sexta-feira, 2 de agosto de 2013
- SERES VIVOS MILENÁRIOS - II -
...Estes pinheiros
são verdadeiros
computadores
orgânicos
que registram
automaticamente
todas as alterações
nas condições
de vida no planeta.
Paradoxalmente,
os mais antigos
pinheiros da espécie
Pinus Aristata,
vivem nas condições
mais improváveis:
2850 m acima do
nível do mar, terra
rochosa e escarpada
com escassa camada
de terra e índice
pluviométrico
baixíssimo.
Curiosamente, em
condições climáticas
e geológicas mais
amenas, os pinheiros
desta espécie
crescem mais
rapidamente, morrem
mais cedo e apodrecem
com maior brevidade.
Estes antigos pinheiros contribuíram muito para determinar algumas mudanças
importantes nos conceitos até então tidos como corretos da nossa pré-história.
Leituras feitas pelo método de datação pelo carbono radioativo, dos anéis
anuais dessas árvores, revelaram erros nos sistemas utilizados para datar
descobertas arqueológicas.
Resumidamente, o sistema de datação pelo carbono radioativo, consiste na
medição das quantidades de carbono 14 que permanecem em um fóssil e, através
do cálculo da quantidade da perda de carbono, é determinada a idade deste
mesmo fóssil. Este sistema, porém, baseava-se na suposição de que o carbono
na atmosfera, causado pelo bombardeamento radioativo, permaneceria constante.
O exame dos pinheiros revelou flutuações importantes na quantidade de carbono
atmosférico, criando assim discrepâncias neste sistema. Criou-se então um novo
sistema de cálculo das datas, baseado na quantidade de carbono 14 daqueles
pinheiros o que determinou o fim das discrepâncias que variavam até a absurda
diferença de 1000 anos! Através deste método foram revistas e corrigidas uma
série de datas históricas.
Com isto muitas teorias deixaram de ter importância pois, apesar de
sustentadas milenarmente pela tradição da cultura humana, mostraram-se
totalmente falsas...
Continua na próxima postagem......
Um final de semana excelente a todos os amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 26 de julho de 2013
- SERES VIVOS MILENÁRIOS - I -
Pinus Aristata
Ainda há poucas semanas, em artigo publicado neste espaço, manifestei minha
indignação com a Rede Globo a propósito de reportagens burras que insistiam
em declarar que o termo consagrado mundialmente desde tempos imemoriais,
"Castanha do Pará", não deveria existir por tal espécie vegetal ser encontrada
em regiões da amazônia ocidental. Está provado por estudos científicos
publicados nos anais da National Geographic que todas as castanheiras
encontradas fora do nordeste do Pará, de onde são originárias, são verdadeiros
clones das árvores originais e foram levadas para outras partes da Amazônia,
por habitantes que se deslocavam regularmente pela região, há milênios. As
provas científicas baseadas em estudos de vegetais são responsáveis por
grande parte da elucidação e explicação dos fatos históricos. Um exemplo é
uma árvore chamada "Matusalém". Trata-se de um pinheiro de copa rasa
(Pinus Aristata) que cresceu a 2700 m de altitude nas montanhas Brancas,
no estado da Califórnia. Ele é resultante de uma semente ali lançada mais de
1600 anos antes da construção das pirâmides do Egito! Está ainda bem viva
e poderá continuar assim por mais 800 anos. Em 1964 foi derrubado para
estudos científicos um outro pinheiro que, estudado, demonstrou ter 4900
camadas anuais no lenho. Foi determinado pelos cientistas que uma árvore
dessas pode viver por mais de 5500 anos.
No laboratório de dendrocronologia
da Universidade do Arizona,
cientistas organizaram um calendário
baseado nos anéis do Pinus Aristata
e dos restos antigos desta espécie
arbórea, identificando assim
especificamente cada ano anterior a
6300 a.C. Examinaram, também,
restos desses vegetais encontrados
no monte Washington, na parte
oriental do estado de Nevada. Tais
exames, levados a efeito nas células
danificadas, levaram a concluir quais
as condições climatológicas em
épocas passadas, tal como as
caprichosas ondas de frio nos verões
de 1453 e 1601.
Procedeu-se, também, ao exame de grãos de pólen recolhidos nas sucessivas
camadas de crescimento, o que permitiu comparar um quadro da vida da planta
de 1300 a.C. com o de 350 d.C.
Continua na próxima postagem......
A todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 19 de julho de 2013
- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - final -
Edwin Drake
Inevitavelmente surgiram as fases seguintes na cadeia de produção.
Experiências exitosas foram feitas por alguns fabricantes usando produtos
originários de pântanos de infiltrações, com o objetivo de ultrapassarem uma
das fases de produção de Young. Assim, foram criadas as condições para
Edwin Drake iniciar as perfurações destinadas a produzir petróleo natural.
Drake foi um homem afortunado, pois o aparecimento do petróleo, onde quer
que ele se encontre, depende apenas de uma série de acidentes geológicos
arbitrários. Ele é resultante, segundo se crê, dos restos decompostos de
incontáveis bilhões de plantas e pequenos animais aquáticos que, ao longo
das eras, foram esmagados pelo peso das rochas até se transformarem em
petróleo. As grandes reservas de petróleo são encontradas apenas em latitudes
tropicais. A deriva continental é responsável pelos depósitos do Alaska, sob o
Mar do Norte, e de outros locais afastados dos trópicos, levando-os até onde
atualmente se encontram. O petróleo só se concentra no interior da terra
quando sobre ele existe uma perfeita vedação de rocha que o impede de
irromper até à superfície, permitindo assim, a formação dos reservatórios
que os prospectores procuram. Porém, mesmo os instrumentos mais
sofisticados hoje disponíveis, não garantem a existência de petróleo no local
da sondagem. Houve uma época em que eram necessários vários dias para
se conter o enorme jato de petróleo expelido do poço recém perfurado pelo
gás natural comprimido. Em 1901, por exemplo, um jato de petróleo no estado
americano do Texas, fez desperdiçar incríveis 135 milhões de litros do
produto, sendo verificado posteriormente que esta quantidade equivalia à
metade da reserva ali descoberta. As modernas técnicas de exploração já
eliminaram por completo esse risco. Porém, por mais que se evite o menor
desperdício de petróleo, temos consciência de que a quantidade dessa
riqueza é limitada. Foram necessários milhões de anos para se criarem os
depósitos de petróleo, porém, decorridos pouco mais de 150 anos da
descoberta de Edwin Drake, estima-se que já foi gasto mais de um terço
dos recursos petrolíferos conhecidos no mundo. Não é provável que a oferta
satisfaça a procura por mais 150 anos, por maiores que sejam as reservas
extraídas do fundo do mar.
Bom final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 12 de julho de 2013
- PETRÓLEO - A DESCOBERTA DA FORTUNA - II -
Embora a exploração comercial do petróleo, um dos mais valiosos e cômodos
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios e
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por
um pilar de fogo durante a noite ". Isto é uma descrição perfeita do que ocorre
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países
pelo mundo em fora...
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios e
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por
um pilar de fogo durante a noite ". Isto é uma descrição perfeita do que ocorre
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países
pelo mundo em fora...
Continua na próxima postagem...
Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 5 de julho de 2013
- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - I -
Ele era um simples guarda de estrada de ferro nos Estados Unidos, quando,
em 1859, resolveu se aposentar. Seu nome, Edwin Drake. Ao escavar a terra
para guardar suas economias acumuladas ao longo de muitos anos de trabalho
duro, descobriu o primeiro poço de petróleo de que se tem notícia. A massa
negra e viscosa borbotou à superfície no local onde outrora existira uma aldeia
de índios senecas, a 120 km de Pittsburgo na Pensilvania. A repercussão da
descoberta levou um banco a enviar um de seus funcionários, um certo John D.
Rockefeller, para investigar e fazer um relatório detalhado das possibilidades
econômico-financeiras da descoberta de Drake. Tal relatório indicava a total
impossibilidade de tal descoberta proporcionar qualquer lucro palpável. O
próprio Rockfeller, mais tarde, acabaria por contrariar seu próprio relatório ao
tornar-se um dos homens mais ricos do mundo, com uma imensa fortuna baseada
no petróleo. Com ou sem a aprovação de Rockefeller, foi criada a Seneca Oil
Company que começou a funcionar a todo vapor, assinalando o final da era
em que o homem dependia das baleias como fonte de fornecimento de óleo.
No curto espaço de um ano, o local, antes totalmente solitário, transformara-se
numa comunidade florescente, atualmente conhecida como Oil City - Cidade
do Petróleo. Os prospectores abriram ao acaso milhares de poços, numa
região cuja potencialidade de produção até hoje é ignorada, com o objetivo fixo
de conseguir extrair da terra petróleo para iluminação e aquecimento.
A procura de petróleo no solo tinha como abjetivo encontrar um substituto
acessível, tanto na produção como no preço, para o óleo da baleia utilizado
nas lanternas de iluminação pública.
O petróleo, que começou por ser menosprezado como um reles subproduto
sem valor, revelou-se de extrema importância no final do século XIX quando
do surgimento dos primeiros veículos automotores...
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 28 de junho de 2013
- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - final -
O trovão é o resultado da expansão e explosão do ar, que é aquecido pela
faísca, alcançando a impressionante temperatura de 16.666 graus centigrados,
ou 3 vezes superior à da superfície do sol! O som da explosão desloca-se mais
lentamente do que o clarão do relâmpago, pelo que, medindo-se o intervalo entre
o relâmpago e o trovão, é possível medir a distância em que se verificou o
relâmpago. Pode-se ter como parâmetro que, a cada 3 segundos corresponde
a distância de 1 quilômetro. Está medido e, por isso mesmo estabelecido que,
a cada instante, se verificam 1800 trovoadas em todo o mundo e durante um
ano, 16 milhões delas desabam sobre o planeta. Algumas tragédias já foram
causadas por trovoadas. A mais grave delas ocorreu na Itália - na cidade de
Bréscia - no ano de 1769. Uma faísca atingiu um paiol do Estado, fazendo
explodir nada menos que 100 toneladas de pólvora, matando mais de 3000
pessoas. O maior prejuízo material causado por um relâmpago foi o que se
verificou em San Luis Obispo, no estado da Califórnia, no dia 7 de abril de
1926. O incêndio durou cinco dias, atingiu uma área de 3640 km2, queimou mais de 6
milhões de barris de petróleo e matou apenas duas pessoas. Apesar de todo
o seu poder destrutivo, porém, o raio causa apenas poucas mortes diretas em
todo o mundo. O relâmpago provoca também efeito benéfico. Ele permite a
combinação de azoto e do oxigênio do ar e sua dissolução nas gotas de chuva.
Quando cai na terra e penetra no solo a chuva, poderoso fertilizante, fornece às
plantas os nitratos vitais que transporta. O relâmpago pode ter sido uma das
causas da existência de vida em nosso planeta. Numa fascinante experiência
realizada na Universidade de Chicago, preparou-se uma mistura de gases -
hidrogênio, metano, amoníaco e vapor d'água -, segundo se acredita,
semelhante à primeira atmosfera existente na terra. Submeteu-se, então, a
mistura à ação de um relâmpago artificial, constituído por uma descarga
elétrica, disso resultando a formação de produtos químicos complexos,
conhecidos como aminoácidos, tidos como os alicerces básicos de todas
as formas de vidas existentes sobre a Terra.
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 21 de junho de 2013
- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - I -
Desde tempos imemoriais o homem especula sobre o grande poder
potencialmente destruidor do relâmpago, um dos mais deslumbrantes e
pavorosos espetáculos da natureza. Trata-se, em termos científicos, de uma
descarga visível de eletricidade atmosférica. A faísca gigantesca produzida em
uma nuvem de tempestade, surge como um relâmpago difuso que, quando se
desloca dessa nuvem para a terra, passa a denominar-se " relâmpago bifurcado ".
A teoria mais aceita em nossos dias para explicar a mecânica da geração deste
fenômeno natural, afirma que seu surgimento decorre da colisão entre as gotas
de água numa nuvem de tempestade. A explicação é a seguinte: quando as
gotas de água que caem colidem com gotas de menores dimensões, uma parte
da energia existente em cada uma delas é transformada em uma carga de
eletricidade positiva na gota de maiores dimensões que se forma, em torno da
qual o ar adquire uma carga oposta, isto é, negativa. À medida que cai, cada
gota aumenta de tamanho, pois a umidade do ar condensa-se sobre ela, até
atingir cerca de 5 mm, quando divide-se em duas, cada uma das quais
transportando uma carga de eletricidade positiva. Quando as gotas caem
diretamente na terra, a carga não produz qualquer efeito; porém, dentro de uma
nuvem de tempestade, existem poderosas correntes de ar que impelem as gotas
no sentido ascendente, recomeçando todo o processo, incessantemente. À
medida que a carga acumulada em cada gota aumenta, a nuvem de tempestade
se transforma em um verdadeiro acumulador gigantesco, armazenando
eletricidade em quantidades progressivamente maiores.
Decorridos por volta
de 15 minutos, a carga
elétrica acumulada nas
gotas de chuva torna-se
tão elevada que vence
os efeitos isoladores
do ar, ocorrendo, então,
o clarão espetacular
do relâmpago...
Continua na próxima sexta...Um excelente final de semana. Tenham todos um ótimo São João.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 14 de junho de 2013
ATLÂNTIDA - a lenda - final
A cratera de 1500 m de altura, emergiu com uma violência tal que a parte central
da ilha desapareceu numa cova de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A terra
em torno, atualmente conhecida como Ilha de Santorini, ficou coberta com uma
camada de cinzas vulcânicas de nada menos que 30 m de espessura, sob as
quais foram descobertas as ruínas do Império Minóico. Este cataclismo
relaciona-se, provavelmente, com o desaparecimento da Atlântida narrado por
Platão porém, como sucede não raras vezes com narrações, transcrições ou
reedições históricas, Platão interpretou incorretamente os escritos de Sólon.
Se, em vez de " 9000 anos antes do nascimento de Sólon " tivesse escrito " 900
anos "... , os acontecimentos coincidiriam, mais ou menos, com a erupção de
Thera. É provável, ainda, que o número que indicava a área da Atlântida, Platão
tenha traduzido erroneamente, indicando " 2 milhões de km2 " em lugar de
" 200.000 km 2 ". Uma ilha com tais dimensões poderia perfeitamente localizar-se
no mar Egeu. Duas outras hipóteses sugerem que Platão cometeu alguns erros
em sua transcrição:- O vocábulo grego que significa " maior do que " é muito
semelhante à palavra que traduz " a meio caminho ". Ficaria a Atlântida a " meio
caminho " entre a Líbia e a Ásia, não sendo " maior do que " ambas? E seriam as
Colunas de Hércules realmente o atual Estreito de Gibraltar?
Dois promontórios existentes na costa da Grécia, próximo de Creta, são
denominados também Colunas de Hércules.
As provas hoje disponíveis parecem ter desvendado o mistério da Atlântida.
Os arqueólogos descobriram sob as cinzas de Santorini uma cidade inteira,
cujas semelhanças com a fabulosa Atlântida não permitem que ainda subsistam
muitas dúvidas sobre o caráter lendário do paraíso descrito e decantado por Platão.
A todos um excelente final de semana
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 7 de junho de 2013
- ATLÂNTIDA - a lenda - I
Tudo começou com relatos do filósofo grego Platão. A credibilidade que possuía
como grande erudito, acabou por tornar aceita, sem restrições, sua narrativa sobre
a existência de uma ilha linda, próspera e poderosa, dominadora de um império
que se estendia até a Africa e a Europa. Seus habitantes, cultos e afeitos às
guerras, por praticarem atos atentatórios à moral e aos ensinamentos correntes,
tiveram como castigo a submersão de suas terras, tragadas que foram pelas
águas do mar. Embora desafiando a lógica da história e da geologia, permaneceu
esta história como verdade durante muitos séculos, fornecendo argumentos e
materiais para românticos e poetas. Platão deu a esse Paraíso Perdido, segundo
ele, localizado além das Colunas de Hércules ( atualmente Estreito de Gibraltar ),
o nome de Atlântida. A ideia original porém, não foi de Platão. Ele apenas se
limitou a repetir os relatos de Sólon, que, por sua vez, os ouvira de sacerdotes
egípcios, segundo os quais o desastre acontecera 9000 anos antes do nascimento
de Sólon. As evidências geológicas, no entanto, demonstram que o oceano
Atlântico existe, tal qual o conhecemos hoje, há alguns milhões de anos, não
contendo vestígio algum que indique a existência de uma ilha outrora habitada e
afundada sob suas águas. Recentemente constatou-se que a civilização descrita
por Platão é muito semelhante ao Império Minóico que existia na ilha de Creta.
Era uma sociedade altamente desenvolvida com leis escritas, conhecimentos
sobre metalurgia e técnicas de engenharia que incluíam a abertura de canais,
túneis, obras portuárias e até instalações sanitárias equivalentes às usadas em
nossos dias. No final do século XV a.C. esta civilização desapareceu tão
abruptamente quanto a Atlântida proclamada por Platão. Durante séculos, o
seu desaparecimento intrigou os historiadores que não entendiam como uma
civilização tão avançada podia ter desaparecido de repente. Descobertas
recentes, porém, sugerem que o Império Minóico foi totalmente aniquilado
por uma gigantesca explosão vulcânica.
Sabe-se que a ilha de Thera, no Mar Egeu, explodiu cerca de 1470 a.C.
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 31 de maio de 2013
- NÃO SENTIR DOR. ISTO É BOM?
Nascida na Inglaterra, Elizabeth Andrews amanheceu certo dia com a perna
inchada. Como não se queixara de nada que justificasse tal inchaço, o médico
da família considerou tratar-se de reumatismo infantil. Mas a tumefação
manteve-se e até agravou-se. Meses se passaram sem que nada mudasse e
os médicos resolveram radiografar a perna doente. Espantados constataram
que a menina houvera quebrado vários ossos do tornozelo. Durante todo esse
tempo a jovem não sentira qualquer dor. Elizabeth é uma das 12 pessoas no
mundo que, nos últimos cem anos, nunca experimentaram a sensação de dor.
Em situações que em outras pessoas provocariam gritos alucinantes, ela se
mantinha inalterável como se nada tivesse acontecido.
Um outro indivíduo, contado entre os 12 insensíveis a dor catalogados nos
últimos cem anos, também vivia na Inglaterra e tinha o apelido curioso de
"Alfineteira Humana". Com 50 anos de idade confessou, um belo dia, que só
sentira alguma dorzinha em 3 momentos ao longo de toda a sua vida: a primeira
aos 7 anos quando foi atingido por um machado na cabeça; a segunda aos
14 anos quando sentiu uma picada durante os procedimentos médicos para
retirar um chumbo da perna esquerda que houvera sido baleada acidentalmente
durante uma caçada e a terceira, aos 16, sentiu leves dores quando o médico lhe
colocou no lugar, sem anestesia, uma perna quebrada.
Pessoas comuns, apriorísticamente,
poderiam desejar ser um desses
indivíduos insensíveis à dor, mas a
verdade é que tal insensibilidade
seria imensamente prejudicial à
sua segurança. Sem a dor, por
exemplo, nunca detectaríamos um
iminente ataque de apendicite a
tempo de tratá-la para evitar uma
mortal peritonite. A dor, portanto,
é um eficiente sistema de alarme
natural que atua quando o organismo
corre perigo. A maior parte dos
seres humanos experimenta duas
espécies de dor. O indivíduo que
coloque a mão numa chaleira
fervente, por exemplo, sentirá,
imediatamente, uma dor curta e
aguda, que o levará a soltar
incontinente o utensílio.
Segue-se, então, o segundo tipo de dor, esta contínua que permanecerá até que
o ferimento seja adequadamente tratado e comece a sarar. Ambos os tipos de
dor são conduzidos ao cérebro pela medula espinal mas cada um tem o seu
próprio sistema nervoso independente. O primeiro é transmitido rapidamente ao
cérebro por intermédio de uma rede de pequenos nervos revestidos por um tecido
chamado "Fibras Delta-A", que comunicam ao cérebro a ocorrência, a fim de
permitirem a rápida reação do organismo. O latejar da queimadura chega ao
cérebro mais lentamente, através de nervos não protegidos, chamados
"Fibras C". Faz o cérebro tomar conhecimento de que a mão foi queimada e
que a dor continuará até que o ferimento seja tratado e sare.Há, porém, um
mistério no cérebro. Algumas pessoas tem um elevado limiar à sensação da dor,
suportando-a melhor que outras. E, por fim, como explicar a ausência total de dor,
quando sob trauma, como aconteceu comigo após ser massacrado em um
acidente de carro, sofrido e narrado em publicações anteriores?...
Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
SERIA O AUTOR O ASSASSINO? - final -
A novela termina com o famoso detetive Dupin, de inteligência brilhante,
referindo-se a um "assassino solitário", parecendo, a certa altura, que
irá declarar seu nome, quando a narrativa termina, inesperadamente, de
maneira a se pensar que o editor estabeleceu censura ao verdadeiro final
da intriga, por motivos desconhecidos. À luz dos conhecimentos atuais
sobre o assunto, é muito estranho que Allan Poe não tivesse figurado entre
os suspeitos. Todas as pessoas que leram o conto são unânimes na afirmação
de que o autor conhecia intimamente a vítima, no tempo em que ela vendia
charutos na tabacaria de Anderson. Poe, que habitualmente se vestia
de negro e usava sobre os ombros uma capa do Exército, do tempo em
que frequentou a Academia Militar de West Point, era um poeta de caráter
cruel e tortuoso. Foi julgado pelo Conselho de Guerra e expulso de West
Point por seu comportamento turbulento e por ser um ébrio contumaz.
Numerosos biógrafos descreveram suas muitas aventuras e intrigas, suas
aberrações sexuais e seu comportamento revestido de caráter erótico. As
personagens de seus livros são, em geral, egocêntricas e perturbadas,
consideram-se indivíduos superiores e arrogam-se o direito de se entregarem
a suas paixões e perversões, sejam elas incesto, sadismo ou assassinato.
A morte, por assassinato, de mulheres atraentes, exercia um estranho fascínio
sobre o escritor. Seus amigos ouviam dele, segundo seus relatos, que essas
mortes provocavam nele um "êxtase poético". Pensa-se que no dia 3 de
outubro de 1838, o escritor entrou na tabacaria mantendo uma longa conversa
com a jovem Mary. A data corresponde aproximadamente à do primeiro
desaparecimento da moça. Teriam Poe e Mary vivido juntos durante os dias
em que ela desapareceu? Além disso, 3 dias antes do corpo ser encontrado e
retirado do Hudson, a jovem foi vista passeando com um "homem alto, moreno,
de mais ou menos 26 anos", em um bosque nas proximidades do rio. Tal
descrição bate com o físico do escritor. Seria de fato ele? Viciado em bebida e
outras drogas, o escritor morreu aos 40 anos, em 1849, dizendo a frase :
"Deus ajude a minha pobre alma!". Assim, Allan Poe morreu sem ter sido
uma única vez interrogado sobre um assassinato que tão apaixonadamente e
com extenso conhecimento, descreveu em sua obra. Por estranho que possa
parecer, o processo policial permanece arquivado e malograram-se as tentativas
de reabri-lo, malgrado detetives sérios e renomados, terem tentado fazê-lo.
Será possível que as autoridades de então soubessem da verdade mas
resolveram escondê-la para evitar a repercussão negativa que certamente
causaria no mundo literário ou simplesmente não lhes interessou que fosse
revelado que haviam participado de tão infame e cruel evento???...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
- SERIA O AUTOR O ASSASSINO ???... I -
Imagem Internet
Em julho de 1841, o corpo de uma atraente e jovem morena, foi encontrado.
Chamava-se Mary Rogers e contava na ocasião apenas 21 anos de idade.
Tinha as mãos atadas atras das costas e fora violada e estrangulada com um
pedaço de renda, provavelmente retirado pelo assassino de seu próprio vestido.
Embora tal crime permaneça até hoje um completo mistério, investigadores
modernos concluíram que tal homicídio poderia ter sido perpetrado pelo famoso
autor americano Edgar Allan Poe. Ele não só ficara impune como teve a
audácia de narrar tal assassínio em sua obra, com todos os detalhes! Assediada
por atores famosos que atuavam na Broadway, a vítima, que trabalhava em
uma tabacaria de propriedade de um certo John Anderson localizada no
mesmo bairro novaiorquino, já havia desaparecido em outra ocasião, em outubro
de 1838. Tal desaparecimento repercutiu intensamente, inclusive nas primeiras
páginas dos jornais. Semanas depois ela reapareceu alegando que resolvera
descansar na casa de alguns amigos no Brooklyn. Seu assassinato produziu
sensação naquele longo e quente verão de 1841. O primeiro suspeito foi seu
patrão, Anderson, que costumava acompanhá-la até sua casa, com regularidade,
até o dia em que ela resolveu deixar o emprego em sua tabacaria. Inúmeros
admiradores da jovem, inclusive dois homens que moravam na pensão de
propriedade da mãe da vítima, localizada em Hoboken - Nova Jersey, chamados
Alfred Crommelin e David Payne, foram investigados à exaustão. As polícias
de Nova York e Nova Jersey, trabalharam árdua e longamente sem conseguir,
entretanto, nada de positivo, vendo-se, ao final das investigações, obrigadas a
arquivar o processo. Dezoito meses após o final das diligências sobre o
assassinato de Mary, o caso voltou, com toda a força, a ser discutido, pelo fato
de ter sido literariamente imortalizado numa famosa história policial, sob a
forma de folhetim, publicado na revista Snowden`s Ladies Companion.
Título do conto :
O Mistério de Marie Roget
Autor: Edgar Allan Poe.
O novelista retratava, fielmente,
todos os fatos relativos à morte
de Mary, embora transferindo a
ação para a cidade de Paris
e mudando os nomes e endereços
das pessoas a ela ligadas. Como
no caso de Mary Rogers, a novela
não chegava a nenhuma conclusão
e apresentava um frustante e
incongruente desenlace...
Imagem Internet
Continua na próxima postagem......
Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Assinar:
Postagens (Atom)

















