sexta-feira, 30 de agosto de 2013
- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - final -
... À medida que o trator e o foguete se deslocam vagarosamente em direção à
plataforma de lançamento, um sistema complexo de elevação e nivelamento mantem
a carga perfeitamente equilibrada. Quando, finalmente, o foguete é descarregado,
seus depósitos são preenchidos com 45,6 milhões de litros de hidrogênio, hélio e
oxigênio líquidos. Estes depósitos têm um isolamento tão perfeito que um cubo de
gelo neles colocado levaria no mínimo 8 anos para derreter-se. Uma vez carregado
com o propulsante o foguete passa a pesar 2700 toneladas, em virtude do que
afunda 40 cm na plataforma revestida com tijolos. Um Saturno V dispunha de 8
motores principais, que asseguravam o lançamento, e de mais 22 motores
auxiliares responsáveis pelas manobras de direcionamento. Cada um dos cinco
motores do primeiro estágio, com o peso de dez toneladas e consumindo três
toneladas de combustível propulsante por segundo, imprimia uma força equivalente
à de trinta locomotivas Diesel combinadas. Em conjunto estes motores desenvolviam
160 milhões de cavalo-vapor. Com isto eram capazes de elevar o conjunto à até
60 km de altura e, gradativamente, aumentavam sua velocidade até ultrapassar
os 9600 km/h. Verificava-se, depois, a ignição dos motores responsáveis pelo
impulso do segundo estágio, que o erguiam até a altitude de mais de 160 km e
aumentavam a sua velocidade para vertiginosos 24000 km/h.!
As bombas injetoras dos
propulsantes necessitavam de
turbinas que desenvolvessem
300000 cv. Já o terceiro e último
estágio possuía um único motor,
que podia ser posto em funcionamento
mais de uma vez. Este motor, que
imprimia ao foguete uma velocidade
de incríveis 40000 km/h, podia
perfeitamente colocar em órbita uma
estação espacial do tipo Skylab!
Foi utilizada, entretanto, para enviar
uma nave tripulada à lua. Finalmente
o módulo cônico de comando,
embora desprovido de sistema de
propulsão próprio, possuía pequenos
jatos de comando que lhe permitiam
colocar-se na posição correta,
milimetricamente, para o regresso
seguro à atmosfera terrestre.
O foguete Saturno V realizou treze viagens espaciais quase perfeitas e foi
o responsável por levar os primeiros seres humanos ao nosso satélite. Embora
estes superfoguetes tenham representado uma técnica magnífica, está
completamente ultrapassada por tecnologias, descobertas e inventos bem mais
eficientes e eficazes.
E o Engenho Humano prossegue criando verdadeiros milagres!!!
Um ótimo final de smana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 23 de agosto de 2013
- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - II -
- A estrutura do Saturno V:
O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares
distintos dos Estados Unidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas,
para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram
montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período
mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro
andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem
propulsor (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ),
foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas,
ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de
43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e
pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente
a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo
de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura
do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a
nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado
verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a
torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa
eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes
gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas,
tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10
homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando
nada menos que 9 horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento,
à uma velocidade de 3 km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12
motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos
hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90
minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão
consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa
1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída
com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por
um destes tratores quando carregado...
Continua na próxima postagem...........
Abraços e um ótimo final de semana a todos.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 16 de agosto de 2013
- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - I -
O tema é incrivelmente vasto. Ao longo da história, as descobertas, os inventos
e a criatividade humana operaram os verdadeiros e cientificamente provados
"milagres". Entre todos os inumeráveis progressos tecnológicos criados pelo
homem, destacarei, ao longo deste artigo, detalhes técnicos de um evento no
campo da astronáutica tão grandioso que, pelo seu impactante resultado, não
nos deu a oportunidade de perceber, na ocasião do evento, os detalhes que
permitiram o "final feliz" de tal empreendimento.Também me fez escrever sobre
o tema, uma reportagem exibida pela Globo, em um de seus jornais diários,
abordando uma verdadeira "operação de guerra" montada para transportar
uma peça de tamanho incomum, componente de uma unidade de produção
de fertilizantes a ser inaugurada pela Petrobrás, lá no Mato Grosso do Sul.
A incrível complexidade do Saturno V:
Imagine um navio de guerra
do tipo contra-torpedeiro
posicionado verticalmente,
com a popa voltada para baixo,
sob a qual se colocasse um
explosivo que o conseguisse
elevar a uma altura de mais
de 48 km, mas de forma tão
suave e delicada que
absolutamente nada em seu
interior, por mais frágil que
fosse, seria danificado e
quebrasse... Exatamente
assim foi o lançamento do
foguete Saturno V. Este
artefato espantoso, então o
maior foguete operacional do
mundo, foi concebido, calculado
e construído para colocar o
homem na Lua.
Ele tinha nada menos que 2.000.000 de peças em funcionamento, cada uma
das quais, quando se processava o lançamento, era telecomandada
eletronicamente a partir de um centro de comando que se encontrava a cinco
quilômetros de distância da plataforma de lançamento e onde 400 homens
e mulheres observavam todos os detalhes em videos de televisão e painéis de
instrumento. Eram, porém, 3 pequenos computadores instalados a bordo, que
determinavam o lançamento do artefato. Acionado por dois deles,, um relógio
iniciava a contagem decrescente, finda a qual se iniciava a ignição dos motores
e o foguete se elevava....
Continua na próxima postagem...
Ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 9 de agosto de 2013
- SERES VIVOS MILENÁRIOS - final -
Colin Renfrew
O arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Southampton, na Inglaterra,
declarou que alguns dos grandes megálitos - monumentos pré-históricos -
encontrados no noroeste da França e na Espanha, são bem mais antigos do que
as pirâmides do Egito. Utilizando o novo sistema de datas, ventilou-se também a
hipótese de que processos importantes e progressivos na construção e na
engenharia, bem como o uso de metais, terem sido originários da Europa e não
do Oriente, como até então se supunha. Sugere-se que os povos primitivos da
Europa não eram menos criativos do que as civilizações avançadas de outros
continentes o que, segundo Renfrew, implica em reescrever, numa perspectiva
diferente, todos os textos relativos à pré-história. Os pinheiros citados revelaram-se
ainda úteis em outros campos, pois contribuem também para o estudo de aspectos
ainda mais complexos e fundamentais da ciência e do conhecimento humano.
Um geofísico checoslovaco utilizou amostras da madeira destes pinheiros para
estudar suspeitas variações no magnetismo terrestre. Na Universidade da
Califórnia, um cientista tem utilizado a árvore para auxiliar na verificação dos
efeitos ocasionados pelos experimentos com bombas nucleares.
Os pinheiros são utilizados também na determinação dos índices de poluição
atmosférica causada pelas indústrias e pelo tráfego de veículos na costa pacífica
americana. Assim, uma árvore cujo tempo de vida excede o período do
desenvolvimento da civilização moderna permite ao homem um conhecimento mais
profundo e preciso do seu passado, do seu presente e, indiretamente, do seu futuro.
Ao final, volto a lembrar aos mais resistentes, recalcitrantes, rudes e que têm
dificuldade de entender as coisas mais simples, que o nome certo e cientificamente
provado por sua origem é CASTANHA DO PARÁ!!!
Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
- SERES VIVOS MILENÁRIOS - II -
...Estes pinheiros
são verdadeiros
computadores
orgânicos
que registram
automaticamente
todas as alterações
nas condições
de vida no planeta.
Paradoxalmente,
os mais antigos
pinheiros da espécie
Pinus Aristata,
vivem nas condições
mais improváveis:
2850 m acima do
nível do mar, terra
rochosa e escarpada
com escassa camada
de terra e índice
pluviométrico
baixíssimo.
Curiosamente, em
condições climáticas
e geológicas mais
amenas, os pinheiros
desta espécie
crescem mais
rapidamente, morrem
mais cedo e apodrecem
com maior brevidade.
Estes antigos pinheiros contribuíram muito para determinar algumas mudanças
importantes nos conceitos até então tidos como corretos da nossa pré-história.
Leituras feitas pelo método de datação pelo carbono radioativo, dos anéis
anuais dessas árvores, revelaram erros nos sistemas utilizados para datar
descobertas arqueológicas.
Resumidamente, o sistema de datação pelo carbono radioativo, consiste na
medição das quantidades de carbono 14 que permanecem em um fóssil e, através
do cálculo da quantidade da perda de carbono, é determinada a idade deste
mesmo fóssil. Este sistema, porém, baseava-se na suposição de que o carbono
na atmosfera, causado pelo bombardeamento radioativo, permaneceria constante.
O exame dos pinheiros revelou flutuações importantes na quantidade de carbono
atmosférico, criando assim discrepâncias neste sistema. Criou-se então um novo
sistema de cálculo das datas, baseado na quantidade de carbono 14 daqueles
pinheiros o que determinou o fim das discrepâncias que variavam até a absurda
diferença de 1000 anos! Através deste método foram revistas e corrigidas uma
série de datas históricas.
Com isto muitas teorias deixaram de ter importância pois, apesar de
sustentadas milenarmente pela tradição da cultura humana, mostraram-se
totalmente falsas...
Continua na próxima postagem......
Um final de semana excelente a todos os amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 26 de julho de 2013
- SERES VIVOS MILENÁRIOS - I -
Pinus Aristata
Ainda há poucas semanas, em artigo publicado neste espaço, manifestei minha
indignação com a Rede Globo a propósito de reportagens burras que insistiam
em declarar que o termo consagrado mundialmente desde tempos imemoriais,
"Castanha do Pará", não deveria existir por tal espécie vegetal ser encontrada
em regiões da amazônia ocidental. Está provado por estudos científicos
publicados nos anais da National Geographic que todas as castanheiras
encontradas fora do nordeste do Pará, de onde são originárias, são verdadeiros
clones das árvores originais e foram levadas para outras partes da Amazônia,
por habitantes que se deslocavam regularmente pela região, há milênios. As
provas científicas baseadas em estudos de vegetais são responsáveis por
grande parte da elucidação e explicação dos fatos históricos. Um exemplo é
uma árvore chamada "Matusalém". Trata-se de um pinheiro de copa rasa
(Pinus Aristata) que cresceu a 2700 m de altitude nas montanhas Brancas,
no estado da Califórnia. Ele é resultante de uma semente ali lançada mais de
1600 anos antes da construção das pirâmides do Egito! Está ainda bem viva
e poderá continuar assim por mais 800 anos. Em 1964 foi derrubado para
estudos científicos um outro pinheiro que, estudado, demonstrou ter 4900
camadas anuais no lenho. Foi determinado pelos cientistas que uma árvore
dessas pode viver por mais de 5500 anos.
No laboratório de dendrocronologia
da Universidade do Arizona,
cientistas organizaram um calendário
baseado nos anéis do Pinus Aristata
e dos restos antigos desta espécie
arbórea, identificando assim
especificamente cada ano anterior a
6300 a.C. Examinaram, também,
restos desses vegetais encontrados
no monte Washington, na parte
oriental do estado de Nevada. Tais
exames, levados a efeito nas células
danificadas, levaram a concluir quais
as condições climatológicas em
épocas passadas, tal como as
caprichosas ondas de frio nos verões
de 1453 e 1601.
Procedeu-se, também, ao exame de grãos de pólen recolhidos nas sucessivas
camadas de crescimento, o que permitiu comparar um quadro da vida da planta
de 1300 a.C. com o de 350 d.C.
Continua na próxima postagem......
A todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 19 de julho de 2013
- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - final -
Edwin Drake
Inevitavelmente surgiram as fases seguintes na cadeia de produção.
Experiências exitosas foram feitas por alguns fabricantes usando produtos
originários de pântanos de infiltrações, com o objetivo de ultrapassarem uma
das fases de produção de Young. Assim, foram criadas as condições para
Edwin Drake iniciar as perfurações destinadas a produzir petróleo natural.
Drake foi um homem afortunado, pois o aparecimento do petróleo, onde quer
que ele se encontre, depende apenas de uma série de acidentes geológicos
arbitrários. Ele é resultante, segundo se crê, dos restos decompostos de
incontáveis bilhões de plantas e pequenos animais aquáticos que, ao longo
das eras, foram esmagados pelo peso das rochas até se transformarem em
petróleo. As grandes reservas de petróleo são encontradas apenas em latitudes
tropicais. A deriva continental é responsável pelos depósitos do Alaska, sob o
Mar do Norte, e de outros locais afastados dos trópicos, levando-os até onde
atualmente se encontram. O petróleo só se concentra no interior da terra
quando sobre ele existe uma perfeita vedação de rocha que o impede de
irromper até à superfície, permitindo assim, a formação dos reservatórios
que os prospectores procuram. Porém, mesmo os instrumentos mais
sofisticados hoje disponíveis, não garantem a existência de petróleo no local
da sondagem. Houve uma época em que eram necessários vários dias para
se conter o enorme jato de petróleo expelido do poço recém perfurado pelo
gás natural comprimido. Em 1901, por exemplo, um jato de petróleo no estado
americano do Texas, fez desperdiçar incríveis 135 milhões de litros do
produto, sendo verificado posteriormente que esta quantidade equivalia à
metade da reserva ali descoberta. As modernas técnicas de exploração já
eliminaram por completo esse risco. Porém, por mais que se evite o menor
desperdício de petróleo, temos consciência de que a quantidade dessa
riqueza é limitada. Foram necessários milhões de anos para se criarem os
depósitos de petróleo, porém, decorridos pouco mais de 150 anos da
descoberta de Edwin Drake, estima-se que já foi gasto mais de um terço
dos recursos petrolíferos conhecidos no mundo. Não é provável que a oferta
satisfaça a procura por mais 150 anos, por maiores que sejam as reservas
extraídas do fundo do mar.
Bom final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 12 de julho de 2013
- PETRÓLEO - A DESCOBERTA DA FORTUNA - II -
Embora a exploração comercial do petróleo, um dos mais valiosos e cômodos
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios e
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por
um pilar de fogo durante a noite ". Isto é uma descrição perfeita do que ocorre
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países
pelo mundo em fora...
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios e
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por
um pilar de fogo durante a noite ". Isto é uma descrição perfeita do que ocorre
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países
pelo mundo em fora...
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 5 de julho de 2013
- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - I -
Ele era um simples guarda de estrada de ferro nos Estados Unidos, quando,
em 1859, resolveu se aposentar. Seu nome, Edwin Drake. Ao escavar a terra
para guardar suas economias acumuladas ao longo de muitos anos de trabalho
duro, descobriu o primeiro poço de petróleo de que se tem notícia. A massa
negra e viscosa borbotou à superfície no local onde outrora existira uma aldeia
de índios senecas, a 120 km de Pittsburgo na Pensilvania. A repercussão da
descoberta levou um banco a enviar um de seus funcionários, um certo John D.
Rockefeller, para investigar e fazer um relatório detalhado das possibilidades
econômico-financeiras da descoberta de Drake. Tal relatório indicava a total
impossibilidade de tal descoberta proporcionar qualquer lucro palpável. O
próprio Rockfeller, mais tarde, acabaria por contrariar seu próprio relatório ao
tornar-se um dos homens mais ricos do mundo, com uma imensa fortuna baseada
no petróleo. Com ou sem a aprovação de Rockefeller, foi criada a Seneca Oil
Company que começou a funcionar a todo vapor, assinalando o final da era
em que o homem dependia das baleias como fonte de fornecimento de óleo.
No curto espaço de um ano, o local, antes totalmente solitário, transformara-se
numa comunidade florescente, atualmente conhecida como Oil City - Cidade
do Petróleo. Os prospectores abriram ao acaso milhares de poços, numa
região cuja potencialidade de produção até hoje é ignorada, com o objetivo fixo
de conseguir extrair da terra petróleo para iluminação e aquecimento.
A procura de petróleo no solo tinha como abjetivo encontrar um substituto
acessível, tanto na produção como no preço, para o óleo da baleia utilizado
nas lanternas de iluminação pública.
O petróleo, que começou por ser menosprezado como um reles subproduto
sem valor, revelou-se de extrema importância no final do século XIX quando
do surgimento dos primeiros veículos automotores...
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 28 de junho de 2013
- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - final -
O trovão é o resultado da expansão e explosão do ar, que é aquecido pela
faísca, alcançando a impressionante temperatura de 16.666 graus centigrados,
ou 3 vezes superior à da superfície do sol! O som da explosão desloca-se mais
lentamente do que o clarão do relâmpago, pelo que, medindo-se o intervalo entre
o relâmpago e o trovão, é possível medir a distância em que se verificou o
relâmpago. Pode-se ter como parâmetro que, a cada 3 segundos corresponde
a distância de 1 quilômetro. Está medido e, por isso mesmo estabelecido que,
a cada instante, se verificam 1800 trovoadas em todo o mundo e durante um
ano, 16 milhões delas desabam sobre o planeta. Algumas tragédias já foram
causadas por trovoadas. A mais grave delas ocorreu na Itália - na cidade de
Bréscia - no ano de 1769. Uma faísca atingiu um paiol do Estado, fazendo
explodir nada menos que 100 toneladas de pólvora, matando mais de 3000
pessoas. O maior prejuízo material causado por um relâmpago foi o que se
verificou em San Luis Obispo, no estado da Califórnia, no dia 7 de abril de
1926. O incêndio durou cinco dias, atingiu uma área de 3640 km2, queimou mais de 6
milhões de barris de petróleo e matou apenas duas pessoas. Apesar de todo
o seu poder destrutivo, porém, o raio causa apenas poucas mortes diretas em
todo o mundo. O relâmpago provoca também efeito benéfico. Ele permite a
combinação de azoto e do oxigênio do ar e sua dissolução nas gotas de chuva.
Quando cai na terra e penetra no solo a chuva, poderoso fertilizante, fornece às
plantas os nitratos vitais que transporta. O relâmpago pode ter sido uma das
causas da existência de vida em nosso planeta. Numa fascinante experiência
realizada na Universidade de Chicago, preparou-se uma mistura de gases -
hidrogênio, metano, amoníaco e vapor d'água -, segundo se acredita,
semelhante à primeira atmosfera existente na terra. Submeteu-se, então, a
mistura à ação de um relâmpago artificial, constituído por uma descarga
elétrica, disso resultando a formação de produtos químicos complexos,
conhecidos como aminoácidos, tidos como os alicerces básicos de todas
as formas de vidas existentes sobre a Terra.
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 21 de junho de 2013
- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - I -
Desde tempos imemoriais o homem especula sobre o grande poder
potencialmente destruidor do relâmpago, um dos mais deslumbrantes e
pavorosos espetáculos da natureza. Trata-se, em termos científicos, de uma
descarga visível de eletricidade atmosférica. A faísca gigantesca produzida em
uma nuvem de tempestade, surge como um relâmpago difuso que, quando se
desloca dessa nuvem para a terra, passa a denominar-se " relâmpago bifurcado ".
A teoria mais aceita em nossos dias para explicar a mecânica da geração deste
fenômeno natural, afirma que seu surgimento decorre da colisão entre as gotas
de água numa nuvem de tempestade. A explicação é a seguinte: quando as
gotas de água que caem colidem com gotas de menores dimensões, uma parte
da energia existente em cada uma delas é transformada em uma carga de
eletricidade positiva na gota de maiores dimensões que se forma, em torno da
qual o ar adquire uma carga oposta, isto é, negativa. À medida que cai, cada
gota aumenta de tamanho, pois a umidade do ar condensa-se sobre ela, até
atingir cerca de 5 mm, quando divide-se em duas, cada uma das quais
transportando uma carga de eletricidade positiva. Quando as gotas caem
diretamente na terra, a carga não produz qualquer efeito; porém, dentro de uma
nuvem de tempestade, existem poderosas correntes de ar que impelem as gotas
no sentido ascendente, recomeçando todo o processo, incessantemente. À
medida que a carga acumulada em cada gota aumenta, a nuvem de tempestade
se transforma em um verdadeiro acumulador gigantesco, armazenando
eletricidade em quantidades progressivamente maiores.
Decorridos por volta
de 15 minutos, a carga
elétrica acumulada nas
gotas de chuva torna-se
tão elevada que vence
os efeitos isoladores
do ar, ocorrendo, então,
o clarão espetacular
do relâmpago...
Continua na próxima sexta...Um excelente final de semana. Tenham todos um ótimo São João.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ATLÂNTIDA - a lenda - final
A cratera de 1500 m de altura, emergiu com uma violência tal que a parte central
da ilha desapareceu numa cova de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A terra
em torno, atualmente conhecida como Ilha de Santorini, ficou coberta com uma
camada de cinzas vulcânicas de nada menos que 30 m de espessura, sob as
quais foram descobertas as ruínas do Império Minóico. Este cataclismo
relaciona-se, provavelmente, com o desaparecimento da Atlântida narrado por
Platão porém, como sucede não raras vezes com narrações, transcrições ou
reedições históricas, Platão interpretou incorretamente os escritos de Sólon.
Se, em vez de " 9000 anos antes do nascimento de Sólon " tivesse escrito " 900
anos "... , os acontecimentos coincidiriam, mais ou menos, com a erupção de
Thera. É provável, ainda, que o número que indicava a área da Atlântida, Platão
tenha traduzido erroneamente, indicando " 2 milhões de km2 " em lugar de
" 200.000 km 2 ". Uma ilha com tais dimensões poderia perfeitamente localizar-se
no mar Egeu. Duas outras hipóteses sugerem que Platão cometeu alguns erros
em sua transcrição:- O vocábulo grego que significa " maior do que " é muito
semelhante à palavra que traduz " a meio caminho ". Ficaria a Atlântida a " meio
caminho " entre a Líbia e a Ásia, não sendo " maior do que " ambas? E seriam as
Colunas de Hércules realmente o atual Estreito de Gibraltar?
Dois promontórios existentes na costa da Grécia, próximo de Creta, são
denominados também Colunas de Hércules.
As provas hoje disponíveis parecem ter desvendado o mistério da Atlântida.
Os arqueólogos descobriram sob as cinzas de Santorini uma cidade inteira,
cujas semelhanças com a fabulosa Atlântida não permitem que ainda subsistam
muitas dúvidas sobre o caráter lendário do paraíso descrito e decantado por Platão.
A todos um excelente final de semana
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Assinar:
Postagens (Atom)

















