sexta-feira, 29 de julho de 2016

9 - DESASTRE AEREO. - continuação - II -



O aeroporto da cidade de Bom Jesus da Lapa, às margens do rio São Francisco, era muito
utilizado pelo meu avião - um monomotor Cessna modelo 210-D ( pé duroc), prefixo PT-CDT.
É que a empresa da qual eu era dono, juntamente com meu inesquecivel e grande amigo César
Cabral, estava executando as obras de infraestrutura para a implantação das agrovilas para onde
seriam transferidos os ribeirinhos atingidos pela inundação provocada pelo enchimento do lago da
futura usina hidrelétrica de Sobradinho. Nossa empresa tambem tinha uma outra aeronave: um bimotor
Piper Twin Comanche PA-90, prefixo PT-CZN. Longe de serem um luxo, os aviões eram uma
necessidade vital para a empresa e muito utilizados, tanto para nosso deslocamento de Salvador
para a Lapa e vice-versa, quanto e principalmente, para levar peças de tratores e outros
suprimentos necessários à manutenção do ritmo dos trabalhos, regido por um contrato que
estipulava prazos rigorosos a serem cumpridos, sob pena de pesadas multas. Nossas presenças
eram muito importantes tanto no canteiro de obras, supervisionando e cobrando o cumprimento
dos cronogramas dos serviços, como no acompanhamento das " medições ", base para a emissão
e o recebimento das faturas.


Meu piloto, M.F., tinha ordens para me aguardar, geralmente ao
final da tarde, com a aeronave preparada para decolar. Naquela tarde, chegando ao aeroporto
e trazendo em minha pasta os dados da " medição " realizada, constatei que a aeronave na qual
voltaríamos para Salvador, era o Piper e não o Cessna, do qual o M.F. era o piloto!...

Continua na próxima postagem.........

Um ótimo final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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