sexta-feira, 23 de agosto de 2013

- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - II -



- A estrutura do Saturno V:
O conjunto era formado por três seções, cada uma das quais fabricada em lugares 
distintos dos Estados Unidos e transportadas por barcaças, pelo ar e pelas estradas, 
para o Centro Espacial John F. Kennedy, no estado da Flórida, onde foram 
montadas. A montagem e a verificação finais, que se estenderam pelo período 
mínimo de 4 meses, foram feitas no enorme edifício da montagem vertical. O primeiro 
andar, medindo 41,5 m de altura, 10 m de diâmetro e pesando 130 toneladas sem 
propulsor  (conjunto formado por combustível e comburente, por vezes misturados ), 
foi colocado na posição vertical, sobre uma plataforma sustentada por seis pernas, 
ao lado de uma torre de serviço. O segundo andar, com 24,5 metros e o peso de 
43 toneladas, foi colocado sobre o primeiro. O terceiro andar, com 17,4 metros e 
pesando 16 toneladas, foi, por sua vez, içado para o topo dos anteriores. Finalmente 
a nave espacial que transportou os três astronautas até a Lua, foi colocada no topo 
de todo o conjunto. Com a nave espacial colocada coroando a estrutura, a altura 
do conjunto foi elevada para 100 metros. O terceiro andar só foi ejetado quando a 
nave espacial estava próxima do seu destino. O foguete completo, montado 
verticalmente, foi transportado para a plataforma de lançamento juntamente com a 
torre de serviço. Os tratores de lagartas que executaram esta pesadíssima tarefa 
eram, então, os maiores veículos terrestres do Mundo. Existem apenas dois destes 
gigantes, ambos no Centro Espacial Kennedy, pesando cada um 3000 toneladas
tem 39 metros de comprimento e 34 de largura, possui uma tripulação de 10 
homens numa cabine de deslocamento em cada uma das extremidades, demorando 
nada menos que 9 horas para percorrer o caminho até à plataforma de lançamento, 
à uma velocidade de 3 km/h e vencendo alguns declives. Cada trator tem 12 
motores, incluindo 2 que desenvolvem 2750 cv, além de geradores, guinchos 
hidráulicos e motores elétricos para a direção das lagartas. São necessários 90 
minutos para acionar um destes veículos e as instruções para o fazer, estão 
consignadas em um manual de 39 páginas. Cada lagarta, das 8 do trator, pesa 
1 tonelada e a estrada que conduz à plataforma de lançamento, embora construída 
com o uso de tecnologia adequada, cede cerca de 25 mm quando percorrida por 
um destes tratores quando carregado...

Continua na próxima postagem...........

Abraços e um ótimo final de semana a todos.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe 

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

- O FANTÁSTICO ENGENHO HUMANO - I -



O tema é incrivelmente vasto. Ao longo da história, as descobertas, os inventos 
a criatividade humana operaram os verdadeiros e cientificamente provados 
"milagres". Entre  todos os inumeráveis progressos tecnológicos criados pelo 
homem, destacarei, ao longo deste artigo, detalhes técnicos de um evento no 
campo da astronáutica tão grandioso que, pelo seu impactante resultado, não 
nos deu a oportunidade de perceber, na ocasião do evento, os detalhes que 
permitiram o "final feliz" de tal empreendimento.Também me fez escrever sobre 
o tema, uma reportagem exibida pela Globo, em um de seus jornais diários, 
abordando uma verdadeira "operação de guerra" montada para transportar 
uma peça de tamanho incomum, componente de uma unidade de produção 
de fertilizantes a ser inaugurada pela Petrobrás, lá no Mato Grosso do Sul.

A incrível complexidade do Saturno V:


Imagine um navio de guerra 
do tipo contra-torpedeiro 
posicionado verticalmente, 
com a popa voltada para baixo, 
sob a qual se colocasse um 
explosivo que o conseguisse 
elevar a uma altura de mais 
de 48 kmmas de forma tão 
suave e delicada que 
absolutamente nada em seu 
interior, por mais frágil que 
fosse, seria danificado e 
quebrasse... Exatamente 
assim foi o lançamento do 
foguete Saturno V. Este 
artefato espantoso, então o 
maior foguete operacional do 
mundo, foi concebido, calculado 
e construído para colocar 
homem na Lua



Ele tinha nada menos que 2.000.000 de peças em funcionamento, cada uma 
das quais, quando se processava o lançamento, era telecomandada 
eletronicamente partir de um centro de comando que se encontrava a cinco 
quilômetros de distância da plataforma de lançamento e onde 400 homens 
e mulheres observavam todos os detalhes em videos de televisão e painéis de 
instrumento. Eram, porém, 3 pequenos computadores instalados a bordo, que 
determinavam o lançamento do artefato. Acionado por dois deles,, um relógio 
iniciava a contagem decrescente, finda a qual se iniciava a ignição dos motores 
e o foguete se elevava....

Continua na próxima postagem...

Ótimo final de semana a todos.

Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

- SERES VIVOS MILENÁRIOS - final -


                                                                Colin Renfrew

O arqueólogo Colin Renfrew, da Universidade de Southampton, na Inglaterra
declarou que alguns dos grandes megálitos - monumentos pré-históricos - 
encontrados no noroeste da França e na Espanha, são bem mais antigos do que 
as pirâmides do EgitoUtilizando o novo sistema de datas, ventilou-se também a 
hipótese de que processos importantes e progressivos na construção e na 
engenharia, bem como o uso de metais, terem sido originários da Europa e não 
do Oriente, como até então se supunha. Sugere-se que os povos primitivos da 
Europa não eram menos criativos do que as civilizações avançadas de outros 
continentes o que, segundo Renfrew, implica em reescrever, numa perspectiva 
diferente, todos os textos relativos à pré-história. Os pinheiros citados revelaram-se 
ainda úteis em outros campos, pois contribuem também para o estudo de aspectos 
ainda mais complexos e fundamentais da ciência e do conhecimento humano.
Um geofísico checoslovaco utilizou amostras da madeira destes pinheiros para 
estudar suspeitas variações no magnetismo terrestre. Na Universidade da 
Califórnia, um cientista tem utilizado a árvore para auxiliar na verificação dos 
efeitos ocasionados pelos experimentos com bombas nucleares.
Os pinheiros são utilizados também na determinação dos índices de poluição 
atmosférica causada pelas indústrias e pelo tráfego de veículos na costa pacífica 
americana. Assim, uma árvore cujo tempo de vida excede o período do 
desenvolvimento da civilização moderna permite ao homem um conhecimento mais 
profundo e preciso do seu passado, do seu presente e, indiretamente, do seu futuro.
Ao final, volto a lembrar aos mais resistentes, recalcitrantes, rudes  e que têm 
dificuldade de entender as coisas mais simples, que o nome certo e cientificamente 
provado por sua origem é CASTANHA DO PARÁ!!!

Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

- SERES VIVOS MILENÁRIOS - II -



...Estes pinheiros 
são verdadeiros 
computadores 
orgânicos 
que registram 
automaticamente 
todas as alterações 
nas condições 
de vida no planeta. 
Paradoxalmente, 
os mais antigos 
pinheiros da espécie 
Pinus Aristata
vivem nas condições 
mais improváveis: 
2850 m acima do 
nível do mar, terra 
rochosa e escarpada 
com escassa camada 
de terra e índice 
pluviométrico
baixíssimo. 
Curiosamente, em 
condições climáticas 
e geológicas mais 
amenas, os pinheiros 
desta espécie 
crescem mais 
rapidamente, morrem 
mais cedo e apodrecem 
com maior brevidade. 





Estes antigos pinheiros contribuíram muito para determinar algumas mudanças 
importantes nos conceitos até então tidos como corretos da nossa pré-história.
Leituras feitas pelo método de datação pelo carbono radioativo, dos anéis 
anuais dessas árvores, revelaram erros nos sistemas utilizados para datar 
descobertas arqueológicas.




Resumidamente, o sistema de datação pelo carbono radioativo, consiste na 
medição das quantidades de carbono 14 que permanecem em um fóssil e, através 
do cálculo da quantidade da perda de carbono, é determinada a idade deste 
mesmo fóssil. Este sistema, porém, baseava-se na suposição de que o carbono 
na atmosfera, causado pelo bombardeamento radioativo, permaneceria constante.
O exame dos pinheiros revelou flutuações importantes na quantidade de carbono 
atmosférico, criando assim discrepâncias neste sistema. Criou-se então um novo 
sistema de cálculo das datas, baseado na quantidade de carbono 14 daqueles 
pinheiros o que determinou o fim das discrepâncias que variavam até a absurda 
diferença de 1000 anos! Através deste método foram revistas e corrigidas uma 
série de datas históricas.
Com isto muitas teorias deixaram de ter importância pois, apesar de 
sustentadas milenarmente pela tradição da cultura humana, mostraram-se 
totalmente falsas...

Continua na próxima postagem......

Um final de semana excelente a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 26 de julho de 2013

- SERES VIVOS MILENÁRIOS - I -



                                                                         Pinus Aristata

Ainda há poucas semanas, em artigo publicado neste espaço, manifestei minha 
indignação com a Rede Globo a propósito de reportagens burras que insistiam 
em declarar que o termo consagrado mundialmente desde tempos imemoriais, 
"Castanha do Pará", não deveria existir por tal espécie vegetal ser encontrada 
em regiões da amazônia ocidental. Está provado por estudos científicos 
publicados nos anais da National Geographic que todas as castanheiras 
encontradas fora do nordeste do Pará, de onde são originárias, são verdadeiros 
clones das árvores originais e foram levadas para outras partes da Amazônia, 
por habitantes que se deslocavam regularmente pela região, há milênios. As 
provas científicas baseadas em estudos de vegetais são responsáveis por 
grande parte da elucidação e explicação dos fatos históricos. Um exemplo é 
uma árvore chamada "Matusalém". Trata-se de um pinheiro de copa rasa 
(Pinus Aristata) que cresceu a 2700 m de altitude nas montanhas Brancas
no estado da Califórnia.  Ele é resultante de uma semente ali lançada mais de 
1600 anos antes da construção das pirâmides do Egito! Está ainda bem viva 
e poderá continuar assim por mais 800 anos. Em 1964 foi derrubado para 
estudos científicos um outro pinheiro que, estudado, demonstrou ter 4900 
camadas anuais no lenho. Foi determinado pelos cientistas que uma árvore 
dessas pode viver por mais de 5500 anos.



No laboratório de dendrocronologia 
da Universidade do Arizona
cientistas organizaram um calendário 
baseado nos anéis do Pinus Aristata 
e dos restos antigos  desta espécie
 arbórea, identificando assim 
especificamente cada ano anterior a 
6300 a.C. Examinaram, também, 
restos desses vegetais encontrados 
no monte Washington, na parte 
oriental do estado de Nevada. Tais 
exames, levados a efeito nas células 
danificadas, levaram a concluir quais 
as condições climatológicas em 
épocas passadas, tal como as 
caprichosas ondas de frio nos verões 
de 1453 e 1601.






Procedeu-se, também, ao exame de grãos de pólen recolhidos nas sucessivas 
camadas de crescimento, o que permitiu comparar um quadro da vida da planta 
de 1300 a.C. com o de 350 d.C.  

Continua na próxima postagem......  

A todos um excelente final de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 19 de julho de 2013

- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - final -


Edwin Drake

Inevitavelmente surgiram as fases seguintes na cadeia de produção. 
Experiências exitosas foram feitas por alguns fabricantes usando produtos 
originários de pântanos de infiltrações, com o objetivo de ultrapassarem uma 
das fases de produção de Young. Assim, foram criadas as condições para 
Edwin Drake iniciar as perfurações destinadas a produzir petróleo natural.
Drake foi um homem afortunado, pois o aparecimento do petróleo, onde quer 
que ele se encontre, depende apenas de uma série de acidentes geológicos 
arbitrários. Ele é resultante, segundo se crê, dos restos decompostos de 
incontáveis bilhões de plantas e pequenos animais aquáticos que, ao longo 
das eras, foram esmagados pelo peso das rochas até se transformarem em 
petróleo. As grandes reservas de petróleo são encontradas apenas em latitudes 
tropicais. A deriva continental é responsável pelos depósitos do Alaska, sob o  
Mar do Norte, e de outros locais afastados dos trópicos, levando-os até onde 
atualmente se encontram. O petróleo só se concentra no interior da terra 
quando sobre ele existe uma perfeita vedação de rocha que o impede de 
irromper até à superfície, permitindo assim, a formação dos reservatórios 
que os prospectores procuram. Porém, mesmo os instrumentos mais 
sofisticados hoje disponíveis, não garantem a existência de petróleo no local 
da sondagem. Houve uma época em que eram necessários vários dias para 
se conter o enorme jato de petróleo expelido do poço recém perfurado pelo 
gás natural comprimido. Em 1901, por exemplo, um jato de petróleo no estado 
americano do Texas, fez desperdiçar incríveis 135 milhões de litros do 
produto, sendo verificado posteriormente que esta quantidade equivalia à 
metade da reserva ali descoberta. As modernas técnicas de exploração já 
eliminaram por completo esse risco. Porém, por mais que se evite o menor 
desperdício de petróleo, temos consciência de que a quantidade dessa 
riqueza é limitada. Foram necessários milhões de anos para se criarem os 
depósitos de petróleo, porém, decorridos pouco mais de 150 anos da 
descoberta de Edwin Drake, estima-se que já foi gasto mais de um terço 
dos recursos petrolíferos conhecidos no mundo. Não é provável que a oferta 
satisfaça a procura por mais 150 anos, por maiores que sejam as reservas 
extraídas do fundo do mar.

Bom final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 12 de julho de 2013

- PETRÓLEO - A DESCOBERTA DA FORTUNA - II -


Embora a exploração comercial do petróleo, um dos mais valiosos e cômodos 
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é 
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias 
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se 
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o 
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por 
um pilar de fogo durante a noite ".  Isto é uma descrição perfeita do que ocorre 
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não 
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo 
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam  
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios 
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo 
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um 
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de 
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e 
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a 
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e 
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o 
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se 
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países 
pelo mundo em fora...

Continua na próxima postagem...

Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 5 de julho de 2013

- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - I -




Ele era um simples guarda de estrada de ferro nos Estados Unidos, quando, 
em 1859, resolveu se aposentar. Seu nome, Edwin Drake. Ao escavar a terra 
para guardar suas economias acumuladas ao longo de muitos anos de trabalho 
duro, descobriu o primeiro poço de petróleo de que se tem notícia. A massa 
negra e viscosa borbotou à superfície no local onde outrora existira uma aldeia 
de índios senecas, a 120 km de Pittsburgo na Pensilvania. A repercussão da 
descoberta levou um banco a enviar um de seus funcionários, um certo John D. 
Rockefeller, para investigar e fazer um relatório detalhado das possibilidades 
econômico-financeiras da descoberta de Drake. Tal relatório indicava a total 
impossibilidade de tal descoberta proporcionar qualquer lucro palpável. O 
próprio Rockfeller, mais tarde, acabaria por contrariar seu próprio relatório ao
tornar-se um dos homens mais ricos do mundo, com uma imensa fortuna baseada 
no petróleo. Com ou sem a aprovação de Rockefeller, foi criada a Seneca Oil 
Company que começou a funcionar a todo vapor, assinalando o final da era 
em que o homem dependia das baleias como fonte de fornecimento de óleo.
No curto espaço de um ano, o local, antes totalmente solitário, transformara-se 
numa comunidade florescente, atualmente conhecida como Oil City - Cidade 
do Petróleo. Os prospectores abriram ao acaso milhares de poços, numa 
região cuja potencialidade de produção até hoje é ignorada, com o objetivo fixo 
de conseguir extrair da terra petróleo para iluminação e aquecimento.
A procura de petróleo no solo tinha como abjetivo encontrar um substituto 
acessível, tanto na produção como no preço, para o óleo da baleia utilizado 
nas lanternas de iluminação pública.
O petróleo, que começou por ser menosprezado como um reles subproduto 
sem valor, revelou-se de extrema importância no final do século XIX quando 
do surgimento dos primeiros veículos automotores...

Continua na próxima postagem...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 28 de junho de 2013

- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - final -



O trovão é o resultado da expansão e explosão do ar, que é aquecido pela 
faísca, alcançando a impressionante temperatura de 16.666 graus centigrados
ou 3 vezes superior à da superfície do sol! O som da explosão desloca-se mais 
lentamente do que o clarão do relâmpago, pelo que, medindo-se o intervalo entre 
o relâmpago e o trovão, é possível medir a distância em que se verificou o 
relâmpago. Pode-se ter como parâmetro que, a cada 3 segundos corresponde 
a distância de 1 quilômetroEstá medido e, por isso mesmo estabelecido que, 
a cada instante, se verificam 1800 trovoadas em todo o mundo e durante um 
ano, 16 milhões delas desabam sobre o planeta. Algumas tragédias já foram 
causadas por trovoadas. A mais grave delas ocorreu na Itália - na cidade de 
Bréscia - no ano de 1769. Uma faísca atingiu um paiol do Estado, fazendo 
explodir nada menos que 100 toneladas de pólvora, matando mais de 3000 
pessoas. O maior prejuízo material causado por um relâmpago  foi o que se 
verificou em San Luis Obispo, no estado da Califórnia, no dia 7 de abril de 
1926. O incêndio durou cinco dias, atingiu uma área de 3640 km2, queimou mais de
milhões de barris de petróleo e matou apenas duas pessoas. Apesar de todo 
o seu poder destrutivo, porém, o raio causa apenas poucas mortes diretas em 
todo o mundo. O relâmpago provoca também efeito benéfico. Ele permite a 
combinação de azoto e do oxigênio do ar e sua dissolução nas gotas de chuva. 
Quando cai na terra e penetra no solo a chuva, poderoso fertilizante, fornece às 
plantas os nitratos vitais que transporta. O relâmpago pode ter sido uma das 
causas da existência de vida em nosso planeta. Numa fascinante experiência 
realizada na Universidade de Chicago, preparou-se uma mistura de gases - 
hidrogênio, metano, amoníaco e vapor d'água -, segundo se acredita, 
semelhante à primeira atmosfera existente na terra. Submeteu-se, então, a 
mistura à ação de um relâmpago artificial, constituído por uma descarga 
elétrica, disso resultando a formação de produtos químicos complexos, 
conhecidos como aminoácidos, tidos como os alicerces básicos de todas 
as formas de vidas existentes sobre a Terra.

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 21 de junho de 2013

- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - I -



Desde tempos imemoriais o homem especula sobre o grande poder 
potencialmente destruidor do relâmpago, um dos mais deslumbrantes e 
pavorosos espetáculos da natureza. Trata-se, em termos científicos, de uma 
descarga visível de eletricidade atmosférica. A faísca gigantesca produzida em 
uma nuvem de tempestade, surge como um relâmpago difuso que, quando se 
desloca dessa nuvem para a terra, passa a denominar-se " relâmpago bifurcado ". 
A teoria mais aceita em nossos dias para explicar a mecânica da geração deste 
fenômeno natural, afirma que seu surgimento decorre da colisão entre as gotas 
de água numa nuvem de tempestade.  A explicação é a seguinte: quando as 
gotas de água que caem colidem com gotas de menores dimensões, uma parte 
da energia existente em cada uma delas é transformada em uma carga de 
eletricidade positiva na gota de maiores dimensões que se forma, em torno da 
qual o ar adquire uma carga oposta, isto é, negativa. À medida que cai, cada 
gota aumenta de tamanho, pois a umidade do ar condensa-se sobre ela, até 
atingir cerca de 5 mm, quando divide-se em duas, cada uma das quais 
transportando uma carga de eletricidade positiva. Quando as gotas caem 
diretamente na terra, a carga não produz qualquer efeito; porém, dentro de uma 
nuvem de tempestade, existem poderosas correntes de ar que impelem as gotas 
no sentido ascendente, recomeçando todo o  processo, incessantemente.  À 
medida que a carga acumulada em cada gota aumenta, a nuvem de tempestade 
se transforma em um verdadeiro acumulador gigantesco, armazenando 
eletricidade em quantidades progressivamente maiores. 






Decorridos por volta 
de 15 minutos, a carga 
elétrica acumulada nas 
gotas de chuva torna-se 
tão elevada que vence 
os efeitos isoladores 
do ar, ocorrendo, então, 
clarão espetacular 
do relâmpago...




Continua na próxima sexta...Um excelente final de semana. Tenham todos um ótimo São João.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ATLÂNTIDA - a lenda - final

                             

A cratera de 1500 m de altura, emergiu com uma violência tal que a parte central 
da ilha desapareceu numa cova de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A terra 
em torno, atualmente conhecida como Ilha de Santorini, ficou coberta com uma 
camada de cinzas vulcânicas de nada menos que 30 m de espessura, sob as 
quais foram descobertas as ruínas do Império Minóico. Este cataclismo 
relaciona-se, provavelmente, com o desaparecimento da Atlântida narrado por 
Platão porém, como sucede não raras vezes com narrações, transcrições ou 
reedições históricas, Platão interpretou incorretamente os escritos de Sólon
Se, em vez de " 9000 anos antes do nascimento de Sólon " tivesse escrito " 900 
anos "... , os acontecimentos coincidiriam, mais ou menos, com a erupção de 
Thera. É provável, ainda, que o número que indicava a área da Atlântida, Platão 
tenha traduzido erroneamente, indicando  " 2 milhões de km2 " em lugar de 
200.000 km 2 ". Uma ilha com tais dimensões poderia perfeitamente localizar-se 
no mar Egeu.  Duas outras hipóteses sugerem que Platão cometeu alguns erros 
em sua transcrição:- O vocábulo grego que significa " maior do que " é muito 
semelhante à palavra que traduz " a meio caminho ". Ficaria a Atlântida a " meio 
caminho " entre a Líbia e a Ásia, não sendo " maior do que " ambas? E seriam as 
Colunas de Hércules realmente o atual Estreito de Gibraltar?
Dois promontórios existentes na costa da Grécia, próximo de Creta, são 
denominados também Colunas de Hércules.
As provas hoje disponíveis parecem ter desvendado o mistério da Atlântida.
Os arqueólogos descobriram sob as cinzas de Santorini uma cidade inteira, 
cujas semelhanças com a fabulosa Atlântida não permitem que ainda subsistam 
muitas dúvidas sobre o caráter lendário do  paraíso descrito e decantado por Platão.

A todos um excelente final de semana
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 7 de junho de 2013

- ATLÂNTIDA - a lenda - I



Tudo começou com relatos do filósofo grego Platão. A credibilidade que possuía 
como grande erudito, acabou por tornar aceita, sem restrições, sua narrativa sobre 
a existência de uma ilha linda, próspera e poderosa, dominadora de um império 
que se estendia até a Africa e a Europa. Seus habitantes, cultos e afeitos às 
guerras, por praticarem atos atentatórios à moral e aos ensinamentos correntes, 
tiveram como castigo a submersão de suas terras, tragadas que foram pelas 
águas do mar. Embora desafiando a lógica da história e da geologia, permaneceu 
esta história como verdade durante muitos séculos, fornecendo argumentos e 
materiais para românticos e poetas. Platão deu a esse Paraíso Perdido, segundo 
ele, localizado além das Colunas de Hércules ( atualmente Estreito de Gibraltar ), 
o nome de AtlântidaA ideia original porém, não foi de Platão. Ele apenas se 
limitou a repetir os relatos de Sólon, que, por sua vez, os ouvira de sacerdotes 
egípcios, segundo os quais o desastre acontecera 9000 anos antes do nascimento 
de Sólon. As evidências geológicas, no entanto, demonstram que o oceano 
Atlântico existe, tal qual o conhecemos hoje, há alguns milhões de anos, não 
contendo vestígio algum que indique a existência  de uma ilha outrora habitada e 
afundada sob suas águas. Recentemente constatou-se que a civilização descrita 
por Platão é muito semelhante ao Império Minóico que existia na ilha de Creta
Era uma sociedade altamente desenvolvida com leis escritas, conhecimentos 
sobre metalurgia e técnicas de engenharia que incluíam a abertura de canais, 
túneis, obras portuárias e até instalações sanitárias equivalentes às usadas em 
nossos dias. No final do século XV a.C. esta civilização desapareceu tão 
abruptamente quanto a Atlântida proclamada por Platão. Durante séculos, o 
seu desaparecimento intrigou os historiadores que não entendiam como uma 
civilização tão avançada podia ter desaparecido de repente. Descobertas 
recentes, porém, sugerem que o Império Minóico foi totalmente aniquilado 
por uma gigantesca explosão vulcânica.

Sabe-se que a ilha de Thera, no Mar Egeu, explodiu cerca de 1470 a.C.

Continua na próxima postagem...

Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 31 de maio de 2013

- NÃO SENTIR DOR. ISTO É BOM?



Nascida na Inglaterra, Elizabeth Andrews amanheceu certo dia com a perna 
inchada. Como não se queixara de nada que justificasse tal inchaço, o médico 
da família considerou tratar-se de reumatismo infantil. Mas a tumefação 
manteve-se e até agravou-se. Meses se  passaram sem que nada mudasse e 
os médicos resolveram radiografar a perna doente. Espantados constataram 
que a menina houvera quebrado vários  ossos do tornozelo. Durante todo esse 
tempo a jovem não sentira qualquer dor. Elizabeth é uma das 12 pessoas no 
mundo que, nos últimos cem anos, nunca experimentaram a sensação de dor. 
Em situações que em outras pessoas provocariam gritos alucinantes, ela se 
mantinha inalterável como se nada tivesse acontecido.
Um outro indivíduo, contado entre os 12 insensíveis a dor catalogados nos 
últimos cem anos, também vivia na Inglaterra e tinha o apelido curioso de 
"Alfineteira Humana". Com 50 anos de idade confessou, um belo dia, que só 
sentira alguma dorzinha em 3 momentos ao longo de toda a sua vida: a primeira 
aos 7 anos quando foi atingido por um machado na cabeça; a segunda aos 
14 anos quando sentiu uma picada durante os procedimentos médicos para 
retirar um chumbo da perna esquerda que houvera sido baleada acidentalmente 
durante uma caçada e a terceira, aos 16, sentiu leves dores quando o médico lhe 
colocou no lugar, sem anestesia, uma perna quebrada.


Pessoas comuns, apriorísticamente, 
poderiam desejar ser um desses 
indivíduos insensíveis à dor, mas a 
verdade é que tal insensibilidade 
seria imensamente prejudicial à 
sua segurança. Sem a dor, por 
exemplo, nunca detectaríamos um 
iminente ataque de apendicite a 
tempo de tratá-la para evitar uma 
mortal peritonite. A dor, portanto, 
é um eficiente sistema de alarme 
natural que atua quando o organismo 
corre perigo. A maior parte dos 
seres humanos experimenta duas 
espécies de dor. O indivíduo que 
coloque a mão numa chaleira 
fervente, por exemplo, sentirá, 
imediatamente, uma dor curta e 
aguda, que o levará a soltar 
incontinente o utensílio. 




Segue-se, então, o segundo tipo de dor, esta contínua que permanecerá até que 
o ferimento seja adequadamente tratado e comece a sarar. Ambos os tipos de 
dor são conduzidos ao cérebro pela medula espinal mas cada um tem o seu 
próprio sistema nervoso independente. O primeiro é transmitido rapidamente ao 
cérebro por intermédio de uma rede de pequenos nervos revestidos por um tecido 
chamado "Fibras Delta-A", que comunicam ao cérebro a ocorrência, a fim de 
permitirem a rápida reação do organismo. O latejar da queimadura chega ao 
cérebro mais lentamente, através de nervos não protegidos, chamados 
"Fibras C". Faz o cérebro tomar conhecimento de que a mão foi queimada  e 
que a dor continuará até que o ferimento seja tratado e sare.Há, porém, um 
mistério no cérebro. Algumas pessoas tem um elevado limiar à sensação da dor, 
suportando-a melhor que outras. E, por fim, como explicar a ausência total de dor, 
quando sob trauma, como aconteceu comigo após ser massacrado em um 
acidente de carro, sofrido e narrado em publicações anteriores?...

Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe