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Muitas vezes os marinheiros que regressavam de terras e mares distantes
contavam histórias de sereias e mulheres do mar. Numa obra publicada em
Amsterdam em 1717, contendo incontáveis ilustrações sobre a fauna marinha
dos mares da Índia, encontramos uma descrição pormenorizada de uma
mulher do mar encontrada nas Índias Orientais. Nesta obra se lê: "Monstro
semelhante a uma sereia apanhado perto da ilha de Borne, em Ambione.
Tinha cerca de 1,50 m e a espessura de uma enguia. Viveu em terra dentro de
um recipiente cheio de água, durante quatro dias e sete horas. De tempos a
tempos soltava pequenos gritos, como os de um rato. Não aceitou qualquer
alimento, embora se tenha oferecido peixe miúdo, caranguejos, lagostas, etc.".
Conta-se que na costa oriental do
continente africano, foi encontrada
uma sereia multicolorida que tinha
os cabelos da cor de algas
marinhas, pele cor de azeitona e
membrana da mesma cor entre os
dedos. Apresentava em torno da
cintura uma franja de cabelo cor de
laranja com extremidades azuis.
Suas barbatanas eram verdes e o
seu rosto cinzento,continha
pequenas rugas características
da longa permanência sob a água.
Ao longo de sua cauda apresentava
uma delicada fileira de pelos
cor-de-rosa.
Afirma-se que um africano, no século XIV, conseguiu salvar a própria vida,
afirmando-se de uma natureza semelhante à das sereias. Um rei chamado
Chen, senhor do Benin (hoje parte do território da Nigéria), ficou paralítico
das pernas. Para escapar da morte certa, já que era costume tribal da época
eliminar os reis velhos e doentes, astutamente mandou espalhar o boato que
transformara-se em uma divindade marinha que o levou a ter suas
extremidades inferiores transformadas em cauda de peixe. Assim, ele pode
imobilizar-se e esconder as pernas inúteis sob um manto de pele de leopardo.
No Museu Britânico em Londres, existe até uma estátua retratando o
criativo monarca nestas condições.
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Nas lendas mais antigas das civilizações de culturas mais primitivas do mundo, as
sereias também aparecem. Os Filisteus e Babilônios adoravam deuses com
cauda de peixe. Estes deuses também aparecem em moedas cunhadas pelos
Fenícios e Corintios. Dizia-se que Alexandre, o Grande, quando visitou o fundo
do mar num globo de vidro, teve várias aventuras com sereias. Um oficial do
exército de César Augusto, segundo narrativa do autor romano Plínio, viu
diversas sereias " arremessadas às praias e mortas ", lá na distante Gália.
Nas tradições folclóricas, as histórias envolvendo sereias são frequentemente
patéticas. Normalmente solitárias, elas podem, ocasionalmente, assumir a
forma humana, geralmente para participar de festividade que aconteça em
alguma aldeia da redondeza. Se, entretanto, um homem tirar-lhe a capa ou a
cinta mágicas, impedindo-as de regressarem imediatamente ao mar, ocasiona
quase sempre sua morte. Os casamentos com seres humanos raramente são
felizes, embora alguns povos das regiões litorâneas da Escócia e da Cornuália,
tenham afirmado categoricamente que entre os seus antepassados se contavam
sereias. Importantes famílias francesas, durante a Idade Média, falsificaram as
suas árvores genealógicas para poder afirmar que descendiam da sereia
Melusina, mulher de Monsier Raimundo, um parente do conde de Poitiers.
Esta história de amor, por sinal, teve um final mágico. Uma das condições do
casamento estabelecia que Raimundo deveria deixar Melusina só, todos
os sábados. Durante anos e anos viveram felizes, Um sábado, porém, induzido
pela sua própria família, Raimundo observou a mulher pelo buraco da
fechadura da casa de banho. Ela estava sentada no chão parcialmente
transformada com a cauda de peixe própria das sereias. Melusina gritou
desesperada, e pulou pela janela. Raimundo nunca mais voltou a vê-la, embora
ela voltasse durante a noite para amamentar os filhos. As amas viam uma
figura de mulher, cintilante, com uma cauda azul e branca, inclinada sobre os berços...
Continua na próxima postagem...
Bom final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Peço licença a você que me acompanha semanalmente para interromper a
narrativa que faço sobre as lendas (no presente, das sereias),para narrar as
peripércias acontecidas em um simples e singelo passeio que fiz, na segunda
feira passada (dia 16/19/2013), acompanhando, prazerosamente, minha irmã
Cleisy e uma querida amiga chamada Dina (eximia violonista e cantora), que
ora nos visitam. Saindo do meu "paraíso" de Guarajuba, fomos para o nosso
"paraíso" de Arembepe. Como minha mulher teria que trabalhar na segunda-
feira, voltou para Salvador no domingo à tarde, levando com ela as duas ilustres
visitantes. Fiquei de ir à Salvador na segunda-feira para um passeio turístico
com as duas. Como faço, sempre que tenho de ir à Capital, saí de Guarajuba
às 5 da manhã, para evitar o eterno "engarrafamento" na Paralela e na orla.
Ora, se elas ficassem para ir comigo, teriam de acordar bem mais cedo,
sem necessidade. Ao sair de casa às cinco, como disse, a Estrada do Côco
estava mais ou menos livre, aparecendo, apenas ocasionalmente, um ou outro
veículo. Logo depois de passar pela ponte sobre o Rio Jacuípe, tinha na minha
frente apenas um automóvel que avistei a cerca de 500 m., bem nas proximidades
do local onde eu sofri um grave acidente há alguns anos (acidente que narrei ao
longo dos artigos publicados a partir do dia 11/11/11, neste mesmo espaço).
Não sei o que aconteceu a seguir: quando voltei a olhar para o tal automóvel,
vi, atônito, que ele tinha batido em uma motocicleta! O ocupante da moto ainda
rolava pelo asfalto quando passei pelos dois veículos acidentados, já que o
motorista do carro havia parado também. Ao contrário do que a maioria faria
numa ocasião destas, não parei para ver o que aconteceu. Pelo contrário,
acelerei bem mais, com o intuito de avisar à Polícia Rodoviária Estadual, em
Arembepe, eles sim, aptos a prestar o socorro indicado, já que não sou médico
nem dono de funerária... Os policiais partiram, imediatamente, para o local por
mim indicado e ainda não tive oportunidade de conversar com eles para
saber o final do episódio. Fa-lo-ei, com certeza, em uma das minhas futuras
passagens pelo posto.Pra quem acha que o dia seria bem comum e monótono
daí pra frente, advirto que tenha calma! Por não ter local para estacionar, de
maneira segura, na área compreendida entre o Mercado Modelo e a Baixa
dos Sapateiros, aonde planejava levar as ilustres convidadas, decidi por ir
de ônibus até a Praça da Sé, local bem perto dos lugares a serem visitados.
Descemos o Elevador Lacerda e fomos ao Mercado Modelo; fotos e compras
(ah! o sempre desejado berimbau!!!), lembrancinhas, etc. Depois de ver o
casario colonial ao lado da Igreja da Conceição da Praia, subimos para a
"Cidade Alta", fotografando, em profusão, os lindos cenários da praça e do
Forte de São Marcelo, Misericórdia, Praça da Sé, Terreiro de Jesus,
Igreja de São Francisco, Largo do Pelourinho, Casa de Jorge Amado,
Baixa dos Sapateiros...mais fotos, mais compras e a fome chegando e
finalmente, um táxi até o local onde subimos no ônibus de volta à Pituba.
Ônibus novo, ar refrigerado, poltronas confortáveis, poucos passageiros já que
a tarifa é mais cara, tudo beleza!!! Beleza??? Nada disso!!! Sair comigo é
"com emoção"! Ao chegar à Rua Carlos Gomes, o motorista do ônibus, que
acumula as funções de cobrador, ao dar o troco para uma passageira que
ainda se encontrava em pé, teve um momento de distração e bateu
violentamente em um táxi que havia parado, talvez para pegar algum passageiro.
Tumulto, mulheres gritando, entre elas a senhora que receberia o troco, que por
estar de pé, foi a mais lesionada e gritava saúde! levem-me para um hospital" !!!...
Minha irmã, que estava sentada na poltrona do corredor do primeiro banco,
sem nenhuma proteção frontal, foi arremessada violentamente para a frente, não
se contundindo seriamente pelo fato de ter caído por sobre a senhora que estivera
em pé, pouco antes. Mesmo assim, ficou choramingando com dor no joelho direito.
Nada de grave e "tudo está bem quando acaba bem". Novamente em casa,
novos passeios (desta vez com minha mulher), esperando a chegada do sábado
quando comemoraremos mais um aniversário da minha mulher, desta vez
mais "sex "...agenária...rsrsrsrsr
Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam
deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais
marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a
exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado
o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais
frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e
gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem,
o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961,
o Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um
prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por
volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago.
Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada
Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver
durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia.
Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e
lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa
nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la.
Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres
lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num
charco de lama perto de Edam, na Frísia Ocidental. De acordo com um relato
de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos
que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após
sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela
sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa
de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem )
pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma,
ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta
exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas,
porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só
se encontram nesta ilha.
Continua na próxima postagem...
Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Nas lendas de quase todos os países do mundo podemos encontrar o mito dos
seres meio humanos e meio animais. Alguns povos primitivos da África creem na
existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o
homem-tigre é temido pelos supersticiosos e os escandinavos acreditavam na
existência de homens que, para caçar, assumiam a forma de ursos. Porém, a mais
famosa e difundida lenda do tipo (atualmente tema de um personagem de novela
da Globo), é, sem sombra de dúvida, o LOBISOMEM. Sua origem remonta,
provavelmente, aos mitos de deuses noruegueses que, segundo se dizia,
assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.No século XVI, durante
a época das perseguições às bruxas, admitia-se que elas poderiam se transformar
em lobos. Na sua forma humana, não é possível distinguir a figura de um lobisomem
da de um vampiro. Os dois entes partilham diversas características, tais como
sobre-olhos unidos, orelhas pequenas e muitas vezes pontiagudas, mãos peludas
e unhas em forma de garras. A única diferença entre um lobisomem e um vampiro,
somente poderá ser notada por alguém que tenha coragem bastante para apertar
sua mão e verificar um pequeno mas significativo detalhe: seu dedo anelar das
mãos é maior que o dedo médio ou pelo menos do mesmo tamanho.
Realizada a transformação, o homem
se torna um lobo gigantesco, que se
desloca, quer como bípede quer como
quadrupede, que conserva traços
humanos, embora incrivelmente peludo
e de aspecto repulsivo. Com tais
características, rasga a garganta das
vítimas incautas, come sua carne e
bebe seu sangue.
Na Itália do século XVI, acreditava-se que os lobisomens tivessem pelos na
parte interna do corpo, situação que não mudava quando readquiria a forma
humana. Tal crença levou as autoridades, no ano de 1541, a condenar um suspeito,
que teve seu ventre aberto para se verificar se seu interior possuía os tais pelos.
Claro que o pobre coitado morreu sem que tenham descoberto nenhum vestígio
dos pelos...São muitos os processos através dos quais um homem pode
se transformar em lobisomem. Um religioso medieval chamado Gervase of
Tilbury, considerava infalível para a transformação, rolar sobre a areia nu, em
noite de lua cheia. Conta-se que São Patrício amaldiçoou um clã inteiro, na
Irlanda, o que determinou a transformação de membros desse clã, de 7 em 7
anos, em lobisomem. Em alguns lugares da Europa, acredita-se que a
transformação se dá quando um homem bebe água em um córrego, onde um
lobo tivesse bebido. Por outro lado, há variados métodos para acabar com a
maldição. No Canadá se aconselha um exorcismo em que se invoque o nome de
Cristo ou se chame o lobisomem, 3 vezes, pelo seu nome de batismo. Na
França, o método consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante sua fase de
lobo. Porém, o método mais divulgado para livrar um ser humano da maldição,
era o de alvejá-lo, direto no coração, com uma bala de prata, de preferência benta,
obtida, por exemplo, do metal nobre originário de um crucifixo de uma igreja.
E assim, a humanidade continua pelo tempo em fora, a criar subterfúgios que
tornem suas vidas mais divertidas e mais palatável...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
... À medida que o trator e o foguete se deslocam vagarosamente em direção à
plataforma de lançamento, um sistema complexo de elevação e nivelamento mantem
a carga perfeitamente equilibrada. Quando, finalmente, o foguete é descarregado,
seus depósitos são preenchidos com 45,6 milhões de litros de hidrogênio, hélio e
oxigênio líquidos. Estes depósitos têm um isolamento tão perfeito que um cubo de
gelo neles colocado levaria no mínimo 8 anos para derreter-se. Uma vez carregado
com o propulsante o foguete passa a pesar 2700 toneladas, em virtude do que
afunda 40 cm na plataforma revestida com tijolos. Um Saturno V dispunha de 8
motores principais, que asseguravam o lançamento, e de mais 22 motores
auxiliares responsáveis pelas manobras de direcionamento. Cada um dos cinco
motores do primeiro estágio, com o peso de dez toneladas e consumindo três
toneladas de combustível propulsante por segundo, imprimia uma força equivalente
à de trinta locomotivas Diesel combinadas. Em conjunto estes motores desenvolviam
160 milhões de cavalo-vapor. Com isto eram capazes de elevar o conjunto à até
60 km de altura e, gradativamente, aumentavam sua velocidade até ultrapassar
os 9600 km/h. Verificava-se, depois, a ignição dos motores responsáveis pelo
impulso do segundo estágio, que o erguiam até a altitude de mais de 160 km e
aumentavam a sua velocidade para vertiginosos 24000 km/h.!
As bombas injetoras dos
propulsantes necessitavam de
turbinas que desenvolvessem
300000 cv. Já o terceiro e último
estágio possuía um único motor,
que podia ser posto em funcionamento
mais de uma vez. Este motor, que
imprimia ao foguete uma velocidade
de incríveis 40000 km/h, podia
perfeitamente colocar em órbita uma
estação espacial do tipo Skylab!
Foi utilizada, entretanto, para enviar
uma nave tripulada à lua. Finalmente
o módulo cônico de comando,
embora desprovido de sistema de
propulsão próprio, possuía pequenos
jatos de comando que lhe permitiam
colocar-se na posição correta,
milimetricamente, para o regresso
seguro à atmosfera terrestre.
O foguete Saturno V realizou treze viagens espaciais quase perfeitas e foi
o responsável por levar os primeiros seres humanos ao nosso satélite. Embora
estes superfoguetes tenham representado uma técnica magnífica, está
completamente ultrapassada por tecnologias, descobertas e inventos bem mais
eficientes e eficazes.
E o Engenho Humano prossegue criando verdadeiros milagres!!!
Um ótimo final de smana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
- A estrutura do Saturno V:
O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares
distintos dos Estados Unidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas,
para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram
montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período
mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro
andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem
propulsor (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ),
foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas,
ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de
43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e
pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente
a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo
de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura
do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a
nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado
verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a
torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa
eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes
gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas,
tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10
homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando
nada menos que 9 horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento,
à uma velocidade de 3 km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12
motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos
hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90
minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão
consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa
1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída
com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por
um destes tratores quando carregado...
Continua na próxima postagem...........
Abraços e um ótimo final de semana a todos.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
O tema é incrivelmente vasto. Ao longo da história, as descobertas, os inventos
e a criatividade humana operaram os verdadeiros e cientificamente provados
"milagres". Entre todos os inumeráveis progressos tecnológicos criados pelo
homem, destacarei, ao longo deste artigo, detalhes técnicos de um evento no
campo da astronáutica tão grandioso que, pelo seu impactante resultado, não
nos deu a oportunidade de perceber, na ocasião do evento, os detalhes que
permitiram o "final feliz" de tal empreendimento.Também me fez escrever sobre
o tema, uma reportagem exibida pela Globo, em um de seus jornais diários,
abordando uma verdadeira "operação de guerra" montada para transportar
uma peça de tamanho incomum, componente de uma unidade de produção
de fertilizantes a ser inaugurada pela Petrobrás, lá no Mato Grosso do Sul.
A incrível complexidade do Saturno V:
Imagine um navio de guerra
do tipo contra-torpedeiro
posicionado verticalmente,
com a popa voltada para baixo,
sob a qual se colocasse um
explosivo que o conseguisse
elevar a uma altura de mais
de 48 km, mas de forma tão
suave e delicada que
absolutamente nada em seu
interior, por mais frágil que
fosse, seria danificado e
quebrasse... Exatamente
assim foi o lançamento do
foguete Saturno V. Este
artefato espantoso, então o
maior foguete operacional do
mundo, foi concebido, calculado
e construído para colocar o
homem na Lua.
Ele tinha nada menos que 2.000.000 de peças em funcionamento, cada uma
das quais, quando se processava o lançamento, era telecomandada
eletronicamente a partir de um centro de comando que se encontrava a cinco
quilômetros de distância da plataforma de lançamento e onde 400 homens
e mulheres observavam todos os detalhes em videos de televisão e painéis de
instrumento. Eram, porém, 3 pequenos computadores instalados a bordo, que
determinavam o lançamento do artefato. Acionado por dois deles,, um relógio
iniciava a contagem decrescente, finda a qual se iniciava a ignição dos motores
e o foguete se elevava....
Continua na próxima postagem...
Ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Colin Renfrew
O arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Southampton, na Inglaterra,
declarou que alguns dos grandes megálitos - monumentos pré-históricos -
encontrados no noroeste da França e na Espanha, são bem mais antigos do que
as pirâmides do Egito. Utilizando o novo sistema de datas, ventilou-se também a
hipótese de que processos importantes e progressivos na construção e na
engenharia, bem como o uso de metais, terem sido originários da Europa e não
do Oriente, como até então se supunha. Sugere-se que os povos primitivos da
Europa não eram menos criativos do que as civilizações avançadas de outros
continentes o que, segundo Renfrew, implica em reescrever, numa perspectiva
diferente, todos os textos relativos à pré-história. Os pinheiros citados revelaram-se
ainda úteis em outros campos, pois contribuem também para o estudo de aspectos
ainda mais complexos e fundamentais da ciência e do conhecimento humano.
Um geofísico checoslovaco utilizou amostras da madeira destes pinheiros para
estudar suspeitas variações no magnetismo terrestre. Na Universidade da
Califórnia, um cientista tem utilizado a árvore para auxiliar na verificação dos
efeitos ocasionados pelos experimentos com bombas nucleares.
Os pinheiros são utilizados também na determinação dos índices de poluição
atmosférica causada pelas indústrias e pelo tráfego de veículos na costa pacífica
americana. Assim, uma árvore cujo tempo de vida excede o período do
desenvolvimento da civilização moderna permite ao homem um conhecimento mais
profundo e preciso do seu passado, do seu presente e, indiretamente, do seu futuro.
Ao final, volto a lembrar aos mais resistentes, recalcitrantes, rudes e que têm
dificuldade de entender as coisas mais simples, que o nome certo e cientificamente
provado por sua origem é CASTANHA DO PARÁ!!!
Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
...Estes pinheiros
são verdadeiros
computadores
orgânicos
que registram
automaticamente
todas as alterações
nas condições
de vida no planeta.
Paradoxalmente,
os mais antigos
pinheiros da espécie
Pinus Aristata,
vivem nas condições
mais improváveis:
2850 m acima do
nível do mar, terra
rochosa e escarpada
com escassa camada
de terra e índice
pluviométrico
baixíssimo.
Curiosamente, em
condições climáticas
e geológicas mais
amenas, os pinheiros
desta espécie
crescem mais
rapidamente, morrem
mais cedo e apodrecem
com maior brevidade.
Estes antigos pinheiros contribuíram muito para determinar algumas mudanças
importantes nos conceitos até então tidos como corretos da nossa pré-história.
Leituras feitas pelo método de datação pelo carbono radioativo, dos anéis
anuais dessas árvores, revelaram erros nos sistemas utilizados para datar
descobertas arqueológicas.
Resumidamente, o sistema de datação pelo carbono radioativo, consiste na
medição das quantidades de carbono 14 que permanecem em um fóssil e, através
do cálculo da quantidade da perda de carbono, é determinada a idade deste
mesmo fóssil. Este sistema, porém, baseava-se na suposição de que o carbono
na atmosfera, causado pelo bombardeamento radioativo, permaneceria constante.
O exame dos pinheiros revelou flutuações importantes na quantidade de carbono
atmosférico, criando assim discrepâncias neste sistema. Criou-se então um novo
sistema de cálculo das datas, baseado na quantidade de carbono 14 daqueles
pinheiros o que determinou o fim das discrepâncias que variavam até a absurda
diferença de 1000 anos! Através deste método foram revistas e corrigidas uma
série de datas históricas.
Com isto muitas teorias deixaram de ter importância pois, apesar de
sustentadas milenarmente pela tradição da cultura humana, mostraram-se
totalmente falsas...
Continua na próxima postagem......
Um final de semana excelente a todos os amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Pinus Aristata
Ainda há poucas semanas, em artigo publicado neste espaço, manifestei minha
indignação com a Rede Globo a propósito de reportagens burras que insistiam
em declarar que o termo consagrado mundialmente desde tempos imemoriais,
"Castanha do Pará", não deveria existir por tal espécie vegetal ser encontrada
em regiões da amazônia ocidental. Está provado por estudos científicos
publicados nos anais da National Geographic que todas as castanheiras
encontradas fora do nordeste do Pará, de onde são originárias, são verdadeiros
clones das árvores originais e foram levadas para outras partes da Amazônia,
por habitantes que se deslocavam regularmente pela região, há milênios. As
provas científicas baseadas em estudos de vegetais são responsáveis por
grande parte da elucidação e explicação dos fatos históricos. Um exemplo é
uma árvore chamada "Matusalém". Trata-se de um pinheiro de copa rasa
(Pinus Aristata) que cresceu a 2700 m de altitude nas montanhas Brancas,
no estado da Califórnia. Ele é resultante de uma semente ali lançada mais de
1600 anos antes da construção das pirâmides do Egito! Está ainda bem viva
e poderá continuar assim por mais 800 anos. Em 1964 foi derrubado para
estudos científicos um outro pinheiro que, estudado, demonstrou ter 4900
camadas anuais no lenho. Foi determinado pelos cientistas que uma árvore
dessas pode viver por mais de 5500 anos.
No laboratório de dendrocronologia
da Universidade do Arizona,
cientistas organizaram um calendário
baseado nos anéis do Pinus Aristata
e dos restos antigos desta espécie
arbórea, identificando assim
especificamente cada ano anterior a
6300 a.C. Examinaram, também,
restos desses vegetais encontrados
no monte Washington, na parte
oriental do estado de Nevada. Tais
exames, levados a efeito nas células
danificadas, levaram a concluir quais
as condições climatológicas em
épocas passadas, tal como as
caprichosas ondas de frio nos verões
de 1453 e 1601.
Procedeu-se, também, ao exame de grãos de pólen recolhidos nas sucessivas
camadas de crescimento, o que permitiu comparar um quadro da vida da planta
de 1300 a.C. com o de 350 d.C.
Continua na próxima postagem......
A todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe