sexta-feira, 5 de agosto de 2016

10 - DESASTRE AEREO. - continuação - III -


  
O piloto do Piper, J.C.P., estava de férias e fora visitar a família na cidade de Januária,
em Minas Gerais, onde morava. Ele era habilitado a comandar  o bi-motor, sendo nosso
funcionário. A explicação que me foi dada pelo M.F., para justificar a troca de aeronave, foi
o fato de o Piper ser um pouco mais veloz do que o Cessna, dando-nos uma margem maior
de segurança quanto à hora de chegada à Salvador ( realmente eu me atrasara um pouco...).
É que nenhum dos dois aparelhos era homologado IFR ( Instrument Flight Rules - regras
para vôo por instrumento ), somente podendo voar com a luz do dia, isto é, executando o vôo
visual. A seguir meu pilioto me apresentou um outro individuo (não me recordo do nome,
afinal estava com a atenção voltada para os afazeres importantes que me aguardavam em
Salvador), dizendo que o mesmo era seu amigo e conhecido, piloto de bi-motor e que,
se eu permitisse, ele voaria ao seu lado, no banco direito, como co-piloto. Minha urgência
em chegar à Salvador e a confiança na responsabilidade profissional do MF., levaram-me a embarcar, sem maiores questionamentos, (afinal era um piloto de aeronave com todos os documentos
 perfeitamente em ordem). A viagem transcorria na maior tranquilidade. Aproveitei para verificar
 os dados da medição e só pensava em chegar, mandar emitir a fatura e viajar para Recife,
bem cedinho no dia seguinte, para receber o valor correspondente. Era em Recife que os
recebimentos eram feitos, na sede da CHESF que, para essa obra, mantinha um convênio
com o INCRA. Mais ou menos a uns 40 minutos fora, foi quando começaram os eventos...

Continua na próxima postagem......

Um ótimo final de semana aos meus amigos e visitantes.
Voltem sempre.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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