sexta-feira, 27 de setembro de 2013

LENDAS II - AS SEREIAS = 2 =


Nas lendas mais antigas das civilizações de culturas mais primitivas do mundo, as 
sereias também aparecem. Os Filisteus e Babilônios adoravam deuses com 
cauda de peixe. Estes deuses também aparecem em moedas cunhadas pelos 
Fenícios e Corintios. Dizia-se que Alexandre, o Grande, quando visitou o fundo 
do mar num globo de vidro, teve várias aventuras com sereias. Um oficial do 
exército de César Augusto, segundo narrativa do autor romano Plínio, viu 
diversas sereias " arremessadas às praias e mortas ", lá na distante Gália.
Nas tradições folclóricas, as histórias envolvendo sereias são frequentemente 
patéticas. Normalmente solitárias, elas podem, ocasionalmente, assumir a 
forma humana, geralmente para participar de festividade que aconteça em 
alguma aldeia da redondeza. Se, entretanto, um homem tirar-lhe a capa ou a 
cinta mágicas, impedindo-as de regressarem imediatamente ao mar, ocasiona 
quase  sempre sua morte. Os casamentos com seres humanos raramente são 
felizes, embora alguns povos das regiões litorâneas da Escócia e da Cornuália
tenham afirmado categoricamente que entre os seus antepassados se contavam 
sereias. Importantes famílias francesas, durante a Idade Média, falsificaram as 
suas árvores genealógicas para poder afirmar que descendiam da sereia 
Melusina, mulher de Monsier Raimundo, um parente do conde de Poitiers.
Esta história de amor, por sinal, teve um final mágico. Uma das condições do 
casamento estabelecia que Raimundo deveria deixar Melusina só, todos 
os sábados. Durante anos e anos viveram felizes, Um sábado, porém, induzido 
pela sua própria família, Raimundo observou a mulher pelo buraco da 
fechadura da casa de banho. Ela estava sentada no chão parcialmente 
transformada com a cauda de peixe própria das sereias. Melusina gritou 
desesperada, e pulou pela janela. Raimundo nunca mais voltou a vê-la, embora 
ela voltasse durante a noite para amamentar os filhos. As amas viam uma 
figura de mulher, cintilante, com uma cauda azul e branca, inclinada sobre os berços...

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

- UM PASSEIO COM EMOÇÃO...




Peço licença a você que me acompanha semanalmente para interromper a 
narrativa que faço sobre as lendas (no presente, das sereias),para narrar as 
peripércias acontecidas em um simples e singelo passeio que fiz, na segunda
feira passada (dia 16/19/2013), acompanhando, prazerosamente, minha irmã 
Cleisy e uma querida amiga chamada Dina (eximia violonista e cantora), que 
ora nos visitam. Saindo do meu "paraíso" de Guarajuba, fomos para o nosso 
"paraíso" de Arembepe. Como minha mulher teria que trabalhar  na segunda-
feira, voltou para Salvador no domingo à tarde, levando com ela as duas ilustres 
visitantes. Fiquei de ir à Salvador na segunda-feira para um passeio turístico 
com as duas. Como faço, sempre que tenho de ir à Capital, saí de Guarajuba 
às 5 da manhã, para evitar o eterno "engarrafamento" na Paralela e na orla. 
Ora, se elas ficassem para ir comigo, teriam de acordar bem mais cedo, 
sem necessidade. Ao sair de casa às cinco, como disse, a Estrada do Côco 
estava mais ou menos livre, aparecendo, apenas ocasionalmente, um ou outro 
veículo. Logo depois de passar pela ponte sobre o Rio Jacuípe, tinha na minha 
frente apenas um automóvel que avistei a cerca de 500 m., bem nas proximidades 
do local onde eu sofri um grave acidente há alguns anos (acidente que narrei ao 
longo dos artigos publicados a partir do dia 11/11/11, neste mesmo espaço). 
Não sei o que aconteceu a seguir: quando voltei a olhar para o tal automóvel, 
vi, atônito, que ele tinha batido em uma motocicleta! O ocupante da moto ainda 
rolava pelo asfalto quando passei pelos dois veículos acidentados, já que o 
motorista do carro havia parado também. Ao contrário do que a maioria faria 
numa ocasião destas, não parei para ver o que aconteceu. Pelo contrário, 
acelerei bem mais, com o intuito de avisar à Polícia Rodoviária Estadual, em 
Arembepe, eles sim, aptos a prestar o socorro indicado, já que não sou médico 
nem dono de funerária... Os policiais partiram, imediatamente, para o local por 
mim indicado e ainda não tive oportunidade de conversar com eles para 
saber o final do episódio. Fa-lo-ei, com certeza, em uma das minhas futuras 
passagens pelo posto.Pra quem acha que o dia seria bem comum e monótono 
daí pra frente, advirto que tenha calma! Por não ter local para estacionar, de 
maneira segura, na área compreendida entre o Mercado Modelo e a Baixa 
dos Sapateirosaonde planejava levar as ilustres convidadas, decidi por ir 
de ônibus até a Praça da , local bem perto dos lugares a serem visitados. 
Descemos o Elevador Lacerda e fomos ao Mercado Modelo; fotos e compras 
(ah! o sempre desejado berimbau!!!), lembrancinhas, etc. Depois de ver o 
casario colonial ao lado da Igreja da Conceição da Praia, subimos para a 
"Cidade Alta", fotografando, em profusão, os lindos cenários da praça e do 
Forte de São MarceloMisericórdia, Praça da Sé, Terreiro de Jesus
Igreja de São Francisco, Largo do Pelourinho, Casa de Jorge Amado
Baixa dos Sapateiros...mais fotos, mais compras e a fome chegando e 
finalmente, um táxi até o local onde subimos no ônibus de volta à Pituba
Ônibus novo, ar refrigerado, poltronas confortáveis, poucos passageiros já que 
a tarifa é mais cara, tudo beleza!!! Beleza??? Nada disso!!! Sair comigo é 
"com emoção"! Ao chegar à Rua Carlos Gomes, o motorista do ônibus, que 
acumula as funções de cobrador, ao dar o troco para uma passageira que 
ainda se encontrava em pé, teve um momento de distração e bateu 
violentamente em um táxi que havia parado, talvez para pegar algum passageiro. 
Tumulto, mulheres gritando, entre elas a senhora que receberia o troco, que por 
estar de pé, foi a mais lesionada e gritava saúde! levem-me para um hospital" !!!... 
Minha irmã, que estava sentada na poltrona do corredor do primeiro banco, 
sem nenhuma proteção frontal, foi arremessada violentamente para a frente, não 
se contundindo seriamente pelo fato de ter caído por sobre a senhora que estivera 
em pé, pouco antes. Mesmo assim, ficou choramingando com dor no joelho direito. 
Nada de grave e "tudo está bem quando acaba bem". Novamente em casa, 
novos passeios (desta vez com minha mulher), esperando a chegada do sábado 
quando comemoraremos mais um aniversário da minha mulher, desta vez 
mais "sex "...agenária...rsrsrsrsr

Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

LENDAS - II - AS SEREIAS.= 1 =




A lenda das Sereias remonta certamente às civilizações primitivas que cultuavam 
deuses com cauda de peixe. Provavelmente devem muito, também, aos animais 
marinhos que apresentam algum comportamento relacionado com os humanos, a 
exemplo da fêmea do peixe boi que amamenta seu filhote, o que deve ter originado 
o tema constante de sereias acalentando sua prole. As focas, nas regiões mais 
frias, adotam costumes de deitar-se sobre as pedras emitindo estranhos sons e 
gritos. Credulidades, imaginações, erro de identidade. Seja qual for sua origem, 
o mito das sereias não desaparecerá facilmente. Basta lembrar que em 1961
Departamento de Turismo da ilha de Man, na Grã-Bretanha, ofereceu um 
prêmio para quem trouxesse do mar uma sereia viva... Na Irlanda do Norte, por 
volta do ano 558 d.C., conta-se que uma sereia foi apanhada no lago. 
Ao interrogá-la, descobriram que 300 anos antes, fora uma jovem chamada 
Liban, cuja família morrera numa inundação. Ela, então, conseguiu sobreviver 
durante um ano sob as águas, sendo gradualmente transformada em sereia.
Outra sereia foi descoberta por um grupo de pescadores que a ouviram cantar e 
lançaram sua redes para capturá-la. Eles a chamaram de Murgen, que significa 
nascida no mar, e a colocaram num tanque de água para que todos pudessem vê-la. 
Foi batizada e, quando morreu, foi chamada de Santa Murgen. Muitos milagres 
lhe foram atribuídos. Em 1403, outra sereia foi encontrada e capturada presa num 
charco de lama perto de Edam, na Frísia Ocidental. De acordo com um relato 
de século XVII, ela foi salva pelas mulheres da vila, que a " limparam dos limos 
que a revestiam ". Nunca aprendeu a falar, mas viveu por mais 15 anos e, após 
sua morte, foi sepultada no cemitério local. Na costa da Escócia, havia uma bela 
sereia que visitava diariamente um santo desconhecido que vivia na Ilha Santa 
de Iona por quem se apaixonara e cuja alma ( que as sereias não possuem ) 
pretendia, com todas as forças. O santo disse-lhe que, para conseguir uma alma, 
ela teria que renunciar ao mar. Ante a impossibilidade de concretização desta 
exigência, a sereia partiu, desesperada, e nunca mais reapareceu. Suas lágrimas, 
porém, permaneceram e se transformaram nos seixos cinza-esverdeados que só 
se encontram nesta ilha.

Continua na próxima postagem...

Bom final de semana a todos os amigos e visitantes.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

LENDAS: I - LOBISOMEM.





Nas lendas de quase todos os países do mundo podemos encontrar  o mito dos 
seres meio humanos e meio animais. Alguns povos primitivos da África creem na 
existência de homens que se transformam em homens-leopardos; na Ásia, o 
homem-tigre é temido pelos supersticiosos e os escandinavos acreditavam na 
existência de homens que, para caçar, assumiam a forma de ursos. Porém, a mais 
famosa e difundida lenda do tipo (atualmente tema de um personagem de novela 
da Globo), é, sem sombra de dúvida, o LOBISOMEM. Sua origem remonta, 
provavelmente, aos mitos de deuses noruegueses que, segundo se dizia, 
assumiam a forma de animais, tais como o urso e o lobo.No século XVI, durante 
a época das perseguições às bruxas, admitia-se que elas poderiam se transformar 
em lobos. Na sua forma humana, não é possível distinguir a figura de um lobisomem 
da de um vampiro. Os dois entes partilham diversas características, tais como 
sobre-olhos unidos, orelhas pequenas e muitas vezes pontiagudas, mãos peludas 
e unhas em forma de garras. A única diferença entre um lobisomem e um vampiro, 
somente poderá ser notada por alguém que tenha coragem bastante para apertar 
sua mão e verificar um pequeno mas significativo detalhe: seu dedo anelar das 
mãos é maior que o dedo médio ou pelo menos do mesmo tamanho. 






Realizada a transformação, o homem 
se torna um lobo gigantesco, que se 
desloca, quer como bípede quer como 
quadrupede, que conserva traços 
humanos, embora incrivelmente peludo 
e de aspecto repulsivo. Com tais 
características, rasga a garganta das 
vítimas incautas, come sua carne e 
bebe seu sangue.






Na Itália do século XVI, acreditava-se que os lobisomens tivessem pelos na 
parte interna do corpo, situação que não mudava quando readquiria a forma 
humana. Tal crença levou as autoridades, no ano de 1541, a condenar um suspeito, 
que teve seu ventre aberto para se verificar se seu interior possuía os tais pelos. 
Claro que o pobre coitado morreu sem que tenham descoberto nenhum vestígio 
dos pelos...São muitos os processos através dos quais um homem pode 
se transformar em lobisomem. Um religioso medieval chamado Gervase of 
Tilbury, considerava infalível para a transformação, rolar sobre a areia nu, em 
noite de lua cheia. Conta-se que São Patrício amaldiçoou um clã inteiro, na 
Irlanda, o que determinou a transformação de membros desse clã, de 7 em 7 
anos, em lobisomem. Em alguns lugares da Europa, acredita-se que a 
transformação se dá quando um homem bebe água em um córrego, onde um 
lobo tivesse bebido. Por outro lado, há variados métodos para acabar com a 
maldição.  No Canadá se aconselha um exorcismo em que se invoque o nome de 
Cristo ou se chame o lobisomem, 3 vezes, pelo seu nome de batismo. Na 
França, o método consistia em extrair-lhe 3 gotas de sangue durante sua fase de 
lobo. Porém, o método mais divulgado para livrar um ser humano da maldição, 
era o de alvejá-lo, direto no coração, com uma bala de prata, de preferência benta, 
obtida, por exemplo, do metal nobre originário de um crucifixo de uma igreja. 
E assim, a humanidade continua pelo tempo em fora, a criar subterfúgios que 
tornem suas vidas mais divertidas e mais palatável...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe