sexta-feira, 28 de junho de 2013

- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - final -



O trovão é o resultado da expansão e explosão do ar, que é aquecido pela 
faísca, alcançando a impressionante temperatura de 16.666 graus centigrados
ou 3 vezes superior à da superfície do sol! O som da explosão desloca-se mais 
lentamente do que o clarão do relâmpago, pelo que, medindo-se o intervalo entre 
o relâmpago e o trovão, é possível medir a distância em que se verificou o 
relâmpago. Pode-se ter como parâmetro que, a cada 3 segundos corresponde 
a distância de 1 quilômetroEstá medido e, por isso mesmo estabelecido que, 
a cada instante, se verificam 1800 trovoadas em todo o mundo e durante um 
ano, 16 milhões delas desabam sobre o planeta. Algumas tragédias já foram 
causadas por trovoadas. A mais grave delas ocorreu na Itália - na cidade de 
Bréscia - no ano de 1769. Uma faísca atingiu um paiol do Estado, fazendo 
explodir nada menos que 100 toneladas de pólvora, matando mais de 3000 
pessoas. O maior prejuízo material causado por um relâmpago  foi o que se 
verificou em San Luis Obispo, no estado da Califórnia, no dia 7 de abril de 
1926. O incêndio durou cinco dias, atingiu uma área de 3640 km2, queimou mais de
milhões de barris de petróleo e matou apenas duas pessoas. Apesar de todo 
o seu poder destrutivo, porém, o raio causa apenas poucas mortes diretas em 
todo o mundo. O relâmpago provoca também efeito benéfico. Ele permite a 
combinação de azoto e do oxigênio do ar e sua dissolução nas gotas de chuva. 
Quando cai na terra e penetra no solo a chuva, poderoso fertilizante, fornece às 
plantas os nitratos vitais que transporta. O relâmpago pode ter sido uma das 
causas da existência de vida em nosso planeta. Numa fascinante experiência 
realizada na Universidade de Chicago, preparou-se uma mistura de gases - 
hidrogênio, metano, amoníaco e vapor d'água -, segundo se acredita, 
semelhante à primeira atmosfera existente na terra. Submeteu-se, então, a 
mistura à ação de um relâmpago artificial, constituído por uma descarga 
elétrica, disso resultando a formação de produtos químicos complexos, 
conhecidos como aminoácidos, tidos como os alicerces básicos de todas 
as formas de vidas existentes sobre a Terra.

Um ótimo final de semana a todos.
Abraço,

Clóvis de guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 21 de junho de 2013

- FANTÁSTICO ESPETÁCULO NO CÉU - I -



Desde tempos imemoriais o homem especula sobre o grande poder 
potencialmente destruidor do relâmpago, um dos mais deslumbrantes e 
pavorosos espetáculos da natureza. Trata-se, em termos científicos, de uma 
descarga visível de eletricidade atmosférica. A faísca gigantesca produzida em 
uma nuvem de tempestade, surge como um relâmpago difuso que, quando se 
desloca dessa nuvem para a terra, passa a denominar-se " relâmpago bifurcado ". 
A teoria mais aceita em nossos dias para explicar a mecânica da geração deste 
fenômeno natural, afirma que seu surgimento decorre da colisão entre as gotas 
de água numa nuvem de tempestade.  A explicação é a seguinte: quando as 
gotas de água que caem colidem com gotas de menores dimensões, uma parte 
da energia existente em cada uma delas é transformada em uma carga de 
eletricidade positiva na gota de maiores dimensões que se forma, em torno da 
qual o ar adquire uma carga oposta, isto é, negativa. À medida que cai, cada 
gota aumenta de tamanho, pois a umidade do ar condensa-se sobre ela, até 
atingir cerca de 5 mm, quando divide-se em duas, cada uma das quais 
transportando uma carga de eletricidade positiva. Quando as gotas caem 
diretamente na terra, a carga não produz qualquer efeito; porém, dentro de uma 
nuvem de tempestade, existem poderosas correntes de ar que impelem as gotas 
no sentido ascendente, recomeçando todo o  processo, incessantemente.  À 
medida que a carga acumulada em cada gota aumenta, a nuvem de tempestade 
se transforma em um verdadeiro acumulador gigantesco, armazenando 
eletricidade em quantidades progressivamente maiores. 






Decorridos por volta 
de 15 minutos, a carga 
elétrica acumulada nas 
gotas de chuva torna-se 
tão elevada que vence 
os efeitos isoladores 
do ar, ocorrendo, então, 
clarão espetacular 
do relâmpago...




Continua na próxima sexta...Um excelente final de semana. Tenham todos um ótimo São João.
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 14 de junho de 2013

ATLÂNTIDA - a lenda - final

                             

A cratera de 1500 m de altura, emergiu com uma violência tal que a parte central 
da ilha desapareceu numa cova de cerca de 400 m abaixo do nível do mar. A terra 
em torno, atualmente conhecida como Ilha de Santorini, ficou coberta com uma 
camada de cinzas vulcânicas de nada menos que 30 m de espessura, sob as 
quais foram descobertas as ruínas do Império Minóico. Este cataclismo 
relaciona-se, provavelmente, com o desaparecimento da Atlântida narrado por 
Platão porém, como sucede não raras vezes com narrações, transcrições ou 
reedições históricas, Platão interpretou incorretamente os escritos de Sólon
Se, em vez de " 9000 anos antes do nascimento de Sólon " tivesse escrito " 900 
anos "... , os acontecimentos coincidiriam, mais ou menos, com a erupção de 
Thera. É provável, ainda, que o número que indicava a área da Atlântida, Platão 
tenha traduzido erroneamente, indicando  " 2 milhões de km2 " em lugar de 
200.000 km 2 ". Uma ilha com tais dimensões poderia perfeitamente localizar-se 
no mar Egeu.  Duas outras hipóteses sugerem que Platão cometeu alguns erros 
em sua transcrição:- O vocábulo grego que significa " maior do que " é muito 
semelhante à palavra que traduz " a meio caminho ". Ficaria a Atlântida a " meio 
caminho " entre a Líbia e a Ásia, não sendo " maior do que " ambas? E seriam as 
Colunas de Hércules realmente o atual Estreito de Gibraltar?
Dois promontórios existentes na costa da Grécia, próximo de Creta, são 
denominados também Colunas de Hércules.
As provas hoje disponíveis parecem ter desvendado o mistério da Atlântida.
Os arqueólogos descobriram sob as cinzas de Santorini uma cidade inteira, 
cujas semelhanças com a fabulosa Atlântida não permitem que ainda subsistam 
muitas dúvidas sobre o caráter lendário do  paraíso descrito e decantado por Platão.

A todos um excelente final de semana
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

sexta-feira, 7 de junho de 2013

- ATLÂNTIDA - a lenda - I



Tudo começou com relatos do filósofo grego Platão. A credibilidade que possuía 
como grande erudito, acabou por tornar aceita, sem restrições, sua narrativa sobre 
a existência de uma ilha linda, próspera e poderosa, dominadora de um império 
que se estendia até a Africa e a Europa. Seus habitantes, cultos e afeitos às 
guerras, por praticarem atos atentatórios à moral e aos ensinamentos correntes, 
tiveram como castigo a submersão de suas terras, tragadas que foram pelas 
águas do mar. Embora desafiando a lógica da história e da geologia, permaneceu 
esta história como verdade durante muitos séculos, fornecendo argumentos e 
materiais para românticos e poetas. Platão deu a esse Paraíso Perdido, segundo 
ele, localizado além das Colunas de Hércules ( atualmente Estreito de Gibraltar ), 
o nome de AtlântidaA ideia original porém, não foi de Platão. Ele apenas se 
limitou a repetir os relatos de Sólon, que, por sua vez, os ouvira de sacerdotes 
egípcios, segundo os quais o desastre acontecera 9000 anos antes do nascimento 
de Sólon. As evidências geológicas, no entanto, demonstram que o oceano 
Atlântico existe, tal qual o conhecemos hoje, há alguns milhões de anos, não 
contendo vestígio algum que indique a existência  de uma ilha outrora habitada e 
afundada sob suas águas. Recentemente constatou-se que a civilização descrita 
por Platão é muito semelhante ao Império Minóico que existia na ilha de Creta
Era uma sociedade altamente desenvolvida com leis escritas, conhecimentos 
sobre metalurgia e técnicas de engenharia que incluíam a abertura de canais, 
túneis, obras portuárias e até instalações sanitárias equivalentes às usadas em 
nossos dias. No final do século XV a.C. esta civilização desapareceu tão 
abruptamente quanto a Atlântida proclamada por Platão. Durante séculos, o 
seu desaparecimento intrigou os historiadores que não entendiam como uma 
civilização tão avançada podia ter desaparecido de repente. Descobertas 
recentes, porém, sugerem que o Império Minóico foi totalmente aniquilado 
por uma gigantesca explosão vulcânica.

Sabe-se que a ilha de Thera, no Mar Egeu, explodiu cerca de 1470 a.C.

Continua na próxima postagem...

Um ótimo final de semana a todos,
Abraço,

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe