contrario daquilo que hoje ocorre, este colégio público era
considerado a " nata " do ensino no Pará. Meu irmão, depois de cursar com sucesso os dois
primeiros anos do curso científico no Paes de Carvalho, voltou ao Carmo, desta vez em
regime de externato, fazendo o terceiro e último ano do científico e sendo, inclusive, o orador
da turma. O " internato do Carmo " era famoso pelo seu rigor quanto às saídas dos alunos.
Apenas nas férias de julho e de fim de ano, é que podiam os alunos ali internados, sair. Durante
o ano letivo, somente uma saída - assim mesmo, para aqueles cujos pais ou responsáveis fossem
buscar - era possível: no fim de semana em que se comemora a maior festa dos paraenses, o
CÍRIO DE NAZARÉ. Somente as férias de fim de ano eram gozadas por mim em Oriximiná
- grande parte delas na fazenda do Cachoeiri.  As férias de julho, mais curtas, eram
gozadas, prazerosamente, em companhia da minha tia queridíssima, Odaléa ( irmã da minha
 mãe ), geralmente na ilha do Mosqueiro, para onde a família se deslocava, assim como grande
parte da sociedade paraense, nessa época. Ah! quantas recordações...


Ainda não havia a ponte e as viagens eram
feitas no majestoso  " Presidente Vargas ", 
luxuoso navio comprado à Holanda, cujo
bar e cabines de alto luxo, já àquela época,
eram equipados com ar refrigerado,
poltronas confortáveis e outros itens
chiquérrimos, que o tornava o mais
charmoso navio da época nestas
paragens. Pena que a viagem só durasse
míseros 50 minutos!... Embora com uma
quantidade enorme de diversões na cidade,
uma das preferidas dos veranistas de
Mosqueiro, consistia em ir para o trapiche, ao final da tarde, quando chegava o navio e, fazendo duas
alas, ovacionar as pessoas que chegavam, numa espécie de "boas vindas", anotando tambem as mais
elegantes e as mais extravagantes, para, nas rodas das animadas conversas no Praia Bar, ( point chic
da época), tecerem comentários ora elogiosos ora críticos...

Continua na próxima postagem........

Um ótimo final de semana para todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe 

sexta-feira, 1 de julho de 2016

5 - A PRIMEIRA GRANDE ENFERMIDADE.


De acôrdo com informações de minha mãe
e de pessoas que até hoje ainda vivem, como
D. Zenaide, já anteriormente citada e D.
Iza, outra vizinha ( hoje com 96 anos de
idade e lúcida! ) que, segundo ela própria,
gostava muito de me carregar no colo, não
fui o que se poderia chamar de " uma criança
doente ". No entanto - e a partir de então
lembro com mais nitidez dos fatos - por volta
de 9 ou 10 anos de idade, fui acometido de
algo que me deixou privado dos movimentos
dos membros inferiores. Lembro-me
nitidamente que, para fazer as provas de fim
de ano no Grupo Escolar Padre José
Nicolino, onde então estudava, tinha que
ser carregado nos ombros, por meu irmão,
 o querido e saudoso Dezizé ou
por um indio muito estimado  na cidade,
chamado Cachinaua ( ou Cachinamá, no
entender da maioria dos habitantes da cidade ). Segundo afirmação convicta
de minha mãe, fui vítima da poliomielite que,
naquele tempo, ainda não poderia ser evitada,
pois a vacina contra essa doença
malígna, somente seria descoberta muitos
anos depois, em 1961, pelo eminente
cientista norte americano Albert Sabin ( 26.08.1906 - 03.03.1993 ).
Minha mãe contou-me e aos meus irmãos, que fiquei curado da terrível enfermidade, graças
a uma promessa que ela fez a Santo Antonio, padroeiro da cidade de Oriximiná, promessa
esta que consistiria em, vestido de frade franciscano, fazer-me acompanhar a procissão que
anualmente o homenageia, caso o Santo " fizesse "  com que eu voltasse a andar...
Lembro-me, perfeitamente, do constrangimento que me acometeu durante esse " pagamento
de promessa ", como bem demonstra minha expressão facial verificada na fotografia que ilustra
a presente narrativa, mandada executar pelo único fotógrafo, cujo nome era Valeriano, que
visitava a cidade apenas anualmente, na época dos festejos em louvor a Santo Antonio.
Milagre ou não, o certo é que voltei a andar e não fiquei com sequela alguma!

Um ótimo final de semana a todos os amios e visitantes.
Obrigado pelas visitas.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 24 de junho de 2016

4 - " A COBRA CORAL " E " ESCAVANDO UM BURACO NO QUINTAL... "


                                                                Imagem da Internet

De acordo com revelações feitas por minha mãe, sofri alguns pequenos acidentes nos
primeiros anos de vida, sendo que dois deles, foram potencialmente muito perigosos,
podendo deixar-me com, no mínimo, sequelas seríssimas. O primeiro aconteceu quando,
ainda criança de colo, me encontrava tranquilamente sendo amamentado pela mamãe
que, concomitantemente conversava, despreocupada, com sua comadre e vizinha,
D. Zenaide ( minha querida amiga, já  falecida ).
 Enquanto esta cena lúdica podia ser observada, uma pequena cobra coral verdadeira, que houvera se abrigado talvez em uma fralda estendida no varal, começava a se movimentar, tentando certamente livrar-se da incômoda proximidade com seres humanos. Inexplicavelmente a mamãe, sentindo  algo estranho, levantou-se e, ao entregar-me à D.Zenaide, para verificar do que se tratava, provocou a queda da serpente, cujo veneno certamente me mataria se inoculado! A mamãe, ao levantar-se apressada da cadeira de balanço em que estava, deixou-a naquele vai e
vem característico e a cobra, ao tentar fugir, resolveu passar por debaixo da
cadeira, sendo prontamente esmagada pelo móvel, no qual a mamãe rapidamente
voltara a sentar-se!


Noutra ocasião, já com uns 5 anos
de idade ( e, a partir dai, já me
recordo de tudo ), inventei uma
brincadeira que consistia em escavar
o chão na tentativa de fincar um
pedaço de madeira que seria
um dos lados de uma futura trave
de futebol. Sendo eu o mais velho,
" determinei " ao meu irmão Cléber
que pegasse uma enxadeta  -
ou enxadeco, naquela região -
existente ali no quintal e começasse
a escavar. Na minha opinião esta
tarefa seria  mais cansativa e eu
imaginei que sendo o mais velho,
tinha o " direito " de escolher que trabalho fazer...
Enquanto ele escavasse, eu iria retirando a terra do buraco, munido de uma latinha de leite
condensado, encontrada nas redondezas. E  lá vamos nós: ele cavava e eu tirava a terra; ele cavava e
eu tirava a terra...até que, numa dessas " tiradas  de terra ", ele, achando que já era sua vez de cavar,
golpeou a minha cabeça com a lâmina da pequena enxada. Por verdadeiro milagre meu cérebro não
foi afetado mas, até hoje, trago comigo a marca do incidente, em forma de  uma profunda cicatriz,
tanto no couro cabeludo quanto no osso parietal...

Um ótimo final de semana a todos, obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 17 de junho de 2016

3 - A QUEDA DA PONTE - continuação -




Aqui, cabe um outro esclarecimento: as águas do Rio Amazonas são condutoras, como dito
anteriormente, de uma grande quantidade de matéria em suspensão - principalmente barro -
o que torna totalmente nula a visibilidade para quem nelas mergulha. Não obstante essas
condições mais improváveis, meu pai, aflito e apressado, sem saber sequer para que lado da ponte
eu havia caido, se jogou, guiado apenas pelo instinto e pelo amor paterno e me encontrou já
no primeiro mergulho! É que a correnteza do rio, a princípio potencialmente fatal,  foi quem
me salvou, mantendo-me preso sob sua pressão, de encontro aos caules das canaranas, uma
espécie de vegetação que florescia abundantemente às margens dos rios amazônicos. Com
apenas 8 meses de vida, fui resgatado por meu pai das águas barrentas e incrivelmente velozes
do Cachoeiri, desfalecido e aparentemente morto... No desespero que se seguiu ao meu resgate,
fui sacudido violenta  e sucessivamente por meu pai e minha mãe, até que, após alguns minutos,
voltei a respirar, para alívio e felicidade dos dois e principalmente para minha felicidade. Nunca
mais descuidaram de mim e "dona " Dira foi advertida para não me perder de vista jamais...
Graças a esse resgate , pude prosseguir entre os vivos e, bem mais tarde, dar à vida minha própria filha que, por sua vez, me deu netos maravilhosos. Na minha opinião, foi este o acidente mais
terrível e potencialmente letal que sofri, embora entre os posteriores conste até uma queda de avião!
O relato deste último e dos outros acidentes, será feito na ocasião propícia, obedecida à ordem
cronológica dos eventos.
Obs: As fotos que ilustram este artigo e o anterior, foram obtidas de uma ponte que mandei
construir, há muito tempo, às margens da lagoa, na chácara onde moro, em Guarajuba - Ba.
Note-se que, por ser uma lagoa, a água é tranquila e parada, muito diferente da violência do
Cachoeiri. A vegetação, por outro lado, é composta de junco e aguapés, diferentes das
canaranas encontradas nas margens do rio focalizado no artigo.

Um ótimo final de semana, grande abraço a todos os amigos e visitantes.

Clóvis de Guarajuba
OMG Ande & Limpe

sexta-feira, 10 de junho de 2016

2 - A QUEDA DA PONTE. ( primeiro acidente )




Tradicionalmente, era à tarde que se tomava banho, e no rio, naquela época ( início da década de 1940 ). Tanto para facilitar o banho quanto para servir de ancoradouro, sempre eram e são construidas, ainda hoje, pontes de madeira às margens dos rios amazônicos, geralmente bem em frente à casa principal das fazendas. Diga-se, a título de ilustração aos que não estão familiarizados com essa região do nosso País, que ali, as estradas são os rios e as embarcações, a depender de seu porte e utilização, fazem o mesmo trabalho que os ônibus, caminhões, automóveis, etc., fazem  nas
cidades.
 Voltemos agora ao banho. Naquele dia, " seu " Alfredo e " dona " Dira, sua mulher
- ele o vaqueiro da fazenda e ela minha babá - precisaram sair pela manhã em sua " montaria "
( canoa pequena ), para irem à uma outra propriedade rio acima, onde morava um seu
parente, chamado Manoel Gualberto, para resolver não sei qual problema ( minha mãe ao
relatar estes fatos, bem como " dona " Iza, nossa vizinha, ao corroborá-los, não informaram o
 motivo da tal viagem ). Assim, sem ninguém para tomar conta de mim, resolveram levar-me 
para a beira do rio na hora do banho. Minha mãe, então com apenas 15 anos ( casava-se muito
cedo naquele tempo, principalmente as mulheres ), naturalmente sem nenhuma experiência com
crianças, já que eu era o seu primeiro filho, deve ter tido um momento de descuido e, quando
se voltou para o local onde me havia deixado sobre a ponte, descobriu, horrorizada, que lá já
não me encontrava! Gritou, desesperada e meu pai se jogou da ponte à minha procura, sem
sequer saber pra que lado dela eu havia caido...

Continua na próxima postagem.......      

Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 3 de junho de 2016

1 - ALGUNS FENÔMENOS AMAZÔNICOS.




Há algumas explicações que devem ser dadas, principalmente àqueles que não têm a
felicidade de conhecer a região amazônica:
Quando nasci, em 18.10.1941, meus pais, então recem casados ( sou o primogênito do 2o
casamento do meu pai ), possuiam, além do rendoso negócio com castanha do Pará, uma fazenda
à margem direita do rio Cachoeiri. Este riozinho é uma das duas únicas ligações entre a calha
principal do Rio Amazonas e o seu afluente, pela margem esquerda, o Rio Trombetas.
Agora convoco-os a fazer um exercício de raciocínio: imaginem o que significa, em volume de
água, a invasão do maior rio do mundo, a um riozinho que, àquela época, tinha pouco mais de
100 metros de largura! A correnteza é brutal! As margens e o leito do Cachoeiri são
arrancados pelas águas violentas do Amazonas, tornando-o, a cada dia, mais profundo e mais
largo. A previsão é de que, dentro de poucos anos, o Cachoeiri estará ligado a um lago que
existe na parte posterior da fazenda. É preciso dizer, a esta altura, que o Rio Amazonas é
geológicamente novo pois, não tendo ainda definido seus limites marginais, continua a escavar seu próprio leito e a erodir suas pseudo margens, transformando-os em sedimentos que são carregados
para formar novas ilhas e bancos de areia, alhures. Por conta deste fenômeno é que,
independente das qualificações ou dos cursos, títulos e/ou experiência que detenham os
comandantes de navios vindos de todo o mundo, ao chegarem na foz do Amazonas, nas
proximidades da cidade de SalinópolisSalinas para os íntimos ), o comando desses
" monstros ", capazes de carregar  até 80 000 toneladas de carga, é assumido por um
profissional denominado ( erroneamente, a meu ver ) de "Prático". Esta providência é tomada
justamente porque o leito do rio é diuturnamente modificado: ora desaparecem ilhas e bancos
de areia já consolidados; ora surgem, onde antes nada havia, novas ilhas, cuja deteção só
pode ser percebida por quem conhece as " manhas "do rio, evitando, mercê desse conhecimento,
o encalhe muitas vezes irremediável das embarcações. Conheço razoavelmente essa função
de comando, porque tive dois tios - tio Tito e tio Paulo Aragão - e dois primos -
Alberto e Leonel Aragão - que exerciam as funções de comandantes e práticos da
Marinha Mercante na Região Amazônica, conduzindo seus navios, não raras vezes, até
Iquitos, no Peru. Tive, tambem, a oportunidade de viajar em um graneleiro carregado com
60 mil toneladas de bauxita oriunda das minas do Trombetas com destino à  Barcarena
e posso garantir que há sim a necessidade dos "Práticos" no comando desses transatlânticos,
embora sejam equipados com toda a parafernália eletrônica moderna.

Continua.......................

Excelente final de semana a todos e um abraço do amigo,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 27 de maio de 2016

MINHAS OITO VIDAS - Introdução.



Atendendo ao pedido de alguns amigos e amigas passo, a partir de hoje,a reeditar a história dos acidentes que pontuaram minha vida cheia de emoções fortes...


Quando se atinge os 70 anos de idade, como eu ( completei-os no dia 18.10.11 ) , podemos
nos considerar sobreviventes. Esta sobrevivência é tanto mais sensacional se, como é o meu caso,
gozamos de boa saúde e não apresentamos ainda qualquer tipo de entraves mais sérios, tais como,
dores pelo corpo - principalmente nas articulações - movimentos limitados, falta de disposição e
energia, insônia, etc., verificados comumente na maioria das pessoas dessa faixa etária. Nos dias
atuais, em que a violência  é responsável por grande parte das mortes, vidas são abrutamente
interrompidas, muitas das vezes bem precocemente, entre os 15 e 30 anos. Além disso, a morte
natural ou os problemas mais graves de saúde, nos privam constantemente da convivência  com
grande parte de nossos amigos e contemporâneos, levando-nos a acreditar que fazemos parte de
um reduzido e seleto grupo de privilegiados. Quando, além de tudo isso, conseguimos sobreviver
 sem maiores problemas, a nada menos que 8 episódios potencialmente mortais, temos que comemorar com muita festa, a preservação da vida e aproveitar ao máximo - até por dever - tudo o que ela ( a nosso exclusivo juizo e critério ) nos ofereça de bom. Advertido por muitos amigos e
principalmente pelo meu caríssimo amigo Armando Ulm, para ter muito cuidado pois, como o gato,
já havia sobrevivido a 7 episódios de alto risco, acabo de quebrar essa regra ( das 7 vidas ) ao
sobreviver desta vez a nada menos que um Câncer. Ao longo das próximas postagens, pretendo
narrar, com a mais absoluta  tentativa de precisão, cada um dos fatos que marcaram fortemente
minha trajetória até aqui.

Bom final de semana, continuem me trazendo o prazer da sua visita.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 20 de maio de 2016

ANAVILHANAS-PARAÍSO AMAZÔNICO.

ESTAÇÃO DA CHEIA
NA ESTAÇÃO DA SECA SURGEM AS PRAIAS
Sempre que não tiver novidades sobre nossa ONG ANDE E LIMPE,
procurarei falar, nos meus comentários neste espaço, a respeito de
pontos - no nosso território - que merecem ser visitados, quer por seus
encantos naturais, quer pela preservação que ainda ostentam.
Neste primeiro comentário quero me referir ao ARQUIPÉLAGO DAS
ANAVILHANAS. Trata-se de uma reserva natural transformada pelo
Decreto do Governo Federal 86061, de 02/07/1981, em ESTACÃO
ECOLÓGICA, com extenção de aproximadamente 350.000 ha.
Localizada a 70 km de Manaus, essa maravilha (pouco visitada por
brasileiros), é constituida por cerca de 400 ilhas. Na estação das cheias
amazônicas, as ilhas ficam quase que totalmente inundadas, formando
um emaranhado de "furos" e "paranás" capazes de desnortear quem não
conhece a fundo seus segredos. Na estação das secas, aí sim, descobrem-se
as praias de areia branca onde tartarugas, tracajás, pitiús e outros
quelônios, desovam aos milhares, protegidos por fiscais do IBAMA e
pelos habitantes privilegiados desse paraíso. Você que, por seu esforço
e trabalho, angariou recursos que permitem viajar de férias, não o faça
para o exterior antes de conhecer as maravilhas do seu País! Saiba que
cada vez mais europeus e americanos e orientais, veem nos visitar, ávidos por
conhecer as belezas únicas em todo o mundo, localizadas na AMAZÔNIA!
As ANAVILHANAS são o maior ornamento natural do Rio Negro.
Um abraço a todos e até a próxima.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

PS:Fotos de José de Paula Machado p/ a Coca-Cola

sexta-feira, 13 de maio de 2016

CUIDADO! NÃO JULGUE NINGUÉM ÀS PRESSAS.


Muitas vezes teimamos em criticar outras pessoas sem levar em conta as
circunstancias , possibilidades e a maneira de ver e interpretar determinados
"fatos". Teimamos em não verificar nossos próprios defeitos e limitações.
Somos incapazes de olhar pra dentro de nos mesmos, antes de criticar.
A estória que se segue, ilustra bem o que quero dizer:
************************
"Recém casados, o casal foi morar em um bairro residencial muito tranquilo.
Já na primeira manhã, enquanto tomavam café, a mulher olhou atraves da janela e,
reparando que uma vizinha pendurava alguns lençois num varal, comentou
com o marido:
- Veja, querido. Os lençois que aquela senhora está estendendo no varal estão sujos!
Quando tiver intimidade com ela, vou aconselha-la a mudar de sabão!
O marido ouviu mas não disse nada. Alguns dias depois, a mesma cena. Durante o café
da manhã, a vizinha pendurava lençois no varal e a mulher novamente comentou:
- Que coisa! A vizinha continua a estender lençois sujos no varal.
Se eu tivesse intimidade, perguntaria se ele quer que eu a ensine a lavar roupas!

E assim, semana após semana, a mulher repetia a mesma ladainha para o marido,
enquanto a vizinha estendia os lençois. Um mes depois, a mulher teve uma surpresa
quando viu a vizinha estendendo no varal, lençois branquinhos, imaculados e sem nenhum sinal
de sujeira. Correu ao encontro do marido e, empolgada, disse:
- Veja, querido, a vizinha aprendeu, finalmente, a lavar as roupas. Será que a outra
vizinha a ensinou?! Porque eu não ensinei...
E o marido, com toda a calma, respondeu:
- Não, filha. É que hoje eu levantei mais cedo e limpei os vidros da nossa janela!...

A todos os meus amigos e visitantes, um excelente final de semana!
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande e Limpe

sexta-feira, 6 de maio de 2016

NUNCA PARAMOS DE APRENDER!...

- Aos 8 anos aprendi que não posso dizer certas palavras que meu pai diz;- Aos 11 anos descobri que a professora sempre me chama quando não sei a resposta;
- Aos 13 anos descobri que quando meu quarto está do jeito que eu gosto, mamãe
manda arruma-lo;
- Aos 15 anos descobri que não devo descarregar minhas frustrações no meu irmão
mais novo porque meu pai tem frustrações maiores e a mão bem pesada;
- Aos 20 anos aprendi que quando chego atrasado no trabalho o patrão chega mais cedo;
- Aos 25 anos aprendi que nunca devo elogiar a comida da mamãe quando estiver
comendo alguma coisa feita pela minha mulher;
- Aos 29 anos aprendi que quando temos, finalmente, uma noite sem as crianças,
passamos a maior parte do tempo falando sobre elas;
- Aos 34 anos aprendi que quando mais preciso de férias é justamente quando
volto delas;
- Aos 42 anos aprendi que se estamos levando uma vida sem fracassos é porque não
nos arriscamos o suficiente;
- Aos 44 anos aprendi que as gravatas de seda caras são as únicas que atraem molho
de espaguete;
- Aos 48 anos aprendi que para saber quem realmente manda na casa é só observar
quem toma conta do controle remoto da TV;
- Aos 55 anos aprendi que o homem tem 4 idades:
- Quando acredita em Papai Noel;
- Quando não acredita em Papai Noel;
- Quando é o Papai Noel e
- Quando se parece com Papai Noel.
- Aos 60 anos aprendi que não posso mudar o passado, mas posso "deixar pra la";
- Aos 63 anos aprendi que todas as pessoas que dizem "dinheiro não é tudo"
geralmente tem muito dinheiro;
- Aos 65 anos aprendi que viver sozinho é muito bom se você for um queijo ou
um bom vinho;
- E, finalmente hoje, aos 75 anos aprendi que tenho muito que aprender!!!

Abraços, bom final de semana, até a próxima.

Clóvis de GuarajubaONG Ande e Limpe

sexta-feira, 29 de abril de 2016

- VOCÊ ACREDITA NO "SOBRENATURAL "?




Um eminente neurologista da Filadélfia, Dr. S.WEIR MITCHELL, certo dia
chegou em casa exausto depois de um dia duro de trabalho no consultório e
adormeceu em sua cadeira de balanço. Acordado pelo toque da campainha, abriu
a porta e viu uma adolescente magra, com um xale surrado sobre os ombros,
tremendo de frio, que lhe pediu encarecidamente que fosse ver sua mãe que, segundo
disse, se encontrava gravemente doente. Como sempre fazia, o médico acompanhou-a
pelas ruas cobertas de neve até uma casa velha. Quando chegou ao quarto da enferma,
o médico reconheceu a doente. Ela fora sua criada tempos atras. Pneumonia foi o
diagnóstico. Como de costume mandou buscar os remédios necessários. Acomodou a
mulher o mais confortavelmente possível e, antes de sair, felicitou-a por ter uma filha
tão dedicada que, apesar de tiritar de frio, apenas protegida por um velho xale, o foi
chamar para socorre-la.

Ao ouvir as palavras do médico a mulher alhou espantada e disse:

- Não pode ser! Minha filha morreu ha um mes! O xale e os sapatos dela estão ali
naquele armário.

O médico examinou o armário, onde encontrou o mesmo xale que vira momentos
antes sobre os ombros da jovem que tocara sua campainha. Estava dobrado e
completamente seco. Não podia ter sido utilizado naquela noite invernosa.
A estranha jovem que tão misteriosamente o conduzira até junto da paciente nunca
mais apareceu...

Abraços e um excelente final de semana para todos.Clóvis de GuarajubaONG Ande&Limpe

sexta-feira, 22 de abril de 2016

- CANDIDATO A VENDEDOR...



O cara se candidatou a vendedor numa dessas grandes lojas que vendem de tudo.
Ao fim do dia do teste prático, o gerente de RH pergunta:
- Como foi o seu dia? Quantas vendas você fez?
- Fiz uma venda só - respondeu o vendedor.
- Uma só??? Mas todos os outros candidatos fizeram entre 20 e 30 vendas!... E
de quanto foi essa venda?...
- Foi de R$ 285.640,00 - respondeu o vendedor.
O gerente engoliu em seco. Uma venda desse valor era, realmente, algo inusitado.
- E como você conseguiu isso? Perguntou o gerente.
- Bem, disse o candidato, vendi ao homem um anzol pequeno, um médio e um grande.
Depois vendi linhas de tres tipos para os anzois. Depois vendi todas as tralhas de
pesca. Perguntei, em seguida, onde ele pretendia pescar. Como ele respondeu que iria
para o litoral, eu lhe disse que precisaria de um barco e vendi-lhe um de 22 pés com duas
rabetas. Como verifiquei que seu carro não tinha condições de rebocar a carreta com a
lancha, vendi-lhe uma Hillux e...
Boquiaberto, o gerente o interrompe:
- Você fez toda essa venda para um sujeito que veio comprar um anzol?
- Bem, disse o candidato, na realidade ele veio comprar um absorvente higiênico
pra sua mulher. Eu vendi, mas aproveitei e disse: Já que seu fim de semana está
perdido mesmo, por que o senhor não vai pescar???...

A todos um ótimo final de semana e até a próxima.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe