O mais belo de todos os animais fabulosos, a Fênix simbolizava a continuidade da vida após a morte e a esperança. Tinha as cores dourada e vermelha em suas penas, representando o nascer do sol, seu corpo totalmente revestido de tais ornamentos, enchia de admiração os privilegiados que tinham o dom de contemplá-la. Possuía uma voz encantadoramente melodiosa que, entretanto, se tornava muito triste sempre que a morte se aproximava. Sua beleza e sua tristeza, nestas ocasiões, se tornavam de tal modo impressionantes, que muitos homens e animais ao assistirem estes eventos morriam, também. Não podia haver no mundo duas Fênix, sendo imprescindível que uma morresse para assim, a outra nascer. O poeta grego do século VIII a.C., afirmava que esta ave tinha uma longa vida correspondente a 9 ou 10 vezes a duração da vida de um corvo, ave que vive muito. Outros cálculos falavam em até 97200 anos de vida! Quando a ave pressentia a morte se aproximando, construía uma pira com ramos da árvore de canela, em cujas chamas se atirava para morrer queimada. À medida que as chamas arrastavam para o infinito o espírito da Fênix, uma outra, tão esplendorosa como ela, renascia das cinzas. Ao erguer-se, a nova ave colocava piedosamente os restos de sua progenitora em um ovo de mirra e voava com ele rumo à cidade egípcia de Heliópolis, onde o colocava no altar do deus sol. Segundo se acreditava, estas cinzas tinham o poder de ressuscitar um morto.O devasso imperador romano Heliogábalo que viveu entre os anos de 202 a 222 d.C., decidiu comer carne de fênix a fim de tornar-se imortal. No lugar da fênix lhe enviaram uma ave-do-paraíso que comeu, sendo pouco depois assassinado. Os estudiosos da atualidade crêem que esta lenda surgiu na antiguidade, no Oriente, e foi adotada pelos sacerdotes adoradores do deus Sol de Heliópolis simbolizando, alegoricamente, o nascimento e morte diários do astro-rei. Tal como outros grandes mitos gregos, desperta no mais íntimo do ser humano, crenças inexplicáveis e nas tradições cristãs, por exemplo, tornou-se um símbolo popular do nascimento, morte e ressurreição de Cristo. Contudo, seu nome pode resultar de um equívoco de Heródoto, historiador grego do século V a.C. Na descrição que ele faz da ave pode ter grafado o nome fênix erroneamente já que escreveu phoenix, sendo que a ave era costumeiramente representada pousada em uma palmeira cuja designação em grego é phoinix. Teria ele confundido os nomes? Desvendar tal mistério, quem há de???... Bom final de semana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande n& Limpe
O mito das sereias foi explorado economicamente com eficiência por um famoso e experiente taxidermista londrino que, por volta do ano de 1830, confeccionou um ser hediondo, meio mulher, meio peixe, que passou a exibir afirmando com convicção ter sido recolhido pelas redes de alguns pescadores no Mar doNorte. A exibição deste monstrengo fez com que o seu autor conseguisse seu objetivo que era, na verdade, vende-lo. Depois de poucos dias de exibição, foi vendido a dois irmãos italianos por inacreditáveis dez mil libras. Um naturalista, pouco depois, publicou um artigo afirmando que se tratava de, sem sombra de dúvida, um macaco costurado à uma pele de peixe! Esta combinação macaco-peixe, aliás, deu início a um florescente e bem sucedido comércio de sereias por meio do qual muitos pescadores japoneses conseguiram aumentar consideravelmente seus rendimentos. Até em circos e feiras, muitos exemplares chegaram à Europa para serem exibidos com muita aceitação. Talvez a lenda das sereias tenha sua origem em tempos imemoriais, ligada a deuses de povos primitivos que os cultuavam na forma de peixes estilizados.
Há algumas criaturas marinhas que se parecem com dragões em vez de sereias. Conta uma antiga lenda que num certo domingo, o jovem herdeiro do Castelo de Lambton, na Inglaterra, foi à pesca e encontrou um animal semelhante a uma enguia.
Depois de capturá-lo trouxe-o para casa e o colocou em um poço no qual o animal cresceu até atingir um tamanho descomunal e quando o jovem partiu numa cruzada, o monstro veio à superfície e começou a devorar homens e animais. todas as noites, quando se enroscava para dormir, envolvia com tal enrosco, 3 vezesLampton Hill, atualmente denominado Worm Hill. Ao regressar da cruzada, o jovem Lambton conseguiu matar o dragão, mas só depois de prometer a uma bruxa que mataria o primeiro ser que encontrasse após a vitória. Pra sua total infelicidade, porém, a primeira pessoa que ele viu ao chegar foi seu próprio pai. O jovem recusou-se a matá-lo, em consequência do que a família Lambton foi amaldiçoada pela bruxa, maldição que, segundo se conta, persiste até os dias de hoje... Excelente final de semana a todos. Aos meus conterrâneos Paraenses, tenham todos um FELIZ CÍRIO. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Muitas vezes os marinheiros que regressavam de terras e mares distantes contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione. Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".
Conta-se que na costa oriental do continente africano, foi encontrada uma sereia multicolorida que tinha os cabelos da cor de algas marinhas, pele cor de azeitona e membrana da mesma cor entre os dedos. Apresentava em torno da cintura uma franja de cabelo cor de laranja com extremidades azuis. Suas barbatanas eram verdes e o seu rosto cinzento,continha pequenas rugas características da longa permanência sob a água. Ao longo de sua cauda apresentava uma delicada fileira de pelos cor-de-rosa.
Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida, afirmando-se de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo. No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o criativo monarca nestas condições.
Continua na próxima postagem... Desejo a todos um excelente final de semana. Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Nas lendas mais antigas das civilizações de culturas mais primitivas do mundo, as sereias também aparecem. Os Filisteus e Babilônios adoravam deuses com cauda de peixe. Estes deuses também aparecem em moedas cunhadas pelos Fenícios e Corintios. Dizia-se que Alexandre, o Grande, quando visitou o fundo do mar num globo de vidro, teve várias aventuras com sereias. Um oficial do exército de César Augusto, segundo narrativa do autor romano Plínio, viu diversas sereias " arremessadas às praias e mortas ", lá na distante Gália. Nas tradições folclóricas, as histórias envolvendo sereias são frequentemente patéticas. Normalmente solitárias, elas podem, ocasionalmente, assumir a forma humana, geralmente para participar de festividade que aconteça em alguma aldeia da redondeza. Se, entretanto, um homem tirar-lhe a capa ou a cinta mágicas, impedindo-as de regressarem imediatamente ao mar, ocasiona quase sempre sua morte. Os casamentos com seres humanos raramente são felizes, embora alguns povos das regiões litorâneas da Escócia e da Cornuália, tenham afirmado categoricamente que entre os seus antepassados se contavam sereias. Importantes famílias francesas, durante a Idade Média, falsificaram as suas árvores genealógicas para poder afirmar que descendiam da sereia Melusina, mulher de Monsier Raimundo, um parente do conde de Poitiers. Esta história de amor, por sinal, teve um final mágico. Uma das condições do casamento estabelecia que Raimundo deveria deixar Melusina só, todos os sábados. Durante anos e anos viveram felizes, Um sábado, porém, induzido pela sua própria família, Raimundo observou a mulher pelo buraco da fechadura da casa de banho. Ela estava sentada no chão parcialmente transformada com a cauda de peixe própria das sereias. Melusina gritou desesperada, e pulou pela janela. Raimundo nunca mais voltou a vê-la, embora ela voltasse durante a noite para amamentar os filhos. As amas viam uma figura de mulher, cintilante, com uma cauda azul e branca, inclinada sobre os berços... Continua na próxima postagem... Bom final de semana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Peço licença a você que me acompanha semanalmente para interromper a narrativa que faço sobre as lendas (no presente, das sereias),para narrar as peripércias acontecidas em um simples e singelo passeio que fiz, na segunda feira passada (dia 16/19/2013), acompanhando, prazerosamente, minha irmã Cleisy e uma querida amiga chamada Dina (eximia violonista e cantora), que ora nos visitam. Saindo do meu "paraíso" de Guarajuba, fomos para o nosso "paraíso" de Arembepe. Como minha mulher teria que trabalhar na segunda- feira, voltou para Salvador no domingo à tarde, levando com ela as duas ilustres visitantes. Fiquei de ir à Salvador na segunda-feira para um passeio turístico com as duas. Como faço, sempre que tenho de ir à Capital, saí de Guarajuba às 5 da manhã, para evitar o eterno "engarrafamento" na Paralelae na orla. Ora, se elas ficassem para ir comigo, teriam de acordar bem mais cedo, sem necessidade. Ao sair de casa às cinco, como disse, a Estrada do Côco estava mais ou menos livre, aparecendo, apenas ocasionalmente, um ou outro veículo. Logo depois de passar pela ponte sobre o RioJacuípe, tinha na minha frente apenas um automóvel que avistei a cerca de 500 m., bem nas proximidades do local onde eu sofri um grave acidente há alguns anos (acidente que narrei ao longo dos artigos publicados a partir do dia 11/11/11, neste mesmo espaço). Não sei o que aconteceu a seguir: quando voltei a olhar para o tal automóvel, vi, atônito, que ele tinha batido em uma motocicleta! O ocupante da moto ainda rolava pelo asfalto quando passei pelos dois veículos acidentados, já que o motorista do carro havia parado também. Ao contrário do que a maioria faria numa ocasião destas, não parei para ver o que aconteceu. Pelo contrário, acelerei bem mais, com o intuito de avisar à Polícia Rodoviária Estadual, em Arembepe, eles sim, aptos a prestar o socorro indicado, já que não sou médico nem dono de funerária... Os policiais partiram, imediatamente, para o local por mim indicado e ainda não tive oportunidade de conversar com eles para saber o final do episódio. Fa-lo-ei, com certeza, em uma das minhas futuras passagens pelo posto.Pra quem acha que o dia seria bem comum e monótono daí pra frente, advirto que tenha calma! Por não ter local para estacionar, de maneira segura, na área compreendida entre o Mercado Modelo e a Baixa dosSapateiros, aonde planejava levar as ilustres convidadas, decidi por ir de ônibus até a Praça da Sé, local bem perto dos lugares a serem visitados. Descemos o Elevador Lacerdae fomos ao Mercado Modelo; fotos e compras (ah! o sempre desejado berimbau!!!), lembrancinhas, etc. Depois de ver o casario colonial ao lado da Igreja da Conceição da Praia, subimos para a "Cidade Alta", fotografando, em profusão, os lindos cenários da praça e do FortedeSão Marcelo, Misericórdia, Praça da Sé, Terreiro de Jesus, Igreja de São Francisco, Largo doPelourinho, Casa de Jorge Amado, Baixa dos Sapateiros...mais fotos, mais compras e a fome chegando e finalmente, um táxi até o local onde subimos no ônibus de volta à Pituba. Ônibus novo, ar refrigerado, poltronas confortáveis, poucos passageiros já que a tarifa é mais cara, tudo beleza!!! Beleza??? Nada disso!!! Sair comigo é "com emoção"! Ao chegar à Rua Carlos Gomes, o motorista do ônibus, que acumula as funções de cobrador, ao dar o troco para uma passageira que ainda se encontrava em pé, teve um momento de distração e bateu violentamente em um táxi que havia parado, talvez para pegar algum passageiro. Tumulto, mulheres gritando, entre elas a senhora que receberia o troco, que por estar de pé, foi a mais lesionada e gritava saúde! levem-me para um hospital" !!!... Minha irmã, que estava sentada na poltrona do corredor do primeiro banco, sem nenhuma proteção frontal, foi arremessada violentamente para a frente, não se contundindo seriamente pelo fato de ter caído por sobre a senhora que estivera em pé, pouco antes. Mesmo assim, ficou choramingando com dor no joelho direito. Nada de grave e "tudo está bem quando acaba bem". Novamente em casa, novos passeios (desta vez com minha mulher), esperando a chegada do sábado quando comemoraremos mais um aniversário da minha mulher, desta vez mais "sex "...agenária...rsrsrsrsr Um ótimo final de semana a todos, Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem, o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961, o Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago. Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia. Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la. Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num charco de lama perto de Edam, na FrísiaOcidental. De acordo com um relato de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem ) pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma, ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas, porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só se encontram nesta ilha. Continua na próxima postagem... Bom final de semana a todos os amigos e visitantes. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
Nas lendas de quase todos os países do mundo podemos encontrar o mito dos seres meio humanos e meio animais. Alguns povos primitivos da África creem na existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o homem-tigre é temido pelos supersticiosos e os escandinavos acreditavam na existência de homens que, para caçar, assumiam a forma de ursos. Porém, a mais famosa e difundida lenda do tipo (atualmente tema de um personagem de novela da Globo), é, sem sombra de dúvida, o LOBISOMEM. Sua origem remonta, provavelmente, aos mitos de deuses noruegueses que, segundo se dizia, assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.No século XVI, durante a época das perseguições às bruxas, admitia-se que elas poderiam se transformar em lobos. Na sua forma humana, não é possível distinguir a figura de um lobisomem da de um vampiro. Os dois entes partilham diversas características, tais como sobre-olhos unidos, orelhas pequenas e muitas vezes pontiagudas, mãos peludas e unhas em forma de garras. A única diferença entre um lobisomem e um vampiro, somente poderá ser notada por alguém que tenha coragem bastante para apertar sua mão e verificar um pequeno mas significativo detalhe: seu dedo anelar das mãos é maior que o dedo médio ou pelo menos do mesmo tamanho.
Realizada a transformação, o homem se torna um lobo gigantesco, que se desloca, quer como bípede quer como quadrupede, que conserva traços humanos, embora incrivelmente peludo e de aspecto repulsivo. Com tais características, rasga a garganta das vítimas incautas, come sua carne e bebe seu sangue. Na Itália do século XVI, acreditava-se que os lobisomens tivessem pelos na parte interna do corpo, situação que não mudava quando readquiria a forma humana. Tal crença levou as autoridades, no ano de 1541, a condenar um suspeito, que teve seu ventre aberto para se verificar se seu interior possuía os tais pelos. Claro que o pobre coitado morreu sem que tenham descoberto nenhum vestígio dos pelos...São muitos os processos através dos quais um homem pode se transformar em lobisomem. Um religioso medieval chamado Gervase of Tilbury, considerava infalível para a transformação, rolar sobre a areia nu, em noite de lua cheia. Conta-se que São Patrício amaldiçoou um clã inteiro, na Irlanda, o que determinou a transformação de membros desse clã, de 7 em 7 anos, em lobisomem. Em alguns lugares da Europa, acredita-se que a transformação se dá quando um homem bebe água em um córrego, onde um lobo tivesse bebido. Por outro lado, há variados métodos para acabar com a maldição. No Canadá se aconselha um exorcismo em que se invoque o nome de Cristo ou se chame o lobisomem, 3 vezes, pelo seu nome de batismo. Na França, o método consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante sua fase de lobo. Porém, o método mais divulgado para livrar um ser humano da maldição, era o de alvejá-lo, direto no coração, com uma bala de prata, de preferência benta, obtida, por exemplo, do metal nobre originário de um crucifixo de uma igreja. E assim, a humanidade continua pelo tempo em fora, a criar subterfúgios que tornem suas vidas mais divertidas e mais palatável... Um ótimo final de semana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
... À medida que o trator e o foguete se deslocam vagarosamente em direção à plataforma de lançamento, um sistema complexo de elevação e nivelamento mantem a carga perfeitamente equilibrada. Quando, finalmente, o foguete é descarregado, seus depósitos são preenchidos com 45,6 milhões de litros de hidrogênio, hélio e oxigênio líquidos. Estes depósitos têm um isolamento tão perfeito que um cubo de gelo neles colocado levaria no mínimo 8 anos para derreter-se. Uma vez carregado com o propulsante o foguete passa a pesar 2700 toneladas, em virtude do que afunda 40 cm na plataforma revestida com tijolos. Um Saturno V dispunha de 8 motores principais, que asseguravam o lançamento, e de mais 22motores auxiliares responsáveis pelas manobras de direcionamento. Cada um dos cinco motores do primeiro estágio, com o peso de dez toneladas e consumindo três toneladas de combustível propulsante por segundo, imprimia uma força equivalente à de trinta locomotivas Diesel combinadas. Em conjunto estes motores desenvolviam 160 milhões de cavalo-vapor. Com isto eram capazes de elevar o conjunto à até 60km de altura e, gradativamente, aumentavam sua velocidade até ultrapassar os 9600 km/h. Verificava-se, depois, a ignição dos motores responsáveis pelo impulso do segundo estágio, que o erguiam até a altitude de mais de 160 km e aumentavam a sua velocidade para vertiginosos 24000 km/h.!
As bombas injetoras dos propulsantes necessitavam de turbinas que desenvolvessem 300000 cv. Já o terceiro e último estágio possuía um único motor, que podia ser posto em funcionamento mais de uma vez. Este motor, que imprimia ao foguete uma velocidade de incríveis 40000 km/h, podia perfeitamente colocar em órbita uma estação espacial do tipo Skylab! Foi utilizada, entretanto, para enviar uma nave tripulada à lua. Finalmente o módulo cônico de comando, embora desprovido de sistema de propulsão próprio, possuía pequenos jatos de comando que lhe permitiam colocar-se na posição correta, milimetricamente, para o regresso seguro à atmosfera terrestre.
O foguete Saturno V realizou treze viagensespaciais quase perfeitas e foi o responsável por levar os primeiros seres humanos ao nosso satélite. Embora estes superfoguetes tenham representado uma técnica magnífica, está completamente ultrapassada por tecnologias, descobertas e inventos bem mais eficientes e eficazes. E o Engenho Humano prossegue criando verdadeiros milagres!!! Um ótimo final de smana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
- A estrutura do Saturno V: O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares distintos dos EstadosUnidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas, para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem propulsor (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ), foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas, ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de 43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas, tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10 homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando nada menos que 9horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento, à uma velocidade de 3km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12 motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90 minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa 1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por um destes tratores quando carregado... Continua na próxima postagem........... Abraços e um ótimo final de semana a todos. Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
O tema é incrivelmente vasto. Ao longo da história, as descobertas, os inventos e a criatividade humana operaram os verdadeiros e cientificamente provados "milagres". Entre todos os inumeráveis progressos tecnológicos criados pelo homem, destacarei, ao longo deste artigo, detalhes técnicos de um evento no campo da astronáutica tão grandioso que, pelo seu impactante resultado, não nos deu a oportunidade de perceber, na ocasião do evento, os detalhes que permitiram o "final feliz" de tal empreendimento.Também me fez escrever sobre o tema, uma reportagem exibida pela Globo, em um de seus jornais diários, abordando uma verdadeira "operação de guerra" montada para transportar uma peça de tamanho incomum, componente de uma unidade de produção de fertilizantes a ser inaugurada pela Petrobrás, lá no MatoGrosso do Sul. A incrível complexidade do Saturno V:
Imagine um navio de guerra do tipo contra-torpedeiro posicionado verticalmente, com a popa voltada para baixo, sob a qual se colocasse um explosivo que o conseguisse elevar a uma altura de mais de 48 km, mas de forma tão suave e delicada que absolutamente nada em seu interior, por mais frágil que fosse, seria danificado e quebrasse... Exatamente assim foi o lançamento do foguete Saturno V. Este artefato espantoso, então o maior foguete operacional do mundo, foi concebido, calculado e construído para colocar o homem na Lua.
Ele tinha nada menos que 2.000.000 de peças em funcionamento, cada uma das quais, quando se processava o lançamento, era telecomandada eletronicamente a partir de um centro de comando que se encontrava a cinco quilômetros de distância da plataforma de lançamento e onde 400 homens e mulheresobservavam todos os detalhes em videos de televisão e painéis de instrumento. Eram, porém, 3 pequenos computadores instalados a bordo, que determinavam o lançamento do artefato. Acionado por dois deles,, um relógio iniciava a contagem decrescente, finda a qual se iniciava a ignição dos motores e o foguete se elevava....
Continua na próxima postagem...
Ótimo final de semana a todos. Abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
O arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Southampton, na Inglaterra, declarou que alguns dos grandes megálitos - monumentos pré-históricos - encontrados no noroeste da França e na Espanha, são bem mais antigos do que as pirâmides do Egito. Utilizando o novo sistema de datas, ventilou-se também a hipótese de que processos importantes e progressivos na construção e na engenharia, bem como o uso de metais, terem sido originários da Europa e não do Oriente, como até então se supunha. Sugere-se que os povos primitivos da Europa não eram menos criativos do que as civilizações avançadas de outros continentes o que, segundo Renfrew, implica em reescrever, numa perspectiva diferente, todos os textos relativos à pré-história. Os pinheiros citados revelaram-se ainda úteis em outros campos, pois contribuem também para o estudo de aspectos ainda mais complexos e fundamentais da ciência e do conhecimento humano. Um geofísico checoslovaco utilizou amostras da madeira destes pinheiros para estudar suspeitas variações no magnetismo terrestre. Na Universidade da Califórnia, um cientista tem utilizado a árvore para auxiliar na verificação dos efeitos ocasionados pelos experimentos com bombas nucleares. Os pinheiros são utilizados também na determinação dos índices de poluição atmosférica causada pelas indústrias e pelo tráfego de veículos na costa pacífica americana. Assim, uma árvore cujo tempo de vida excede o período do desenvolvimento da civilização moderna permite ao homem um conhecimento mais profundo e preciso do seu passado, do seu presente e, indiretamente, do seu futuro. Ao final, volto a lembrar aos mais resistentes, recalcitrantes, rudes e que têm dificuldade de entender as coisas mais simples, que o nome certo e cientificamente provado por sua origem é CASTANHA DOPARÁ!!! Um ótimo final de semana a todos. Grande abraço, Clóvis de Guarajuba ONG Ande & Limpe
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CLÓVIS ARAGÃO DE SOUZA
Clóvis de Guarajuba
QUEM SOU EU...
Alguém que sonha com um mundo limpo e habitável
por TODOS os seres vivos.
IDADE:
76 anos
NACIONALIDADE:
Brasileira
NATURALIDADE:
Paraense de nascimento, Baiano por escolha mas
ambos de coração.
ESTADO CIVIL:
Casado
RESIDENCIA:
Guarajuba-Camaçari-BA
Salvador-BA
PROFISSÃO:
Aposentado
ESPORTES QUE PRATICA:
Caminhada, ciclismo, pesca
INTERESSES:
Ecologia, Amazônia, Pesca e Esportes em geral
FILMES:
Em algum lugar do passado, Os outros, Por um fio,
Corpos ardentes, A história de David Gale, Diário de Uma Paixão, A Espera de Um Milagre
MÚSICAS:
Somewhere in time, Muito amor, Traduzir-se e
Fanatismo (Fagner), Não vou sair (Nilson Chaves) e
diversos clássicos
LIVROS:
Sombra 81 (Lucien Nahum), O cardume (Frank
Schatzing), O velho e o Mar (Ernest Hemingway),
Caixa Preta (Ivan Santana), Treblinka (Jean François
Steiner)
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