sexta-feira, 11 de novembro de 2016

25 - ACIDENTE DE MOTO - final -

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Embora não dependesse dos negócios para nos manter, decididamente as coisas em Belém
não estavam dando certo. No negócio da pesca, acabei descobrindo que, sendo o dono do
barco, deveria sair eu mesmo junto com a tripulação, porque neste negócio, mais do que em
qualquer um outro, funciona completamente aquela acertiva de que " só o olho do dono
engorda o gado "...
É que começaram os " furtos " de rede, muitas vezes de centenas de metros
( as redes de pesca na região, para serem economicamente viáveis, têm que ser medidas em
kilômetros - a minha media cerca de 3000 m ), os peixes capturados eram muito poucos
( soube, depois,  que eram vendidos clandestinamente em grande quantidade ), dando apenas para
cobrir as despesas; o diesel vasava inexplicavelmente dos tanques, etc. etc. etc. Muitos
desses " incidentes ", eram provocados pela falta de interesse da tripulação, só descoberta
com a continuação da convivência com tais profissionais. Aos poucos ia descobrindo uma
série de malandragens que acabaram por explicar 90% dos " incidentes " citados...
Transferi minha família de volta à Salvador, ficando em Belém o tempo suficiente para
me desfazer de tudo que lá adquirira. Restava-me apenas agradecer ao meu irmão Cléber,
todo o apoio que me ofereceu quando do acidente de moto. Depois de fazê-lo, retornei à
Salvador e hoje lamento profundamente o fato desse meu irmão ter falecido, ele próprio,
vítima de um violento acidente automobilístico, quando se dirigia à sua fazenda localizada
nas proximidades de Capanema.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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