sexta-feira, 3 de março de 2017

EM BUSCA DE AVENTURA IV




Cheguei à capital do Mato Grosso por volta de meio dia. Almocei num
restaurante flutuante que fica no meio do rio ( não guardei o nome ) e prossegui,
 viajando em uma estrada muito irregular e totalmente deserta, onde apenas de 
raro em raro, se cruzava com algum veículo. Lá por volta de 5 horas da tarde, ao 
passar pelo posto de fiscalização da Policia Rodoviária Estadual, nas proximidades
da cidade de Cáceres, no norte de Mato Grosso, fui parado por um policial e
intimado a apresentar os documentos pessoais assim como os do veículo.
Ora, tudo isto já me pareceu estranho, pois durante toda a minha vida, jamais
havia sido parado numa "blitz" ou num bloqueio policial. Esta condição me
levara até a ser instado pelo meu amigo PEDRO BARROS
 ( claro que a título de brincadeira ), durante uma outra viagem que
 empreendemos de Belém à Salvador, a fundar uma quadrilha, da qual 
eu seria um excelente chefe, já que nunca me paravam para averiguação...
Depois de verificarem os meus documentos e os do veículo - que estavam em
nome da minha firma - embora constatando estar tudo em ordem pois, quando
apresentei os documentos, mostrei também o contrato social da empresa, para
verem que eu era um dos proprietários - os soldados solicitaram que os
acompanhasse, dirigindo o Santana, até o quartel da corporação localizado
dentro da cidade. Visivelmente contrariado e demonstrando, acintosamente,
esta contrariedade, acompanhei o veículo oficial, entendendo que  ao chegar
ao quartel, seria imediatamente liberado por um oficial superior, assim que ele
tomasse conhecimento da exatidão e idoneidade dos meus documentos e
ouvisse os meus argumentos. Ledo engano! Mandaram que aguardasse, pois
iriam passar, via fax, o número do chassi do carro não sei pra onde, com o
objetivo de certificarem-se da autenticidade do documento - na verdade, uma
consulta não sei a que órgão para verificar se o carro era roubado -. As
comunicações, naquela época, não eram como hoje e exigiam uma boa
demanda de tempo. (As telecomunicações no Brasil só passaram a ser eficientes,
como as conhecemos hoje, a partir do governo do grande FHC que, depois de
privatizar as estatais da área, ineficientes e que serviam apenas de " cabides de
emprego " para cupichas de políticos desonestos, nomeou o Sérgio Mota para
seu ministro da área e este, por sua vez, convidou para chefiar a equipe que
implantaria o atual modelo, meu querido, competente e saudoso amigo e
conterrâneo - nascido, como eu, na cidade de ORIXIMINÁ, oeste do PARÁ,
Renato Navarro Guerreiro, lamentavelmente falecido, ainda novo ( no ano de 2011 )...

Continua na próxima postagem....

Um ótimo final de semana a todos e até a próxima sexta.
Grande abraço.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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