sexta-feira, 12 de agosto de 2011
PALAVRAS NUNCA DITAS.
Depois de exaustiva pesquisa na obra de Sir Arthur Conan Doyle, não consegui encontrar a
frase comumente atribuida ao detetive Sherlock Holmes "Elementar, meu caro Watson".
O detetive até usa uma expressão semelhante na história "The Crooked Man" (o Homem
Desonesto), publicada pela promeira vez em 1893 no Strand Nagazine e mais tarde incluida
nas "Memórias de Sherlock Holmes" editadas em 1894. Nessa história, o Dr. Watson,
asistente de Holmes, casou e não mora mais na casa do detetive, na Baker Street número
221-B, em Londres. Ao visitar Watson, para pedir que o ajude na solução de um mistério,
Holmes faz algumas deduções a respeito de seu velho amigo. Observa, por exemplo, que
Watson continua a usar o mesmo tipo de tabaco no valho cachimbo, a partir da cinza que ve
na lapela de seu casaco alem de constatar que ele anda muito ocupado. Ao ser indagado pelo
amigo como descobriu tais fatos, Holmes responde saber que ele vai de charrete quando tem
pressa e se desloca a pé sempre que dispõe de tempo; ora, a poeira acumulada nas botas de
Watson, que seria a prova de que ele saira de casa, seria em maior quantidade se tivesse
caminhado; por consequencia - conclui Sherlock Holmes - Watson deve ter saido de cabriolé,
sinal de que anda muito ocupado. Nessa ocasião observa Watson: "Excelente!". Ao que
replica Holmes: "Elementar."
É daí que deve ter nascido a expressão comumente atribuida ao personagem.
Um ótimo final de semana a todos, grande abraço.
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe
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