sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

- SERIA O AUTOR O ASSASSINO ???... I -


Imagem Internet

Em julho de 1841, o corpo de uma atraente e jovem morena, foi encontrado.
Chamava-se Mary Rogers e contava na ocasião apenas 21 anos de idade.
Tinha as mãos atadas atras das costas e fora violada e estrangulada com um
pedaço de renda, provavelmente retirado pelo assassino de seu próprio vestido.
Embora tal crime permaneça até hoje um completo mistério, investigadores
modernos concluíram que tal homicídio poderia ter sido perpetrado pelo famoso
autor americano Edgar Allan Poe. Ele não só ficara impune como teve a
audácia de narrar tal assassínio em sua obra, com todos os detalhes! Assediada
por atores famosos que atuavam na Broadway, a vítima, que trabalhava em
uma tabacaria de propriedade de um certo  John Anderson localizada no
mesmo bairro novaiorquino, já havia desaparecido em outra ocasião, em outubro
de 1838. Tal desaparecimento repercutiu intensamente, inclusive nas primeiras
páginas dos jornais. Semanas depois ela reapareceu alegando que resolvera
descansar na casa de alguns amigos no Brooklyn. Seu assassinato produziu
sensação naquele longo e quente verão de 1841. O primeiro suspeito foi seu
patrão, Anderson, que costumava acompanhá-la até sua casa, com regularidade,
até o dia em que ela resolveu deixar o emprego em sua tabacaria. Inúmeros
admiradores da jovem, inclusive dois homens que moravam na pensão de
propriedade da mãe da vítima, localizada em Hoboken - Nova Jersey, chamados
Alfred Crommelin e David Payne, foram investigados à exaustão. As polícias
de Nova York e Nova Jersey, trabalharam árdua e longamente sem conseguir,
entretanto, nada de positivo, vendo-se, ao final das investigações, obrigadas a
arquivar o processo. Dezoito meses após o final das diligências sobre o
assassinato de Mary, o caso voltou, com toda a força, a ser discutido, pelo fato
de ter sido literariamente imortalizado numa famosa história policial, sob a
forma de folhetim, publicado na revista Snowden`s Ladies Companion.


Título do conto :
O Mistério de Marie Roget 

Autor: Edgar Allan Poe.

O novelista retratava, fielmente,
todos os fatos relativos à morte
de Mary, embora transferindo a
ação para a cidade de Paris
e mudando os nomes e endereços
das pessoas a ela ligadas. Como
no caso de Mary Rogers, a novela
não chegava a nenhuma conclusão
e apresentava um frustante e
incongruente  desenlace...


Imagem Internet






Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana a todos e muito obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

- A HÓSPEDE SUMIU!!!


Versão atual de Hotel de luxo - Foto internet.

PARIS, maio de 1889
Provenientes de Marselha, onde desembarcaram vindas da Índia, mãe e 
filha, inglesas, chegaram a um dos mais elegantes hotéis da cidade, onde 
haviam reservado 2 apartamentos individuais. Assinaram o livro de 
registros e foram conduzidas aos seus aposentos. A mãe ficou instalada no 
luxuoso quarto 342, com pesadas cortinas de veludo de cor ameixa, papel de 
parede cheio de rosas, móveis de pau-cetim e um enorme relógio de bronze 
dourado. Quase imediatamente, porém, a senhora ficou gravemente enferma. 
O médico do hotel foi chamado e, depois de examinar a paciente e fazer algumas 
perguntas a sua filha, chamou o gerente do hotel a um canto do aposento, com o 
qual trocou algumas palavras. Embora sem muita fluência na língua francesa, a 
jovem filha compreendeu perfeitamente o pedido que lhe fez o médico: em vista 
do estado de sua mãe, ele não poderia se afastar de sua cabeceira e ela deveria
ir, usando a sua carruagem que se encontrava na frente do hotel, ao seu 
consultório localizado no outro extremo da cidade, de onde traria uma poção por 
ele mesmo manipulada, indispensável à tentativa de salvar a vida de sua mãe. 
A jovem partiu, com a carruagem fazendo uma viagem desesperadamente lenta, 
embora suplicasse com frequência ao cocheiro que aumentasse a velocidade. 
Depois de uma viagem de volta igualmente lenta, chegou ao hotel. Havia gasto 
pouco mais de 4 horas na empreitada. Imediatamente precipitou-se para a 
recepção do hotel e perguntou como estava sua mãe. O gerente, sem expressão 
fisionômica alguma, respondeu: - A quem se refere, mademoiselle? Apanhada 
de surpresa com tal pergunta, balbuciou algumas palavras na tentativa de 
explicar o porquê de sua demora. - Mas, mademoiselle, não sei absolutamente 
nada de sua mãe!!! - Mademoiselle chegou sozinha ao hotel!!! - Mas registramo-nos 
aqui há menos de 6 horas! Verifique no livro de registro!!! O gerente apresentou 
o livro e, correndo o dedo até o meio da página, encontrou o nome da jovem mas, 
imediatamente acima de sua assinatura, onde deveria constar o nome de sua  
mãe, havia o registro de outra pessoa. - Ambas assinamos este livro! Minha 
mãe ficou no apartamento número 342, onde se encontra no momento. Por favor, 
leve-me até ela, imediatamente! O gerente garantiu que tal quarto estava ocupado 
por uma família francesa mas, ainda assim, teria muito prazer em acompanhá-la. 
O quarto continha apenas os objetos pessoais dos seus ocupantes e não havia 
cortina de cor ameixa, móveis de pau-cetim e nem relógio de bonze dourado. De 
volta à recepção  a moça encontrou o médico do hotel ao qual perguntou por sua 
mãe, obtendo como resposta a negação de que a tenha conhecido e examinado. 
A jovem se dirigiu ao consulado britânico, onde narrou o sucedido ao embaixador 
que não acreditou em nada, assim como a polícia e os jornais a quem recorreu. 
Finalmente voltou à Inglaterra onde foi internada em um asilo. Uma explicação 
para tal ocorrência é que a mãe houvera contraído a peste na Índia. O médico, 
reconhecendo os sintomas, teria conspirado com o gerente do hotel para 
esconderem o ocorrido pois, sua divulgação, arruinaria a Grande Exposição 
que ocorreria proximamente na cidade. Contudo o mistério continua: 
1 - Como poderia o quarto 342 ser redecorado tão radicalmente em apenas 
      4 horas? 
2 - E o corpo da mãe, onde foi parar?...

Um ótimo final de semana a todos os leitores e amigos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - final -



Um dos mistérios mais intrigantes que perduram até hoje, é a resposta à
seguinte pergunta: como algumas esculturas talhadas numa cratera localizada
a mais de 20 km do lugar em que se encontram hoje, foram transportadas,
numa época em que não havia tecnologia para tal mister? Muitas hipóteses
tentaram explicar este deslocamento sem, entretanto, conseguirem     tal
objetivo. Aventou-se a possibilidade que teriam sido roladas sobre troncos,
utilizando a tração proporcionada pela força conjunta de centenas de homens.
Tal hipótese não resistiu ao argumento resultante de uma experiência realizada,
que resultou na constatação da impossibilidade do solo da ilha suportar árvores
com proporções necessárias para a prossecução de tal objetivo. Por outro lado,
levantou-se a possibilidade de uso, para tal deslocamento, de cordas elaboradas
com a utilização de cipós-trepadeiras existentes na ilha. Foi logo descartada
essa tese com a constatação experimental de que tal utensílio não suportaria a
tração necessária ao deslocamento de 20 ou 30 ton., peso das esculturas.
Se o simples deslocamento e transporte das esculturas já é, por si só, um
mistério, o que dizer e como resolver o enigma de sua elevação até os
pedestais onde se encontravam ao tempo de sua descoberta?!!!
Vestígios de antigas aldeias sugerem que a Ilha de Páscoa contou um dia
com uma população de 2000 a 5000 indivíduos, divididos em duas classes:
os homens de orelhas longas, representados nas estátuas, seriam a classe
dominante - usavam pesos para alongar as orelhas - enquanto os indivíduos
de orelhas normais constituam a classe inferior, sendo proibidos de alongar as
orelhas. Os Íncas também usavam pesos semelhantes, antes da conquista
do Peru pelos europeus. Apesar desta semelhança, os habitantes atuais da
Ilha de Páscoa apresentam mais afinidades com os polinésios do que com as
populações da América do Sul. Todos estes mistérios teriam sido facilmente
desvendados não fora um traficante de escravos peruano que, no final do
século XIX, destruiu a Ilha, capturando inclusive o último rei e o
sacerdote-feiticeiro daquela civilização. Ignora-se o que aconteceu com estes
escravos. Provavelmente alguns fugiram e regressaram à Ilha, levando
consigo doenças ali inexistentes até então, que acabaram por destruir e dizimar
as populações locais. Em consequência deste fato, desapareceu a possibilidade
de se descobrir como um povo que vivia na idade da pedra, conseguiu criar
um verdadeiro exército de monólitos.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

- O MISTÉRIO DA ILHA DE PÁSCOA - I -

'

Quando o almirante holandês Jakob Roggeveen, no ano de 1722, descobriu 
aquela ilha que não constava em nenhum mapa da época, no meio do Pacífico 
Sul, jamais imaginou que até hoje, decorridos quase 3 séculos, o mistério sobre 
a autoria das esculturas gigantescas lá existentes, continuaria a desafiar os 
arqueólogos e historiadores. Temeroso, a princípio, ao visualizar os gigantes, 
suspirou aliviado quando, ao se aproximar, descobriu que os gigantes eram 
esculturas entre as quais pessoas de estatura normal, se deslocavam num vai 
e vem constante. Ao desembarcar, no dia seguinte, acompanhado de um 
pequeno grupo de tripulantes de suas naus, constatou que as esculturas 
gigantes representavam o busto de homens de orelhas compridas e rostos 
pontiagudos, rubicundos. Como tal descoberta se deu no dia da Páscoa 
daquele ano, Roggeveen a denominou de Ilha da Páscoa, como era de 
costume então. Somente 50 anos depois, desembarcaram na ilha outros 
europeus e, apenas 100 anos após, começaram as explorações na ilha. 
Quando as explorações foram iniciadas, as estátuas já não mais se encontravam 
de pé. Durante as guerras tribais tinham sido derrubadas e jaziam no chão, onde 
ainda hoje se encontram. Os estudos determinaram que as estátuas haviam sido 
talhadas em rocha vulcânica, retirada da cratera adormecida do vulcão Rano 
Raraku. Foi constatada, também, a presença de mais de 700 estátuas, algumas 
esculpidas nas paredes do vulcão, outras prontas para serem transportadas e 
inúmeras apresentando apenas vestígios do trabalho com cinzel e machado. 
Estes utensílios haviam sido deixados em posições tais, que sugeriam a 
disposição dos artífices, de retornar, em algum momento, para continuar o 
trabalho. Ao longo do caminho que descia da cratera, erguiam-se dezenas de 
estátuas completas, alinhadas a perder de vista, de 50 em 50m. Algumas 
atingiam o peso de 30t e tinham por volta de 4m de altura. Havia uma estátua 
gigantesca, incompleta, medindo mais de 20 m de altura e com peso de 
aproximadamente 50t!

Continua na próxima postagem.....

Um otimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de dezembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - final -


Primeiras horas da viagem de retorno 
Como BELÉM cresceu!

Não tendo espaço para crescer na horizontal - fica literalmente "espremida"
entre Ananindeua e os inúmeros rios - está crescendo na vertical num ritmo
alucinante, ocasionando grandes e demorados engarrafamentos em
praticamente toda a cidade. A par desta situação, encontra-se, ainda, em obras
para a implantação de um sistema de transporte de massas semelhante ao que
deu muito certo lá em CURITIBA. Enquanto os trabalhos não forem concluídos,
há o agravamento dos congestionamentos, principalmente na Av. Almirante
Barroso, mas tendo repercussão em grande parte da Metrópole. Há que se ter muita
paciência e compreensão... Mesmo este problema não conseguiu nos tirar do
sério, nem fez com que não sentíssemos um grande aperto no coração, quando
chegou a hora da partida. Muito penosas as despedidas!... Pessoas que nos
amam e das quais somos obrigados  a nos afastar, nos enchem de aflição,
principalmente porque não escondem seus sentimentos e são tomadas pelo
pranto mal contido ou disfarçado... Como havia decidido, iniciamos a viagem de
volta em horário bem mais tarde, pois faríamos a jornada em 3 etapas, em lugar
das 2 que fizemos na ida, cada uma delas com mais ou menos 700 km.

Café da manhã no CELEIRO. Com meu cunhado TADEU GRISI

Além de iniciarmos a viagem mais tarde, ainda paramos no "Celeiro", tradicional
e delicioso lugar às margens da BR-316, para tomar o desjejum em alto astral.
Depois de algumas fotos, partimos com destino à Caxias, no Maranhão, onde
pernoitamos nesse primeiro dia. Chegamos por volta de 17 horas e, após a
instalação, descemos para, a beira da piscina, relaxar tomando uma cerveja
acompanhada de petiscos regionais, como carne de sol e mandioca frita. No
segundo dia, após o café da manhã, iniciamos a segunda etapa da viagem,
rumo a Petrolina, em Pernambuco, às margens do "Velho Chico", a mais
ou menos 800 km de Caxias. Paramos para almoçar em Picos, no Piauí,
pois já conhecíamos a qualidade e higiene do Hotel Picos, por já nos termos
hospedado nele em oportunidades anteriores. Chegamos a Petrolina por volta
de 17 horas. Nossa meta era pernoitar no hotel Grande Rio, já conhecido de
muitos anos. Não conseguimos encontrar alojamento: hotel totalmente lotado
por motivo de seminário em torno da produção e qualidade dos vinhos locais,
muito aceitos e apreciados em alguns lugares do mundo. Não nos sendo
possível a hospedagem no hotel escolhido, rumamos para Juazeiro, na Bahia
e  ficamos no Grande Hotel Juazeiro, também muito bom, localizado bem próximo
ao rio e proporcionando uma vista espetacular do ocaso. Após as acomodações,
descemos para a beira da piscina onde ficamos descansando até o sono chegar.
Restavam apenas pouco mais de 500 km até SALVADOR. Manhã seguinte após
o café da manhã, saimos de Juazeiro. Viagem tranquila, bem menos cansativa
do que a ida. Chegamos às 15 hs na Pituba experimentando a alegria imensa
de estar em casa, novamente!


Aos meus amigos e visitantes desejo um final de semana excelente.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe      

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - VI -


 Chegada de SANDRA na CORRIDA DO CÍRIO.

Como tudo que é bom dura pouco, lá se foi o período de estada na capital
paraense... O coroamento de todas as alegrias vividas, se deu com a participação
da minha mulher na tradicional CORRIDA DO CÍRIO, em que ela se classificou
muito bem, fazendo juz a um lindo trofeu além da medalha pela participação.
A CORRIDA DO CÍRIO é o evento esportivo do pedestrianismo mais importante
do norte do País e conta com a participação de mais de 3000 atletas de todas
as partes do mundo. É uma prova de nível internacional. Em 2012, na sua 29a.
edição, ultrapassou a marca dos 4000 atletas.Conta ainda com uma caminhada
alternativa de 5km que permite a participação de pessoas com todos os níveis
de condicionamento. Uma prova de 10km em um belo percurso,com orgnização
e assistência a nível de Maratona (42km 195m).  Há seis anos, desde a sua
24a. edição em 2007, minha mulher faz questão de participar, mesmo não sendo
sua especialidade pois como ultramaratonista corre provas acima de 100km.
Como ela costuma dizer, 10km é apenas o aquecimento. Sempre apoiada pelas
minhas irmãs e sobrinhos, todos os anos lá estão eles às 5 da manhã para a
largada da prova que acontece pontualmente às 5:50h. Seu staff fixo é formado
por CLEIDE e ANDRÉ ARAGÃO, podendo ser acrescido de mais alguns adeptos
como meu cunhado LUÍS, sua irmã SELMA que sempre está conosco em Belém
no mês de outubro ou eu mesmo que já a acompanhei algumas vezes e o seu
irmão TADEU que este ano nos deu o prazer de passar as festividades do
CÍRIO conosco.

Com meu cunhado TADEU e meu sobrinho ANDRÉ, antes da largada  

As inscrições para a CORRIDA DO CÍRIO abrem para a elite no mês de maio
e minha mulher tem o privilégio de integrar a elite B sendo inscrita pelo pessoal
da organização com quem ela já criou um vínculo de amizade e faz questão da sua
participação. Fazem lá sua inscrição e telefonam pra Salvador avisando. Só
quando ela chega a Belém, em outubro, é que vai à TV Liberal para buscar o
kit de participação na prova. A corrida é sempre uma semana após a festa do
CÍRIO DE NAZARÉ.
Meu cunhado TADEU e minha mana CLEIDE... Festa depois da chegada...

Geralmente depois da corrida a SANDRA tenta conseguir junto à organização,
medalhas para presentear seu "staff", num gesto de agradecimento. Esse ano ela
conseguiu para os tres que com toda boa vontade, cuidado e carinho acordaram
na madrugada para acompanha-la e deram suporte para que ela fizesse uma
boa corrida. A CORRIDA DO CÍRIO é realmente uma festa esportiva das mais
bem organizadas já vistas, sem contar que tem um dos percursos mais gostosos
de correr nas arborizadas ruas de BELÉM, a bela CIDADE DAS MANGUEIRAS.

Continua na próxima postagem...

Um ótimo final de semana aos meus amigos. Obrigado pelas visitas.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 30 de novembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - V -


Casamento de CLEMENS/LUÍS, cerimônia civil.

E chegou o grande dia! Depois de 18 anos de convivência, minha irmã CLEMENS 
e meu cunhado LUÍS, resolveram formalizar sua união! Enquanto muitos casais que 
se unem oficialmente não resistem sequer à famosa "crise dos sete anos", eles 
estarão a confirmar, perante os homens, um convívio bem maduro e definitivo. Foi,
 também e principalmente, para tal evento que antecipamos nossa ida anual à 
BELÉM. Já nem somente o CÍRIO nos atraiu desta vez... A cerimonia nupcial, 
presidida por uma juíza muito simpática, durou mais de meia hora devido à eloquência 
da magistrada ao se pronunciar especialmente para o casal, padrinhos e convidados. 
Já casados oficialmente, voltamos pra casa, pois a recepção  em que celebraríamos 
a união, se daria ainda naquela noite. Festa bonita na qual o ponto alto foi o 
reencontro com parentes e amigos, alguns só vistos anualmente (como é o caso 
do queridíssimo MUNDINHO que mora em Lyon, na França), embora eu viaje pelo 
menos três vezes por ano à BELÉM. O mês de outubro, aliás, é só comemorações: 
no dia 5 é aniversário do meu querido sobrinho CLÉBER; a partir do ano que vem 
esta comemoração será dupla, com o casamento da CLEMENS; no dia 6 é o 
aniversário da MÁRCIA, uma das minhas três filhas, a que mora em BRASÍLIA, no 
dia 11, aniversaria meu irmão CLEY e da sobrinha CLÉO (esposa do sobrinho 
ANDRÉ); no dia 18, é a minha vez de ficar mais velho; no dia 30, aniversário da 
minha sobrinha KEYLA e no dia 31, aniversário da minha prima CLÉA. Tudo isto 
sem contar  as festividades do CÍRIO DE NAZARÉ que por si só, já é a maior festa 
do paraense, prolongando-se desde a início até praticamente o fim do mês.. 
Ah! o CÍRIO! Mesmo pra mim, que não creio senão na ciência (esta sim, faz 
milagres), me rendo à grandiosidade do espetáculo que cromatiza e movimenta 
intensamente tosa a região metropolitana de BELÉM. Comovente ver a população, 
contrita e respeitosa, acompanhar as inúmeras romarias com a Imagem de Nossa 
Senhora de Nazaré em evidência, a proclamar sua soberania absoluto sobre os 
corações dos crentes. Crentes de todas as plagas, paraenses ou não, a louvar a 
"Rainha da Amazônia", como é cognominada pela população. Meu sobrinho 
ANDRÉ, fervoroso crente, já há uma dezena de anos, a pagar uma promessa em 
que, sob enorme sacrifício, distribui água gelada aos romeiros, principalmente 
àqueles que levam a corda que protege a "Berlinda" ricamente ornamentada, 
dentro da qual a imagem é conduzida. Como em outros anos, minha mulher 
SANDRA e dessa vez com seu irmão TADEU, ajudaram na distribuição da 
água, acompanhando desde a madrugada o sobrinho "promesseiro"....  


Foto depois de cumprir a missão da água...

Continua na próxima postagem....

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - IV -



Manhã seguinte, dia 4/10, depois de um repouso muito bom e proveitoso,
deveria me dirigir ao revendedor autorizado da Toyota, para mandar fazer
a revisão obrigatória de 10.000 km. no meu carro - já com agendamento feito
previamente pelo meu filho CLÓVIS, para as 9 h desse dia - condição sine
que non para assegurar a continuidade da garantia do veículo, pelo fabricante.
Saímos de casa minha mulher, o TADEU seu irmão e eu, para cumprimento
deste compromisso importante. Pretendia esperar a execução dos serviços lá
mesmo, sabendo que não demoraria muito. Não querendo evidentemente
submeter minha mulher a essa espera, deixei-a na porta do shopping
Boulevard, na Av Doca de Souza Franco, dirigindo-me, em seguida, ao
revendedor, deixando ali o carro e indo imediatamente, acompanhado pelo
amigo TADEU, a uma farmácia Big Ben localizada nas proximidades, onde
adquirimos um chip, eu da Tim e ele da Vivo, com o objetivo de gastar menos
dinheiro com nossas ligações telefônicas locais e interurbanas. Lá pelo meio
dia, o carro pronto, liguei pra minha mulher e fomos pegá-la na porta do
shopping  rumando para almoçar na casa da minha irmã CLEMENS que, mui
gentilmente, sempre nos convida para comer... Um dos motivos dessa viagem,
aliás, foi o casamento dela que aconteceu no dia 5/10 e do qual fomos
padrinhos. Ah! os almoços na casa da CLEMENS!... Emagrecer, quem há de??
Caldeirada de pescada amarela acompanhada de postas fritas, crocantes...
Em seguida uma tigela de açaí - batido especialmente para ela, já que vizinha
e amiga do fornecedor - além da sobremesa dos sonhos: compota de cupuaçu!...
Mata o velho, mata!!! Qualquer  regime em BELÉM é totalmente desmoralizado.
Alias, só pode ser "regime de engorda", pois apenas  somos chamados pra
comer! Iguarias deliciosamente irrecusáveis nos são apresentadas: pato e/ou
porco no tucupi, arroz paraense (deliciosa iguaria feita com camarão rosa,
tucupi, jambu e arroz), maniçoba, peixes dos mais deliciosos do mundo,
como pirarucu, filhote, pescada amarela, gurijuba, tambaqui, tucunaré e muitos
e muitos outros cujos nomes deixo de declinar para não desviar o foco do
presente artigo/relato. Depois do almoço precisava ir para a casa que nos
hospedava, pois havia combinado com meu filho que às 4 da tarde estaria
em casa para, entre outras coisas, entregar-lhe um motor de popa e acessórios
que resolvi dar para ele de presente, já que em Guarajuba estou pescando
(quando é o caso), em um saveiro. Espero que ele prepare logo o barco, para
que na minha próxima viagem possamos pescar juntos. Como meu filho é
pontual igual a mim, lá pelas 4 ele chegou - embora nesta época em que as
festas de fim de ano se aproximam o trabalho dele seja dobrado-. Muito bom
matar a saudade!...Ele, atualizado com as manhas das cidades, apressou-se
em retirar o pneu de socorro do meu carro, explicando que, com muita
frequência, eles são furtados quando estacionamos em lugar desprotegido.
Papo rápido, já que nos comunicamos amiúde, e ele partiu de volta para os
seus compromissos...

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - III _


Com ANDRÉ e CLÉO na casa da CLEIDE...

Em todas as viagens de carro que fiz ao PARÁ, jamais encontrei estradas
esburacadas. A jornada é bem segura, pelo menos até passarmos pela
cidade de Capanema. Dali em diante o aumento de tráfego é substancial
exigindo do condutor maior concentração e um redobrar de cuidado,
principalmente com as ultrapassagens perigosas e imprudentes de alguns
motoristas irresponsáveis e inconsequentes. Até Castanhal, já a cerca de
sessenta quilômetros de BELÉM, a rodovia é de pista única e, em alguns
pontos, com acostamentos sofríveis. Paramos ali para novo abastecimento
e rumamos, ansiosos pela chegada, para nosso destino final: BELÉM!
A BR-316 é duplicada neste trecho, contudo, ao chegarmos à Marituba,
começamos a sentir, pela lentidão do trânsito, que encontraríamos muita
dificuldades dali em diante. Nada mais correto! Levamos pelo menos
2 horas para percorrer a distância entre Marituba e nosso destino
final, em Ananindeua, cidade industrial, na região metropolitana de BELÉM!
Ao atingirmos o Viaduto do Coqueiro (" Fodão" para os íntimos, pois a avenida
que começa nele, no sentido Cidade Nova, é repleta de motéis), podemos
finalmente respirar aliviados, pois significa que nosso destino - o Condomínio
fechado Villa Calábria - está apenas a poucos metros!!! Quanta alegria
sincera na recepção dos nossos sobrinhos ANDRÉ/CLÉO e da minha querida
irmã CLEIDE que lá  também estava para nos receber, embora muita coisa
tivesse pra fazer na administração de sua firma. A algazarra provocada por
nossa felicidade chamou a atenção dos vizinhos que logo acorreram para nos
abraçar, desejando boas vindas: os vizinhos do lado direito, meu querido irmão
CLEY e sua esposa RENEUDE e os vizinhos da frente, nossos queridos e
felizes amigos (ela está completamente grávida do primeiro filho do casal),
HAROLDO e ALICE. Os outros ainda não haviam chegado, afinal estávamos
em plena quarta-feira, dia 3/10 e todos estavam trabalhando... Meu irmão
está aposentado e, como eu, aproveitando tudo o que a vida oferece de bom -
acabara de chegar de uma viagem à Paragominas, onbde passou alguns
dias na fazenda de um amigo - pois para isso trabalhamos, ele por 37 anos e
eu por 45, merecendo cada momento de lazer que nos proporcionamos.
O casal ALICE/HAROLDO, tem horários diferenciados - ele trabalha cumprindo
plantões e ela é funcionária concursada da Prefeitura de Ananindeua,
trabalhando pelas manhãs, além de advogada -. Após esta recepção calorosa,
tomamos um banho reconfortante, trocamos presentes e ficamos "colocando
o papo em dia" - infelizmente sem a presença do ANDRÉ, que precisara sair
para uma das firmas a que presta assessoria ecológica - até a hora do jantar.
Nada de dormir cedo, pois o ritual de boas-vindas continuou,
agora  protagonizado pelos outros vizinhos e amigos, destacando-se o
casal LUCIENE/GERALDO, que já nos deu a honra e o prazer de
recebê-los em nossa casa de Guarajuba, na BAHIA. Depois dessa
verdadeira festa, recolhemo-nos aos nossos aposentos para um merecido 
repouso não sem antes de atender aos inúmeros telefonemas dos parentes
e amigos, felizes pela nossa chegada. A festa estava apenas começando...

Continua na próxima postagem.... 

A todos um excelente final de semana.
Abraço do amigo

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe 

sexta-feira, 9 de novembro de 2012

- VIAGEM À BELÉM - II -

 

Como programado, saímos de CAXIAS às cinco horas do dia 3, rumo à BELÉM.
Viagem tranquila e rápida até Bacabal, ainda no MARANHÃO, onde paramos
para tomar café em um hotel que também conta com um posto de abastecimento
de combustível. Enquanto os companheiros de viagem rumavam para o
refeitório, aproveitei para abastecer o veículo. Algumas fotos, feitas pela
minha mulher - ela adora! - e lá fomos nós estrada a fora. De CAXIAS a BELÉM 
são cerca de novecentos quilômetros, o que nos permite mais condições para
diminuir a velocidade e aproveitar a viagem, desfrutando as visões deslumbrantes
que nos proporciona esta ante-sala da Região Amazônia. A diferença de
paisagem é brutal! Na parte da Região Nordeste que se estende da BAHIA até
o sul do MARANHÃO, a vegetação é ressequida e de cor marrom com raros
pontos de verde quebrando esta monotonia; os rios apresentam em seus leitos,
em lugar de água, pedras de todos os tamanhos; o vento que penetra no carro
quando abrimos as janelas, é quente e seco; o sol, sempre presente, nos queima
a pele de modo contínuo. Para evitar tudo isto, geralmente temos que fechar as
janelas, colocando uma toalha presa aos vidros para nos proteger do sol e ligar
o ar refrigerado. Aqui, no começo da Amazônia, tudo muda: vegetação verdinha:
árvores cada vez mais altas; rios sempre  com água (e muita!). -  Não poucas
vezes o rio Mearim, por exemplo, que corta a cidade de BACABAL,
transborda, desalojando os moradores de suas margens, naquela cidade.
Lembro-me também de uma vez que, voltando de BELÉM, deparei com um
local onde as águas violentas haviam levado em sua fúria parte considerável
da estrada o que me obrigou a voltar e continuar a viagem por uma rodovia
estadual, aumentando o percurso em, pelo menos, 150 km -  ; vento menos
quente e seco mercê do aumento da umidade relativa do ar e, principalmente,
ausência de animais na pista. Os raros encontrados, estão amarrados à margem
da rodovia pastando tranquilamente, sem oferecer perigo algum aos viajantes.
E as cidades e vilarejos se sucedem até que, ao passarmos por ZÉ DOCA,
começamos a encontrar buracos, muitos buracos. De todos os tamanhos,
formatos e profundidade, como para nos demonstrar que não é privilégio
baiano a existência dessas excrecências. Quantos impostos pagamos -
inclusive um cobrado no valor dos combustíveis, especialmente para a
conservação das rodovias - e não temos o devido retorno em serviços!
Esta buraqueira perigosa se estende até a divisa MA/PA, no município de
MARACAÇUMÉ (MA). Resolvidos a chegar à BELÉM já tendo almoçado
(embora os sobrinhos ANDRÉ e CLÉO tivessem assegurado que estariam nos
esperando para o almoço), paramos em um posto de boa aparência, ainda no
MARANHÃO e, após examinar e aprovar qualidade da comida exposta à maneira
self service, sentamo-nos para o comer. Em seguida, poucos quilômetros
depois, finalmente, entramos no PARÁ, ao atingirmos a metade da ponte sobre o
Rio Gurupi, fronteira PA/MA! Mais uma mudança radical, desta vez para bem
melhor: a estrada é um tapete! Impecável!!!...

Entrando no Pará... E lá vem chuva......
 
 
Continua na próxima postagem...
 
Um ótimo final de semana a todos, agradeço pelas visitas e espero que
voltem sempre.
Abraço,
 
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

VIAGEM À BELÉM - I -




A viagem de carro que acabo de empreender à BELÉM, certamente foi a última
que fiz, utilizando tal veículo. Não tem sentido submeter-me à pressões brutais
físicas e, principalmente, psicológicas ocasionadas por tal empreendimento.
Acostumado, embora, a tais viagens, já que esta última foi a décima segunda,
não justifica tal sacrifício, levando-se em conta que acabo de tomar conhecimento
da existência de um voo direto SSA/BEL/SSA, disponibilizado por uma
companhia aérea, com a duração, em cada trecho, de apenas duas horas e meia!
Ora, além da enorme diferença de tempo, há de ser considerada a brutal
redução dos riscos enfrentados, quando a viajem é aérea. Saí de SSA às quatro
horas e trinta e cinco minutos do dia dois de outubro, acompanhado por minha
mulher SANDRA, seu irmão CARLOS TADEU e minha irmã CLEISY. Embora
sob protestos veementes de meus acompanhantes, não costumo parar nesse
tipo de viagem senão para abastecimento do veículo, servindo esta parada
obrigatória para todos atenderem às eventuais necessidades fisiológicas. Para
tal mister, costumo levar sanduiches, salgadinhos, sucos, refrigerantes e água.
Quando sentimos fome ou sede, servimo-nos em pleno andamento da viagem o
que economiza enormemente tempo. Assim é que chegamos à cidade de CAXIAS
(que injustiça com o seu ilustre filho Gonçalves Dias!...), no MARANHÃO, às
sete horas da noite, depois de percorrermos justos mil e cem quilômetros! Até
este ponto da viagem passamos por inúmeras cidades e povoados,
destacando-se: Feira de Santana, Tanquinho, Riachão do Jacuípe, Capim
Grosso, Senhor do Bonfim e Juazeiro, no estado da BAHIA; Petrolina e
Afrânio em PERNAMBUCO; Picos e Teresina no PIAUÍ e, ao atravessar
a ponte sobre o rio Parnaíba, já no Maranhão, a cidade de Timon, distante
apenas setenta km de Caxias. À guisa de orientação aos que pretendem viajar
utilizando esta rota, adianto que, infelizmente, apenas nas proximidades de
Riachão do Jacuípe, na BAHIA, é que caímos num buraco enorme que me fez
quase perder o controle da direção! Não fosse meu carro um veículo de alta
qualidade, a suspensão teria ficado na estrada, tal a brutalidade do choque!
Afora este incidente, a viagem transcorreu com muita tranquilidade, apenas
 tendo cuidado com animais na pista (principalmente caprinos e o tão famoso
jegue), nas estradas impecáveis de Pernambuco e do Piauí. Vale também
chamar atenção para os inúmeros "quebra-molas" irregulares e ilegais - muitos
sem sequer sinalização adequada - existentes principalmente nos trechos onde
cidades e/ou povoados e, no estado do Maranhão, entre as cidades de
Timon e Caxias. Hospedamo-nos, em Caxias, no HOTEL ALECRIM, sem
nenhuma estrela, embora razoavelmente confortável e com uma pequena
piscina em seu pátio interno, próxima a um serviço de bar onde se pode
saborear uma cerveja bem gelada. Rodamos - apenas eu dirigindo -
durante aproximadamente 15 horas neste primeiro dia de viagem. Fomos
para nossos aposentos descansar, depois de algumas "geladas", não sem
antes deixarmos estabelecida a hora da saída no dia seguinte, às cinco...

Continua na próxima postagem......

Desejo a todos os meus amigos e visitantes um excelente feriadão.
Um grande abraço do amigo,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe