sexta-feira, 19 de agosto de 2016

12 - DESASTRE AEREO - continuação - V


Asa esquerda quebrada em consequência do choque com a cerca

Assim, tomamos a decisão de pousar na rodovia. Tudo teria saido mais ou menos bem,
não fosse o fato - só descoberto ao nos aproximarmos do solo - de que as laterais da
estrada, naquele local, em vez de acostamento, tinham uma barreira de cada lado, bem
mais altas do que as asas do Piper!!! A essa altura, nada mais poderia ser feito, alem da
tentativa do pouso. Para completar os agravantes, na ânsia de nos sairmos bem, os
pilotos haviam esquecido de baixar o trem de pouso. Tal procedimento
somente foi executado, manualmente, depois que luzes vermelhas piscantes e "bips"
insistentes provenientes do painel, os alertou para esta falha. No último momento, o
procedimento de baixar o trem de pouso foi finalizado. De imediato a aeronave tocou o
solo e o conjunto da roda dianteira do trem de pouso se partiu com o choque.

O avião pairou no ar sobre a
lateral alta da rodovia, bateu
com a ponta da asa esquerda
em uns morões da cerca da
fazenda, rodopiou no ar e
caiu estreptosamente no leito
da BA 046, com a frente virada
para o lado de onde viera (deu o
famoso "cavalo de pau ").
Imediatamente, o instinto de
conservação - que, ao contrário
do que propagam por aí, tipo
"minha vida toda passou em um
átimo pela minha mente", puro
papo furado - que comanda,
absoluto, todas as ações de alguem
que se encontre em tal situação,
fez com que eu, literalmente,
passasse por cima do co-piloto
que, aturdido, continuava sentado,
abrisse a porta e, saindo em
desabalada carreira, me afastasse o máximo possível do avião!...


Continua na próxima postagem.........

Excelente final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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