Fóssil contorcido
No ano de 1972 foram descobertos 8 ovos de dinossauros por uma equipe da Universidade de Bona, nos Pirineus Franceses, perto de Corvières. Tais ovos revelaram o enfraquecimento das cascas, sintoma ocasionado por distúrbios hormonais provocados por alterações no meio ambiente e que hoje ameaçam a sobrevivência de inúmeros tipos de aves e répteis. Quando este fenômeno acontece, as cascas tornam-se muito frágeis se quebrando prematuramente ou não fornecendo o cálcio necessário e suficiente para alimentar os embriões que eventualmente os ovos contenham. O excesso populacional é uma das circunstâncias que podem levar a esta situação.
Contudo, os dinossauros já estavam irremediavelmente condenados ao desaparecimento, uma vez que sua excessiva aglomeração em alguns lugares indicava que o seu meio ambiente estava gravemente ameaçado.
Morte pelo frio? O fim dos dinossauros coincidiu com o término do período cretáceo, de temperatura mais amena. A crosta terrestre, durante este tempo, viu formarem-se grandes cordilheiras, fenômeno que teria influído não só no clima, arrefecendo-o, mas também na vida vegetal.
O frio rigoroso obrigou que uma enorme quantidade desses colossais animais se juntassem em tal concentração, que os locais mais quentes onde se deu a aglomeração, não tinha como sustentar a todos. Além disso, já uma enorme quantidade deles havia perecido, vítimas do próprio frio. Mas o maior exterminador dos dinossauros, foi o aparecimento entre a vegetação, de inúmeras espécies vegetais que, embora de aspeto inocente, eram mortalmente venenosas.
Foi o Professor Tony Swain, dos Kew Botanical Gardens, que apresentou, em 1974, a teoria descrita acima, baseando-se no fato de os répteis possuírem papilas gustativas pouco apuradas. Durante a exposição de seus argumentos, o Dr. Swam chamou atenção para a constatação de que os dinossauros necessitavam ingerir quantidades espantosas de plantas, em sua maioria fetos. Calcula-se que o hadrossauro, por exemplo, diariamente consumia entre 200 e 400 kg de vegetais. Há cerca de 120 milhões de anos surgiram as primeiras plantas perniciosas, em cujo interior se formavam compostos químicos com quantidades progressivamente maiores de alcaloides. Testes efetuados atualmente com répteis indicam que, provavelmente, os dinossauros seriam incapazes de distinguir o sabor dos alcaloides e, considerando a enorme quantidade de alimentos que ingeriam, ter-se-iam envenenado. O Dr. Swan apontou um fator comum nos fósseis de dinossauros: todos são frequentemente encontrados em posições retorcidas, semelhante aos animais mortos sob os efeitos de envenenamento com estricnina. Deve-se, talvez, ao envenenamento por alcaloide, o enfraquecimento da casca do ovo, tal como aconteceu século passado com o DDT. Claro que, com a extinção dos dinossauros herbívoros, seus predadores carnívoros pereceram de inanição.
Novas espécies passaram a dominar o mundo animal, os mamíferos primitivos, alguns dos quais se tornariam
mais tarde os mais antigos antepassados do homem que durante algum tempo passaram a herdar a Terra!
F I M
sexta-feira, 24 de julho de 2015
sexta-feira, 17 de julho de 2015
- Mistérios a desvendar - OS DINOSSAUROS - II -
Herbívoro
Carnívoro
Vamos então enunciar as outras teorias, apenas aprioristicamente mais aceitáveis:
- Os dinossauros teriam sucumbido por doenças e parasitas: não é aceitável que tão
grande número de espécies e subespécies pudesse ser afetadas por uma epidemia,
ao mesmo tempo e em lugares tão diversos;
- Radiação cósmica: a explosão de uma estrela supernova ocorrida em algum lugar
da nossa galáxia, teria provocado a sua extinção, pelo aumento brutal da radiação
ocasionada. Há, porém, uma pergunta a ser respondida: Por que os mamíferos primitivos
em grande número, existentes na época, não foram afetados por tal radiação?
- Inanição: depois de devorarem todos os dinossauros herbívoros, os carnívoros morreram
de fome. A explicação pode ser apresentada também, com o seguinte enunciado: a medida
que os herbívoros morriam pelas mais variadas razões, os dinossauros carnívoros também
desapareciam por absoluta falta de presas para se alimentarem;
- Constituição física inadaptável: ganha alguma credibilidade a hipótese segundo a qual as
dimensões destes já imensos animais, aumentaram demasiadamente em relação ao seu meio
ambiente. Realmente foram encontrados alguns fósseis que apresentavam a glândula pineal
- que controla o crescimento - excessivamente grande. Uma mutação genética poderia ter
provocado uma alteração no funcionamento desta glândula, interferindo no seu metabolismo
e causando a destruição das espécies. Contra tal teoria existe porém o fato de também terem
sucumbido na mesma época, espécies menores como, por exemplo, o Hipsilophodon, de
apenas, mais ou menos, 2,5 metros de comprimento.
- Raquitismo cerebral: esta teoria é baseada unicamente numa característica exclusiva do
chamado " réptil blindado ", denominado de Stegosaurus, que apresentava uma grande placa
óssea em torno da cabeça. Eles tinham 9 m de comprimento mas seu cérebro não era maior
do que uma avelã.
- Destruição sistemática de ovos: é claro que muitos animais devoravam os ovos dos
dinossauros. Daí, porém, a admitir que tal fato chegasse ao ponto de provocar sua extinção,
seria a mesma coisa que aceitar a extinção iminente dos jacarés e quelônios de hoje, cujos
ovos são devorados em profusão.
- Senilidade: a ideia de que os dinossauros sofreram uma espécie de envelhecimento racial
é difícil de conciliar com o fato de serem tão abundantes e ativos.
Há alguns anos foram apresentadas algumas novas teorias com fundamento científico,
interligadas por alguns pontos e, embora o mistério possa nunca ser inteiramente decifrado,
os dados obtidos começam a ajustar-se, como se fosse num imenso puzzle ( quebra cabeça )
biológico. Mas isto é assunto para a próxima
postagem...
- continua -
sexta-feira, 10 de julho de 2015
- Mistérios a desvendar - OS DINOSSAUROS - I -
- Imagem da Internet -
O reino animal era dominado pelos dinossauros, situação que perdurou por 140 milhões de anos.
Reinavam nos pântanos, rios, selvas e planícies do planeta. Depois, há 65 milhões de anos -
de acordo com os mais modernos cálculos - estes répteis gigantescos, inexplicável e
subitamente desapareceram da superfície terrestre. Trata-se, este desaparecimento,
de um mistério ainda não desvendado pela ciência, tornando-o ainda mais intrigante
se levarmos em consideração que não
existia apenas uma, mas centenas de espécies e subespécies destes colossos. Alguns
eram muito
lentos mas outros eram predadores que se moviam rapidamente.
Até há pouco tempo, os paleontologistas pensavam que estes répteis tinham um limitado
coeficiente
de inteligencia. Estudos recentes, porém, indicam que, neste quesito, não eram diferentes
dos atuais
animais da espécie.
Ossadas fossilizadas de dinossauros têm sido descobertas em todos os continentes.
Entretanto, até recentemente, os cientistas não encontravam nenhum motivo que justificasse
a extinção global destes animais. Por esta razão e para tentar uma explicação coerente,
surgiram inúmeras teorias, algumas beirando o absurdo:
- Ataques de extraterrestres deslocando-se em discos voadores;
- Falta de espaço para eles na arca de Noé;
- Perseguição implacável levada a cabo pelos homens das cavernas. ( os dinossauros
desapareceram milhões de anos antes do aparecimento do homem sobre a Terra! );
- Surgimento das fossas do Pacífico, ocasionado pela separação de grandes quantidades
de matéria terrestre, acompanhado por fenômenos cataclísmicos. ( se tal fato aconteceu
- o que a maioria dos astrônomos nega - teria ocorrido milhões de anos antes do surgimento
de qualquer espécie de vida avançada sobre a Terra;
- Suicídio maciço, semelhante ao dos lêmures, de todas as espécies e em todos os lugares,
simultaneamente;
- Os dinossauros teriam sido atacados por uma espécie de " cansaço da vida ", morrendo de
pura inanição. Tal teoria recebeu até um nome: Paleoweltschmerz.
Na próxima semana - sempre às sextas-feiras - continuaremos apresentando as outras teorias
que me parecem mais aceitáveis...
- continua -
sexta-feira, 18 de outubro de 2013
- LENDAS - III - FÊNIX, A AVE IMORTAL -
O mais belo de todos os animais fabulosos, a Fênix simbolizava a continuidade
da vida após a morte e a esperança. Tinha as cores dourada e vermelha em suas
penas, representando o nascer do sol, seu corpo totalmente revestido de tais
ornamentos, enchia de admiração os privilegiados que tinham o dom de contemplá-la.
Possuía uma voz encantadoramente melodiosa que, entretanto, se tornava muito
triste sempre que a morte se aproximava. Sua beleza e sua tristeza, nestas ocasiões,
se tornavam de tal modo impressionantes, que muitos homens e animais ao
assistirem estes eventos morriam, também. Não podia haver no mundo duas Fênix,
sendo imprescindível que uma morresse para assim, a outra nascer. O poeta grego
do século VIII a.C., afirmava que esta ave tinha uma longa vida correspondente a
9 ou 10 vezes a duração da vida de um corvo, ave que vive muito. Outros cálculos
falavam em até 97200 anos de vida! Quando a ave pressentia a morte se
aproximando, construía uma pira com ramos da árvore de canela, em cujas
chamas se atirava para morrer queimada. À medida que as chamas arrastavam
para o infinito o espírito da Fênix, uma outra, tão esplendorosa como ela, renascia
das cinzas. Ao erguer-se, a nova ave colocava piedosamente os restos de sua
progenitora em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de
Heliópolis, onde o colocava no altar do deus sol. Segundo se acreditava, estas
cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.O devasso imperador romano
Heliogábalo que viveu entre os anos de 202 a 222 d.C., decidiu comer carne
de fênix a fim de tornar-se imortal. No lugar da fênix lhe enviaram uma
ave-do-paraíso que comeu, sendo pouco depois assassinado.
Os estudiosos da atualidade crêem que esta lenda surgiu na antiguidade, no
Oriente, e foi adotada pelos sacerdotes adoradores do deus Sol de Heliópolis
simbolizando, alegoricamente, o nascimento e morte diários do astro-rei.
Tal como outros grandes mitos gregos, desperta no mais íntimo do ser humano,
crenças inexplicáveis e nas tradições cristãs, por exemplo, tornou-se um símbolo
popular do nascimento, morte e ressurreição de Cristo. Contudo, seu nome
pode resultar de um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C.
Na descrição que ele faz da ave pode ter grafado o nome fênix erroneamente já
que escreveu phoenix, sendo que a ave era costumeiramente representada
pousada em uma palmeira cuja designação em grego é phoinix. Teria ele
confundido os nomes? Desvendar tal mistério, quem há de???...
Bom final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande n& Limpe
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
- LENDAS -II - AS SEREIAS - Final -
O mito das sereias foi explorado economicamente com eficiência por um
famoso e experiente taxidermista londrino que, por volta do ano de 1830,
confeccionou um ser hediondo, meio mulher, meio peixe, que passou a exibir
afirmando com convicção ter sido recolhido pelas redes de alguns pescadores
no Mar do Norte. A exibição deste monstrengo fez com que o seu autor
conseguisse seu objetivo que era, na verdade, vende-lo. Depois de poucos
dias de exibição, foi vendido a dois irmãos italianos por inacreditáveis dez mil
libras. Um naturalista, pouco depois, publicou um artigo afirmando que se tratava
de, sem sombra de dúvida, um macaco costurado à uma pele de peixe!
Esta combinação macaco-peixe, aliás, deu início a um florescente e bem
sucedido comércio de sereias por meio do qual muitos pescadores japoneses
conseguiram aumentar consideravelmente seus rendimentos. Até em circos
e feiras, muitos exemplares chegaram à Europa para serem exibidos com
muita aceitação. Talvez a lenda das sereias tenha sua origem em tempos
imemoriais, ligada a deuses de povos primitivos que os cultuavam na forma
de peixes estilizados.
Há algumas criaturas
marinhas que se parecem
com dragões em vez
de sereias. Conta uma
antiga lenda que num
certo domingo, o jovem
herdeiro do Castelo
de Lambton, na
Inglaterra, foi à
pesca e encontrou
um animal semelhante
a uma enguia.
Depois de capturá-lo trouxe-o para casa e o colocou em um poço no qual o animal
cresceu até atingir um tamanho descomunal e quando o jovem partiu numa cruzada,
o monstro veio à superfície e começou a devorar homens e animais. todas as noites,
quando se enroscava para dormir, envolvia com tal enrosco, 3 vezes Lampton
Hill, atualmente denominado Worm Hill. Ao regressar da cruzada, o jovem Lambton
conseguiu matar o dragão, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o
primeiro ser que encontrasse após a vitória. Pra sua total infelicidade, porém, a
primeira pessoa que ele viu ao chegar foi seu próprio pai. O jovem recusou-se a
matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa,
maldição que, segundo se conta, persiste até os dias de hoje...
Excelente final de semana a todos. Aos meus conterrâneos Paraenses, tenham
todos um FELIZ CÍRIO.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 4 de outubro de 2013
LENDAS II - AS SEREIAS -3 -
contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em
Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha
dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma
mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro
semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione.
Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de
um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a
tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer
alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".
Conta-se que na costa oriental do
continente africano, foi encontrada
uma sereia multicolorida que tinha
os cabelos da cor de algas
marinhas, pele cor de azeitona e
membrana da mesma cor entre os
dedos. Apresentava em torno da
cintura uma franja de cabelo cor de
laranja com extremidades azuis.
Suas barbatanas eram verdes e o
seu rosto cinzento,continha
pequenas rugas características
da longa permanência sob a água.
Ao longo de sua cauda apresentava
uma delicada fileira de pelos
cor-de-rosa.
Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida,
afirmando-se de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado
Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico
das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época
eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que
transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas
extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode
imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo.
No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o
criativo monarca nestas condições.
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 27 de setembro de 2013
LENDAS II - AS SEREIAS = 2 =
Nas lendas mais antigas das civilizações de culturas mais primitivas do mundo, as
sereias também aparecem. Os Filisteus e Babilônios adoravam deuses com
cauda de peixe. Estes deuses também aparecem em moedas cunhadas pelos
Fenícios e Corintios. Dizia-se que Alexandre, o Grande, quando visitou o fundo
do mar num globo de vidro, teve várias aventuras com sereias. Um oficial do
exército de César Augusto, segundo narrativa do autor romano Plínio, viu
diversas sereias " arremessadas às praias e mortas ", lá na distante Gália.
Nas tradições folclóricas, as histórias envolvendo sereias são frequentemente
patéticas. Normalmente solitárias, elas podem, ocasionalmente, assumir a
forma humana, geralmente para participar de festividade que aconteça em
alguma aldeia da redondeza. Se, entretanto, um homem tirar-lhe a capa ou a
cinta mágicas, impedindo-as de regressarem imediatamente ao mar, ocasiona
quase sempre sua morte. Os casamentos com seres humanos raramente são
felizes, embora alguns povos das regiões litorâneas da Escócia e da Cornuália,
tenham afirmado categoricamente que entre os seus antepassados se contavam
sereias. Importantes famílias francesas, durante a Idade Média, falsificaram as
suas árvores genealógicas para poder afirmar que descendiam da sereia
Melusina, mulher de Monsier Raimundo, um parente do conde de Poitiers.
Esta história de amor, por sinal, teve um final mágico. Uma das condições do
casamento estabelecia que Raimundo deveria deixar Melusina só, todos
os sábados. Durante anos e anos viveram felizes, Um sábado, porém, induzido
pela sua própria família, Raimundo observou a mulher pelo buraco da
fechadura da casa de banho. Ela estava sentada no chão parcialmente
transformada com a cauda de peixe própria das sereias. Melusina gritou
desesperada, e pulou pela janela. Raimundo nunca mais voltou a vê-la, embora
ela voltasse durante a noite para amamentar os filhos. As amas viam uma
figura de mulher, cintilante, com uma cauda azul e branca, inclinada sobre os berços...
Continua na próxima postagem...
Bom final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 20 de setembro de 2013
- UM PASSEIO COM EMOÇÃO...
Peço licença a você que me acompanha semanalmente para interromper a
narrativa que faço sobre as lendas (no presente, das sereias),para narrar as
peripércias acontecidas em um simples e singelo passeio que fiz, na segunda
feira passada (dia 16/19/2013), acompanhando, prazerosamente, minha irmã
Cleisy e uma querida amiga chamada Dina (eximia violonista e cantora), que
ora nos visitam. Saindo do meu "paraíso" de Guarajuba, fomos para o nosso
"paraíso" de Arembepe. Como minha mulher teria que trabalhar na segunda-
feira, voltou para Salvador no domingo à tarde, levando com ela as duas ilustres
visitantes. Fiquei de ir à Salvador na segunda-feira para um passeio turístico
com as duas. Como faço, sempre que tenho de ir à Capital, saí de Guarajuba
às 5 da manhã, para evitar o eterno "engarrafamento" na Paralela e na orla.
Ora, se elas ficassem para ir comigo, teriam de acordar bem mais cedo,
sem necessidade. Ao sair de casa às cinco, como disse, a Estrada do Côco
estava mais ou menos livre, aparecendo, apenas ocasionalmente, um ou outro
veículo. Logo depois de passar pela ponte sobre o Rio Jacuípe, tinha na minha
frente apenas um automóvel que avistei a cerca de 500 m., bem nas proximidades
do local onde eu sofri um grave acidente há alguns anos (acidente que narrei ao
longo dos artigos publicados a partir do dia 11/11/11, neste mesmo espaço).
Não sei o que aconteceu a seguir: quando voltei a olhar para o tal automóvel,
vi, atônito, que ele tinha batido em uma motocicleta! O ocupante da moto ainda
rolava pelo asfalto quando passei pelos dois veículos acidentados, já que o
motorista do carro havia parado também. Ao contrário do que a maioria faria
numa ocasião destas, não parei para ver o que aconteceu. Pelo contrário,
acelerei bem mais, com o intuito de avisar à Polícia Rodoviária Estadual, em
Arembepe, eles sim, aptos a prestar o socorro indicado, já que não sou médico
nem dono de funerária... Os policiais partiram, imediatamente, para o local por
mim indicado e ainda não tive oportunidade de conversar com eles para
saber o final do episódio. Fa-lo-ei, com certeza, em uma das minhas futuras
passagens pelo posto.Pra quem acha que o dia seria bem comum e monótono
daí pra frente, advirto que tenha calma! Por não ter local para estacionar, de
maneira segura, na área compreendida entre o Mercado Modelo e a Baixa
dos Sapateiros, aonde planejava levar as ilustres convidadas, decidi por ir
de ônibus até a Praça da Sé, local bem perto dos lugares a serem visitados.
Descemos o Elevador Lacerda e fomos ao Mercado Modelo; fotos e compras
(ah! o sempre desejado berimbau!!!), lembrancinhas, etc. Depois de ver o
casario colonial ao lado da Igreja da Conceição da Praia, subimos para a
"Cidade Alta", fotografando, em profusão, os lindos cenários da praça e do
Forte de São Marcelo, Misericórdia, Praça da Sé, Terreiro de Jesus,
Igreja de São Francisco, Largo do Pelourinho, Casa de Jorge Amado,
Baixa dos Sapateiros...mais fotos, mais compras e a fome chegando e
finalmente, um táxi até o local onde subimos no ônibus de volta à Pituba.
Ônibus novo, ar refrigerado, poltronas confortáveis, poucos passageiros já que
a tarifa é mais cara, tudo beleza!!! Beleza??? Nada disso!!! Sair comigo é
"com emoção"! Ao chegar à Rua Carlos Gomes, o motorista do ônibus, que
acumula as funções de cobrador, ao dar o troco para uma passageira que
ainda se encontrava em pé, teve um momento de distração e bateu
violentamente em um táxi que havia parado, talvez para pegar algum passageiro.
Tumulto, mulheres gritando, entre elas a senhora que receberia o troco, que por
estar de pé, foi a mais lesionada e gritava saúde! levem-me para um hospital" !!!...
Minha irmã, que estava sentada na poltrona do corredor do primeiro banco,
sem nenhuma proteção frontal, foi arremessada violentamente para a frente, não
se contundindo seriamente pelo fato de ter caído por sobre a senhora que estivera
em pé, pouco antes. Mesmo assim, ficou choramingando com dor no joelho direito.
Nada de grave e "tudo está bem quando acaba bem". Novamente em casa,
novos passeios (desta vez com minha mulher), esperando a chegada do sábado
quando comemoraremos mais um aniversário da minha mulher, desta vez
mais "sex "...agenária...rsrsrsrsr
Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 13 de setembro de 2013
LENDAS - II - AS SEREIAS.= 1 =
A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam
deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais
marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a
exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado
o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais
frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e
gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem,
o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961,
o Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um
prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por
volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago.
Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada
Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver
durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia.
Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e
lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa
nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la.
Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres
lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num
charco de lama perto de Edam, na Frísia Ocidental. De acordo com um relato
de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos
que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após
sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela
sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa
de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem )
pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma,
ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta
exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas,
porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só
se encontram nesta ilha.
Continua na próxima postagem...
Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 6 de setembro de 2013
LENDAS: I - LOBISOMEM.
Nas lendas de quase todos os países do mundo podemos encontrar o mito dos
seres meio humanos e meio animais. Alguns povos primitivos da África creem na
existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o
homem-tigre é temido pelos supersticiosos e os escandinavos acreditavam na
existência de homens que, para caçar, assumiam a forma de ursos. Porém, a mais
famosa e difundida lenda do tipo (atualmente tema de um personagem de novela
da Globo), é, sem sombra de dúvida, o LOBISOMEM. Sua origem remonta,
provavelmente, aos mitos de deuses noruegueses que, segundo se dizia,
assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.No século XVI, durante
a época das perseguições às bruxas, admitia-se que elas poderiam se transformar
em lobos. Na sua forma humana, não é possível distinguir a figura de um lobisomem
da de um vampiro. Os dois entes partilham diversas características, tais como
sobre-olhos unidos, orelhas pequenas e muitas vezes pontiagudas, mãos peludas
e unhas em forma de garras. A única diferença entre um lobisomem e um vampiro,
somente poderá ser notada por alguém que tenha coragem bastante para apertar
sua mão e verificar um pequeno mas significativo detalhe: seu dedo anelar das
mãos é maior que o dedo médio ou pelo menos do mesmo tamanho.
Realizada a transformação, o homem
se torna um lobo gigantesco, que se
desloca, quer como bípede quer como
quadrupede, que conserva traços
humanos, embora incrivelmente peludo
e de aspecto repulsivo. Com tais
características, rasga a garganta das
vítimas incautas, come sua carne e
bebe seu sangue.
Na Itália do século XVI, acreditava-se que os lobisomens tivessem pelos na
parte interna do corpo, situação que não mudava quando readquiria a forma
humana. Tal crença levou as autoridades, no ano de 1541, a condenar um suspeito,
que teve seu ventre aberto para se verificar se seu interior possuía os tais pelos.
Claro que o pobre coitado morreu sem que tenham descoberto nenhum vestígio
dos pelos...São muitos os processos através dos quais um homem pode
se transformar em lobisomem. Um religioso medieval chamado Gervase of
Tilbury, considerava infalível para a transformação, rolar sobre a areia nu, em
noite de lua cheia. Conta-se que São Patrício amaldiçoou um clã inteiro, na
Irlanda, o que determinou a transformação de membros desse clã, de 7 em 7
anos, em lobisomem. Em alguns lugares da Europa, acredita-se que a
transformação se dá quando um homem bebe água em um córrego, onde um
lobo tivesse bebido. Por outro lado, há variados métodos para acabar com a
maldição. No Canadá se aconselha um exorcismo em que se invoque o nome de
Cristo ou se chame o lobisomem, 3 vezes, pelo seu nome de batismo. Na
França, o método consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante sua fase de
lobo. Porém, o método mais divulgado para livrar um ser humano da maldição,
era o de alvejá-lo, direto no coração, com uma bala de prata, de preferência benta,
obtida, por exemplo, do metal nobre originário de um crucifixo de uma igreja.
E assim, a humanidade continua pelo tempo em fora, a criar subterfúgios que
tornem suas vidas mais divertidas e mais palatável...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 30 de agosto de 2013
- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - final -
... À medida que o trator e o foguete se deslocam vagarosamente em direção à
plataforma de lançamento, um sistema complexo de elevação e nivelamento mantem
a carga perfeitamente equilibrada. Quando, finalmente, o foguete é descarregado,
seus depósitos são preenchidos com 45,6 milhões de litros de hidrogênio, hélio e
oxigênio líquidos. Estes depósitos têm um isolamento tão perfeito que um cubo de
gelo neles colocado levaria no mínimo 8 anos para derreter-se. Uma vez carregado
com o propulsante o foguete passa a pesar 2700 toneladas, em virtude do que
afunda 40 cm na plataforma revestida com tijolos. Um Saturno V dispunha de 8
motores principais, que asseguravam o lançamento, e de mais 22 motores
auxiliares responsáveis pelas manobras de direcionamento. Cada um dos cinco
motores do primeiro estágio, com o peso de dez toneladas e consumindo três
toneladas de combustível propulsante por segundo, imprimia uma força equivalente
à de trinta locomotivas Diesel combinadas. Em conjunto estes motores desenvolviam
160 milhões de cavalo-vapor. Com isto eram capazes de elevar o conjunto à até
60 km de altura e, gradativamente, aumentavam sua velocidade até ultrapassar
os 9600 km/h. Verificava-se, depois, a ignição dos motores responsáveis pelo
impulso do segundo estágio, que o erguiam até a altitude de mais de 160 km e
aumentavam a sua velocidade para vertiginosos 24000 km/h.!
As bombas injetoras dos
propulsantes necessitavam de
turbinas que desenvolvessem
300000 cv. Já o terceiro e último
estágio possuía um único motor,
que podia ser posto em funcionamento
mais de uma vez. Este motor, que
imprimia ao foguete uma velocidade
de incríveis 40000 km/h, podia
perfeitamente colocar em órbita uma
estação espacial do tipo Skylab!
Foi utilizada, entretanto, para enviar
uma nave tripulada à lua. Finalmente
o módulo cônico de comando,
embora desprovido de sistema de
propulsão próprio, possuía pequenos
jatos de comando que lhe permitiam
colocar-se na posição correta,
milimetricamente, para o regresso
seguro à atmosfera terrestre.
O foguete Saturno V realizou treze viagens espaciais quase perfeitas e foi
o responsável por levar os primeiros seres humanos ao nosso satélite. Embora
estes superfoguetes tenham representado uma técnica magnífica, está
completamente ultrapassada por tecnologias, descobertas e inventos bem mais
eficientes e eficazes.
E o Engenho Humano prossegue criando verdadeiros milagres!!!
Um ótimo final de smana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - II -
- A estrutura do Saturno V:
O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares
distintos dos Estados Unidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas,
para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram
montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período
mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro
andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem
propulsor (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ),
foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas,
ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de
43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e
pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente
a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo
de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura
do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a
nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado
verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a
torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa
eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes
gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas,
tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10
homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando
nada menos que 9 horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento,
à uma velocidade de 3 km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12
motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos
hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90
minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão
consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa
1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída
com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por
um destes tratores quando carregado...
Continua na próxima postagem...........
Abraços e um ótimo final de semana a todos.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
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