sexta-feira, 25 de novembro de 2016

27 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO - II -

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Passei algum tempo viajando para a cidade de Juazeiro, designado que fôra para prestar
serviços naquela localiade. Todas as vezes que retornava, trazia no carro - uma Ipanema
prata - muitas frutas, compradas diretamente dos comerciantes locais, grandes produtores
de frutas na região. Dentre as frutas ( mangas, uvas, abacaxis, melões, etc. ), destacavam-se
as melancias, cuja quantidade era sempre maior, devido à preferência da família por esta
fruta. Como nesta fase estávamos, definitivamente, morando em Guarajuba, acostumei
a concluir a viagem de volta, pegando, à altura do viaduto que dá acesso à Candeias, a Via
de Tráfedo, que me levava ao Complexo Petroquíimico de Camaçari - COPEC -,
evitando assim, principalmente, a complicação do trânsito intenso na Rodovia
CIA/AEROPORTO. Embora a distância - medida por mim - seja praticamente a mesma,
l,ivrar-me do tráfego me proporcionava uma grande economia de tempo.
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Vindo pelo Canal de Tráfego, só ha duas opções de acesso à Estrada do Coco:
a Estrada da Cascalheira e a Estrada da Cetrel., sendo que esta última, é a mais
vantajosa, embora potencialmente perigosa, devido às inúmeras curvas - algumas muito
fechadas - à absoluta falta de acostamento e, principalmente, à falta de duplicação da pista.
Todos os meus problemas começaram logo no início da Estrada da Cetrel, imediatamente
depois de passar em frente ao atêrro sanitário da Prefeitura de Camaçari, localizado à
margem direita de quem vem do COPEC para a Estrada do Coco...
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Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 18 de novembro de 2016

26 - OS ACIDENTES DE VEÍCULO. - I -

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Sempre fiz questão absoluta de seguir as instruções dos fabricantes de veículos,
principalmente no que toca aos momentos das revisões. Acredito que os fabricantes e
seus engenheiros, são as pessoas mais indicadas para instruir aos usuários, quanto ao período
mais indicado para a manutenção. Foi graças a isto que me envolvi no primeiro dos tres
graves acidentes de carro que sofri, ao longo dos mais de 50 anos que tenho de habilitação ( a propósito, acabo de renovar a CNH com validade até o ano de 2019, com um detalhe: graças à troca de lente do olho esquerdo - por causa da catarata - sem a exigência de óculos ).
A propósito, foi o único acidente que me ocorreu sem a interferência desastrada e
irresponsável de terceiros. Saí de casa para levar a "Caravan" à loja da Signal, localizada
no Vale de Nazaré, onde fazia costumeiramente as revisões, antes de cada viagem que
empreendia com a família. Naquele dia, por volta das 7 h, vinha eu descendo do Largo
de Nazaré para o Vale, quando, ao fazer uma curva à direita - vide foto - fui surpreendido pela
derrapagem irremediável, das rodas trazeiras do veículo. ( Soube-se depois, que havia
muito óleo no local, talvez derramado pelos ônibus que, pelas manhãs, saem das garagens
com os tanques cheios ). Nada podia fazer para controlar o carro, tornando-me mero
passageiro impotente. Em consequência dessa derrapagem, a Caravan subiu o meio fio da
via, indo chocar-se, violentamente, com uma das palmeiras gigantescas existentes naquele
local. O apavorante e barulhento choque, se deu na lateral esquerda do carro,
imediatamente atraz do banco do motorista, onde me encontrava. Ainda bem que sempre
usei o sinto de segurança, o que me preservou de movimentos que poderiam gerar lesões
graves. Em seguida ao choque, o veículo deslisou de ré, indo parar na calçada da Avenida
Vale de Nazaré, felizmente, sem invadir a pista, o que, certamente, provocaria o
envolvimento de outros veículos, cuja quantidade é muito grande naquela via à essa hora.
Assim como nos outros acidentes posteriores - que descreverei em seguida- a Caravan
foi vendida como sucata.

Continua na próxima postagem.....

Um ótimo final de semana pra todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

25 - ACIDENTE DE MOTO - final -

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Embora não dependesse dos negócios para nos manter, decididamente as coisas em Belém
não estavam dando certo. No negócio da pesca, acabei descobrindo que, sendo o dono do
barco, deveria sair eu mesmo junto com a tripulação, porque neste negócio, mais do que em
qualquer um outro, funciona completamente aquela acertiva de que " só o olho do dono
engorda o gado "...
É que começaram os " furtos " de rede, muitas vezes de centenas de metros
( as redes de pesca na região, para serem economicamente viáveis, têm que ser medidas em
kilômetros - a minha media cerca de 3000 m ), os peixes capturados eram muito poucos
( soube, depois,  que eram vendidos clandestinamente em grande quantidade ), dando apenas para
cobrir as despesas; o diesel vasava inexplicavelmente dos tanques, etc. etc. etc. Muitos
desses " incidentes ", eram provocados pela falta de interesse da tripulação, só descoberta
com a continuação da convivência com tais profissionais. Aos poucos ia descobrindo uma
série de malandragens que acabaram por explicar 90% dos " incidentes " citados...
Transferi minha família de volta à Salvador, ficando em Belém o tempo suficiente para
me desfazer de tudo que lá adquirira. Restava-me apenas agradecer ao meu irmão Cléber,
todo o apoio que me ofereceu quando do acidente de moto. Depois de fazê-lo, retornei à
Salvador e hoje lamento profundamente o fato desse meu irmão ter falecido, ele próprio,
vítima de um violento acidente automobilístico, quando se dirigia à sua fazenda localizada
nas proximidades de Capanema.

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Grande abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de novembro de 2016

24 - ACIDENTE DE MOTO - parte III -

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Lúcido, embora poli-traumatizado e cheio de escoriações provocadas pelo deslizar
sobre o aslfalto áspero, tomei um taxi e fui até o Pronto Socorro Municipal, localizado
na mesma Travessa 14 de Março que era meu destino, apenas com a diferença de estar
em um local bem distante da casa da minha mãe. Prontamente atendido pelos excelentes
médicos e residentes de plantão, fui submetido a diversas radiografias que demonstraram
a fratura de 3 costelas do lado esquerdo do tórax, sendo que uma delas, com o movimento
que fiz para me levantar, perfurou o pulmão esquerdo, a poucos centímetros do coração!
Só então tive consciência de todo o risco de morrer que corri, ao movimentar-me para
me levantar... Nenhum dano, porém, foi verificado quanto ao marcapasso, que continuava
funcionando normalmente, fato constatado pelo ECG a que tambem fui submetido.
Transferido para um hospital, depois de devidamente imobilizado, foi verificada a presença
de ar na caixa toráxica, proveniente do pulmão perfurado. Este fenômeno, conhecido
como "pneumotórax", juntamente com a imobilização a que fora submetido, por conta
das costelas fraturadas, me mantiveram internado até que o organismo eliminasse o ar e
as fraturas se consolidassem. Ainda desta vez, tive alta sem apresentar sequelas...

Continua na próxima postagem........


Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe