A citação comumente usada, de que todos se igualam na morte, nem sempre teve sentido.
Na Escócia e no norte da Inglaterra, a zona norte do cemitério era reservada aos criminosos,
por ser considerada uma região de mau agouro, enquanto os fiéis piedosos eram enterrados
na parte leste, mais próximo da "Terra Santa", a nobreza na parte sul e o povão era amontoado
na parte oeste. Dureza mesmo é como têm sido tratados os suicidas. Considerados assassinos
de si mesmos, não podiam ser enterrados em terra consagrada. Até o ano de 1824 na Inglaterra,
havia uma Lei que mandava enterrar os suicidas em uma encruzilhada, com uma estaca a
traspassar-lhe o coração. É que havia a crença de que as pessoas enterradas fora dos cemitérios
- terra consagrada - voltariam à Terra na forma de seres malignos, para atormentarem os
seres vivos, se não fossem presos a algum lugar com uma estaca. Ainda assim, mesmo que o
espírito conseguisse se libertar, ficaria totalmente perdido e não saberia que rumo tomar para
alcançar o mundo dos vivos, já que fora sepultado em uma encruzilhada. Também as cores são
usadas em muitas comunidades, como sinal de luto. No ocidente é o negro que assinala
tradicionalmente o luto.. Na China é o branco significando os votos de felicidade e prosperidade
no outro mundo. A vida e as energias físicas, são celebradas nos enterros ciganos e eles se
vestem de vermelho. Já no mundo celta , o vermelho significava a morte, pressagiava o desastre
e nunca era usado. Os muçulmanos acreditam que as almas dos justos assumem a forma de aves
brancas e, durante a idade média, essa crença se difundiu por toda a Europa. Realmente são
insondáveis os mistérios que cercam a morte e embora convivamos diuturnamente com ela,
jamais seremos capazes de aceitá-la racionalmente se seus tentáculos escolhem algum ente querido.
Excelente final de semana a todos, obrigada pelas visitas, espero que voltem sempre e
deixem seus comentários.
Abraço,
Clóvis de Guarajuba
ONG Ande & Limpe


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