sexta-feira, 25 de março de 2016

JACK, O ESTRIPADOR - conclusão - 5


A teoria mais aceitável sobre a identidade do Estripador foi a apresentada pelo
escritor e homem de rádio Daniel Farson, que baseou suas pesquisas nas notas
deixadas por Sir Melville Macnaghten, que entrou para a Scotland Yard no ano
seguinte à perpetração dos crimes e em 1903 se tornou chefe do Departamento
de Investigação Criminal (C.I.D.). Segundo Macnaghten, a Polícia concentrara
suas atenções em 3 suspeitos: um médico russo, homicida, de nome Michael Ostrog,
um judeu polaco que odiava mulheres, chamado Kosmanski e um advogado
depravado, de nome Montague John Druitt, que foi finalmente considerado culpado.
Farson, após anos de pesquisa sobre a família Druitt, aceitou essa hipótese. Afirma
que a própria família estava persuadida da culpabilidade de Montague e chama a
atenção para o fato de seu primo, Dr.Lionel Druitt, ter uma clínica cirúrgica nas
Whitechapel Minories, a apenas 10 minutos a pé do mais distante dos locais onde
foram praticados os crimes. A mãe de Druitt, acrescenta Farson, era louca, e o
próprio Druitt, poderia ter receado destino semelhante. Druitt nunca foi preso e
desapareceu pouco tempo depois do último assassínio. Seu corpo foi encontrado 7
semanas mais tarde, a flutuar no Tâmisa, no dia 31 de dezembro de 1888. Ter-se-ia
suicidado ou foi ele também uma vítima do assassino? Se Druitt foi de fato o açougueiro
de Whitechapel, apenas um homem conhece a verdade, o próprio Jack , o Estripador.
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Quem quer que tenha sido, seu terrível e macabro segredo está sepultado
para sempre!
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Bom final de semana, abraço para todos.
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 18 de março de 2016

JACK, O ESTRIPADOR (continuação 4)


A última pessoa a ver com vida Mary Kelly, de 25 anos - além do criminoso - foi
um transeunte de nome George Hutchinson, a quem ela pediu dinheiro para ajudar
a pagar o aluguel do pequeno quarto no número 13 da Miller's Court. Depois, disse
ele à polícia, ela afastou-se e abordou um homem de baixa estatura, bem vestido,
com um bigode claro e com um chapeu de caçador.. Na manhã seguinte o corpo de
Mary foi encontrado no seu quarto, esquartejado. Essa foi a última vítima do
Estripador. Desde então, os detetives tentaram seguir-lhe a pista, sem nenhum
resultado concludente. A Scotland Yard manteve fechados os arquivos sobre o caso
até o ano de 1992. Até o momento só ha especulações, sem quaisquer implicações
de caráter mais sério que vise à descoberta do assassino. O Estripador praticamente
não deixou pistas. Após cada crime cometido, desaparecia por entre a multidão.
Como conseguiu se livrar? Se era pobre, como adquiriu os conhecimentos para
executar suas demoníacas "cirurgias"? Se era rico, como não se tornara notado por
entre a pobreza abjeta do East End? E como conseguia agir sem ser visto, quando
os cirurgiões da época calcularam que a execução de suas pavorosas "operações"
requeria cerca de uma hora? Nada de respostas. A polícia encerrou seu "dossier"
sobre o assunto alguns meses após a morte de Mary Kelly.

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As conclusões a que chegaram todos os que investigaram o caso desde então,
limitaram-se a simples conjeturas que não contribuiram para o esclarecimento
do mistério.

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(na próxima postagem as teorias prováveis).
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Abraço, bom final de semana..
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 11 de março de 2016

- JACK, O ESTRIPADOR - (continuação 3)


Na noite de 30 de setembro de 1888, o Estripador esfaqueou mais duas mulheres e
deixou o que provavelmente constituiu a única pista da sua sinistra carreira.
Nos fundos da casa de número 40 da Berner Stree, foi encontrada Long Liz, de cuja
garganta ainda jorrava o sangue. O corpo de Kate Eddowes - o mais terrivelmente
mutilado de todos - jazia a poucos minutos daquele local, em Mitre Square. Um
rastro de sangue estendia-se desde seu corpo retalhado até uma porta onde se
via rabiscado com giz:
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" Os judeus não são culpados de nada! ".
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Seria o Estripador um judeu que se vingava de um mundo que o perseguia?
A mensagem, fosse qual fosse seu significado, poderia ter sido vital para elucidar
os crimes. Nunca, porém, foi devidamente estudada, pois misteriosa e
inexplicavelmente, o chefe de polícia, Sir Charles Warren, ordenou que fosse
apagada. O duplo assassinato aterrorizou Londres, corriam boatos: o estripador
era um médico louco; um criminoso polaco; um agente saecreto da Russia czarista
tentando desacreditar a polícia londrina; um puritano obcecado por eliminar
a depravação da cidade; uma parteira louca, com um ódio sanguinário à prostituição.
Ninguem sabia. O verdadeiro estripador continuava em liberdade e no dia 9 de
novembro voltou a atacar.
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(continua na próxima postagem)
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Bom final de semana, grande abraço.
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Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 4 de março de 2016

JACK, O ESTRIPADOR (continuação 2)


Jack esperou exatamente uma semana antes de atacar de novo.
A vítima foi - como todas seriam - uma prostituta: Anne Chapman, de 47 anos.
Anne Morena, como era conhecida, estava condenada a morrer de tuberculose
quando o Estripador a retalhou. Seu corpo foi encontrado por um porteiro do
mercado Spitalfields, num pátio nos fundos da casa 29 da Hambury Street.
Seus anéis e algumas moedas que carregava tinham sido colocados ordenadamente
junto aos restos nauseabundos do seu corpo. Fora completamente eviscerada!
Os boatos inundaram Whitechapel. A versão segundo a qual o assassino trazia suas
facas numa pasta preta, deu origem a tumultos, pois os transeuntes que
transportavam objetos desse tipo estavam sujeitos a ser perseguidos por multidões
exaltadas. Formaram-se grupos de vigilantes para patrulhar as ruas. A polícia
prendeu dezenas de suspeitos logo inocentados. Mas o criminoso não deixava
nenhuma pista. Tudo quanto os médicos da polícia puderam deduzir foi que era
canhoto e possuia alguns conhecimentos de medicina. Um cirurgião da polícia
declarou que os crimes tinham sido executados com "destreza e muita perícia ".


(continua na próxima postagem)


Ótimo final de semana, abraço a todos os amigos e leitores.


Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe