sexta-feira, 10 de março de 2017
EM BUSCA DE AVENTURA - V - Final.
Durante a espera, acabei mantendo conversas com alguns militares que me
advertiram para o fato de eu ter passado por perigos mortais, no caminho
percorrido até ali e que esses perigos seriam ainda maiores nos próximos
quilômetros a percorrer até a cidade de Vilhena, além da qual estaria menos
exposto aos perigos. Claro que procurei saber, em detalhes, do que eles
estavam falando. Pra meu espanto, contaram-me que, naquela região, havia
quadrilhas que simplesmente emparelham com os carros escolhidos -
principalmente os novos e com valor razoável como era o meu - mandavam os
condutores parar, os tiravam dos veículos, tudo sob o poder das armas -
geralmente escopetas calibre 12 e até metralhadoras - , atiravam na cabeça
das infelizes vítimas, jogavam seus corpos insepultos às margens da rodovia e
levavam o carro, através de uma das incontáveis estradas vicinais de terra
batida, que passam pelas fazendas da região - nenhuma delas aparece em
mapas oficiais - até a Bolívia, cerca de 50 a 70 km de distância daquele
local onde, um bandido brasileiro, pagava qualquer bagatela ( cerca de 4 mil
reais, na moeda de hoje ), pelos carros roubados e levados até ele!
Temendo qualquer problema na continuidade da viagem, recorri, por
intermédio de um telefonema, ao meu saudoso e querido amigo,
Cel. João Araújo, na oportunidade comandante da Polícia Militar da Bahia
( que, para minha sorte, estivera há apenas uma semana numa reunião
em Cuiabá, com os comandantes das Polícias Militares de todo o Brasil ),
a quem contei a história toda. Preocupado, ele falou incontinente com o
comandante da PM do Mato Grosso. Embora liberado imediatamente
por uma ordem direta e pessoal do comandante, evidente que resolvi
pernoitar na cidade. Na manhã seguinte, pra minha surpresa e satisfação,
fui escoltado por um carro da Polícia Militar, até um trecho onde não
mais correria risco de assalto. Assim, cheguei ao meu destino sem mais
problemas.
Como, há muito, desejava fazer uma viagem de navio
de Porto Velho à Manaus, aproveitei a ocasião e empreendi
a viagem de volta descendo o Rio Madeira, de barco, até a capital
do estado do Amazonas e prossegui de avião, via Brasília, retornando
até Salvador, também de avião.
Assim, termina mais uma história com final feliz na minha vida.
Até a próxima sexta....
Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
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