sexta-feira, 10 de junho de 2011

MITOS SOBRE O CORPO E A SAÚDE. III



Cabelos e unhas continuam a crescer após a morte.
Esse mito nasceu de uma declaração no mínimo exagerada de um cidadão ingles chamado
Charles Augustus Howell. Em 1869 ele foi testemunha da exumação do corpo da mulher
do pintor Dante Gabriel Rossetti, morta em 1862. Declarou que tinha ficado impressionado
com a luxuriante cabeleira da morta, que praticamente enchia o caixão, exibindo a cor
vermelho-dourada. Se essa descrição corresponde a verdade, seus cabelos já eram assim
quando ela morreu. De fato, o cabelo de um cadáver não cresce. O que se pode atribuir
ao falso "crescimento" é uma leve contração da pele que, ao desidratar, pode revelar 1 a
2 mm do pelo embutido na epiderme quando em vida. Nunca, entretanto, o suficiente para
encher um caixão. As unhas e os cabelos crescem a partir da raiz, pela multiplicação das
células que são alimentadas pela corrente sanguinea. Cessando a circulação com a ocorrência
da morte, o fornecimento de nutrientes é interrompido e as células perdem as condições e o
poder de se multiplicar.


Continua na próxima postagem......

Abraços e um ótimo final de semana.

Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe

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