sexta-feira, 26 de julho de 2013

- SERES VIVOS MILENÁRIOS - I -



                                                                         Pinus Aristata

Ainda há poucas semanas, em artigo publicado neste espaço, manifestei minha 
indignação com a Rede Globo a propósito de reportagens burras que insistiam 
em declarar que o termo consagrado mundialmente desde tempos imemoriais, 
"Castanha do Pará", não deveria existir por tal espécie vegetal ser encontrada 
em regiões da amazônia ocidental. Está provado por estudos científicos 
publicados nos anais da National Geographic que todas as castanheiras 
encontradas fora do nordeste do Pará, de onde são originárias, são verdadeiros 
clones das árvores originais e foram levadas para outras partes da Amazônia, 
por habitantes que se deslocavam regularmente pela região, há milênios. As 
provas científicas baseadas em estudos de vegetais são responsáveis por 
grande parte da elucidação e explicação dos fatos históricos. Um exemplo é 
uma árvore chamada "Matusalém". Trata-se de um pinheiro de copa rasa 
(Pinus Aristata) que cresceu a 2700 m de altitude nas montanhas Brancas
no estado da Califórnia.  Ele é resultante de uma semente ali lançada mais de 
1600 anos antes da construção das pirâmides do Egito! Está ainda bem viva 
e poderá continuar assim por mais 800 anos. Em 1964 foi derrubado para 
estudos científicos um outro pinheiro que, estudado, demonstrou ter 4900 
camadas anuais no lenho. Foi determinado pelos cientistas que uma árvore 
dessas pode viver por mais de 5500 anos.



No laboratório de dendrocronologia 
da Universidade do Arizona
cientistas organizaram um calendário 
baseado nos anéis do Pinus Aristata 
e dos restos antigos  desta espécie
 arbórea, identificando assim 
especificamente cada ano anterior a 
6300 a.C. Examinaram, também, 
restos desses vegetais encontrados 
no monte Washington, na parte 
oriental do estado de Nevada. Tais 
exames, levados a efeito nas células 
danificadas, levaram a concluir quais 
as condições climatológicas em 
épocas passadas, tal como as 
caprichosas ondas de frio nos verões 
de 1453 e 1601.






Procedeu-se, também, ao exame de grãos de pólen recolhidos nas sucessivas 
camadas de crescimento, o que permitiu comparar um quadro da vida da planta 
de 1300 a.C. com o de 350 d.C.  

Continua na próxima postagem......  

A todos um excelente final de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 19 de julho de 2013

- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - final -


Edwin Drake

Inevitavelmente surgiram as fases seguintes na cadeia de produção. 
Experiências exitosas foram feitas por alguns fabricantes usando produtos 
originários de pântanos de infiltrações, com o objetivo de ultrapassarem uma 
das fases de produção de Young. Assim, foram criadas as condições para 
Edwin Drake iniciar as perfurações destinadas a produzir petróleo natural.
Drake foi um homem afortunado, pois o aparecimento do petróleo, onde quer 
que ele se encontre, depende apenas de uma série de acidentes geológicos 
arbitrários. Ele é resultante, segundo se crê, dos restos decompostos de 
incontáveis bilhões de plantas e pequenos animais aquáticos que, ao longo 
das eras, foram esmagados pelo peso das rochas até se transformarem em 
petróleo. As grandes reservas de petróleo são encontradas apenas em latitudes 
tropicais. A deriva continental é responsável pelos depósitos do Alaska, sob o  
Mar do Norte, e de outros locais afastados dos trópicos, levando-os até onde 
atualmente se encontram. O petróleo só se concentra no interior da terra 
quando sobre ele existe uma perfeita vedação de rocha que o impede de 
irromper até à superfície, permitindo assim, a formação dos reservatórios 
que os prospectores procuram. Porém, mesmo os instrumentos mais 
sofisticados hoje disponíveis, não garantem a existência de petróleo no local 
da sondagem. Houve uma época em que eram necessários vários dias para 
se conter o enorme jato de petróleo expelido do poço recém perfurado pelo 
gás natural comprimido. Em 1901, por exemplo, um jato de petróleo no estado 
americano do Texas, fez desperdiçar incríveis 135 milhões de litros do 
produto, sendo verificado posteriormente que esta quantidade equivalia à 
metade da reserva ali descoberta. As modernas técnicas de exploração já 
eliminaram por completo esse risco. Porém, por mais que se evite o menor 
desperdício de petróleo, temos consciência de que a quantidade dessa 
riqueza é limitada. Foram necessários milhões de anos para se criarem os 
depósitos de petróleo, porém, decorridos pouco mais de 150 anos da 
descoberta de Edwin Drake, estima-se que já foi gasto mais de um terço 
dos recursos petrolíferos conhecidos no mundo. Não é provável que a oferta 
satisfaça a procura por mais 150 anos, por maiores que sejam as reservas 
extraídas do fundo do mar.

Bom final de semana a todos e obrigado pelas visitas.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 12 de julho de 2013

- PETRÓLEO - A DESCOBERTA DA FORTUNA - II -


Embora a exploração comercial do petróleo, um dos mais valiosos e cômodos 
recursos naturais do nosso mundo, seja um fenômeno moderno, seu uso é 
conhecido há milhares de anos. Argamassas para construção e para fixar jóias 
feitas com este recurso natural, já eram usadas pelos Assírios, Babilônios
Sumérios, no ano 3000 a.C. O betume formava-se quando o petróleo bruto se 
infiltrava e emergia à superfície ficando exposto ao sol.. Segundo a história, o 
povo judeu, em seu êxodo, " foi guiado por um pilar de fumo durante o dia e por 
um pilar de fogo durante a noite ".  Isto é uma descrição perfeita do que ocorre 
quando uma coluna de petróleo se incendeia.
Bem mais tarde os persas e árabes colhiam o próprio petróleo e o usavam não 
só para a iluminação como para limpar a seda. Por volta dos anos 300, o petróleo 
era usado pelos chineses que o descobriram acidentalmente quando escavavam  
minas de sal em campos petrolíferos. Tanto os chineses quanto os índios 
americanos usavam o petróleo como medicamento.
No ano de 1272 o viajante veneziano Marco Polo descreveu fontes de petróleo 
na península de Baku, no Mar Cáspio, onde há 2000 anos se realizava um 
culto ao fogo em volta dos " fogos eternos " assim chamadas umas colunas de 
petróleo que ardiam dia e noite. Porém somente no século XIX se descobriu e 
compreendeu o verdadeiro potencial desta riqueza mineral.
Foi em 1850 que o químico industrial escocês James Young registrou a 
patente para o fabrico do petróleo bruto a partir da hulha betuminosa e xistos e 
refinou este petróleo em parafina. A técnica demonstrou ser tão eficaz e o 
produto resultante tão superior ao óleo de baleia que rapidamente se 
construíram fábricas perto de minas de carvão na Inglaterra e em outros países 
pelo mundo em fora...

Continua na próxima postagem...

Desejo a todos um excelente final de semana.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 5 de julho de 2013

- PETRÓLEO, A DESCOBERTA DA FORTUNA - I -




Ele era um simples guarda de estrada de ferro nos Estados Unidos, quando, 
em 1859, resolveu se aposentar. Seu nome, Edwin Drake. Ao escavar a terra 
para guardar suas economias acumuladas ao longo de muitos anos de trabalho 
duro, descobriu o primeiro poço de petróleo de que se tem notícia. A massa 
negra e viscosa borbotou à superfície no local onde outrora existira uma aldeia 
de índios senecas, a 120 km de Pittsburgo na Pensilvania. A repercussão da 
descoberta levou um banco a enviar um de seus funcionários, um certo John D. 
Rockefeller, para investigar e fazer um relatório detalhado das possibilidades 
econômico-financeiras da descoberta de Drake. Tal relatório indicava a total 
impossibilidade de tal descoberta proporcionar qualquer lucro palpável. O 
próprio Rockfeller, mais tarde, acabaria por contrariar seu próprio relatório ao
tornar-se um dos homens mais ricos do mundo, com uma imensa fortuna baseada 
no petróleo. Com ou sem a aprovação de Rockefeller, foi criada a Seneca Oil 
Company que começou a funcionar a todo vapor, assinalando o final da era 
em que o homem dependia das baleias como fonte de fornecimento de óleo.
No curto espaço de um ano, o local, antes totalmente solitário, transformara-se 
numa comunidade florescente, atualmente conhecida como Oil City - Cidade 
do Petróleo. Os prospectores abriram ao acaso milhares de poços, numa 
região cuja potencialidade de produção até hoje é ignorada, com o objetivo fixo 
de conseguir extrair da terra petróleo para iluminação e aquecimento.
A procura de petróleo no solo tinha como abjetivo encontrar um substituto 
acessível, tanto na produção como no preço, para o óleo da baleia utilizado 
nas lanternas de iluminação pública.
O petróleo, que começou por ser menosprezado como um reles subproduto 
sem valor, revelou-se de extrema importância no final do século XIX quando 
do surgimento dos primeiros veículos automotores...

Continua na próxima postagem...

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe