sexta-feira, 14 de junho de 2013
ATLÂNTIDA - a lenda - final
A cratera de 1500 m de altura, emergiu com uma violência tal que a parte central
da ilha desapareceu numa cova de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A terra
em torno, atualmente conhecida como Ilha de Santorini, ficou coberta com uma
camada de cinzas vulcânicas de nada menos que 30 m de espessura, sob as
quais foram descobertas as ruínas do Império Minóico. Este cataclismo
relaciona-se, provavelmente, com o desaparecimento da Atlântida narrado por
Platão porém, como sucede não raras vezes com narrações, transcrições ou
reedições históricas, Platão interpretou incorretamente os escritos de Sólon.
Se, em vez de " 9000 anos antes do nascimento de Sólon " tivesse escrito " 900
anos "... , os acontecimentos coincidiriam, mais ou menos, com a erupção de
Thera. É provável, ainda, que o número que indicava a área da Atlântida, Platão
tenha traduzido erroneamente, indicando " 2 milhões de km2 " em lugar de
" 200.000 km 2 ". Uma ilha com tais dimensões poderia perfeitamente localizar-se
no mar Egeu. Duas outras hipóteses sugerem que Platão cometeu alguns erros
em sua transcrição:- O vocábulo grego que significa " maior do que " é muito
semelhante à palavra que traduz " a meio caminho ". Ficaria a Atlântida a " meio
caminho " entre a Líbia e a Ásia, não sendo " maior do que " ambas? E seriam as
Colunas de Hércules realmente o atual Estreito de Gibraltar?
Dois promontórios existentes na costa da Grécia, próximo de Creta, são
denominados também Colunas de Hércules.
As provas hoje disponíveis parecem ter desvendado o mistério da Atlântida.
Os arqueólogos descobriram sob as cinzas de Santorini uma cidade inteira,
cujas semelhanças com a fabulosa Atlântida não permitem que ainda subsistam
muitas dúvidas sobre o caráter lendário do paraíso descrito e decantado por Platão.
A todos um excelente final de semana
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 7 de junho de 2013
- ATLÂNTIDA - a lenda - I
Tudo começou com relatos do filósofo grego Platão. A credibilidade que possuía
como grande erudito, acabou por tornar aceita, sem restrições, sua narrativa sobre
a existência de uma ilha linda, próspera e poderosa, dominadora de um império
que se estendia até a Africa e a Europa. Seus habitantes, cultos e afeitos às
guerras, por praticarem atos atentatórios à moral e aos ensinamentos correntes,
tiveram como castigo a submersão de suas terras, tragadas que foram pelas
águas do mar. Embora desafiando a lógica da história e da geologia, permaneceu
esta história como verdade durante muitos séculos, fornecendo argumentos e
materiais para românticos e poetas. Platão deu a esse Paraíso Perdido, segundo
ele, localizado além das Colunas de Hércules ( atualmente Estreito de Gibraltar ),
o nome de Atlântida. A ideia original porém, não foi de Platão. Ele apenas se
limitou a repetir os relatos de Sólon, que, por sua vez, os ouvira de sacerdotes
egípcios, segundo os quais o desastre acontecera 9000 anos antes do nascimento
de Sólon. As evidências geológicas, no entanto, demonstram que o oceano
Atlântico existe, tal qual o conhecemos hoje, há alguns milhões de anos, não
contendo vestígio algum que indique a existência de uma ilha outrora habitada e
afundada sob suas águas. Recentemente constatou-se que a civilização descrita
por Platão é muito semelhante ao Império Minóico que existia na ilha de Creta.
Era uma sociedade altamente desenvolvida com leis escritas, conhecimentos
sobre metalurgia e técnicas de engenharia que incluíam a abertura de canais,
túneis, obras portuárias e até instalações sanitárias equivalentes às usadas em
nossos dias. No final do século XV a.C. esta civilização desapareceu tão
abruptamente quanto a Atlântida proclamada por Platão. Durante séculos, o
seu desaparecimento intrigou os historiadores que não entendiam como uma
civilização tão avançada podia ter desaparecido de repente. Descobertas
recentes, porém, sugerem que o Império Minóico foi totalmente aniquilado
por uma gigantesca explosão vulcânica.
Sabe-se que a ilha de Thera, no Mar Egeu, explodiu cerca de 1470 a.C.
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 31 de maio de 2013
- NÃO SENTIR DOR. ISTO É BOM?
Nascida na Inglaterra, Elizabeth Andrews amanheceu certo dia com a perna
inchada. Como não se queixara de nada que justificasse tal inchaço, o médico
da família considerou tratar-se de reumatismo infantil. Mas a tumefação
manteve-se e até agravou-se. Meses se passaram sem que nada mudasse e
os médicos resolveram radiografar a perna doente. Espantados constataram
que a menina houvera quebrado vários ossos do tornozelo. Durante todo esse
tempo a jovem não sentira qualquer dor. Elizabeth é uma das 12 pessoas no
mundo que, nos últimos cem anos, nunca experimentaram a sensação de dor.
Em situações que em outras pessoas provocariam gritos alucinantes, ela se
mantinha inalterável como se nada tivesse acontecido.
Um outro indivíduo, contado entre os 12 insensíveis a dor catalogados nos
últimos cem anos, também vivia na Inglaterra e tinha o apelido curioso de
"Alfineteira Humana". Com 50 anos de idade confessou, um belo dia, que só
sentira alguma dorzinha em 3 momentos ao longo de toda a sua vida: a primeira
aos 7 anos quando foi atingido por um machado na cabeça; a segunda aos
14 anos quando sentiu uma picada durante os procedimentos médicos para
retirar um chumbo da perna esquerda que houvera sido baleada acidentalmente
durante uma caçada e a terceira, aos 16, sentiu leves dores quando o médico lhe
colocou no lugar, sem anestesia, uma perna quebrada.
Pessoas comuns, apriorísticamente,
poderiam desejar ser um desses
indivíduos insensíveis à dor, mas a
verdade é que tal insensibilidade
seria imensamente prejudicial à
sua segurança. Sem a dor, por
exemplo, nunca detectaríamos um
iminente ataque de apendicite a
tempo de tratá-la para evitar uma
mortal peritonite. A dor, portanto,
é um eficiente sistema de alarme
natural que atua quando o organismo
corre perigo. A maior parte dos
seres humanos experimenta duas
espécies de dor. O indivíduo que
coloque a mão numa chaleira
fervente, por exemplo, sentirá,
imediatamente, uma dor curta e
aguda, que o levará a soltar
incontinente o utensílio.
Segue-se, então, o segundo tipo de dor, esta contínua que permanecerá até que
o ferimento seja adequadamente tratado e comece a sarar. Ambos os tipos de
dor são conduzidos ao cérebro pela medula espinal mas cada um tem o seu
próprio sistema nervoso independente. O primeiro é transmitido rapidamente ao
cérebro por intermédio de uma rede de pequenos nervos revestidos por um tecido
chamado "Fibras Delta-A", que comunicam ao cérebro a ocorrência, a fim de
permitirem a rápida reação do organismo. O latejar da queimadura chega ao
cérebro mais lentamente, através de nervos não protegidos, chamados
"Fibras C". Faz o cérebro tomar conhecimento de que a mão foi queimada e
que a dor continuará até que o ferimento seja tratado e sare.Há, porém, um
mistério no cérebro. Algumas pessoas tem um elevado limiar à sensação da dor,
suportando-a melhor que outras. E, por fim, como explicar a ausência total de dor,
quando sob trauma, como aconteceu comigo após ser massacrado em um
acidente de carro, sofrido e narrado em publicações anteriores?...
Um ótimo final de semana a todos.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
SERIA O AUTOR O ASSASSINO? - final -
A novela termina com o famoso detetive Dupin, de inteligência brilhante,
referindo-se a um "assassino solitário", parecendo, a certa altura, que
irá declarar seu nome, quando a narrativa termina, inesperadamente, de
maneira a se pensar que o editor estabeleceu censura ao verdadeiro final
da intriga, por motivos desconhecidos. À luz dos conhecimentos atuais
sobre o assunto, é muito estranho que Allan Poe não tivesse figurado entre
os suspeitos. Todas as pessoas que leram o conto são unânimes na afirmação
de que o autor conhecia intimamente a vítima, no tempo em que ela vendia
charutos na tabacaria de Anderson. Poe, que habitualmente se vestia
de negro e usava sobre os ombros uma capa do Exército, do tempo em
que frequentou a Academia Militar de West Point, era um poeta de caráter
cruel e tortuoso. Foi julgado pelo Conselho de Guerra e expulso de West
Point por seu comportamento turbulento e por ser um ébrio contumaz.
Numerosos biógrafos descreveram suas muitas aventuras e intrigas, suas
aberrações sexuais e seu comportamento revestido de caráter erótico. As
personagens de seus livros são, em geral, egocêntricas e perturbadas,
consideram-se indivíduos superiores e arrogam-se o direito de se entregarem
a suas paixões e perversões, sejam elas incesto, sadismo ou assassinato.
A morte, por assassinato, de mulheres atraentes, exercia um estranho fascínio
sobre o escritor. Seus amigos ouviam dele, segundo seus relatos, que essas
mortes provocavam nele um "êxtase poético". Pensa-se que no dia 3 de
outubro de 1838, o escritor entrou na tabacaria mantendo uma longa conversa
com a jovem Mary. A data corresponde aproximadamente à do primeiro
desaparecimento da moça. Teriam Poe e Mary vivido juntos durante os dias
em que ela desapareceu? Além disso, 3 dias antes do corpo ser encontrado e
retirado do Hudson, a jovem foi vista passeando com um "homem alto, moreno,
de mais ou menos 26 anos", em um bosque nas proximidades do rio. Tal
descrição bate com o físico do escritor. Seria de fato ele? Viciado em bebida e
outras drogas, o escritor morreu aos 40 anos, em 1849, dizendo a frase :
"Deus ajude a minha pobre alma!". Assim, Allan Poe morreu sem ter sido
uma única vez interrogado sobre um assassinato que tão apaixonadamente e
com extenso conhecimento, descreveu em sua obra. Por estranho que possa
parecer, o processo policial permanece arquivado e malograram-se as tentativas
de reabri-lo, malgrado detetives sérios e renomados, terem tentado fazê-lo.
Será possível que as autoridades de então soubessem da verdade mas
resolveram escondê-la para evitar a repercussão negativa que certamente
causaria no mundo literário ou simplesmente não lhes interessou que fosse
revelado que haviam participado de tão infame e cruel evento???...
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 25 de janeiro de 2013
- SERIA O AUTOR O ASSASSINO ???... I -
Imagem Internet
Em julho de 1841, o corpo de uma atraente e jovem morena, foi encontrado.
Chamava-se Mary Rogers e contava na ocasião apenas 21 anos de idade.
Tinha as mãos atadas atras das costas e fora violada e estrangulada com um
pedaço de renda, provavelmente retirado pelo assassino de seu próprio vestido.
Embora tal crime permaneça até hoje um completo mistério, investigadores
modernos concluíram que tal homicídio poderia ter sido perpetrado pelo famoso
autor americano Edgar Allan Poe. Ele não só ficara impune como teve a
audácia de narrar tal assassínio em sua obra, com todos os detalhes! Assediada
por atores famosos que atuavam na Broadway, a vítima, que trabalhava em
uma tabacaria de propriedade de um certo John Anderson localizada no
mesmo bairro novaiorquino, já havia desaparecido em outra ocasião, em outubro
de 1838. Tal desaparecimento repercutiu intensamente, inclusive nas primeiras
páginas dos jornais. Semanas depois ela reapareceu alegando que resolvera
descansar na casa de alguns amigos no Brooklyn. Seu assassinato produziu
sensação naquele longo e quente verão de 1841. O primeiro suspeito foi seu
patrão, Anderson, que costumava acompanhá-la até sua casa, com regularidade,
até o dia em que ela resolveu deixar o emprego em sua tabacaria. Inúmeros
admiradores da jovem, inclusive dois homens que moravam na pensão de
propriedade da mãe da vítima, localizada em Hoboken - Nova Jersey, chamados
Alfred Crommelin e David Payne, foram investigados à exaustão. As polícias
de Nova York e Nova Jersey, trabalharam árdua e longamente sem conseguir,
entretanto, nada de positivo, vendo-se, ao final das investigações, obrigadas a
arquivar o processo. Dezoito meses após o final das diligências sobre o
assassinato de Mary, o caso voltou, com toda a força, a ser discutido, pelo fato
de ter sido literariamente imortalizado numa famosa história policial, sob a
forma de folhetim, publicado na revista Snowden`s Ladies Companion.
Título do conto :
O Mistério de Marie Roget
Autor: Edgar Allan Poe.
O novelista retratava, fielmente,
todos os fatos relativos à morte
de Mary, embora transferindo a
ação para a cidade de Paris
e mudando os nomes e endereços
das pessoas a ela ligadas. Como
no caso de Mary Rogers, a novela
não chegava a nenhuma conclusão
e apresentava um frustante e
incongruente desenlace...
Imagem Internet
Continua na próxima postagem......
Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 18 de janeiro de 2013
- A HÓSPEDE SUMIU!!!
Versão atual de Hotel de luxo - Foto internet.
PARIS, maio de 1889.
Provenientes de Marselha, onde desembarcaram vindas da Índia, mãe e
filha, inglesas, chegaram a um dos mais elegantes hotéis da cidade, onde
haviam reservado 2 apartamentos individuais. Assinaram o livro de
registros e foram conduzidas aos seus aposentos. A mãe ficou instalada no
luxuoso quarto 342, com pesadas cortinas de veludo de cor ameixa, papel de
parede cheio de rosas, móveis de pau-cetim e um enorme relógio de bronze
dourado. Quase imediatamente, porém, a senhora ficou gravemente enferma.
O médico do hotel foi chamado e, depois de examinar a paciente e fazer algumas
perguntas a sua filha, chamou o gerente do hotel a um canto do aposento, com o
qual trocou algumas palavras. Embora sem muita fluência na língua francesa, a
jovem filha compreendeu perfeitamente o pedido que lhe fez o médico: em vista
do estado de sua mãe, ele não poderia se afastar de sua cabeceira e ela deveria
ir, usando a sua carruagem que se encontrava na frente do hotel, ao seu
consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por
ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe.
A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta,
embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade.
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto
pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a
recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão
fisionômica alguma, respondeu: - A quem se refere, mademoiselle? Apanhada
de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de
explicar o porquê de sua demora. - Mas, mademoiselle, não sei absolutamente
nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!! - Mas registramo-nos
aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!! O gerente apresentou
o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas,
consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por
ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe.
A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta,
embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade.
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto
pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a
recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão
fisionômica alguma, respondeu: - A quem se refere, mademoiselle? Apanhada
de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de
explicar o porquê de sua demora. - Mas, mademoiselle, não sei absolutamente
nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!! - Mas registramo-nos
aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!! O gerente apresentou
o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas,
imediatamente acima de sua assinatura, onde deveria constar o nome de sua
mãe, havia o registro de outra pessoa. - Ambas assinamos este livro! Minha
mãe ficou no apartamento número 342, onde se encontra no momento. Por favor,
leve-me até ela, imediatamente! O gerente garantiu que tal quarto estava ocupado
por uma família francesa mas, ainda assim, teria muito prazer em acompanhá-la.
O quarto continha apenas os objetos pessoais dos seus ocupantes e não havia
cortina de cor ameixa, móveis de pau-cetim e nem relógio de bonze dourado. De
volta à recepção a moça encontrou o médico do hotel ao qual perguntou por sua
mãe, obtendo como resposta a negação de que a tenha conhecido e examinado.
A jovem se dirigiu ao consulado britânico, onde narrou o sucedido ao embaixador
que não acreditou em nada, assim como a polícia e os jornais a quem recorreu.
Finalmente voltou à Inglaterra onde foi internada em um asilo. Uma explicação
para tal ocorrência é que a mãe houvera contraído a peste na Índia. O médico,
reconhecendo os sintomas, teria conspirado com o gerente do hotel para
esconderem o ocorrido pois, sua divulgação, arruinaria a Grande Exposição
que ocorreria proximamente na cidade. Contudo o mistério continua:
1 - Como poderia o quarto 342 ser redecorado tão radicalmente em apenas
4 horas?
2 - E o corpo da mãe, onde foi parar?...
Um ótimo final de semana a todos os leitores e amigos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 11 de janeiro de 2013
- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - final -
Um dos mistérios mais intrigantes que perduram até hoje, é a resposta à
seguinte pergunta: como algumas esculturas talhadas numa cratera localizada
a mais de 20 km do lugar em que se encontram hoje, foram transportadas,
numa época em que não havia tecnologia para tal mister? Muitas hipóteses
tentaram explicar este deslocamento sem, entretanto, conseguirem tal
objetivo. Aventou-se a possibilidade que teriam sido roladas sobre troncos,
utilizando a tração proporcionada pela força conjunta de centenas de homens.
Tal hipótese não resistiu ao argumento resultante de uma experiência realizada,
que resultou na constatação da impossibilidade do solo da ilha suportar árvores
com proporções necessárias para a prossecução de tal objetivo. Por outro lado,
levantou-se a possibilidade de uso, para tal deslocamento, de cordas elaboradas
com a utilização de cipós-trepadeiras existentes na ilha. Foi logo descartada
essa tese com a constatação experimental de que tal utensílio não suportaria a
tração necessária ao deslocamento de 20 ou 30 ton., peso das esculturas.
Se o simples deslocamento e transporte das esculturas já é, por si só, um
mistério, o que dizer e como resolver o enigma de sua elevação até os
pedestais onde se encontravam ao tempo de sua descoberta?!!!
Vestígios de antigas aldeias sugerem que a Ilha de Páscoa contou um dia
com uma população de 2000 a 5000 indivíduos, divididos em duas classes:
os homens de orelhas longas, representados nas estátuas, seriam a classe
dominante - usavam pesos para alongar as orelhas - enquanto os indivíduos
de orelhas normais constituam a classe inferior, sendo proibidos de alongar as
orelhas. Os Íncas também usavam pesos semelhantes, antes da conquista
do Peru pelos europeus. Apesar desta semelhança, os habitantes atuais da
Ilha de Páscoa apresentam mais afinidades com os polinésios do que com as
populações da América do Sul. Todos estes mistérios teriam sido facilmente
desvendados não fora um traficante de escravos peruano que, no final do
século XIX, destruiu a Ilha, capturando inclusive o último rei e o
sacerdote-feiticeiro daquela civilização. Ignora-se o que aconteceu com estes
escravos. Provavelmente alguns fugiram e regressaram à Ilha, levando
consigo doenças ali inexistentes até então, que acabaram por destruir e dizimar
as populações locais. Em consequência deste fato, desapareceu a possibilidade
de se descobrir como um povo que vivia na idade da pedra, conseguiu criar
um verdadeiro exército de monólitos.
Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 4 de janeiro de 2013
- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - I -
'
Quando o almirante holandês Jakob Roggeveen, no ano de 1722, descobriu
aquela ilha que não constava em nenhum mapa da época, no meio do Pacífico
Sul, jamais imaginou que até hoje, decorridos quase 3 séculos, o mistério sobre
a autoria das esculturas gigantescas lá existentes, continuaria a desafiar os
arqueólogos e historiadores. Temeroso, a princípio, ao visualizar os gigantes,
suspirou aliviado quando, ao se aproximar, descobriu que os gigantes eram
esculturas entre as quais pessoas de estatura normal, se deslocavam num vai
e vem constante. Ao desembarcar, no dia seguinte, acompanhado de um
pequeno grupo de tripulantes de suas naus, constatou que as esculturas
gigantes representavam o busto de homens de orelhas compridas e rostos
pontiagudos, rubicundos. Como tal descoberta se deu no dia da Páscoa
daquele ano, Roggeveen a denominou de Ilha da Páscoa, como era de
costume então. Somente 50 anos depois, desembarcaram na ilha outros
europeus e, apenas 100 anos após, começaram as explorações na ilha.
Quando as explorações foram iniciadas, as estátuas já não mais se encontravam
de pé. Durante as guerras tribais tinham sido derrubadas e jaziam no chão, onde
ainda hoje se encontram. Os estudos determinaram que as estátuas haviam sido
talhadas em rocha vulcânica, retirada da cratera adormecida do vulcão Rano
Raraku. Foi constatada, também, a presença de mais de 700 estátuas, algumas
esculpidas nas paredes do vulcão, outras prontas para serem transportadas e
inúmeras apresentando apenas vestígios do trabalho com cinzel e machado.
Estes utensílios haviam sido deixados em posições tais, que sugeriam a
disposição dos artífices, de retornar, em algum momento, para continuar o
trabalho. Ao longo do caminho que descia da cratera, erguiam-se dezenas de
estátuas completas, alinhadas a perder de vista, de 50 em 50m. Algumas
atingiam o peso de 30t e tinham por volta de 4m de altura. Havia uma estátua
gigantesca, incompleta, medindo mais de 20 m de altura e com peso de
aproximadamente 50t!
Continua na próxima postagem.....
Um otimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
Quando o almirante holandês Jakob Roggeveen, no ano de 1722, descobriu
aquela ilha que não constava em nenhum mapa da época, no meio do Pacífico
Sul, jamais imaginou que até hoje, decorridos quase 3 séculos, o mistério sobre
a autoria das esculturas gigantescas lá existentes, continuaria a desafiar os
arqueólogos e historiadores. Temeroso, a princípio, ao visualizar os gigantes,
suspirou aliviado quando, ao se aproximar, descobriu que os gigantes eram
esculturas entre as quais pessoas de estatura normal, se deslocavam num vai
e vem constante. Ao desembarcar, no dia seguinte, acompanhado de um
pequeno grupo de tripulantes de suas naus, constatou que as esculturas
gigantes representavam o busto de homens de orelhas compridas e rostos
pontiagudos, rubicundos. Como tal descoberta se deu no dia da Páscoa
daquele ano, Roggeveen a denominou de Ilha da Páscoa, como era de
costume então. Somente 50 anos depois, desembarcaram na ilha outros
europeus e, apenas 100 anos após, começaram as explorações na ilha.
Quando as explorações foram iniciadas, as estátuas já não mais se encontravam
de pé. Durante as guerras tribais tinham sido derrubadas e jaziam no chão, onde
ainda hoje se encontram. Os estudos determinaram que as estátuas haviam sido
talhadas em rocha vulcânica, retirada da cratera adormecida do vulcão Rano
Raraku. Foi constatada, também, a presença de mais de 700 estátuas, algumas
esculpidas nas paredes do vulcão, outras prontas para serem transportadas e
inúmeras apresentando apenas vestígios do trabalho com cinzel e machado.
Estes utensílios haviam sido deixados em posições tais, que sugeriam a
disposição dos artífices, de retornar, em algum momento, para continuar o
trabalho. Ao longo do caminho que descia da cratera, erguiam-se dezenas de
estátuas completas, alinhadas a perder de vista, de 50 em 50m. Algumas
atingiam o peso de 30t e tinham por volta de 4m de altura. Havia uma estátua
gigantesca, incompleta, medindo mais de 20 m de altura e com peso de
aproximadamente 50t!
Continua na próxima postagem.....
Um otimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 14 de dezembro de 2012
- VIAGEM À BELÉM - final -
Primeiras horas da viagem de retorno
Não tendo espaço para crescer na horizontal - fica literalmente "espremida"
entre Ananindeua e os inúmeros rios - está crescendo na vertical num ritmo
alucinante, ocasionando grandes e demorados engarrafamentos em
praticamente toda a cidade. A par desta situação, encontra-se, ainda, em obras
para a implantação de um sistema de transporte de massas semelhante ao que
deu muito certo lá em CURITIBA. Enquanto os trabalhos não forem concluídos,
há o agravamento dos congestionamentos, principalmente na Av. Almirante
Barroso, mas tendo repercussão em grande parte da Metrópole. Há que se ter muita
paciência e compreensão... Mesmo este problema não conseguiu nos tirar do
sério, nem fez com que não sentíssemos um grande aperto no coração, quando
chegou a hora da partida. Muito penosas as despedidas!... Pessoas que nos
amam e das quais somos obrigados a nos afastar, nos enchem de aflição,
principalmente porque não escondem seus sentimentos e são tomadas pelo
pranto mal contido ou disfarçado... Como havia decidido, iniciamos a viagem de
volta em horário bem mais tarde, pois faríamos a jornada em 3 etapas, em lugar
das 2 que fizemos na ida, cada uma delas com mais ou menos 700 km.
Café da manhã no CELEIRO. Com meu cunhado TADEU GRISI
Além de iniciarmos a viagem mais tarde, ainda paramos no "Celeiro", tradicional
e delicioso lugar às margens da BR-316, para tomar o desjejum em alto astral.
Depois de algumas fotos, partimos com destino à Caxias, no Maranhão, onde
pernoitamos nesse primeiro dia. Chegamos por volta de 17 horas e, após a
instalação, descemos para, a beira da piscina, relaxar tomando uma cerveja
acompanhada de petiscos regionais, como carne de sol e mandioca frita. No
segundo dia, após o café da manhã, iniciamos a segunda etapa da viagem,
rumo a Petrolina, em Pernambuco, às margens do "Velho Chico", a mais
ou menos 800 km de Caxias. Paramos para almoçar em Picos, no Piauí,
pois já conhecíamos a qualidade e higiene do Hotel Picos, por já nos termos
hospedado nele em oportunidades anteriores. Chegamos a Petrolina por volta
de 17 horas. Nossa meta era pernoitar no hotel Grande Rio, já conhecido de
muitos anos. Não conseguimos encontrar alojamento: hotel totalmente lotado
por motivo de seminário em torno da produção e qualidade dos vinhos locais,
muito aceitos e apreciados em alguns lugares do mundo. Não nos sendo
possível a hospedagem no hotel escolhido, rumamos para Juazeiro, na Bahia
e ficamos no Grande Hotel Juazeiro, também muito bom, localizado bem próximo
ao rio e proporcionando uma vista espetacular do ocaso. Após as acomodações,
descemos para a beira da piscina onde ficamos descansando até o sono chegar.
Restavam apenas pouco mais de 500 km até SALVADOR. Manhã seguinte após
o café da manhã, saimos de Juazeiro. Viagem tranquila, bem menos cansativa
do que a ida. Chegamos às 15 hs na Pituba experimentando a alegria imensa
de estar em casa, novamente!
Aos meus amigos e visitantes desejo um final de semana excelente.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 7 de dezembro de 2012
- VIAGEM À BELÉM - VI -
Chegada de SANDRA na CORRIDA DO CÍRIO.
paraense... O coroamento de todas as alegrias vividas, se deu com a participação
da minha mulher na tradicional CORRIDA DO CÍRIO, em que ela se classificou
muito bem, fazendo juz a um lindo trofeu além da medalha pela participação.
A CORRIDA DO CÍRIO é o evento esportivo do pedestrianismo mais importante
do norte do País e conta com a participação de mais de 3000 atletas de todas
as partes do mundo. É uma prova de nível internacional. Em 2012, na sua 29a.
edição, ultrapassou a marca dos 4000 atletas.Conta ainda com uma caminhada
alternativa de 5km que permite a participação de pessoas com todos os níveis
de condicionamento. Uma prova de 10km em um belo percurso,com orgnização
e assistência a nível de Maratona (42km 195m). Há seis anos, desde a sua
24a. edição em 2007, minha mulher faz questão de participar, mesmo não sendo
sua especialidade pois como ultramaratonista corre provas acima de 100km.
Como ela costuma dizer, 10km é apenas o aquecimento. Sempre apoiada pelas
minhas irmãs e sobrinhos, todos os anos lá estão eles às 5 da manhã para a
largada da prova que acontece pontualmente às 5:50h. Seu staff fixo é formado
por CLEIDE e ANDRÉ ARAGÃO, podendo ser acrescido de mais alguns adeptos
como meu cunhado LUÍS, sua irmã SELMA que sempre está conosco em Belém
no mês de outubro ou eu mesmo que já a acompanhei algumas vezes e o seu
irmão TADEU que este ano nos deu o prazer de passar as festividades do
CÍRIO conosco.
Com meu cunhado TADEU e meu sobrinho ANDRÉ, antes da largada
As inscrições para a CORRIDA DO CÍRIO abrem para a elite no mês de maio
e minha mulher tem o privilégio de integrar a elite B sendo inscrita pelo pessoal
da organização com quem ela já criou um vínculo de amizade e faz questão da sua
participação. Fazem lá sua inscrição e telefonam pra Salvador avisando. Só
quando ela chega a Belém, em outubro, é que vai à TV Liberal para buscar o
kit de participação na prova. A corrida é sempre uma semana após a festa do
CÍRIO DE NAZARÉ.
Meu cunhado TADEU e minha mana CLEIDE... Festa depois da chegada...
Geralmente depois da corrida a SANDRA tenta conseguir junto à organização,
medalhas para presentear seu "staff", num gesto de agradecimento. Esse ano ela
conseguiu para os tres que com toda boa vontade, cuidado e carinho acordaram
na madrugada para acompanha-la e deram suporte para que ela fizesse uma
boa corrida. A CORRIDA DO CÍRIO é realmente uma festa esportiva das mais
bem organizadas já vistas, sem contar que tem um dos percursos mais gostosos
de correr nas arborizadas ruas de BELÉM, a bela CIDADE DAS MANGUEIRAS.
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana aos meus amigos. Obrigado pelas visitas.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
sexta-feira, 30 de novembro de 2012
- VIAGEM À BELÉM - V -
Casamento de CLEMENS/LUÍS, cerimônia civil.
E chegou o grande dia! Depois de 18 anos de convivência, minha irmã CLEMENS
e meu cunhado LUÍS, resolveram formalizar sua união! Enquanto muitos casais que
se unem oficialmente não resistem sequer à famosa "crise dos sete anos", eles
estarão a confirmar, perante os homens, um convívio bem maduro e definitivo. Foi,
também e principalmente, para tal evento que antecipamos nossa ida anual à
BELÉM. Já nem somente o CÍRIO nos atraiu desta vez... A cerimonia nupcial,
presidida por uma juíza muito simpática, durou mais de meia hora devido à eloquência
da magistrada ao se pronunciar especialmente para o casal, padrinhos e convidados.
Já casados oficialmente, voltamos pra casa, pois a recepção em que celebraríamos
a união, se daria ainda naquela noite. Festa bonita na qual o ponto alto foi o
reencontro com parentes e amigos, alguns só vistos anualmente (como é o caso
do queridíssimo MUNDINHO que mora em Lyon, na França), embora eu viaje pelo
menos três vezes por ano à BELÉM. O mês de outubro, aliás, é só comemorações:
no dia 5 é aniversário do meu querido sobrinho CLÉBER; a partir do ano que vem
esta comemoração será dupla, com o casamento da CLEMENS; no dia 6 é o
aniversário da MÁRCIA, uma das minhas três filhas, a que mora em BRASÍLIA, no
dia 11, aniversaria meu irmão CLEY e da sobrinha CLÉO (esposa do sobrinho
ANDRÉ); no dia 18, é a minha vez de ficar mais velho; no dia 30, aniversário da
minha sobrinha KEYLA e no dia 31, aniversário da minha prima CLÉA. Tudo isto
sem contar as festividades do CÍRIO DE NAZARÉ que por si só, já é a maior festa
do paraense, prolongando-se desde a início até praticamente o fim do mês..
Ah! o CÍRIO! Mesmo pra mim, que não creio senão na ciência (esta sim, faz
milagres), me rendo à grandiosidade do espetáculo que cromatiza e movimenta
intensamente tosa a região metropolitana de BELÉM. Comovente ver a população,
contrita e respeitosa, acompanhar as inúmeras romarias com a Imagem de Nossa
Senhora de Nazaré em evidência, a proclamar sua soberania absoluto sobre os
corações dos crentes. Crentes de todas as plagas, paraenses ou não, a louvar a
"Rainha da Amazônia", como é cognominada pela população. Meu sobrinho
ANDRÉ, fervoroso crente, já há uma dezena de anos, a pagar uma promessa em
que, sob enorme sacrifício, distribui água gelada aos romeiros, principalmente
àqueles que levam a corda que protege a "Berlinda" ricamente ornamentada,
dentro da qual a imagem é conduzida. Como em outros anos, minha mulher
SANDRA e dessa vez com seu irmão TADEU, ajudaram na distribuição da
água, acompanhando desde a madrugada o sobrinho "promesseiro"....
Foto depois de cumprir a missão da água...
Continua na próxima postagem....
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
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