Como programado, saímos de CAXIAS às cinco horas do dia 3, rumo à BELÉM.
Viagem tranquila e rápida até Bacabal, ainda no MARANHÃO, onde paramos
para tomar café em um hotel que também conta com um posto de abastecimento
de combustível. Enquanto os companheiros de viagem rumavam para o
refeitório, aproveitei para abastecer o veículo. Algumas fotos, feitas pela
minha mulher - ela adora! - e lá fomos nós estrada a fora. De CAXIAS a BELÉM
são cerca de novecentos quilômetros, o que nos permite mais condições para
diminuir a velocidade e aproveitar a viagem, desfrutando as visões deslumbrantes
que nos proporciona esta ante-sala da Região Amazônia. A diferença de
paisagem é brutal! Na parte da Região Nordeste que se estende da BAHIA até
o sul do MARANHÃO, a vegetação é ressequida e de cor marrom com raros
pontos de verde quebrando esta monotonia; os rios apresentam em seus leitos,
em lugar de água, pedras de todos os tamanhos; o vento que penetra no carro
quando abrimos as janelas, é quente e seco; o sol, sempre presente, nos queima
a pele de modo contínuo. Para evitar tudo isto, geralmente temos que fechar as
janelas, colocando uma toalha presa aos vidros para nos proteger do sol e ligar
o ar refrigerado. Aqui, no começo da Amazônia, tudo muda: vegetação verdinha:
árvores cada vez mais altas; rios sempre com água (e muita!). - Não poucas
vezes o rio Mearim, por exemplo, que corta a cidade de BACABAL,
transborda, desalojando os moradores de suas margens, naquela cidade.
Lembro-me também de uma vez que, voltando de BELÉM, deparei com um
local onde as águas violentas haviam levado em sua fúria parte considerável
da estrada o que me obrigou a voltar e continuar a viagem por uma rodovia
estadual, aumentando o percurso em, pelo menos, 150 km - ; vento menos
quente e seco mercê do aumento da umidade relativa do ar e, principalmente,
ausência de animais na pista. Os raros encontrados, estão amarrados à margem
da rodovia pastando tranquilamente, sem oferecer perigo algum aos viajantes.
E as cidades e vilarejos se sucedem até que, ao passarmos por ZÉ DOCA,
começamos a encontrar buracos, muitos buracos. De todos os tamanhos,
formatos e profundidade, como para nos demonstrar que não é privilégio
baiano a existência dessas excrecências. Quantos impostos pagamos -
inclusive um cobrado no valor dos combustíveis, especialmente para a
conservação das rodovias - e não temos o devido retorno em serviços!
Esta buraqueira perigosa se estende até a divisa MA/PA, no município de
MARACAÇUMÉ (MA). Resolvidos a chegar à BELÉM já tendo almoçado
(embora os sobrinhos ANDRÉ e CLÉO tivessem assegurado que estariam nos
esperando para o almoço), paramos em um posto de boa aparência, ainda no
MARANHÃO e, após examinar e aprovar qualidade da comida exposta à maneira
self service, sentamo-nos para o comer. Em seguida, poucos quilômetros
depois, finalmente, entramos no PARÁ, ao atingirmos a metade da ponte sobre o
Rio Gurupi, fronteira PA/MA! Mais uma mudança radical, desta vez para bem
melhor: a estrada é um tapete! Impecável!!!...
Entrando no Pará... E lá vem chuva......
Continua na próxima postagem...
Um ótimo final de semana a todos, agradeço pelas visitas e espero que
voltem sempre.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe












