sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

33 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - Estrada do Coco - IV -

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A constatação pelos componentes do grupo dos " Anjos do Asfalto ", de que nada mais
era possível fazer pelos ocupantes do outro carro, fez com que eles se voltassem para o
meu atendimento. Deitaram-me na maca e providenciaram minha imobilização. Logo
me conduziram ao interior da ambulância, iniciando imediatamente a viagem até o
pronto-socorro do Hospital Roberto Santos. Como num sonho, ouvia a voz da enfermeira
Cristina, à minha cabeceira, fazendo o máximo para me manter acordado. O zumbido
agudo da sirene, num contraste estridente com a voz delicada da enfermeira, aumentava
a sensação de irrealidade. Além disso, me vinha à mente, num turbilhão, a imagem do
carro desgovernado, num borrão vermelho, chegando célere em minha direção, embora
tivesse feito de tudo para evitar o choque! Me afastara somente até o acostamento porque
apos ele havia uma pequena descida que, certamente, provocaria o capotamento do meu
carro, se tentasse desce-la. Chegamos ao Roberto Santos gastando o menor tempo que o
trânsito da Paralela, naquele horário da manhã, permitia. O atendimento foi imediato!
Ali acabou o preconceito que eu tinha ( como, alias, muita gente tem ), de que os
Pronto-Socorros são verdadeiros " matadouros ". Fui muito bem atendido pelos médicos,
enfermeiros e residentes e duvido muito que em um outro hospital qualquer, o
atendimento seria melhor e mais imediato, incluindo aí os hospitais particulares.
Hoje agradeço por terem me levado para aquele pronto-socorro. Serei eternamente grato
à equipe dos "Anjos do Asfalto" ( não sei o que foi  feito deles. O Brasil é assim: tudo
que é bom desaparece! ) e agradeço principalmente à enfermeira e chefe da equipe,
minha inesquecível anjo da guarda Cristina...

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos, obrigado pela visita.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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